
Não… Sério…

Não…

JP Cuenca postou no Facebook, mas achei importante reforçar seu nome aos bois:
Você, articulista de jornal, rádio e tv, que ajudou a criminalizar os protestos e abriu espaço para a porrada da polícia no povo: a culpa é sua.
Você, editor preguiçoso, que jamais contou o número de manifestantes feridos, mas sim o número de cacos de vidro no chão: a culpa é sua.
Você, repórter, que fechou uma matéria sem ouvir nem sequer um manifestante, comprando a versão da PM como fato depois de décadas de assassinato e abuso: a culpa é sua.
Você, profissional liberal com voz na sociedade, que prefere não emitir nenhuma opinião porque tem medo de perder o emprego, o contato, a boquinha ou a pulserinha na área VIP: a culpa é sua.
Você, indigente intelectual militante de “esquerda”, que se cala para manter seus negócios, conchavos ou empreguinhos no governo Dilma ou Cabral: a culpa é sua.
Você, escritor, cineasta, diretor de teatro, ator, artista plástico, que se cala com medo de queimar seu filme para os próximos editais, prêmios, bolsas e regadores de mão oferecidos pelas três esferas de poder estatal: a culpa e sua.
Chegou o futuro: somos todos políticos agora. o silêncio é a sua mão suja.
É um bom ponto. (A foto que abre o post foi twittada pelo Rafucko.)

Muito gênio:
Agora resta saber se vão descobrir todas as referências escondidas no vídeo. Quer tentar?

Juntos, no David Letterman. Pelo nível de doideira era de se esperar que fosse uma parada inaudível…
Mas não ficou ruim, hein.


Essa capa do Extra de hoje é daquelas que fazem o jornal em papel ainda ter sentido:

Parabéns ao jornal, que registrou essa vergonha na escala devida.

Parece besteira, mas saca só o que aconteceu naqueles seis anos no meio do século passado:
Vi no Buzz da Galileu.

O comediante Norman McDonald ficou intrigado com o final de Breaking Bad e desenvolveu uma teoria que deixa o final bem mais interessante, veja abaixo (cuidado com os spoilers se você não terminou de ver a série):
