Trabalho Sujo - Home

Por que estamos obcecados com Stranger Things?

Qual foi o nervo psicológico coletivo que essa série acertou? Obviamente há o ar nostálgico, mas não é só isso. Será que também há uma nostalgia em cima de uma paranoia do passado? Será que é o ar de esperança que a série parece abrir em uma época tão sombria? Será que faltam novos protagonistas pré-adolescentes? Ou é a saudade de uma época pré-digital?

wllbyers

Esse poster apareceu durante a Comic Con de San Diego.

MC Carol com sangue nos olhos

delacao-premiada

Tô pra falar isso há um tempo, mas nunca é tarde comentar a nova música da MC Carol, com produção do Leo Justi. Com “Delação Premiada”, a funkeira assume um inusitado lado gangsta e puxa ainda mais o coro da nova música de protesto no Brasil, saca só:

Olha a letra aí embaixo:

Troca de plantão a bala come a vera
Ontem teve arrego, rolou baile na favela
7 da manhã, muito tiro de meiota
Mataram uma criança indo pra escola

Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola
Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola

“Uma câmera de segurança flagrou um adolescente sendo baleado a queima roupa por policiais”

Cadê o Amarildo? Ninguém vai esquecer
Vocês não solucionaram a morte do DG
Afastamento da polícia é o único resultado
Não existe justiça se o assassino tá fardado

Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola
Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola

3 dias de tortura numa sala cheia de rato
É assim que eles tratam o bandido favelado
Bandido rico e poderoso tem cela separada
Tratamento VIP e delação premiada

“Por que que tinha luva no local antes da perícia chegar?
Por que que tinha sangue no muro?
Ele foi torturado até a morte, DG do bonde da madrugada pela PM da pacificação até a morte”

Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola
Na televisão a verdade não importa
É negro favelado, então tava de pistola

O negócio é sério… Palmas pra ela.

Uma playlist para Stranger Things

eleven

No meio da deliciosa avalanche de referências pop ao cinema dos anos 80 que é Stranger Things não dá para escapar da incrível trilha sonora, que mistura músicas que tocavam no rádio nos Estados Unidos no início dos anos 80 até hits indie do mesmo período e sucessos nostálgicos de um passado anterior. O Netflix publicou uma playlist que ambienta bem a série entre uma balada dark das Bangles, um New Order etéreo, um Toto clássico, o rebelde Corey Hart e a maior balada do Foreigner.

Mas falta ainda publicar a trilha sonora original, criada para a série, que é incrível.

Vida Fodona #532: Baixas temperaturas

vf532

Segue o frio – e que frio!

Clash – “Should I Stay or Should I Go?”
Stooges – “T.V. Eye”
Inocentes – “Ele Disse Não”
Smack – “Rádio Smack”
The Fall – “Living Too Late”
New Order – “Every Little Counts”
LCD Soundsystem – “Dance Yrself Clean”
You Can’t Win, Charlie Brown – “Above the Wall”
Konk – “Konk Party”
Painel de Controle – “Relax (Extended Waxist Version)”
Sequence – “Funk You Up (Long Version)”
Daft Punk + Julian Casablancas – “Instant Crush”
Paul Simon – “The Werewolf”
Talking Heads – “Papa Legba”
John Carpenter – “This is Not a Dream”
Giorgio Moroder – “74 is the New 24”
Hot Chip – “Flutes”
Céu – “Varanda Suspensa”
Hurts – “Lights”
Radiohead – “Identikit”
Tatá Aeroplano – “Cadente”
Michael Kiwanuka – “Love & Hate”
Wilco – “If I Ever Was a Child”

Disco novo do Wilco à vista!

wilcoschmilco

Semana passada o Wilco celebrou o aniversário de um ano do lançamento de seu Star Wars com uma nova canção chamada “Locator”.

Acontece que ela era o primeiro gostinho do novo disco do grupo, batizado infamemente de Schmilco, cujo lançamento foi agendado para setembro. E o grupo acaba de mostrar mais uma nova música, “If I Ever Was a Child”, além de mostrar a capa feita pelo espanhol Joan Cornellà e a ordem das músicas do novo disco, saca só:

“Normal American Kids”
“If I Ever Was a Child”
“Cry All Day”
“Common Sense”
“Nope”
“Someone to Lose”
“Happiness”
“Quarters”
“Locator”
“Shrug and Destroy”
“We Aren’t the World (Safety Girl)”
“Just Say Goodbye”

Será que o disco novo vai dar o tom da apresentação do grupo no Brasil?

Noites Trabalho Sujo | 16.07.2016

noites16julho2016

Rumo a mais uma madrugada de experimentação psíquico-física no coração da metrópole sulamericana, não vamos deixar as frias temperaturas deste inverno tirar o ânimo de nossa incursão à sintetização do calor humano a partir do movimento de corpos sob frequências sonoras movidas por ritmo. São três ambientes dedicados à aproximação corporal e à fluência das boas vibrações. Na sala azul, a dupla de pesquisadores Karen Ercolin e Acácio Mendes, que agora atendem pelo nome coletivo Gemini, começa a fritar neurônios e sacudir quadris logo no início da noite. Após esta explanação, o laboratório responsável pela realização do encontro mensal, o já consagrado trio de cientistas do som Noites Trabalho Sujo, seguem aquecendo corações e mentes à base de novas referências culturais e velhas memóriais nostálgicas – a celebração promovida pelos doutores Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral é conhecida por estabelecer a tônica do experimento. A dupla de investigadoras notívagas Girls Bite Back, composta pelas antropólogas sociais Ana Prado e Nathalia Capistrano, começam a mover instintos no ambiente preto, friccionando libido e álcool às moléculas de som e preparando o terreno para a chegada de duas videocomunicadores, a envolvente Fernanda Catania e a elétrica Maira Medeiros, dos institutos Foquinha e Nunca Te Pedi Nada, respectivamente. Na área do lounge, próxima à entrada, os novatos Pedro Jansen e Léo Freire, que apresentam-se como O Cafuçu e o Hipster, recebem os convidados trabalhando em diferentes frentes culturais. O ingresso para esta noite de experimentação de sentimentos e emoções só é permitida àqueles que enviarem seus nomes para o endereço de correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h deste sábado. Não se acanhe com a chuva, ela está na programação deste transe e só durará ate o início da noite. Para evitar problemas à entrada, fica a sugestão de chegar mais cedo. Aguardamos a presença de todos. Abaixo uma prévia da tônica da noite.

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 16 de julho de 2016
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Karen Ercolin e Acacio Mendes (Gemini), Fernanda Catania (Foquinha) e Maira Medeiros (Nunca Te Pedi Nada), Pedro Jansen e Léo Freire (O Cafuçu e o Hipster), Ana Prado e Nath Capistrano (Girls Bite Back).
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. E chegue cedo – os 100 que chegarem primeiro na Trackers pagam R$ 20 pra entrar.