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10 anos de Rafael Castro

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O cantor e compositor paulista Rafael Castro – outro integrante da classe de 2012 do Prata da Casa, quando fui curador do projeto do Sesc Pompéia – repassa a primeira década de sua carreira em uma temporada de shows na Casa do Mancha a partir dessa quarta-feira (maiores informações na página do evento no Facebook). São três shows diferentes, cada um refletindo uma fase – e um disco – de sua carreira, em ordem invertida: o primeiro show é da fase dance eletrônica do disco Um Chopp e um Sundae, o da semana que vem é voltado ao seu disco rural e no final do mês ele recorda os primeiros sucessos com a velha roupagem de rock brasileiro que lhe fez fama. Pedi pra ele descrever cada uma dessas fases:

Um Chopp E Um Sundae
“É meu trabalho mais fresquinho, rodamos bastante em 2015 e o show está tinindo. Pessoalmente me sinto muito realizado com esse trabalho onde assumo uma nova persona pop com maquiagem, glitter, leggings e muita sensualidade. Menos cabeça e mais quadril. Diversão garantida por um show que tem duas partes: primeiro tocamos apenas com sintetizadores, dando aquele clima new wave brega pra galera dançar, depois fazemos a transição paras as guitarras mais na pegada deusinhos do rock.”

Raiz
“Esse é o meu disco de música caipira que embora o pessoal goste bastante eu tive poucas oportunidades de tocar ao vivo. Lancei em 2008 no mesmo dia do Estatuto do Tabagista onde fazia um contraponto entre os discos. O discurso do Raiz é daquele cara pacífico, o caipira do interior de SP que leva a vida como pode e que vi muito na cidade que eu nasci, Lençóis Paulista. Convidei o Maurício Pereira para esse show. Vamos ver se ele pode ir, tomara que dê certo!”

“Sucessos do passado”
“Sabe que eu sofro um bullying nos meus shows parecido com aquele do bordão ‘toca Raul’, só que de músicas antigas que faz anos que eu não toco. Sempre tem aquele cara que grita ‘toca Canapés!’ ou ‘toca Foi Porque Eu Bebi’, ‘toca Ai Paulo!’ Quando possível eu até toco, mas nem sempre dá pra atender os pedidos. Esse show é pra você amigo que me conheceu nos anos 10 lá no MySpace vestindo aquele capacete.”

Vida Fodona #520: David Bowie (1947-2016)

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Três horas e meia de um ícone do século passado que ajudou a moldar o início deste século.

David Bowie – “God Only Knows”
David Bowie – “Across the Universe”
David Bowie – “Five Years”
David Bowie – “Space Oddity”
David Bowie – “Word on a Wing”
David Bowie – “Quicksand”
David Bowie – “Time”
David Bowie – “DJ”
David Bowie – “Cat People (Putting Out Fire)”
David Bowie – “Rebel Rebel”
David Bowie – “I’m Afraid of Americans”
David Bowie – “Speed of Life”
David Bowie – “TVC15”
David Bowie – “Ashes to Ashes”
David Bowie – “Jump They Say”
David Bowie – “See Emily Play”
David Bowie – “Panic in Detroit”
David Bowie – “Future Legend”
David Bowie – “Diamond Dogs”
David Bowie – “Sound and Vision”
David Bowie – “Modern Love”
David Bowie – “The Jean Genie”
David Bowie – “Moonage Daydream”
David Bowie – “The Man Who Sold The World”
David Bowie – “Starman”
David Bowie – “Fame”
David Bowie – “Let’s Dance”
David Bowie – “Red Money”
David Bowie + Mick Jagger – “Dancing in the Streets”
David Bowie – “Warsawa”
David Bowie – “Life on Mars”
David Bowie – “Heroes”
David Bowie – “Sue (Or in a Season of Crime)”
David Bowie – “Cactus”
David Bowie – “Dead Man Walking”
David Bowie – “Blackstar”
David Bowie – “Love is Lost (James Murphy Remix)”
David Bowie – “Kooks”
David Bowie – “Sorrow”
David Bowie – “Boys Keep Swinging”
David Bowie – “Suffragette City”
David Bowie – “John, I’m Only Dancing”
David Bowie + Queen – “Under Pressure”
David Bowie – “Fashion”
David Bowie – “China Girl”
David Bowie – “Young Americans”
David Bowie – “Golden Years”
David Bowie – “Changes”

Put on your red shoes…

Simpsons 2016 como se fosse 1986

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Os Simpsons começaram 2016 fazendo um tributo de altíssimo calibre à estética vintage 80s, misturando Miami Vice, Super Máquina, filmes que passavam no Super Cine e até Tron numa daquelas cenas de abertura com o sofá de entrar para a história.

E tem quem insista que os Simpsons já tiveram dias melhores…

A primeira festa da Easytiiger em São Paulo

Easytiiger

Em uma das Noites Trabalho Sujo do ano passado, um trio apavorou a pista preta ao misturar dance music e indie rock na mesma pegada – a dupla Sam y Mayo e o produtor Carlos Costa debulharam metade da Trackers dando um aperitivo de um novo selo paulistano, o Easytiiger Records. Fundado pela dupla Sam y Mayo – Guto Nunes e André Palugan, que também são dois terços da festa em vinil Puro Sulco -, o selo também conta com o produtor curitibano André Sakr (ex-E.S.S.) no comando e começam os trabalhos em 2016 fazendo sua primeira festa em São Paulo, a Fábrica, que acontece neste sábado, nos Jardins, em São Paulo (mais informações na página do evento no Facebook).

“Essa é a primeira festa do selo, mas não somente com a galera do selo”, me explica o intagueável André Palugan, dessas raras pessoas que não têm conta no Facebook. “A ideia era realmente armar uma festa legal, que representasse o som e a vibe que a gente gosta, e que por enquanto não tem periodicidade nem local definidos – o que eu posso dizer é que a gente tá armando muitas coisas legais com uma série de convidados que a gente admira muito, seja bandas ou DJs”, seguindo a vibe do selo. Abaixo, o resto do meu papo com o Palugan, que fala do recente passado e das novidades para esse ano.

Paluga tenta descrever essa vibe: “Uma mistura entre groove torto do Can, pós-punk no naipe do Durutti Column e algumas das mutações da música eletrônica. Às vezes mais disco, às vezes mais kraut, às vezes mais house, às vezes tudo isso. Dar formato e vida às esquisitices também tá no alvo”, explica. Para a primeira festa, eles reuniram o mesmo trio que tocou na Trackers – a dupla Sam y Mayo e o produtor Carlos Costa -, o próprio Sakr, que baixa de Floripa, onde está morando, direto para São Paulo e o convidado gringo San Proper: “Um holandês muito louco e gente fina. A gente escolheu o San pq ele é bem nossa vibe – nem house nem disco nem rock. É uma feliz imprevisão. Os sets dele são nada menos que incríveis, vide o do Dekmantel em 2014”

Conta a história do Easytiiger.
Resumidamente, em 2012 eu abri um tumblr que tinha esse nome – Easytiiger – e comecei a testar minha vontade em escrever sobre coisas legais – mais sobre música -, mas mais por prática da escrita do que por outra coisa. Corta pra 2013, eu e Guto começamos a conversar sobre uma vontade que eu tinha sobre ter um nano selo de música que não fosse só rock ou só eletrônico, e dali demos o start numa pequena ideia: o que viesse a fazer parte, a gente queria lançar fisicamente, mesmo sabendo da dificuldade. A gente veio de uma época que música = vinil e nada mais natural botar no físico as coisas que a gente resolvesse lançar – fazer é um outro problema, mas a vontade é essa. A gente queria entregar, além do som, a experiência que é ter um disco em mãos. Nesse meio tempo surgiu o André, querendo reativar um projeto de longo tempo dele, a Our Gang. Qdo a gente ouviu o single de “People Get Together”, deu um estalo: ‘É isso’. Nesse tempo, o Sakr foi incorporado ao selo e os três respondem pela Easytiiger. Ele tem muita experiência com produção e tá na mesma sintonia fina que a gente.

A criação do selo tem inspiração na atual cena dance paulistana?
Sim e não. Quando a ideia de selo se estabeleceu no tipo de som que a gente queria botar na praça, me veio a cabeça o Sambaloco, que aparentemente tá voltando. Eles eram muito fodas porque botavam coisas legais no radar da época – e essas paradas entravam em circulação e saíam daquele estado pra um bem mais visível. O que a gente quis foi trafegar num espaço que não era nem rock, nem eletrônico absoluto. A facilidade de ter banda e DJs dá essa liberdade, e a gente vai pelo mood mesmo. São Paulo tem selos incriveis, como a Balaclava e os muitos de música eletrônica, mas eles ou se concentram mais em bandas de rock ou em produtores de música eletrônica. A gente queria a mistura das duas coisas, casando com o som que a gente vestiu, digamos assim.

Quais lançamentos que vocês já fizeram até hoje e quais os planos pra 2016?
O que lançamos foi o EP da Our Gang, com dois sons inéditos – “People Get Together” e “Love Song” – e mais dois remixes, uma pra cada. O de “People Get Together” foi feito pela Selvagem e o de “Love Song” pelo Fabo, um DJ foda da cena curitibana que a gente ama. Um segundo remix de “People Get Together” vai ser lançado quando finalmente o vinil der as caras, e vai ser como o bônus online pra quem comprar. Esse remix é assinado pelo Caio Zinni.
No gatilho, de banda temos o Mootron, de Curitiba, e Sue, de São Paulo. Mootron provavelmente single em 7″, com a original e remix. Sue ainda em hold, mas provavelmente um EP. Mootron é mais “eletrônico orgânico”, e o headman é o Lu Frank, de Curitiba. Sue navega entre Portishead e Chromatics, e trás a Suellen no vocal e eu, Guto e Sakr em todo o resto, mas mais como sombra apoiadora. A mina é foda.
Como DJs, tem o Fumio, de Londres, e os trabalhos-solo do Carlos Costa e San Y Mayo, em formato single provavelmente digital apenas, pela facilidade.