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Mad Max 8-Bit

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Fury Road recebe o já clássico tratamento retrô digital do pessoal do Cineflx, saca só:

Uma viagem aos anos 80

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O Hot Chip oficializa sua versão para “Dancing in the Dark” de Bruce Springsteen com um clipe retrô até dizer chega.

Outra “Boxing Day Blues”

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Nossa querida Courtney Barnett revela que a “Boxing Day Blues (Revisited)”, que ela lança em compacto pela gravadora de Jack Black, não é a mesma música que encerra seu primeiro LP, a fúnebre “Boxing Day Blues”. Eis a nova versão.

E para quem não conhece – ou não lembra – da outra “Boxing Day Blues”, olha ela aí ao vivo:

O compacto traz no lado B a incrível versão que ela gravou para “Shivers”, da primeira encarnação do Birthday Party, e está à venda no site da Third Man Records.

Dose dupla de Spoon no fim de semana

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Não é sempre que um fim de semana tem dois shows do Spoon em São Paulo – sendo um deles num clube na rua Augusta. Cortesia do festival do Lúcio, que trouxe uma das melhores bandas americanas na ativa para dois shows distintos: um num festival de médio porte (comemorado no microfone pelo Britt Daniel: “Estamos num festival e num local fechado!”) abrindo para uma banda que era o centro das atenções (o Belle & Sebastian) e outro num show pequeno, com algumas centenas de pessoas que foram apenas para vê-los em ação – o que naturalmente tornou este melhor. Filmei os dois pra quem quiser uma boa trilha sonora para começar bem a semana.

Depois eu falo mais sobre o Popload Festival como um todo.

Chairlift 2015: “27-99-23”

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Não sou muito chegado no Chairlift, mas essa “Ch-Ching”, da dupla nova-iorquina formada por Caroline Polachek e Patrick Wimberly, é daqueles hits que ganham pela cintura. E é a apresentação que os dois fazem de seu próximo disco, Moth, que será lançado no início do ano que vem.

On the run #155: Lincoln Olivetti – Brazilian Boogie Boss (1978-1984)

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E essa mixtape que a Wax Poetics publicou em homenagem aos 60 anos do mestre Lincoln Olivetti, há um ano? O DJ californiano Allen Thayer nem imaginava que faria uma das grandes homenagens ao arranjador que morreu poucos meses após a publicação da mixtape, no início de 2015. Vi lá no URBe. A ordem das faixas vem a seguir.

Dicró – “Disco Voador”
Marcia Maria – “Amigo Branco”
Erasmo Carlos + Tim Maia – “Alem Do Horizonte”
Jorge Ben – “Rio Babilonia”
Tony Bizarro – “Estou Livre”
Painel de Controle – “Black Coco”
Tim Maia – “Não Vá” from Tim Maia
Robson Jorge & Lincoln Olivetti – “Eva”
Emilio Santiago – “Dentro De Você”
Almir Ricardi – “Tô Parado Na Tua”
Cristina Conrado – “Sempre Juntos”
Gang Do Tagarela – “Melô do Tagarela”
Robson Jorge & Lincoln Olivetti – “Aleluia”
Sandra Sá – “Pela Cidade”
Painel de Controle – “Relax”
Dedé – “Sinceramente”
Cristina Camargo – “Moral Tem Hora”
Junior Mendes – “Copacabana Sadia”
Marcos Valle – “Bicicleta”
Sandra Sá – “Se Grile Não”
Claudia Telles – “Conselhos”
Viva Voz – “Fugitivos De Azul”
Jon Lucien – “Come With Me to Rio”
Emilio Santiago – “Velhas Içadas”

No começo do ano fiz minha homenagem à passagem do mago num Vida Fodona especial.

O remix em cassete de Stela Campos

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Stela Campos segue peregrinando sua carreira multifacetada ao transformanr um disco de folk psicodélico em um cassete de remixes eletrônicos. Dumbo Reloaded é a versão remixada do disco que ela lançou em 2013 e saiu da cabeça do produtor Érico Theobaldo – o DJ Periférico – que resolveu levar o álbum para diferentes produtores eletrônicos – de Aldo The Band ou DaDa Attack, passando pelo XRS Land, Eat Beat Repeat e Adriano Cintra (cujo remix ela liberou aqui para o Trabalho Sujo, bem como o clipe com o remix feito por Marcel Dadalto). Foi Adriano aliás quem sugeriu lançar o disco em cassete, o primeiro da carreira de Stela, que começou sua carreira nos anos 90 na ponte aérea entre São Paulo e a Recife dos primeiros dias do mangue beat. Conversei com ela por email sobre seu novo trabalho, que será lançado no sábado que vem, na Sensorial Discos.

Como surgiu a ideia transformar Dumbo em um disco de remixes?
A ideia foi do produtor Érico Theobaldo, que trabalhou comigo na época do show do disco Fim de Semana. Ele era o DJ da banda, que ainda tinha o Fernando Catatau na guitarra, o Rian Batista no baixo e o Mauricio Takara na bateria. Érico ouviu o Dumbo e fez um remix, que achei muito bom! Daí ele me perguntou se poderia convidar outros produtores para fazer o mesmo. Achei legal a ideia. Alguns nem conheciam o meu trabalho, mas gostaram do Dumbo e toparam. No final do processo tínhamos 11 faixas e um disco! Nunca imaginei que um trabalho mais próximo do folk psicodélico pudesse dar margem para remixes eletrônicos. Mas acho que isso deixou o projeto mais interessante. Alguns remixes são bem diferentes das músicas originais e bem experimentais. Adorei! Tive a honra de juntar todas as tribos: gente como Adriano Cintra, Aldo The Band, Eat Beat Repeat, DaDa Attack, Stereoleo, Marcel Dadalto, Blasquez & Holocaos, Pedro Angeli e XRLand.

E por que voce resolveu lancá-lo como uma fita cassete? Eh a sua primeira fita?
Minha primeira fita oficial, sim! Acho que o CD está desprestigiado como mídia hoje e o vinil está caríssimo por conta do dólar. A ideia do K7 foi do Adriano, que conhecia uma fábrica no Canadá. O Érico ía fazer um show por lá, então ele pôde trazer na mala. Foi ótimo pensar no formato cassete, com lado A e B, da mesma forma como fiz no vinil do Dumbo. A capa é um remix gráfico da Juliana Pontual, que fez a arte do LP. Ficou linda, cor de rosa. E a fita vem com código para download. Acima de tudo é um objeto para colecionador. Edição limitadíssima.

Como vem acompanhando a cena paulistana dos ultimos anos?
Tenho vários amigos que estão fazendo trabalhos interessantes em São Paulo, que nem são daqui. Vejo que existe uma disputa maior por lugares para tocar e uma maior profissionalização das bandas e das casas. Veja a Casa do Mancha, por exemplo. Minha banda atual reúne gente de várias outras: Clayton Martin do Cidadão Instigado, o Diogo Valentino do Supercordas, o Léo Monstro da Lulina e o Felipe Maia da Marrero. É um exemplo de como as histórias musicais se cruzam por aqui. O festival Fora da Casinha do qual participei com eles mostra bem essa diversidade.

Com o disco de remixes encerra-se o ciclo do Dumbo? Quais os proximos passos?
Ainda quero fazer alguns shows para divulgar o Dumbo Reloaded junto com o Eat Beat Repeat e o Léo Monstro. É um formato que já testei e que funcionou. Paralelamente, já comecei a gravar meu próximo disco de inéditas, o sexto. São músicas que compus durante o período de shows do Dumbo. Então, estou produzindo junto com a banda – Clayton, Leo, Diogo e Felipe. Já temos seis faixas gravadas e espero concluir esse trabalho até o fim do ano. Estou bem feliz com o que fizemos até agora! Acho que será o meu disco mais rock n’ roll, no real sentido do termo. Ouvi o muito o Zuma do Neil Young no processo de composição.