E o grande YCK descolou a transcrição (em inglês) do vídeo do Grant Morrison que eu postei ontem (valeuzaço!). Tire um tempinho para ouvir uma mente brilhante (sem trocadilhos com sua careca, vai). E se rolar a traduça pro português, publico aqui:
Via pi4nobl4ck.
Sabemos que nossa querida diva de plástico Lana Del Rey chamou-se Lizzy Grant em uma encarnação passada, mas alguém já havia ouvido falar nessa tal May Jailer, cujo único disco – batizado de Sirens – apareceu no YouTube essa semana. Mas é real? É mesmo Lana Del Rey ou é alguém com uma voz muito parecida fingindo ser um alter ego anterior de Ms. Del Rey? É o disco que Lizzy Grant não lançou que foi rebatizado depois da fama? Quem está por trás deste, “vazamento”: a própria Lana ou algum hater obsessivo? Como tudo em Lana Del Rey, o mistério da autenticidade prevalece.
Ouça May Jailer abaixo, antes que alguém tire do ar.
Mesmo com uma história nada óbvio, com seu elenco soberbo, com seus roteiros sem clichês e sua trilha sonora impecável, uma das maiores qualidades de Breaking Bad é sua cinematografia. Filmada em película e com cenas que valorizam tomadas em câmera lenta (há cenas de deserto que são dignas dos Coen), sua linguagem visual também valoriza a forma como a câmera é posicionada, que foge do trivial mesmo quando é posta dentro da geladeira ou no porta-malas de um carro, como podemos ver no vídeo abaixo, feito por um editor chamado Kogonada (que contém spoilers para quem não viu a série):
E lembre-se que Breaking Bad volta em julho – naquela que deve ser sua última temporada.
A teoria já foi discutida por Selton Mello e Seu Jorge no curta Tarantino’s Mind, da 300 ml. Vale o replay:
Resumindo: todo o universo dos filmes de Quentin Tarantino – à exceção de Jackie Brown, cuja história é de Elmore Leonard – está interligado entre si, seja por marcas, como os cigarros Red Apple (o Slusho de Tarantino) ou o Big Kahuna Burger (que, citado em Pulp Fiction, também reaparece em Reservoir Dogs e no trecho que Tarantino dirige no filme Grande Hotel)…
…Mas principalmente pelos personagens. Como explicou o Selton no vídeo acima, Vincent Vega (o Travolta em Pulp Fiction) e Vic Vega (Michael Madsen em Cães de Aluguel) são irmãos, o policial Scagnetti que só é citado em Cães de Aluguel é o mesmo que aparece em Assassinos por Natureza (cujo roteiro é de Tarantino). A maleta de Pulp Fiction é a que tem os diamantes do final de Cães de Aluguel e, diferente do que foi citado no vídeo acima, há uma teoria que diz que os filmes Um Drink no Inferno e os dois Kill Bill não pertencem diretamente a este universo, mas são filmes que são assistidos pelos personagens. Filmes violentos, cheios de referências à cultura pop – e o Sonny Chiba no início de True Romance (outro roteiro de Tarantino) é o mesmo que faz Hatori Hanzo em Kill Bill, que tem uma história parecida com a série de TV que Mia Wallace iria interpretar em Pulp Fiction, o Fox Force Five, onde era uma especialista em facas, como a Noiva de Kill Bill. A lista vai adiante sempre com elementos pequenos, vagos, em que a lição de Hitchcock (ele mesmo um easter egg humano em todos seus filmes clássicos) mistura-se com a sincronicidade de C.G. Jung. Não chega a ser um grande filme dividido em capítulos como sugere o papo de Selton e Jorge, mas um jogo de linguagens e de camadas de leituras que o Rob Ager tão bem definiu a explicar o 2001 de Kubrick. O próprio Tarantino já admitiu isso.
(Vale até abrir um parêntese pro Hitchcock:
Que figura!)
A novidade é que esta semana apareceu uma releitura deste universo que pode explicar a origem de toda verborragia pop e ultraviolência que unem a filmografia de Tarantino quase como uma tônica de narrativa, mais do que uma história em si. Traduzo abaixo o post que pintou no Reddit na terça passada, assinado por FrancisDollarHyde (spoilers se você não viu o filme mais recente de Mr. Q, Bastardos Inglórios – mas, porra, você ainda não viu esse filme? Vacilo). Veja abaixo:
E já que o assunto é Quentin Tarantino, você sabe de onde é que saiu esse clássico trecho fictício da Bíblia?
De um filme com Sonny Chiba:
Mas você sabe que tudo no Tarantino é sampleado, né?
…E a imagem que ilustra esse post está à venda.
E por falar em Tarantino e Pulp Fiction, que tal esse infográfico feito pelo designer Noah Daniel Smith, colocando o clássico dos anos 90 em ordem?
No site dele dá pra ver em alta resolução.
O maior artista vivo deu seu recado sobre as comemorações dos 60 anos do reinado inglês da Rainha Elizabeth II.









