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A reta final de Rogue One

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Pôster final, trailer com mais detalhes da história… Já já o primeiro Guerra nas Estrelas fora das trilogias clássicas estará entre nós. Mais informações lá no meu blog no UOL.

Finalmente a Lucasfilm revela o pôster final e o trailer definitivo do filme Rogue One, o primeiro fora das trilogias da família Skywalker depois que a Disney a franquia. O novo trailer conta um pouco mais de história além da sinopse que já sabíamos (como espiões rebeldes roubaram os planos para destruir a Estrela da Morte) e reforça a aposta que o novo filme deve ser pode ser uma surpresa para o padrão dos filmes da saga.

Eis o tão aguardado disco póstumo do Sabotage

sabotage

Eis o tão aguardado segundo disco do maestro do Canão, Mauro Matheus, Sabotage, protagonistas dos vocais gravados antes do fatídico janeiro de 2003 e participações gravadas entre aquele mês e o início deste ano, envolvendo produtores como Nuts, Zegon (via Tropkillaz), DJ Cia e vocais de Dexter, Negra Li, Mr. Bomba, Lakers, Duani, Fernandinho Beatbox, BNegão, Funk Buia, Rodrigo Brandão, Sandrão e produção executiva dos três Institutos originais: Ganjaman, Tejo e Rica. Se prepara que esse disco tá uma pedrada – e parece ter sido feito especialmente para esse tenso 2016.

E vale muito ler a entrevista que a Vice fez com o Leprechaun, que fez a capa do primeiro disco do Sabota, Rap é Compromisso.

3%: Do YouTube para o Netflix

3-porcento

A série de ficção científica 3% começou no YouTube em 2011 e cinco anos depois vai ser a primeira produção brasileira do Netflix – com estreia marcada para o fim do ano. Falei disso no meu blog no UOL.

A primeira produção brasileira do serviço de vídeos Netflix já tem data de estreia marcada: todos os episódios da primeira temporada de 3%, uma série de ficção científica criada originalmente para o YouTube, poderão ser assistidos a partir do dia 25 de novembro. A série conta a história de um futuro próximo em que a sociedade é dividida em duas castas e a única possibilidade dos integrantes da classe mais populosa – e mais pobre – passar para a elite desta realidade (os 3% que batizam a série) é através de um processo seletivo que é justamente a história do seriado.

A série foi criada originalmente para o YouTube em 2011 e seus três episódios originais continuam online (assista-os ao final deste post). O grupo do seriado original é encabeçado pelo criador de 3%, o jovem Pedro Aguilera (que a partir do sucesso online conseguiu entrar para a produção de filmes como Copa de Elite e Os Homens São de Marte E É Pra Lá Que Eu Vou), que ao lado dos diretores Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema, foi chamado pelo veterano Cesar Charlone (ex-O2 Filmes, que trabalhou em Cidade de Deus, Ensaio sobre a Cegueira, O Banheiro do Papa) para transformar a premissa original em um seriado brasileiro com distribuição global.

O principal grupo de atores da série, cuja primeira foto oficial de divulgação (acima) foi divulgada hoje, é composto por novatos, à exceção de Bianca Comparato. Fora dos jovens que tentam passar do Continente (a parte pobre) para o Mar Alto (a parte rica) estão nomes já estabelecidos como João Miguel e Zezé Motta.

Assista abaixo os três episódios da 3% original feita para o YouTube.

A autobiografia de Rita Lee

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A versão da história de Rita Lee por ela mesma já vinha circulando no mercado editorial brasileiro há um tempo e agora encontrou casa na Globo Livros, que anunciou o lançamento do livro para o fim do mês. Mas antes de começarem a especular sobre o que pode ou não estar no livro (imagina a quantidade de histórias que essa mulher viveu), vale perceber o crescimento de um momentum ao redor da mutante original, finalmente celebrando sua importância na história da música brasileira.

Por enquanto deixo esse clássico dos anos 70 que parece ter sido escrito sobre 2016:

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Agora é moda, sair nua em capa de revista
Agora é moda, pichar a vida de artista
Agora é moda, bionicar o corpo inteiro
Agora é moda, culpar o mercado estrangeiro
Dance, dance, dance – Dancei!

Agora é moda, poupar dinheiro pro futuro
Agora é moda, pegar alguém pulando o muro
Agora é moda, acontecer uma tragédia
Agora é moda, a inquisição da Idade Média
Dance, dance, dance – Dancei!

Agora é moda, matar pra não morrer de fome
Agora é moda, chauvinista pra ser homem
Agora é moda, ter vocação pra ser famoso
Agora é moda, saber que dói mas é gostoso
Dance, dance, dance – Dancei!

Agora é moda, economizar a gasolina
Agora é moda, coroa e cara de menina
Agora é moda, tentar salvar a natureza
Agora é moda, achar que tudo é uma pobreza
Dance, dance, dance – Dancei!

Agora é moda, chorar de tanto dar risada
Agora é moda, morrer na curva de uma estrada
Agora é moda, ser o dono da verdade
Agora é moda, dizer que amor não tem idade
Dance, dance, dance – Dancei!

Agora é moda, bancar o fino e educado
Agora é moda, dançar pra não ficar parado
Agora é moda, fazer novela de vanguarda
Agora é moda, chegar depois da hora marcada
Cheguei!
Dance, dance, dance – Dancei!

Noites Trabalho Sujo | 15.10.2016

setembro2016

Depois de alguns eventos mensais desfalcados, a equipe de aquecimento mental e aceleração de neurônios em condições ideais de temperatura e pressão do centro de pesquisa Noites Trabalho Sujo estará completa pela primeira vez neste semestre em mais um simpósio de suspensão de boas vibrações a partir da exposição de frequências sonoras. O intelectual orgânico Alexandre Matias, capitão do experimento, volta de uma temporada na estrada que teve passagens por Los Angeles, Brasília e Natal, em busca das filigranas do alto astral em movimento. O cético físico holístico Luiz Pattoli teve encontros com outras dimensões e ainda segue sobre o transe do impacto da recém-paternidade na glândula pineal. E o transnavegador Danilo Cabral acaba de voltar de uma passagem pela América do Norte que incluiu uma estada em Nova York e um ciclo de renovação espiritual em Austin. Os três reúnem-se para uma madrugada de celebração que antecipa uma série de novidades a partir da próxima edição do encontro. E na pista preta, o experimento do sábado cogita a possibilidades de grupos autores musicais passearem pelo controle de canções alheias. São duas duplas que tomam conta do auditório preto do nosso prédio-laboratório: Emmily Barreto e Cris Botarelli respondem pelo instituto de fricção elétrica potiguar Far from Alaska e a dupla Ricardo Cifas e Flávio Juliano são responsáveis pela colisão pós-punk FingerFingerrr – e as duas duplas prometem voos para regiões diferentes do hipocampo dos presentes. O evento começa pontualmente às 23h45 do dia 15 de outubro de 2016 e a presença só é garantida ao enviar o nome dos convidados para o correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 18h do dia do evento. Abaixo, uma amostra do que nos espera neste encontro:

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 15 de outubro de 2016
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Emmily Barreto e Cris Botarelli (Far from Alaska) e Ricardo Cifas e Flávio Juliano (FingerFingerrr)
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. E chegue cedo – os 100 que chegarem primeiro na Trackers pagam R$ 20 pra entrar.

O canto de Alvinho

Foto: Anna Clara Carvalho

Foto: Anna Clara Carvalho

“Meu tempo de composição é, se pensarmos no mercado e no ritmo que ele tem mesmo pós-indústria, um tempo mais esticado”, explica Álvaro Lancelotti, ex-Fino Coletivo, que está lançando nesta sexta-feira seu terceiro álbum, Canto de Marajó. Ele prossegue: “O Tempo Faz a Gente Ter Esses Encantos (seu disco anterior) é de novembro de 2012, e de lá até o último disco do Fino, que gravamos em 2014, eu vim construindo as canções lentamente. Ainda não sei o que é ter que compor durante processo de gravação de um disco, todas elas eu fiz antes de entrar em estúdio. Não é uma regra, e nem acho que precisarei disso sempre, mas ainda é pra mim um tipo de processo que me ajuda a visualizar a concepção do trabalho.” Antes havia gravado Mar aberto, em 2008.

Irmão de Domenico Lancellotti, Alvinho lança um disco que define por cima como “macumba romântica”, enfatizando as aspas. Canto de Marajó é sensível e delicado, mas nem por isso frágil – graças, principalmente à temática central do disco, ponteada pela percussão de terreiro, com vocais suaves e melódicos e muita ênfase no ritmo, ainda que suave, cortesia da produção de Mario Caldato.

Gravado por Maria Rita, Marcos Valle e Wado, Alvinho ainda é desconhecido do grande público. “Tenho parceiros de composições de estilos musicais bem diferentes. Acho legal isso, é uma forma de passear em varias camadas de tempo, de interesses, de percepções da música. Tenho parcerias com Davi Moraes, Rogê, Wado, MoMo, Roque Ferreira, Domenico e Ivor Lancellotti, Adriano Siri… Durante os quase dez anos de Fino Coletivo vivi muito nessa troca Rio-Alagoas e acabou que a banda também se criou numa conexão forte com o nordeste, onde eu acho que troquei muito. Nos últimos anos, junto com o trabalho solo, eu tenho frequentado mais os shows por aqui, trocado mais com a cena do Rio. Fazer o disco me colocou na rua novamente, voltei a frequentar as casas, frequentar os artistas daqui.” Canto de Marajó pode mostrá-lo para o resto do país por um caminho mais suave, quase místico.

Mano Brown soulman

Foto: Marcelo Pretto (UOL)

Foto: Marcelo Pretto (UOL)

O rosto e a voz dos Racionais MCs está prestes a caminhar para além do rap. Mano Brown está prestes a lançar seu primeiro disco solo e acaba de mostrar um trechinho do primeiro single, “Amor Distante”, em que entrega-se ao soul e ao R&B, ao lado do rapper Lino Crizz.

Tudo indica que é a mesma versão que já circula online há um tempo (mas será que vão manter a segunda parte blueseira?):

O rapper conversou com o Tiago Dias lá do UOL (grande entrevista) sobre a mudança musical de sua carreira solo:

Tem 3 ou 4 tipos de música que comanda o mercado e não é na direção delas que eu estou indo. Se eu for abençoado em criar outra opção na indústria, glória a Deus, mas eu não estou indo na direção das outras. Apesar da gente acabar disputando o mesmo público. Qual o público do sertanejo, do samba, do outro barato? O pessoal da favela. Então todo mundo disputa o mesmo público. Está lançada a sorte, não tem nada garantido. O trabalho do Racionais tem força própria, entende? Já compreendi isso. Quem sou eu para dizer que o Racionais é mais isso ou aquilo. O Racionais pertence a essa multidão que ajudou a colocá-lo lá em cima. E o Mano Brown continua sendo leal a esse povo. Eu sou romântico, apaixonado pelo ser humano. Acima até da própria causa é o ser humano. A causa é pelo ser humano.

Vale ler a entrevista na íntegra.