Trabalho Sujo - Home

Todd Terje + Bryan Ferry

terje-ferry

Desde antes de ela se materializar, sabíamos que a parceria entre Bryan Ferry e Todd Terje seria épica. E ninguém precisou estranhar a escolha de um cover – e justo qual – para formalizar esse encontro – “Johnny & Mary” de Robert Palmer nunca mais seria a mesma depois de passar pelos dois. O resultado foi tão forte que os dois expuseram a parceria em seus respectivos discos, uma saudação de respeito mútuo. Agora a versão sobe mais um degrau quando ela se transforma em vídeo, levando o velho crooner inglês para o Chateau Marmont e o Wolf’s Lair em Los Angeles, enquanto a modelo inglesa Eliza Cummings desliza em preto e branco pelo groove.

E não custa lembrar que Terje é uma das primeiras atrações anunciadas do festival do Lucio, que ainda trará o Belle & Sebastian para o Brasil no segundo semestre.

Novo Yo La Tengo terá versões para músicas do Cure e Sun Ra

yolatengo2015

Notícias de Hoboken! O trio indie mais querido da grande Nova York anunciou que voltou a ser um quarteto por pelo menos um disco – e assim o Yo La Tengo chama o ex-guitarrista Dave Schramm para recriar o clima da banda antes dos anos 90, quando lançavam discos regravando as próprias músicas e músicas de outras pessoas. Stuff Like That There segue esse espírito e reúne versões para velhos clássicos (e faixas menores) da discografia do grupo, além de versões para músicas do Cure (“Friday I’m in Love”, vejam só), Hank Williams, Parliaments, Sun Ra, The Lovin’ Spoonful, Darlene McCrea e Special Pillow, entre outros, além de duas inéditas. Abaixo, duas amostras do disco que será lançado em agosto: uma versão acústica e frágil para uma avalanche de ruído que conhecemos como “Deeper into Movies” e o cover para “Automatic Doom”, do Special Pillow:

A capa e a as faixas do disco seguem abaixo:

yolatengo-stuff

“My Heart’s Not in It” (de Darlene McCrea)
“Rickety”
“I’m So Lonesome I Could Cry” (de Hank Williams)
“All Your Secrets” (do disco Popular Songs)
“The Ballad of Red Buckets” (do disco Electr-o-pura)
“Friday I’m in Love” (do Cure)
“Before We Stopped to Think” (da banda Great Plains)
“Butchie’s Tune” (da banda The Lovin’ Spoonful)
“Automatic Doom” (da banda Special Pillow)
“Awhileaway”
“I Can Feel the Ice Melting” (da banda Parliaments)
“Naples” (da banda Antietam)
“Deeper Into Movies” (do disco I Can Hear the Heart Beating as One)
“Somebody’s in Love” (do Cosmic Rays with Le Sun Ra and Arkestra)

John Oliver descasca a Fifa

john-oliver-fifa

Em mais um daqueles monólogos de comédia que humilham o atual jornalismo corporativo de qualquer país, o inglês John Oliver aproveitou o escândalo da Fifa para pisotear sobre a organização com os termos corretos. Assista até o fim para ver se algum apresentador poderia fazer, no Brasil, o que ele faz com diferentes produtos de patrocinadores da entidade.

Se alguém ver uma versão com legendas em português manda aí que eu colo aqui.

O Ecossistema da Música: gerenciamento de carreira musical

Eis o segundo curso do Ecossistema Singles, a versão do curso Ecossistema da Música no Século 21 em que eu convido um professor para dar uma aula em uma noite sobre um assunto só – ao contrário do curso completo do Ecossistema em que converso com duas pessoas por dia durante duas semanas consecutivas (aliás, a programação do curso do próximo mês de julho está quase completa, já já falo dela por aqui). E depois da ótima aula sobre assessoria de imprensa com a Piky, chamei a Helô Aidar, da Ponmelo Produções Artísticas, que cuida das carreiras do Arnaldo Antunes, Tom Zé e Tulipa Ruiz, para falar sobre como gerir uma carreira de um artista de música, principalmente os primeiros passos. O curso acontece no dia 25 de junho e as inscrições já estão abertas no site do Espaço Cult.

Gerenciamento de carreira musical

O curso tem como objetivo mostrar o que é necessário para se gerir uma carreira musical do ponto mercadológico e econômico.

1) A produção é a alma do negócio

Como funciona o trabalho feito a partir da concepção da obra musical e qual é o papel de cada profissional nesta nova etapa da carreira do artista.

● O que é produção?
● A necessidade de se ter um produtor
● A dificuldade em se autoproduzir
● As diferenças entre RP, assessor de imprensa, produção na estrada e venda de shows

2) A consolidação de uma carreira

Como fazer o trabalho persistir? Como firmar um cenário que permita que o artista continue lançando discos e fazendo seus shows com alguma constância?

● Como lançar um artista atualmente
● Mídia física ou digital?
● Download gratuito: uma faca de dois gumes?
● Lançar-se no exterior
● A formalização da profissão e a criação de uma empresa

Depois do sucesso dos cursos O Ecossistema da Música no Século 21, o jornalista Alexandre Matias e o Espaço Revista Cult vêm apresentar um novo formato para quem quer entender as transformações no mercado na música. A versão Singles do curso Ecossistema traz aulas dadas em um dia por um professor, sempre com foco em uma determinada área.

As inscrições podem ser feitas lá no site do Espaço Cult.

Wilson, de Daniel Clowes, vai virar filme

wilson

O Hollywood Reporter confirmou que Wilson, a série em quadrinhos que Daniel Clowes publicou sobre o personagem homônimo que talvez seja a melhor definição para a palavra misantropo, será transformada em filme, graças aos esforços de produtores como Woody Harrelson, Laura Dern, Alexander Payne e Sam Raimi. O personagem deverá ser vivido pelo próprio Woody e o roteiro do filme, que ainda nem começou a ser filmado, é do próprio Clowes. Lembrando que os quadrinhos de Clowes já deram origem a dois filmes dirigidos por Terry Zwigoff: Ghost World e Art School Confidential. A direção de Wilson fica por conta de Craig Johnson, que fez The Skeleton Twins (no Brasil, Irmãos Desastre), com a Kristen Wiig e o Bill Hader, no ano passado.

Beirut 2015: “If we don’t go now, we won’t get very far”

beirut-2015

Zach Condon recuperou-se de anos complicados (fim de um casamento, esgotamento artístico e físico por causa de três anos ininterruptos de turnê e uma internação na Austrália) e aos poucos começa a dar bom sinal de vida. “No No No”, o primeiro single de seu Beirut em quatro anos, mistura suas diferentes influências em uma sonoridade mais própria, que não vai nem pra música cigana, nem pra eletrônica e abriga referências que vão da música indiana à turca sem deixar de lado o apreço pela música pop. O single também batiza o novo disco, cujo nome das músicas vem a seguir.

“Gibraltar”
“No No No”
“At Once”
“August Holland”
“As Needed”
“Perth”
“Pacheco”
“Fener”
“So Allowed”