
O Chávez geral esperava, mas o Chorão… Que merda. Mesmo que sua banda fosse um lixo, o “Magnata” deixou ao menos um hit:
Será que vão perguntar pro Camelo o que ele acha de tudo isso (aposto que sim)? Será que o Camelo vai fazer uma música pro Chorão (tomara que não)? E, abaixo, Chorão com 16 anos:

Ao voltar-se para a sétima arte, o mestre dos quadrinhos confirma a má fase e mostra seu lado mais brega possível. O que era possibilidade em Sin City e virou tragédia em Spirit, agora virou um mero comercial de TV bem palha.
Que ainda rendeu uma versão do Friendly Fires para o maior hit do Depeche Mode, “Strangelove”.
Ficou bem mais ou menos – mas ficou melhor que o comercial. A versão da Bat for Lashes, pra mesma música e campanha, ficou melhor que a do Friendly Fires:


La Cave 1968 – Problems in Urban Living é um senhor disco pirata (comprei o meu em vinil) e nunca é uma má hora para ouvir Velvet ao vivo nos anos 60…

Hm?

Liv conversou com o criador dos Sopranos, David Chase, sobre seu novo filme (que ele considera apenas “OK”, Not Fade Away), sua primeira obra desde que encerrou a aclamada série da HBO, em 2007. Na entrevista, ela aproveitou para, inevitavelmente, cair do assunto principal da carreira do produtor e diretor, a vida e o trabalho do carismático Tony Soprano, e além de comentar a possibilidade de voltar àquele universo, mas em outra época (“Às vezes penso em fazer um preâmbulo dessa história. Algo sobre o pai do Tony Soprano e a juventude do Tio Júnior. Não descarto essa possibilidade”), Chase também foi categórico para voltar a afirmar sobre o que acontece no enigmático final de sua obra-prima:
“Eu sempre digo que, para mim, há um final fechado.”
Ele fala mais sobre isso na entrevista (neste link), contando alguns possíveis spoilers. Mas, convenhamos, a série da HBO terminou há mais de cinco anos e desde antes de seu estarrecedor último episódio, já era considerada um dos grandes feitos da televisão na história recente. É item obrigatório no cardápio de qualquer um que queira se considerar sintonizado com seu próprio tempo, aquele momento em que a produção cultural norte-americana começou a ser mais intensa na televisão do que no cinema. Por isso, não sei se dá pra falarmos em spoilers de Sopranos a essa altura do campeonato.

Dito isso, aproveito a deixa para falar sobre o final da série. Se você ainda não a assistiu, meta o rabo entre as pernas e vá fazer o seu dever de casa. Esqueça os pré-conceitos que você pode ter sobre uma “série sobre a máfia” e embarque em uma jornada emocional de um macho alfa em estado bruto, estremecido pela mudança de época que vivemos – tudo isso com direção, elenco, roteiro e trilha sonora afiadíssimos, e momentos de muita tensão emocional. É muito sintomático que, na abertura das três primeiras temporadas, o World Trade Center apareça visto do retrovisor para, depois do atentado em 2001 (que aconteceu quatro dias antes da estréia da quarta temporada da série), sumir do horizonte de Tony Soprano à medida em que ele sai de Nova York rumo à sua Nova Jersey, no início de cada episódio. Sopranos não é uma história sobre crime organizado e valentões do mal que fazem parte do funcionamento da sociedade moderna, mas sobre a crise desta sociedade, sobre como as tensões que vieram com o novo século estremeceram alguns conceitos básicos de cada um de nós, tanto individualmente quanto como civilização.
Não por acaso a série começa com a ida de Tony Sopranos à psicóloga, às escondidas, pois poderia pegar mal para sua reputação. Sim, é um preceito idêntico ao infame Máfia no Divã, mas tratado com doses excessivas de realismo, principalmente no que diz respeito às relações familiares. É uma questão mais ou menos parecida com a de Freaks and Geeks (contemporânea de Sopranos), mas o ponto de vista adulto é assumido no primeiro plano e não numa infantilização dos dramas da maturidade (Freaks and Geeks se passa em 1980 e fala da adolescência dos adultos que a produziram, na virada do século). A carga dramática ajuda a pesar para diferentes lados, seja nas relações que misturam família e trabalho ou na violência crua da rotina no crime, enquanto assistimos à ascensão de um jovem player rumo ao trono do crime organizado na costa leste dos EUA.
A partir de agora, vem os spoilers. Por isso, se você não assistiu à série, volte depois.

E a cobra morde o próprio rabo: o infame Batman Feira da Fruta deu origem a uma série de quadrinhos em que diferentes ilustradores brasileiros recriavam o surreal episódio da série dos anos 60 com os avacalhados diálogos brasileiros da dublagem da clássica versão. E agora vem o Danilo Martins e sincroniza as páginas da HQ com o áudio do vídeo original, dando outra dimensão para um marco do humor pátrio adolescente. Saca só aí embaixo:

Esse vídeo rolou faz um tempinho, mas ainda tá valendo:

O ilustrador irlandês Grainne Tynan cogitou umas histórias paralelas do maior herói belga…

Ricardo Salvagni, um dos integrantes originais do grupo paulistano Fellini, está revisitando sua obra em remixes ao lado de Pedro Zopelar – e eles estão sendo expostos em seu Soundcloud. As revisitas trazem o som do grupo para o século 21 sem perder aquele ar de underground brasileiro pré-Collor – e assim, o hit “Rock Europeu”, exemplo abaixo, perde velocidade para assumir um parentesco dos momentos mais eletrônicos do Cure. Bem bom.