Quem não entrou no pôster oficial do novo Guerra nas Estrelas revelado neste domingo – e por quê? Escrevi sobre isso lá no meu blog no UOL.
Nossa querida Courtney Barnett revela que a “Boxing Day Blues (Revisited)”, que ela lança em compacto pela gravadora de Jack Black, não é a mesma música que encerra seu primeiro LP, a fúnebre “Boxing Day Blues”. Eis a nova versão.
E para quem não conhece – ou não lembra – da outra “Boxing Day Blues”, olha ela aí ao vivo:
O compacto traz no lado B a incrível versão que ela gravou para “Shivers”, da primeira encarnação do Birthday Party, e está à venda no site da Third Man Records.
Não é sempre que um fim de semana tem dois shows do Spoon em São Paulo – sendo um deles num clube na rua Augusta. Cortesia do festival do Lúcio, que trouxe uma das melhores bandas americanas na ativa para dois shows distintos: um num festival de médio porte (comemorado no microfone pelo Britt Daniel: “Estamos num festival e num local fechado!”) abrindo para uma banda que era o centro das atenções (o Belle & Sebastian) e outro num show pequeno, com algumas centenas de pessoas que foram apenas para vê-los em ação – o que naturalmente tornou este melhor. Filmei os dois pra quem quiser uma boa trilha sonora para começar bem a semana.
Depois eu falo mais sobre o Popload Festival como um todo.
E essa mixtape que a Wax Poetics publicou em homenagem aos 60 anos do mestre Lincoln Olivetti, há um ano? O DJ californiano Allen Thayer nem imaginava que faria uma das grandes homenagens ao arranjador que morreu poucos meses após a publicação da mixtape, no início de 2015. Vi lá no URBe. A ordem das faixas vem a seguir.
Dicró – “Disco Voador”
Marcia Maria – “Amigo Branco”
Erasmo Carlos + Tim Maia – “Alem Do Horizonte”
Jorge Ben – “Rio Babilonia”
Tony Bizarro – “Estou Livre”
Painel de Controle – “Black Coco”
Tim Maia – “Não Vá” from Tim Maia
Robson Jorge & Lincoln Olivetti – “Eva”
Emilio Santiago – “Dentro De Você”
Almir Ricardi – “Tô Parado Na Tua”
Cristina Conrado – “Sempre Juntos”
Gang Do Tagarela – “Melô do Tagarela”
Robson Jorge & Lincoln Olivetti – “Aleluia”
Sandra Sá – “Pela Cidade”
Painel de Controle – “Relax”
Dedé – “Sinceramente”
Cristina Camargo – “Moral Tem Hora”
Junior Mendes – “Copacabana Sadia”
Marcos Valle – “Bicicleta”
Sandra Sá – “Se Grile Não”
Claudia Telles – “Conselhos”
Viva Voz – “Fugitivos De Azul”
Jon Lucien – “Come With Me to Rio”
Emilio Santiago – “Velhas Içadas”
No começo do ano fiz minha homenagem à passagem do mago num Vida Fodona especial.
Não tinha visto esse simpático clipe pra “Afterhours” do Velvet Underground que ganhou um concurso organizado pelo site australiano Genero.tv no início desse ano.
Stela Campos segue peregrinando sua carreira multifacetada ao transformanr um disco de folk psicodélico em um cassete de remixes eletrônicos. Dumbo Reloaded é a versão remixada do disco que ela lançou em 2013 e saiu da cabeça do produtor Érico Theobaldo – o DJ Periférico – que resolveu levar o álbum para diferentes produtores eletrônicos – de Aldo The Band ou DaDa Attack, passando pelo XRS Land, Eat Beat Repeat e Adriano Cintra (cujo remix ela liberou aqui para o Trabalho Sujo, bem como o clipe com o remix feito por Marcel Dadalto). Foi Adriano aliás quem sugeriu lançar o disco em cassete, o primeiro da carreira de Stela, que começou sua carreira nos anos 90 na ponte aérea entre São Paulo e a Recife dos primeiros dias do mangue beat. Conversei com ela por email sobre seu novo trabalho, que será lançado no sábado que vem, na Sensorial Discos.
Como surgiu a ideia transformar Dumbo em um disco de remixes?
A ideia foi do produtor Érico Theobaldo, que trabalhou comigo na época do show do disco Fim de Semana. Ele era o DJ da banda, que ainda tinha o Fernando Catatau na guitarra, o Rian Batista no baixo e o Mauricio Takara na bateria. Érico ouviu o Dumbo e fez um remix, que achei muito bom! Daí ele me perguntou se poderia convidar outros produtores para fazer o mesmo. Achei legal a ideia. Alguns nem conheciam o meu trabalho, mas gostaram do Dumbo e toparam. No final do processo tínhamos 11 faixas e um disco! Nunca imaginei que um trabalho mais próximo do folk psicodélico pudesse dar margem para remixes eletrônicos. Mas acho que isso deixou o projeto mais interessante. Alguns remixes são bem diferentes das músicas originais e bem experimentais. Adorei! Tive a honra de juntar todas as tribos: gente como Adriano Cintra, Aldo The Band, Eat Beat Repeat, DaDa Attack, Stereoleo, Marcel Dadalto, Blasquez & Holocaos, Pedro Angeli e XRLand.
E por que voce resolveu lancá-lo como uma fita cassete? Eh a sua primeira fita?
Minha primeira fita oficial, sim! Acho que o CD está desprestigiado como mídia hoje e o vinil está caríssimo por conta do dólar. A ideia do K7 foi do Adriano, que conhecia uma fábrica no Canadá. O Érico ía fazer um show por lá, então ele pôde trazer na mala. Foi ótimo pensar no formato cassete, com lado A e B, da mesma forma como fiz no vinil do Dumbo. A capa é um remix gráfico da Juliana Pontual, que fez a arte do LP. Ficou linda, cor de rosa. E a fita vem com código para download. Acima de tudo é um objeto para colecionador. Edição limitadíssima.
Como vem acompanhando a cena paulistana dos ultimos anos?
Tenho vários amigos que estão fazendo trabalhos interessantes em São Paulo, que nem são daqui. Vejo que existe uma disputa maior por lugares para tocar e uma maior profissionalização das bandas e das casas. Veja a Casa do Mancha, por exemplo. Minha banda atual reúne gente de várias outras: Clayton Martin do Cidadão Instigado, o Diogo Valentino do Supercordas, o Léo Monstro da Lulina e o Felipe Maia da Marrero. É um exemplo de como as histórias musicais se cruzam por aqui. O festival Fora da Casinha do qual participei com eles mostra bem essa diversidade.
Com o disco de remixes encerra-se o ciclo do Dumbo? Quais os proximos passos?
Ainda quero fazer alguns shows para divulgar o Dumbo Reloaded junto com o Eat Beat Repeat e o Léo Monstro. É um formato que já testei e que funcionou. Paralelamente, já comecei a gravar meu próximo disco de inéditas, o sexto. São músicas que compus durante o período de shows do Dumbo. Então, estou produzindo junto com a banda – Clayton, Leo, Diogo e Felipe. Já temos seis faixas gravadas e espero concluir esse trabalho até o fim do ano. Estou bem feliz com o que fizemos até agora! Acho que será o meu disco mais rock n’ roll, no real sentido do termo. Ouvi o muito o Zuma do Neil Young no processo de composição.
O National já havia dito que estava em processo de composição em massa para depois fazer uma peneira e tirar algumas canções para seu novo disco, agendado para o ano que vem, e nessa sexta eles oficializaram a primeira inédita em um show beneficente em Los Angeles. A música chama-se “Roman Candle” e segue um tom mais pesaroso que o do disco mais recente da banda, Trouble Will Find Me, de 2013.