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Courtneyzinha chegando devagar… Mas tá chegando…

Courtney Barnett lançou single novo, tem feito uns shows por aí como quem não quer nada, mas parece que está prestes a começar a fazer barulho, quando anunciou três encontros no início de dezembro em três cidades europeias. São apresentações solo em que ela quer conversar com o público e mostrar músicas novas, mas sem dar notícias do que está tramando. Elas acontecem em Londres (dia 6), Berlim (dia 8) e Paris (dia 9) e talvez sejam um prenúncio para seu novo álbum, que estamos esperando há um tempão. Quem quiser tentar a sorte é só preencher a lista no link que ela deixou em sua conta no Instagram. Mas será que ela lança ainda esse ano?

Elton John no Brasil!

O Rock in Rio do ano que vem começou os anúncios para sua edição do ano que vem com um peso pesado, ao anunciar que Elton John estará no palco do festival no ano que vem, em setembro. O próprio Sir anunciou sua participação no festival (em que já tocou em 2011 e 2013) tornado esta sua oitava vinda ao país. Sua última apresentação por aqui foi em 2017, quando sua extensa turnê de despedida passou por São Paulo e não pelo Rio de Janeiro – desculpa que usou para anunciar sua nova passagem pelo país, já que desde o retorno da música ao vivo após a pandemia o manteve nos palcos, mas longe de viagens mais extensas, para além da Europa e dos Estados Unidos, por cuidados médicos. Ele mesmo tem perdido parte considerável de sua visão e comentou a situação em entrevista à Variety: “Tem sido devastador: perdi minha vista direita e a esquerda não está muito boa, por isso os últimos 15 meses têm sido difíceis para mim, porque não consigo ver nada, assistir a nada, ler nada Tive uma vida incrível e ainda há esperança, só preciso ter paciência e esperar que um dia a ciência me ajude com isso. Quando me ajudarem, ficarei bem. Foi exatamente como no caso da AIDS. Você não pode perder a esperança, precisa ser estoico, precisa ser forte e precisa sempre lutar para tentar melhorar as coisas.” Mas, na mesma entrevista, ele mostra que nem tudo é dor por conta dessa situação: “Por outro lado, eu ainda consigo tocar. Ainda canto. Fizemos o Grande Prêmio de Singapura outro dia com a banda, foi maravilhoso. Você tem que sorrir e aguentar. Às vezes isso me deixa para baixo. Mas, no geral, tenho uma família maravilhosa; tenho dois filhos incríveis; tenho ele”, quando aponta para seu marido, David Furnish. “Paul McCartney me liga em vídeo para saber como estou. É realmente lindo. O carinho que recebi dele, de Pete Townshend, Mick Jagger e pessoas assim tem sido incrível. Receber um e-mail do Keith Richards dizendo: ‘Olá, querido, como você está? Você sabe que nós te amamos’, e é isso, simplesmente alegra o meu dia.”

Assista abaixo:  

30 anos do Trabalho Sujo @ Casinha (28.11)

30 anos de glórias não são 30 dias – e eu comemoro as três décadas de aniversário de Trabalho Sujo na Casinha na sexta diaa 28 de novembro, quando reúne meus velhos comparsas Luiz Pattoli e Danilo Cabral para mais uma discotecagem das Noites Trabalho Sujo, que lentamente está voltando à ativa. Quem conhece sabe: muita música boa a noite inteira sempre naquele pique de deixar todo mundo alto astral, dançando e sorrindo sem parar enquantos os três passeiam por hits da dance music de todas épocas. Doses cavalares de rock clássico, soul, funk, música brasileira, rap, música pop, eletrônico, soul e o que mais der na telha dos três, além de possíveis atrações surpresas. Vamos? Só entra com ingresso, não existe lista. a casa tem uma lotação restrita, garanta seus ingressos logo!

De olho no futuro próximo

Linda a apresentação que Ana Spalter fez nessa sexta-feira na Sala Crisantempo, quando mostrou a íntegra de seu primeiro álbum, Coisas Vêm e Vão, num espetáculo que não apenas amarra este primeiro degrau de sua carreira musical a novos rumos em um futuro próximo. Durante todo a noite, três qualidades saltavam aos olhos: o envolvimento da cantora com seu instrumento – seja o teclado elétrico ou o piano acústico -, seu papel como arranjadora e diretora musical da noite e a liga firme que forjou ao lado dos músicos com os quais gravou o álbum, o trio formado pelo guitarrista Johnny Accetta, o baixista Pedro Petrucci e o baterista Léo de Braga, jovens bambas que fazem o talento de Ana reluzir ainda mais. Acrescida das percussões de Jorge Bento e das participações que chamou para esse show (o pianista Mike O’Brien e as cantoras Fernanda Ouro e Luíza Villa, todos também presentes no disco), Ana deslizou sem dificuldades sobre o próprio repertório, além de abrir um interlúdio entre os dois lados do disco em que mostrou caminhos que já está trilhando para além do disco, como quando pegou o violão para cantar com Fernanda e Luíza “Essa Confusão” de Dora Morelenbaum, acompanhadas apenas pelo piano de O’Brien, seguindo de duas músicas inéditas (“Fica a Dica” e “Sinal Vermelho”) tocadas apenas com o trio, um recital instrumental maravilhoso ao piano ao lado da banda que transformou-se em “Ponta de Areia” de Milton Nascimento, que emendou em outra versão, desta vez para homenagear Angela Ro Ro com sua eterna “Amor Meu Grande Amor”. Ana sabe o que quer e está mostrando como vai chegar lá.

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Ana Spalter na Sala Crisantempo

Nessa sexta-feira, a cantora e compositora Ana Spalter lança seu primeiro disco autoral Coisas Vêm e Vão na Casa Crisantempo, na Vila Madalena. Ao lado de uma banda feríssima formada por Johnny Accetta (guitarra), Pedro Petrucci (baixo), Léo de Braga Oliva (bateria) e Jorge Bento (percussão), ela ainda traz as cantoras Fernanda Ouro e Luiza Villa e o pianista Mike O’Brien para mostrar o disco na íntegra, numa apresentação em que ela me convidou para dirigi-la. Mostrando suas canções entre o jazz brasileiro e a MPB, ela ainda toca versões de artistas que a influenciaram e mostra músicas novas. O espetáculo começa a partir das 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

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Antes dos Talking Heads…

…havia o Artistics. Com David Byrne e Chris Frantz em sua formação. A banda de Rhode Island foi formada em 1973 e apesar de não durar muito tempo, teve canções que depois seriam a base dos primeiros shows dos Talking Heads (como “Psycho Killer”, “Warning Sign” “Thank You For Sending Me An Angel” e “The Book I Read”), depois que David e Chris mudaram-se para Nova York e a namorada do baterista, Tina Weymouth, assumiu o baixo e entrou para a banda, que mudou de nome e começou a carreira como um trio. As gravações dos Artistics nunca vieram à tona – até agora, quando foram descobertas fitas com demos e gravações de shows que eles fizeram na Rhode Island School of Design. Elas são a base para a coletânea Tentative Decisions: Demos & Live, que está sendo lançada nesta sexta-feira dentro do Record Store Day que está acontecendo por conta da tal black friday. Veja a capa do disco e a ordem das músicas abaixo:  

No Orange da Linda Green

A Cecília – a.k.a. Linda Green – me chamou pra participar do programa dela na rádio Veneno nessa quinta-feira, às 17h, quando discoteco sozinho por uma hora sobre o assunto principal do Orange – seja lá o que queira dizer “indie”. O set é um bom esquenta pra festa que vou fazer nessa sexta-feira na Casinha. Vocês vão né? 30 anos de Trabalho Sujo, porra! Bora!

E o Wagner Moura no armário da Criterion?

Aproveitando o auê ao redor do ótimo O Agente Secreto (já foram ver?), Wagner Moura foi convidado para o armário da Criterion e pinçou algumas obras-primas brasileiras (Glauber sempre!) e outras europeias, sem esquecer de saudar Scorsese – a forma como ele usa o mestre de Nova York pra chamar Pixote e Limite é genial, além de ser um aceno pessoal pra ver se o velho Marty o chama pra fazer algo. Imagina..
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Assista abaixo:  

Bob Dylan ♥ Pogues

Bob Dylan é foda. Ao passar pela capital irlandesa na terça-feira passada com sua turnê, o maior de todos (já que João morreu) reverenciou um dos principais filhos daquela terra ao cantar “A Rainy Night In Soho”, dos Pogues. Na plateia do 3Arena em Dublin estava a viúva de Shane McGowan, líder banda que morreu há dois anos, Victoria Mary Clarke, que logo após a apresentação, que encerrou lindamente o show de Dylan, twittou a felicidade de ouvir a versão da música do marido no dia de aniversário de casamento dos dois. Não foi a primeira vez que ele tocou essa música ao vivo (tocou em maio quando dividiu o palco com Willie Nelson em seu Outlaw Music Festival Tour), mas ouvi-la na terra-natal da banda tem um gosto especial… Felizmente um herói registrou esse momento.

Assista abaixo:  

Jarvis Cocker ♥ Johnny Cash

A ideia do Pulp gravar uma versão de Johnny Cash é tão improvável quanto a ideia da banda de Jarvis Cocker gravar qualquer versão – eles até zoam com isso na clássica “Bad Cover Version” que lançaram no começo do século. Mas depois que tocaram “(We Don’t Need This) Fascist Groove Thing” do Heaven 17 ao lado do LCD Soundsystem há uns meses, parece que ficaram mais à vontade para visitar a obra de outros artistas. E por mais que Johnny Cash (apesar das mesmas iniciais de seu líder) pouco tenha a ver com a banda-símbolo do britpop, na hora em que você ouve sua versão para “The Man Comes Around” (quase-título de seu último disco do homem de preto, American IV: The Man Comes Around, de 2002) percebe-se como eles se apropriaram do imaginário apocalíptico do pioneiro do rock para seu universo estético. A faixa foi gravada para o seriado inglês The Hack e fará parte da edição deluxe do disco que o Pulp lançou esse ano, o ótimo More.

Ouça abaixo: