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Paranoia

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Eu sei, foi um dos principais assuntos da semana passada, mas quero sublinhar aqui. O escritor mineiro Luiz Ruffato foi o primeiro brasileiro a discursar na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, o maior evento do mercado editorial mundial. No evento, que começou na terça passada, o Brasil entrava com louros de homenageado. Mas Luiz não se fez de rogado e emendou um discurso emocionante e épico, arregalando os olhos dos gringos para a série de problemas que ainda nos afligem no Brasil. Um discurso excessivamente sóbrio e sem eufemismos, que expôs didaticamente – e com números – o rosário de preconceitos, violências e abusos que convivemos diariamente no Brasil, mas com um tom essencialmente otimista, apesar do peso das palavras usadas. Um discurso parente da recente fala do presidente uruguaio José Mujica na Assembléia da ONU.

A velha guarda chiou: Ziraldo gritou, ao final, que ‘não tem que aplaudir! Que se mude do Brasil, então” e Nélida Piñon desconversou que ‘adoto a postura de não criticar o Brasil fora do país, assim como não critico meus colegas”. Conversa fiada. É importante que saibam que, por baixo do chapéu tutti-frutti de país exótico latino-americano e por trás dos olhos injetados de ódio que parecem clamar pela guerra civil há um país muito complexo, cheio de camadas contraditórias e mantido sob a rédea de uns poucos que, à medida em que veem a sociedade crescer, apertam o cabresto com medo das mudanças. E é isso que Ruffato fez em seu discurso, que republico abaixo, com trechos em vídeo registrados por Tânia Maria Rodrigues-Peters. Um texto obrigatório para todos que se interessam minimamente pelo Brasil – e que já tem seu lugar na história pela coragem, postura e mensagem. Faça-se o favor de ler este texto abaixo:

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Enjoy-The-Experience

Johan Kugelberg escreveu o livro Enjoy the Experience sobre um estranho efeito colateral do sucesso da indústria do disco na segunda metade do século passado, quando fábricas de vinil ofereciam às pessoas comuns a possibilidade de gravar seu próprio disco. E ao oferecer a mídia sem dar suporte artístico – não eram gravadoras, e sim fábricas de disco -, essa atividade deu origem a mais de uma geração de artistas amadores que não fizeram-se de rogados e gravaram seus próprios LPs, por mais estranhos, toscos e sem sofisticação parecessem. No livro recém-lançado, seu autor compila capas e histórias inacreditáveis de pessoas sem inclinação nem talento, mas dispostas a deixar sua marca na história da música pop. Abaixo, uma matéria que a BBC fez sobre este livro:

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4:20

dajanela

Jesus leso

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Porra, Vaticano!

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coice

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darthvader

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Solidão 2.0

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Redes sociais, conexões virtuais e o medo de ficar só – como isso tudo tem mudado como nos sentimos… humanos.

Um filme do Shimi Cohen que eu vi no Bruno.

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Atenção para estas imagens:

O Codex Seraphinianus foi concebido pelo artista italiano Luigi Serafini em 1981 e reúne 400 páginas de um gênese inexplicável escrito em uma linguagem indecifrável – segundo seu autor, transmitida psicograficamente por seu gato. A Ana explica isso melhor em matéria que escreveu no site da Galileu – e se a curiosidade atiçar ainda mais, saca só o vídeo abaixo feito apenas com páginas do livro (que volta a ser publicado este mês, na Itália).

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