
Alguém reuniu num único vídeo todas as vezes que Woody Allen gaguejou em seus filmes. Deu quase 45 minutos!
Vi lá no Bruno.
…está à venda! Sim, é um casaco que imita um galã dos anos 70 sem camisa. Pela madrugada!

Você podia dormir sem essa, dizaê! Vi no Dangerous Minds.


E essa história que o DCE da USP está pegando no pé do Rafael Castro por causa da música “Vou te Encher de Birinight”?
Ouviram uma apologia ao estupro nessa música e estão chamando-a de “opressora” pra baixo. Um trecho da moção de repúdio contra o cantor e compositor, que se apresentou na calourada da universidade este ano:
Ao longo da festa, várias bandas passaram pelo palco. A atração principal, Rafael Castro, foi a penúltima a se apresentar. O conteúdo das apresentações de Rafael Castro era desconhecido pela gestão do DCE. Lamentamos que esses conteúdos tenham sido expressos durante a festa e repudiamos o conteúdo das músicas de Rafael Castro: não somos a favor da apologia ao estupro ou de xingamentos homofóbicos! Ao contrário, nosso esforço se dá no combate cotidiano a essas práticas. Nunca foi este o objetivo da realização do show, pelo contrário.
A gestão Não Vou Me Adaptar tem como parte de seu programa a luta diária contra as opressões, com diversas iniciativas, inclusive chamando a que os estudantes participassem do ato do 8 de Março, que aconteceu na Praça da Sé. Somos veementemente contra a opressão, por entender que nossas diferenças não podem ser uma desculpa para sermos desiguais.
Fazemos um chamado a que o movimento se incorpore com força e unidade na luta contra a opressão para que possamos fortalecer a luta contra o machismo, racismo e homofobia dentro da USP. Por fim, colocamos a importância de que Rafael Castro repense seu repertório.
Tudo bem que a letra não é das mais dóceis, mas Rafael Castro é tão cronista quanto músico e usa suas canções como retratos da realidade em que vive, sejam eles bobos e triviais ou irônicos e jocosos, como é o caso de “Vou te Encher de Birinight”. Mas mesmo que ela não fosse irônica, será que o cronista que retrata o crime pode ser considerado criminoso? Será que arte pressupõe julgamento moral? Será que, a partir disso, vamos censurar filmes em que pessoas são assassinadas de forma violenta? Achei que esse debate já fosse coisa do passado…
Contenha-se, diz o anúncio.

Afinal são 15 novos episódios, dia 26 de maio, via Netflix. Nunca escrevi sobre Arrested Development, né? Bem lembrado…



Deal with it:
Um dos assuntos que pintaram quando o show do Sabbath no Brasil foi anunciado dizia respeito à sua localização – quais seriam os palcos que abrigariam a turnê dos pais do heavy metal? É papo pra estádio, mas em ano pré-Copa e estádios pela metade, as opções são bem restritas – não apenas para o Black Sabbath, mas também para outros artistas de médio e grande porte que podem passar por aqui.
A outra questão que surgiu, claro, diz respeito sobre o preço do ingresso. A discussão sobre o mercado de shows no Brasil, com o cancelamento do Sónar e a transferência do Cure do Morumbi para o Anhembi, voltou à pauta no último mês e, inevitavelmente, cai-se no círculo vicioso que, não importa quanto for o ingresso, “tem quem pague”. Até que chega o Skol Sensation desse ano com um ingresso que custa…

R$ 12.500. Doze mil e quinhentos reais. Isso é o equivalente a quantos salários mínimos? “Mas é pra seis pessoas”. Ah tá, fica só dois mil e oitenta e três reais por cabeça. E isso não parte de um evento “diferenciado”, em que o clima importa mais que as atrações estrangeiras. Poderia vir num musical da Broadway adaptado para São Paulo e Rio de Janeiro. Num concerto de música erudita ou num show de dance music qualquer. O “tem quem pague” não existe sem o “tem quem cobre” – e neste caso o Skol Sensation ultrapassou a barreira dos cinco dígitos no preço de um ingresso. Infelizmente, não vai parar por aí.
Há quem urubuze e diga que a bolha dos shows internacionais vai estourar e o país vai sair da escala de muitos artistas, caso os cachês diminuam, por exemplo. Sim, há uma bolha financeira, principalmente no que diz respeito ao preço que se paga pelos artistas e aos preços de ingressos repassados para o público, mas isso não significa que os shows internacionais vão parar de acontecer no Brasil, principalmente às vésperas de Copa do Mundo e Olimpíada.
E essa bolha financeira não tem a ver apenas com shows, claro. Tem a ver com ascensão da nova classe C também, mas também tem a ver com o tal “capital cultural” que eu citei outro dia. Mas o principal é essa elite de araque que se mede por dinheiro, que escaneia qualquer pessoa pelas marcas que ela tem ao seu redor, do relógio no pulso ao carro na garagem. Gente que usa o dinheiro para se diferenciar dos outros. Devíamos fazer como sugeriu o Knife naquele quadrinho que linkei ontem – tratar essas pessoas como portadoras de um problema psicológico, uma compulsão psicótica por acumular dinheiro e precificar tudo.
Isso também não é restrito ao Brasil, é um problema mundial. Que tem mudar.

…porque se você parar pra pensar…
