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Paranoia

Falo pouco de política por aqui pra não começar aquelas discussões intermináveis (como se só falar sobre as coisas que gosto não fossem o suficiente pra isso), mas esses virais diários do Feliciano sendo folclorizados e compartilhados por um monte de gente é de doer. Aí vem o Bob Fernandes e sapeca essa:

Palmas.

4:20

susto

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Fazia muito tempo que a MTV Brasil não tinha uma idéia tão boa…

Promete ser épico.

4:20

queda

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Embora muitos associem V de Vingança (1981), de Alan Moore e David Lloyd, a uma visão pessimista do que se tornaria a Inglaterra pós-Thatcher, o fato é que nem seu autor não imaginava que o partido conservador inglês ganhasse as eleições parlamentares em 1983 – explicitamente confirmado no ensaio Behind the Painted Smile, do próprio Moore, sobre sua obra:

Starting with the assumption that the Conservatives would obviously lose the 1983 elections, I began to work out a future based upon the Labour Party gaining power, removing all American missiles from British soil and thus preventing Britain from becoming a major target in the event of a nuclear war. With disturbingly little difficulty it was easy for me to plot the course from that point up until the Fascist takeover in the post-holocaust Britain of the 1990’s.

Mas ele não deixou barato e, anos depois, em 1990, citaria a própria Dama de Ferro numa página memorável de seu Miracleman:

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Esta foi pinçada pelo Bleeding Cool, que também listou outras manifestações anti-Thatcher nos quadrinhos ingleses. A dica foi do Daniel, valeu!

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Minha coluna da semana no Link foi sobre como cedi ao Netflix e porque a paranóia sobre conteúdo criado de acordo com o gosto do freguês é tão fraca quanto falsa (e, não, não considerem esta coluna como sendo meu texto sobre Arrested Development).

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O que acontece quando você faz algo que todo mundo espera
House of Cards ou Arrested Development?

Já escrevi sobre isso aqui: por mais que goste das novidades digitais, estou longe de ser early-adopter, daqueles que saem por aí usando todas as possibilidades de um aparelho ou serviço recém-lançado. Tenho uma curiosidade branda em saber como funciona o que acabou de aparecer e está todo mundo comentando. Mas ficar horas na fila para comprar um telefone? Sonhar em usar uma certa atualização? Não sou desses.

(Lembro quando comecei a trabalhar no Link como editor-assistente em 2007. A chefia na época me deu o argumento definitivo para comprar um celular. O iPhone acabara de ser lançado e os celulares ainda não eram computadores de bolso. Eu não queria ser encontrado e levei anos para me acostumar com um telefone que te acompanha mesmo depois que você sai de casa. Mas me perguntaram: “E se acontecer algo urgente quando o jornal estiver indo para a gráfica?” Um argumento definitivo, cedi.)

A explicação para eu ser um late-adopter vem de um hábito que tem a ver com a profissão de jornalista e virou compulsão: consumir conteúdo. Sou fissurado por notícias, livros, filmes, programas de TV, games, sites e blogs – e por isso me contenho na hora de utilizar novas tecnologias. Também demorei a comprar DVD, fazer compras pela internet e comprar um e-reader.

Todo este enorme nariz de cera para dizer que finalmente aderi ao Netflix. E o motivo de não ter começado antes a pagar a assinatura digital para consumir conteúdo online é porque eu sabia que ia abrir uma porteira difícil de ser fechada. Mas resolvi ver qual era a deles a partir do anúncio de que começariam a exibir produções próprias.

House of Cards, série do diretor David Fincher, foi a escolhida para estrear a nova fase. Foi minha isca. Seu grande atrativo foi ter sido criada a partir de informações que a locadora digital tem dos usuários. Analisando os dados dos programas mais assistidos, chegaram a uma média que dizia que uma série sobre os bastidores da política estrelada por um protagonista sem escrúpulos seria de interesse de seus espectadores.

Comecei a assistir a série e… achei OK. Boas atuações, diálogos rápidos, uma trama que tem tudo para prender a atenção por alguns episódios e… um protagonista que vira-se para a câmera a cada dez minutos para explicar a cena e dizer quais são suas reais intenções. Precisava ser tão didático? Não passei do terceiro episódio, quem sabe um dia a retomo. Talvez não seja público-alvo típico da Netflix. Acontece.

Mas vi artigos e ouvi pessoas comentando que aquilo poderia ser um perigo, que a tendência era que a produção de conteúdo, quando é movida por algoritmos e estatísticas, poderia empacar a criatividade, criar produtos estanques, que não surpreendem e apenas saciam a vontade das pessoas por aquilo que ela já sabe que gosta.

Como se TVs e estúdios de cinema não fizessem pesquisas para saber como o público está reagindo a determinado filme ou série. Como se não existissem grupos de discussão, técnicas de foco de audiência e outros métodos para entender o que o público quer ver.

Bobagem ter esse receio. É inevitável que alguém surja com algo completamente inusitado que atraia as atenções – talvez pelo fato de que a maioria do conteúdo que é produzido hoje tende à banalidade justamente porque todos querem adivinhar o desejo do público.

Quero saber como será a volta de Arrested Development, uma das séries mais engraçadas de todos os tempos, cancelada em 2006 pela baixa audiência, justamente por ser inusitada, nonsense e exagerada – algo que nunca seria aprovado em uma reunião de conselho. Mas a série ganhou público e virou cult depois do cancelamento, a ponto do Netflix ter apostado em sua volta. A próxima temporada será lançada em 26 de maio. E agora? Arrested Development será como o público quer ver ou vão deixar a natureza livre, psicótica e absurda típica do seriado tomar conta novamente?

A ver.

bitch-is-dead

Não que torcidas de futebol possam funcionar como medida de qualquer coisa para além de seu próprio universo, mas não é todo dia que se vê tanta gente comemorando a morte de um político, como a torcida do Liverpool nessa segunda-feira:

A foto saiu do site da ESPN.

4:20

eh-voce

janet-jackson-islam

Artista virando muçulmano eu já vi bastante, mas artista mulher se convertendo ao islamismo? É o que parece ter acontecido com Janet Jackson, que já se casou com o bilionário nascido no Qatar Wissam Al Mana e ao que tudo indica está de malas prontas para se mudar de vez para o Oriente Médio – com outra religião e aposentando-se de vez da carreira musical. A foto eu vi nesse site Naij.