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Black Mirror este mês

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A terceira temporada do seriado distópico inglês de Charlie Brooker estreia ainda em outubro no Netflix – assista ao trailer com trechos dos seis episódios inéditos lá no meu blog no UOL.

A série inglesa Black Mirror tem tudo para deixar 2016 ainda mais tenso – pois sua nova temporada chega com seis episódios simultaneamente pelo Netflix, ao contrário das duas anteriores (com três episódios cada), que foi espalhando-se lentamente pelo planeta. O trailer desta terceira temporada mostra flashes desses seis universos fictícios que flutuam entre a realidade digital de hoje e a ficção científica distópica de alguns anos adiante, imaginados pela equipe liderada pelo controverso Charlie Brooker.

E a série estreia este mês, dia 21.

Nick Cave 2016: “And if you want to bleed, just bleed”

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Mais uma música do novo e pesado disco de Nick Cave ao lado de seus Bad Seeds, Skeleton Key, em que o bardo canta a dor da perda do próprio filho. “Girl In Amber” é dirigido pelo mesmo Andrew Dominik, que transformou as gravações do disco no filme One More Time With Feeling, exibido no Festival do Rio. Será que vem pra Mostra de São Paulo?

La Cumbia Negra de Miranda

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O mestre produtor Carlos Eduardo Miranda lança hoje no Sesc Pompeia o disco de sua banda instrumental para bailar, La Cumbia Negra, em que toca percussão (mais informações aqui). Miranda fundou o Cumbia ao lado dos conterrâneos Guri Assis Brasil (ex-Pública) e Gabriel Guedes (Pata de Elefante) e reuniu um time de músicos da pesada pra não deixar ninguém parado. Ele antecipou a música de abertura do disco (“Avanti!”) que leva apenas o nome da banda para o Trabalho Sujo e eu conversei com ele sobre o novo grupo, a cena independente brasileira e sobre outras novidades para o fim deste ano.

Como surgiu La Cumbia Negra?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-como-surgiu-la-cumbia-negra

A gravação do disco de estreia
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-a-gravacao-do-disco-de-estreia

O brasileiro gosta de música instrumental?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-o-brasileiro-gosta-de-musica-instrumental

A cena independente brasileira em 2016
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-a-cena-independente-brasileira-em-2016

Novidades para o fim de 2016
https://soundcloud.com/trabalhosujo/miranda-2016-novidades-para-o-fim-de-2016

Para a capa do disco, Miranda foi direto: “Queria um demônio”. E para isso chamou o artista mineiro João Gabriel Jack, que já fez trabalhos para o Sublime e o Offspring, para conseguir uma estética de skate que ele procurava.

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Gorillaz: fase 4

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A banda de mentira de Damon Albarn e Jamie Hewlett lançam mais um episódio para preparar terreno para um novo disco – falei disso lá no meu blog no UOL.

Não dá pra ter uma noção exata ainda pois estamos em plena transição, mas a carreira da banda de desenho animado Gorillaz será vista no futuro como um dos protótipos do pop do século 21. Criada pelo vocalista do Blur Damon Albarn e pelo criador dos quadrinhos Tank Girl Jamie Hewlett, a importância da banda de mentira vai além de sua realidade em duas dimensões (o que não é propriamente uma novidade, dos Archies ao Timmy and the Lords of the Underworld do South Park, passando por Josie & As Gatinhas e Mystik Spiral da Daria). Na verdade o que é interessante é a forma como eles vêm mudando a relação entre artistas e fãs a partir de seus principais vínculos – músicas, discos, shows e o contato nas redes sociais.

Pois foi pelas redes que o grupo anunciou seu aguardado quarto disco, o primeiro desde The Fall, de 2011. Primeiro apareceu a imagem acima, como uma capa de livro, falando sobre The Book of Noodle (O Livro de Noodle, sendo que Noodle é uma das integrantes fictícias da banda). Logo em seguida, por uma manhã, o grupo passou a alimentar suas contas com a história do início do novo álbum, um Kill Bill versão Gorillaz em uma história em quadrinhos à moda – bem – antiga, veja só:

Digo que a história é bem antiga porque todas as cenas do quadrinho são parte de um quadro principal, que era uma das formas de se contar histórias visuais antes dos quadrinhos aparecerem ou o cinema ser inventado.

The Book of Noodle, no entanto, não é o nome do disco – e sim da fase. A banda divide suas obras em capítulos que incluem discos, shows, clipes, EPs, documentários e tudo que mais pode ser produzido dentro de uma temática. Isso foi definido após a série de lançamentos que originou a banda a partir do título de seu primeiro DVD, Celebrity Take Down. A fase seguinte chamava-se Slowboat to Hades (do disco Demon Days, de 2005) e a terceira era Escape to Plastic Beach (que incluiu os discos Plastic Beach, de 2010, e The Fall, de 2011). The Book of Noodle portanto joga uma luz oriental sobre a nova fase da banda, que deve ter seu quinto disco lançado no início do ano que vem – sempre com participações especiais inusitadas, como o maestro eletrônico francês Jean-Michel Jarre e a primeira colaboração entre o trio De La Soul e Snoop Dogg. Vamos aguardar.

“Comfortably Strange”

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Benedict Cumberbatch sobe ao palco de David Gimour para cantar um dos hinos do Pink Floyd – vê lá no meu blog no UOL.

É inevitável que um dos grandes momentos de qualquer show do guitarrista David Gilmour sejam as músicas que ele eternizou ao lado de sua banda original, o Pink Floyd – especificamente “Comfortably Numb”, um dos muitos épicos do clássico The Wall, palco para um de seus solos mais dramáticos. Mas imagine ir a um show do guitarrista e, logo depois dos acordes de introdução do hino, outro vocalista entra no palco, recitando uma letra mais falada que cantada. Apesar da silhueta esguia, não é Roger Waters, o outro cabeça do Pink Floyd durante seu auge nos anos 70 – e sim o ator inglês Benedict Cumberbatch. Foi isso que aconteceu na quarta passada, quando, durante um show de Gilmour no Royal Albert Hall em Londres, Gilmour abriu espaço, sem anunciar, para o intérprete mais famoso de Sherlock Holmes e futuro Doutor Estranho. E apesar da música não exigir muito do ator (o refrão ficou a cargo de Gilmour, como na música original), Cumberbatch segurou bem a onda – e o risinho entre os versos dava para perceber que ele estava realizando um sonho juvenil.

Afinal, quem nunca…?

MC Carol + Karol Conká = sai de baixo!

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O single “100% Feminista” reúne duas das maiores novas artistas brasileiras – MC Carol e Karol Conká -, que unem força fazendo rap – e na base, a colisão dos fiéis escudeiros de ambas divas, Leo Justi de um lado e a dupla Tropkillaz do outro. Pesado!

MC Carol já tinha mostrado o sangue nos olhos na politizada “Delação Premiada” e seu disco novo tá chegando…

Punho fechado

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A quarta adaptação do Netflix para um quadrinho Marvel já tem data marcada – falei disso no meu blog no UOL.

Ainda estou devendo falar do Luke Cage que estreou no fim de semana (já assistiram?), mas nem mal nos recuperamos de mais um seriado Marvel/Netflix e a parceria anuncia a data de lançamento do quarto seriado que produzirão conjuntamente. Punho de Ferro conta a história do bilionário Danny Rand (vivido por Finn Jones) que, depois de anos desaparecido, volta para Nova York decidio a lutar contra o crime organizado com as habilidades marciais – e místicas – que adquiriu quando esteve fora. A imagem acima é a primeira foto oficial do seriado, que estreia no dia 17 de março do ano que vem.

Punho de Ferro deve ter diálogo direto com Dr. Estranho, filme da Marvel que estreia em novembro e que também mistura misticismo oriental com artes marciais. É a quarta série da parceria Marvel/Netflix e a última antes da série Defensores, que reúne, na mesma história, os quatro personagens já apresentados em outros seriados: Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e o próprio Punho de Ferro. Defensores também deve estrear no ano que vem, mas não deve ser a última parceria dos dois estúdios, que ainda deve ter uma segunda temporada de Jessica Jones e um seriado sobre o Justiceiro, apresentado na segunda temporada do Demolidor.

Quem é o maior coadjuvante dos Simpsons?

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Um analista de dados se dispôs a descobrir qual personagem aparece mais que a família criada por Matt Groening – e o resultado eu postei lá no meu blog no UOL.

Começando sua 28ª temporada, os Simpsons são o programa de TV de elenco fixo mais longevo da história – e sua influência e importância cultural ainda deve ser medida. E em 27 anos de carreira, a família amarela inventada por Matt Groening gerou uma quantidade impressionante de dados, prato cheio para analistas pop como o norte-americano Todd W. Schneider, que dedicou um post inteiro de seu site a navegar pelos números dos Simpsons.

E entre gráficos de audiências, um forte desequilíbrio de gênero (25% dos diálogos dos Simpsons são ditos por mulheres – se tirarmos Lisa e Marge o número cai para menos de 10%; reflexo de outro número: 10% dos roteiristas são mulheres), anotações sobre as interações e aparições de Homer e Bart e os principais cenários da série, o analista de dados consegue decifrar quais personagens dos Simpsons mais falam nas 27 temporadas: Homer lidera (com mais de 250 mil palavras), seguido por Marge (com 150 mil), depois por Bart (mais de 120 mil) e Lisa (100 mil). Mas além da família central, quais personagens coadjuvantes que mais têm fala em toda a existência dos Simpsons?

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E a resposta é: Senhor Burns.

Vocês sabem o que ele diria...

Vocês sabem o que ele diria…

Seguido do Moe, Skinner, Flanders, Krusty, vovô Simpson, chefe Wiggum, Kent Brockman e a lista continua abaixo (repare como tem pouca mulher no seriado – as personagens femininas têm faixa vermelha).

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São mais de 600 episódios sem nenhuma previsão de parar num futuro próximo. Para a nova temporada seus produtores querem concluir um desafio que vêm se impondo desde o início do desenho: criar um episódio de uma hora que precise de cada um dos sessenta minutos para ter sua história contada (todas as tentativas até hoje puderam ser editadas para caber no tamanho de 23 minutos do desenho). Como o próprio Todd Schneider conclui em seu post

"Quem sabe que aventuras eles ainda terão entre agora e quando eles deixarem de ser rentáveis?"

“Quem sabe que aventuras eles ainda terão entre agora e quando eles deixarem de ser rentáveis?”

E o próprio Todd nos lembra que isso foi dito no 138° episódio da série, menos de um quarto da duração de todas as temporadas. Longa vida aos Simpsons!