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Ian Ramil 2015: “Meu ‘não’ é ‘sim'”

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Às vésperas de encerrar o crowdfunding de seu segundo disco, o gaúcho Ian Ramil disponibiliza o compacto virtual “Coquetel Molotov” / “Devagarinho” – dois extremos de um disco que, segundo seu autor, era o primeiro disco que queria fazer na vida. “Esse disco é o que eu venho querendo fazer há três anos”, ele explica na página da campanha, “compus as 10 músicas entre meio de 2012 e final de 2014, ou seja, antes mesmo de sair o meu primeiro álbum, quase todas essas músicas já existiam. Em janeiro passado eu e a minha banda – os da foto: Martin Estevez, bateria, Felipe Zancanaro, guitarra, Guilherme Ceron, baixo e Pedro Dom, piano e clarinete -, meus parceiros de estrada há tempos, fomos pra Pelotas e passamos 15 dias imersos na casa onde vivi minha infânciadolescência. Lá gravamos Derivacivilização. No meu ex-quarto montamos a técnica, de onde o nosso presidente Lauro Maia pilotava o equipamento do estúdio A Vapor, enquanto a gente baixava a lenha na sala e o Ternura documentava o processo.”

Além das duas novas faixas, Ian já havia postado a quadrada “Salvo-Conduto” no YouTube no fim do mês passado. E o conjunto das três canções apontam para um disco bem mais estranho e difícil do que o primeiro disco batizado apenas com seu prenome.

Chromatics ♥ Cyndi Lauper

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Ainda enrolando o lançamento de seu aguardado Dear Tommy (que está pronto desde o início do ano e até agora não vazou), os Chromatics encontraram tempo pra regravar o imortal hit de Cyndi Lauper “Girls Just Wanna Have Fun” para um comercial da grife Mango, estrelado pelas modelos Kate Moss e Cara Delevingne. São só 30 segundos, segura:

Tomara que eles lancem a versão oficial completa.

Skylar Spence 2015: “You look for trouble every chance you get”

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Quem está para lançar seu primeiro disco de fato é o produtor Ryan DeRobertis, que no começo do ano trocou de codinome para evitar problemas de direitos autorais, deixando de ser Saint Pepsi para assumir a persona de Skylar Spence. E ele acaba de lançar o terceiro single de seu disco Prom King, que está programado para sair este mês. A groovezenta “I Can’t Be Your Superman” sai direto dos anos 80 como a maior parte da sonoridade de suas faixas, mas há um pézinho no pós-punk e na new wave que não havia nos hits disco music que produziu até agora.

Antes desta ele também havia lançado “Can’t You See” e “Affairs”, quase uma balada, que você pode ouvir abaixo:

Vem discão aí!

Fora da Casinha 2015

Fora da Casinha

Nem lembro há quanto tempo conheço o Mancha, mas lembro perfeitamente da minha felicidade quando ele aceitou dividir uma Noite Trabalho Sujo na Trackers na primeira vez que fizemos shows na festa (com Bonifrate e Soundscapes). A parceria seguiu logo depois quando o convidei para repetir a dose na festa de 18 anos do Trabalho Sujo (quando ele convocou o MZK e o Curumin) e saquei que havia uma preocupação: Mancha, que fez seu nome junto à cena independente brasileira ao transformar sua própria casa em um dos melhores (e menores) palcos da cidade, era refém de um local.

Havia uma preocupação de expandir os horizontes espaciais da Casa do Mancha para que seu trabalho não ficasse preso a uma coordenada geográfica e ele já tinha algumas ideias na manga. A primeira delas confirma-se hoje, quando ele chamou o Trabalho Sujo pra ser o veículo que anuncia o primeiro Fora da Casinha: um festival de música independente brasileira que acontece durante o primeiro domingo de outubro. São 10 bandas que já passaram pela Casinha se apresentando continuamente por honestos 60 reais (40 reais o primeiro lote, não dê mole) – talvez a melhor relação custo/benefício da noite paulistana. O festival acontece no Centro Cultural Rio Verde e reúne Holger, Gui Amabis, Mauricio Pereira, Twinpine(s), Stela Campos, O Terno, Carne Doce, Soundscapes, Supercordas e Boogarins. Eu, Danilo, Klaus, Luiz e Babee estaremos presentes recebendo o público com a tranquilésima volta das Tardes Trabalho Sujo – não, a Sussa não morreu.

“Faz uns anos que flerto com extrapolar o limite físico da casinha, não ficar refém de um modelo de trabalho singular”, me explica o Mancha. “Já temos essa preocupação de não estagnar numa situação confortável e nos últimos dois anos realizamos algumas produções fora com resultados muito bons. Conforme fomos amadurecendo ficou mais latente a relevância do que podemos apresentar, então fui moldando a idéia de um festival que mantivesse a narrativa que temos na Casa do Mancha só que numa proporção maior.”

Ele conta um pouco da história do lugar: “A Casa do Mancha surgiu de um estúdio caseiro na sala da casa onde eu morava. Basicamente minha intenção era gravar minhas idéias, músicas de amigos e eventualmente juntar todo mundo pra mostrar o que a gente tava fazendo. Aconteceu isso e muito mais. Aos poucos as gravações ganharam melhor qualidade, aprendemos a tirar um bom som da sala e as apresentações se tornaram mais frequentes, disputadas por um público que buscava conhecer novos artistas. Tive pessoas incríveis que passaram anos comigo ajudando a conduzir a casinha como o Tomaz Afs e o Rafael Crespo e isso me fez perceber que existia ali um potencial para ajudar a alicerçar uma fatia da produção musical independente.”

Ele reforça o acerto de opção: “Por estar numa posição privilegiada, em contato com muitos artistas constantemente, vejo coisas incríveis na produção atual. Não é a realidade do grande mercado pois esse ainda é pautado pela lógica do consumo fácil, sem muitas preocupações com referências ou evolução. Mas agora, passada a comoção do acesso à tecnologia que facilitou as gravações, voltamos ao ponto que o artista se destaca pelas apresentações. Isso necessariamente progride a música ao vivo, tanto pro lado dos artistas quanto dos locais de show.”

Pergunto se é uma só edição ou se teremos outros Fora da Casinha depois desse: “O festival nasce como comemoração dos 8 anos da casinha”, diz. “Minha maior preocupação foi costurar artistas que representam bem nosso trabalho durante esse tempo, todos tem um forte laço conosco, são parceiros de longa data e estão nesse festival muito mais pela relação que eles tem com a casa do que qualquer outro motivo. Então vai ser uma festa de aniversário com amigos. E aniversário a gente faz todo ano, se tivermos fôlego e amigos pra comemorar sempre… Por que não?”

Os ingressos começaram a ser vendidos hoje e o primeiro lote custa só R$ 40. Não dê mole.

Outra inédita de Chet Faker

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Secando a fonte de seu Built on Glass, Chet Faker lança mais uma inédita – “Killswitch”, uma variação erma para sua “1998” lançada na edição japonesa de seu disco.

Jean Michel Jarre + Little Boots

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A parceria de Jean Michel Jarre com M83 era, na verdade, o prenúncio de uma volta do pioneiro da eletrônica francesa. Electronica Part 1: The Time Machine, o novo disco de Jean Michel Jarre, será lançado no mês que vem e trará composições do francês ao lado de novos nomes como Air, Fuck Buttons, Boys Noize e Massive Attack, além de parcerias com veteranos como Laurie Anderson, Pete Townshend, Tangerine Dream e John Carpenter! O projeto foi sacramentado com o dueto de Jarre com Little Boots, “If I…!”, que já nasceu com clipe.

E o projeto deve ter uma parte 2, já agendada para o primeiro semestre do ano que vem.

A volta do Junior Boys

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A dupla canadense Junior Boys – formada pelos produtores Jeremy Greenspan e Matt Didemus -, saiu brevemente da toca para divulgar sua versão acelerada para a balada disco music “What You Won’t Do For Love?” que Bobby Caldwell gravou em 1982. Olha como ficou.

E se você não conhece o original…

Minha primeira vez no Super Júri do Prêmio Multishow

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Depois de três anos prestando consultoria para o Prêmio Multishow, passei para a frente do Super Júri que ajudei a criar e participo da premiação ajudando a escolher os três principais prêmios da noite – melhor disco, melhor música e artista revelação – ao lado de bambas no assunto música brasileira. A premiação acontece no Multishow a partir das 22h e a discussão do Super Júri começa às 22h30 e pode ser acompanhada pelo canal Bis. Como aquecimento da premiação, participei do programa da Débora Pill, que também está no Super Júri, junto com a Renata Simões (outra integrante do time de jurados da noite), para falarmos de alguns dos nomes que estão concorrendo esta noite. Dá pra ouvir o programa aqui.