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Bem-vindo de volta, Michael Moore

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O documentarista mais incômodo dos Estados Unidos volta a criticar seu próprio país – desta vez comparando-o com outros países para mostrar que é possível viver uma realidade diferente sem ficar o tempo todo insistindo que é o melhor. Escrevi sobre o filme, Where to Invade Next, que estreou semana passada no Festival Internacional de Toronto, lá no meu blog no UOL.

New Order 2015: “You’re artificial”

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Mais uma música do novo disco Music Complete do New Order, que deve ser lançado ainda este mês. “Plastic” lembra mais os anos 90 de quando os Chemical Brothers convidavam Bernard Sumner para os vocais do que as clássicas músicas de pista do grupo nos anos 80, apontando uma ponte entre o disco Republic de 1993 e o big beat inglês.

Lana Del Rey 2015: “Like a boss, he sang jazz and blues”

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Honeymoon, o quarto disco de Lana Del Rey, será lançado no fim desta semana e ela libera mais uma música antecipando expectativas. E a musica desta vez, segundo ela mesma, é a “mais estranha do disco”, pois flerta com uma vibe “velho mundo”: “Salvatore” não apenas tem o pesar das baladas italianas como tem a própria Lana cantando versos no idioma de Dante Alighieri. Ela mostrou a nova faixa na BBC.

Rodrigo Campos 2015: “Perdido com você no espaço”

Depois de nos levar a São Mateus e à Bahia, Rodrigo Campos inicia outra viagem sonora, agora para um Japão imaginário: Conversas com Toshiro dá margem a uma versão oriental do próprio Rodrigo – chamada de Toshiro – que dialoga com versões pop e populares daquele país, especificamente sua produção audiovisual – dos filmes de Takeshi Kitano às animações de Hayao Miyazaki. A delicada faixa “Abraço De Ozu” dá início a estas conversas.

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A faixa pode ser baixada lá no site do Natura Musical e esta é a capa do novo disco, assinada por Rodrigo Sommer.

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Vida Fodona #510: As coisas estão sendo arrumadas

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Gravado ontem, publicado hoje.

Meneio – “Instiga”
Astronauts Etc. + Toro y Moi – “Rocket Man”
Lana Del Rey – “High by the Beach”
Bárbara Eugenia – “Besta”
Cidadão Instigado – “Green Card”
Hot Chip – “Started Right (Joe Goddard Disco Remix)”
Weeknd – “Can’t Feel My Face”
Tame Impala – “Let It Happen (Soulwax Remix)”
Modjo – “Lady (Hear Me Tonight)”
The Internet – “Get Away”
Chet Faker – “Bend”
Elza Soares – “Luz Vermelha”
Ava Rocha – “Transeunte Coração”
BNegão & Os Seletores de Frequência – “No Amanhecer”

Vem cá.

Algo está acontecendo com o Deerhunter…

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Prestes a lançar mais um novo disco, a banda norte-americana Deerhunter pode estar dando um ousado passo rumo ao pop. Não espere nenhum remix dançante ou colaboração com algum rapper ou vencedor de programa de calouros (pelo menos não por enquanto). Mas a julgar pelo passado de ruído, microfonia e experimentalismo pop do grupo de Atlanta, os dois singles que eles já mostraram de seu novo disco, Fading Frontier, apontam para um futuro mais ensolarado e definitivamente pop. Primeiro veio o groove irresistível de “Snakeskin”, que deixa escapar-se para o lado do ruído só no finzinho da canção:

Agora eles vêm com essa deliciosa “Breaker”, que já desponta como hit do próximo verão (e também guarda seu cavalo de Tróia experimental no final):

Fading Frontier, portanto, pode ser o disco que finalmente mostre a banda para um público maior – sem que ela necessariamente abra mão de sua natureza vanguardista. E aí entra outro fator importante (e comumente menosprezado hoje em dia) que está no fato de eles serem lançados pela mesma gravadora 4AD que trouxe bandas esquisitas como Pixies, Cocteau Twins e Throwing Muses para um cenário pop.

O disco será lançado no meio do mês que vem e conta com essa bela capa abaixo. A ordem das músicas vem logo depois:

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“All The Same”
“Living My Life”
“Breaker”
“Duplex Planet”
“Take Care”
“Leather and Wood”
“Snakeskin”
“Ad Astra”
“Carrion”

Disclosure + Lorde

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O Disclosure está às vésperas de lançar seu novo disco Caracal, que conta com uma colaboração com a pequena grande neozelandesa Lorde – e um trechinho de “Magnets” surgiu no preview que a dupla liberou esta semana no Spotify. Mas dá pra ouvir – tanto o preview quanto o trecho com Lorde, aos 2:15 – no MP3 abaixo:

A ascensão da Balaclava

balaclavafest

É impressionante o ritmo de crescimento da Balaclava. A antiga “gravadora dos Single Parents” afirma-se cada vez mais como um dos principais agentes do novo cenário independente brasileiro, apostando num cânone alternativo que estava se tornando cada vez mais nichado: o indie. A produtora e gravadora aposta em shows internacionais e artistas brasileiros que fazem parte dessa formação que une tradições inglesas e norte-americanas de fugir do mainstream tanto em termos de sonoridade quanto de atitude e aos poucos reacende um interesse do público que já está formado há duas décadas quanto um de outro que está acabando de começar. Fernando Dotta e Rafael Farah coroam um ótimo 2015 trazendo dois artistas de peso internacional dentro da área de escopo do selo. Realizam o segundo Balaclava Fest no ano com a presença do mesmo Mac DeMarco que trouxeram minutos antes de ele explodir lá fora, no início do ano passado, e realizando a primeira vinda brasileira da banda Thee Oh Sees, uma das maiores bandas de rock desta década. Tudo sem abraçar a lógica do crescimento pelo crescimento puro e simples, apostando nessa referência estética da cultura indie como espinha dorsal. Conversei com o Dotta por email sobre a situação atual do selo/produtora.

Segundo Balaclava Fest em um ano? Vai ser assim, vão fazer o festival sempre que der vontade?
O conceito do Balaclava Fest surgiu por acaso, numa informalidade que gostamos e abraçamos de vez. Na primeira edição, em abril deste ano no CCSP, a ideia era simplesmente produzir um show do The Shivas – que trouxemos para turnê pelo país – com uma banda do nosso casting. Na mesma época, estávamos em conversa com Mac McCaughan e veio a possibilidade de lançar seu álbum Non-Believers no Brasil, então não queríamos perder esse timing ideal e decidimos trazê-lo também. Duas noites seguidas, mesmo formato e espaço… Nasceu então nosso minifestival. Chamarmos de Fest vem duma intenção de desmistificar essa ideia de que festival precisa ser longo, cansativo, muitas atrações, preço inacessível. Não depender de um formato único torna viável realizar quando é conveniente, num período e condições boas para todos.

MacDeMarco

Vocês trouxeram o Mac DeMarco algumas semanas antes do hype dele estourar la fora. Foi mais complicado trazer dessa vez? O fato de ele conhecer o trabalho de vcs ajudou na negociacao?
Trazer o Mac DeMarco ano passado foi uma aposta, nossa primeira experiência em produção internacional, junto com nosso parceiro Bruno Montalvão, da Brain Productions. Tínhamos uma noção de que um bom público acompanhava o trabalho dele por aqui, mas não tínhamos como prever shows esgotados, com o público cantando todas as músicas, inclusive as do até então não-lançado álbum “Salad Days”, que vazou dois meses antes.
A turnê toda ter corrido muito bem e termos criado uma ótima relação com a banda e empresária, com certeza foram pontos essenciais na negociação de uma nova vinda deles ao país. É mais complicado agora porque os valores são outros, dado a dimensão do sucesso dele, e a agenda de shows complicada, tendo que achar um período exato que funcionasse tanto para eles quanto para nós e todos produtores aqui.

Como eh trazer bandas gringas para o Brasil em tempos de dólar alto?
É muito complicado e o risco é grande. Por mais que a Balaclava mantenha um ritmo constante de shows internacionais, cada produção é estudada com muita atenção e alternamos entre bandas mais consolidadas e apostas menores. Uma produção tem muitos custos fixos e necessários, então é difícil quando o público não entende que não é mais possível cobrar ingresso barato sem grandes incentivos ou patrocínios, que sempre são muito disputados e difíceis de conseguir. Todo mundo acaba se prejudicando com esse dólar alto. Explicar a um agente gringo que o dólar está explodindo no Brasil e que os valores não podem ser os mesmos negociados há meses atrás pode arruinar uma longa relação. As bandas, empresários e agentes que entendem nosso mercado e essa situação atual são as bandas que escolhemos trabalhar, que apostam numa vinda para ampliar seu alcance, seu público, vender mais merchandising, estar presente na imprensa, que gera um efeito dominó de bons resultados.

TheeOhSees

E como foi negociacao com pra trazer os Thee Oh Sees?
Desde que começamos a produzir shows, trazer o Thee Oh Sees já era uma vontade, mas tínhamos outras prioridades e a agenda da banda sempre foi muito difícil. O grande estalo veio em maio deste ano, quando participamos do Primavera Sound em Barcelona e assistimos o show deles na Sala Apolo – talvez melhor casa de show do mundo? -, numa noite extra do festival um dia após o encerramento. Eu sempre falo que a sensação de estar ali é igual ver aqueles vídeos épicos de shows do Nirvana e Mudhoney em 91. Era um mar de crowdsurfing, mosh, todo mundo pulando ou mexendo a cabeça, som alto pra cacete com pressão, dois bateristas no palco em sincronia, John Dwyer incansável, uma música atrás da outra quase sem pausa. Cara, fiquei realmente impressionado. Eu e o Rafael, meu sócio, saímos dali querendo assinar contrato na mesma hora. Foi até que rápido o processo todo, porque uma agente no Chile já estava em conversa com a banda e nós estávamos 100% dispostos a fazer acontecer aqui.

O que mais voces vao fazer em 2015? Mais shows? Bandas novas? Discos novos?
Temos alguns lançamentos nacionais e gringos planejados para esse ano, alguns já anunciados como Homeshake, Yonatan Gat, Meneio e Supercordas, além de outras novidades. Nós além de lançarmos, nos envolvemos em produzir shows e turnês para a maioria das bandas que trabalhamos aqui no Brasil, então isso demanda um bom tempo também. Além do Thee Oh Sees em outubro e Mac DeMarco em novembro, pode surgir algum outro show internacional, estamos negociando.

Quais os planos de vcs para 2016? Alguma coisa que vocês ainda nao fizeram?
Nós nos esforçamos diariamente a produzir cada vez mais conteúdo e novidades, já estamos pensando no primeiro semestre de 2016. Uma nova edição da Sacola Alternativa, mais shows, novos projetos com música e produção, novas turnês e lançamentos. Há muita coisa encaminhada e outras possibilidades que vão surgindo no caminho. Não temos ainda um patrocinador para entregar um certo número de shows num período de tempo, o que nos dá uma insegurança financeira, mas também abre espaço para improvisar e trabalhar em oportunidades mais imediatas. Estamos nos estruturando mais internamente e fortalecendo boas parcerias, 2016 já vai começar no gás total pra nós.

On the run #154: Tame Impala’s Bedtime Mix

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A BBC chamou o jovem Kevin Parker para fazer seu “bedtime mix” deste domingo, pedindo para que o líder do Tame Impala escolhesse músicas para desanuviar o peso da segunda-feira e Panda Bear, Kraftwerk, Flaming Lips, Air, Frank Ocean e King Crimson foram algumas das escolhas dele nesse set bem relax.

Panda Bear – “I’m Not”
Air – “Run”
King Crimson – “I Talk To The Wind”
Frank Ocean – “Thinkin’ Bout You”
Kraftwerk – “Autobahn”
Subrata Bandyopadhyay – “Baho”
Gotye – “Hearts A Mess”
Flaming Lips – “Try To Explain”