E o Noize Record Club acaba de anunciar seu mais novo lançamento: a materialização em vinil do disco de estreia do grupo Liniker e os Caramellows, Remonta, que tem sua entrega agendada para o disco 20 de agosto. Mais informações no site da Noize.
A transformação pela qual Luiza Lian está atravessando do seu primeiro para o segundo disco veio na forma de um show-experimento chamado Oyá: Tempo, que ela adapta para o Centro da Terra no início de julho, em uma apresentação única. Luiza Lian: Oyá Centro da Terra também mexe com música eletrônica, moda, vídeo, poesia, arte digital e religião afrobrasielira, mas está sendo repensado para funcionar neste novo espaço, inagurando o mês de julho em um único show, ao lado de seu comparsa Charles Tixier, do grupo Charlie e os Marretas, na primeira segunda-feira do mês, dia 3 (mais informações aqui). Conversei com Luiza sobre esta fase de transição de sua carreira.
O que é Oyá?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiza-lian-oya-centro-da-terra-o-que-e-oya
Fala sobre o surgimento do espetáculo.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiza-lian-oya-centro-da-terra-fala-sobre-o-surgimento-do-espetaculo
Qual papel de Oyá na transição para seu próximo disco?
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Em que pé está o segundo disco?
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Fala sobre sua relação com o selo Risco.
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Como o espetáculo se adapta ao Centro da Terra?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiza-lian-oya-centro-da-terra-como-o-espetaculo-se-adapta-ao-centro-da-terra
Fui convidado para fazer a mediação de um debate neste sábado dentro da Feira de Selos e Publicações, que a Balaclava Records organiza no Sesc Bom Retiro. O evento, gratuito, começa às 14h e reúne bancas de selos como EAEO, Rosa Flamingo, Sinewave, Assustado, PWR, Desmonta, Dissenso, Laboratório Fantasma, Risco, Midsummer Madness, entre outros, além de shows da Luiza Lian e da banda curitibana Marrakesh ʘ. Participo da segunda mesa do dia, que começa às 17h20 e fala sobre festivais e cenas musicais no Brasil, com a participação da Anna Penteado (do festival Vento), da Karen Cunha (que faz o Mês da Cultura Independente) e o Ricardo Rodrigues (do festival Contato). Tem mais informações sobre o evento, além da programação completa, lá na página do evento do Facebook.
Mais uma música do novo disco do Toro y Moi, Boo-Boo – e a balada “You and I” é tão introspectiva quanto o primeiro single “Girl Like You“, mas tem um quê romântico mais pronunciado…
A partir do dia 11 de julho, o Centro Cultural São Paulo abre-se para o melhor do rock moderno brasileiro, reunindo nomes como Rakta, Garage Fuzz, Boogarins, Test Big Band, Meu Reino Não é Desse Mundo, Thiago Pethit, Luís E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante + Ventre, MQN, Maglore, Vermes do Limbo + Bernardo Pacheco, Thiago Nassif, Jonnata Doll e os Garotos Solventes, Labirinto e The Baggios, além de debates, filmes e uma edição do Concertos de Discos dedicada à história do rock brasileiro. Mais informações no site do CCSP.
A banda californiana Deerhoof anuncia para setembro seu novo disco, Mountain Moves, e lança o primeiro single, a faixa “I Will Spite Survive”, que conta com a participação de Jenn Wasner, líder do Wye Oak, nos vocais:
Não é a única participação especial do disco, que ainda conta com as presenças da ex-vocalista do Stereolab Lætitia Sadier, da multiinstrumentista Xenia Rubinos, da compositora argentina Juana Molina e da jazzista Matana Roberts, entre outros, além de versões para músicas de Bob Marley, Staple Singers e Violeta Parra, num disco de forte teor político. “Vivemos simultaneamente em dois mundos, uma monocultura maníaca inclinada ao inferno que está guiando a humanidade rumo à extinção e um movimentado submundo lotado de ideias e cheio de otimismo e de vontade de continuar e sobreviver. Mountain Moves recusa o primeiro ao celebrar o último em êxtase”, escreveram na apresentação do disco, cuja capa e ordem das músicas vem abaixo (e o disco já está em pré-venda).
“Slow Motion Detonation (feat. Juana Molina)”
“Con Sordino”
“I Will Spite Survive (feat. Jenn Wasner)”
“Come Down Here And Say That (feat. Lætitia Sadier)”
“Gracias A La Vida (Violeta Parra Cover)”
“Begin Countdown”
“Your Dystopic Creation Doesn’t Fear You (feat. Awkwafina)”
“Ay That’s Me”
“Palace of the Governors”
“Singalong Junk (feat. Xenia Rubinos)”
“Mountain Moves (feat. Matana Roberts)”
“Freedom Highway (The Staples Singers Cover)”
“Sea Moves (feat. Chad Popple, Devin Hoff)”
“Kokoye”
“Small Axe (Bob Marley Cover)”
“Chatice. Preguiça. Apatia completa. É uma crise de um quarto de vida ou um desculpa para nunca crescer?”, pergunta-se Ernest Greene, o dono do Washed Out, na apresentação de seu novo disco, Mister Mellow, o primeiro desde Paracosm, de 2013. O disco é um vídeo-álbum e seu tema é discutido como se o disco estivesse em um canal de um YouTuber sem rumo na vida (o disco começa lá pelos dois minutos do vídeo abaixo):
O episódio mais recente de Twin Peaks levou a série para perto de Júpiter, como nos lembram esses mashups que eu publiquei no meu blog no UOL.
Ainda estamos sentindo os primeiros tremores do espasmo sensorial que foi o oitavo episódio da terceira temporada de Twin Peaks – enquanto alguns tentam decifrar os códigos deixados nas entrelinhas e outros buscam o sentido metafísico em relação ao resto do seriado, muitos deixam-se levar pelo simples aspecto lúdico da exposição ao imaginário sombrio e transcendental de David Lynch e os primeiros filhotes já começam a surgir em forma de paródias, remixes e memes. Um dos melhores até agora é esse incrível mashup entre a deslumbrante cena da primeira bomba atômica ao som de “Echoes”, do Pink Floyd, na versão que o grupo tocou ao vivo em um teatro de arena nas ruínas da cidade de Pompéia, na Itália. Preciso dizer que há spoilers da série para quem não viu o episódio? Tudo bem, está dito:
Não é a primeira vez que “Echoes” se mistura a uma cena imediatamente clássica, deslumbrante e psicodélica. Os fãs do Pink Floyd devem reconhecer essa superposição genial entre a música que ocupa todo o lado B do disco Meddle e o terceiro ato do épico existencial de Stanley Kubrick, 2001 – Uma Odisséia no Espaço.
E é claro que iriam fazer o caminho de volta, recriando a cena do episódio histórico de Twin Peaks com a trilha sonora do clássico da ficção científica de Kubrick, “Réquiem para Soprano, Mezzo-Soprano, Dois Corais Mistos e Orquestra”, do compositor húngaro György Ligeti:
Já foi comentado o grau de parenteso entre as duas cenas e a trilha sonora utilizada por Lynch em sua cena original, a tensa “Threnody to The Victims of Hiroshima” do compositor polonês Krzysztof Penderecki já havia sido usada pelo próprio Kubrick em outro de seus clássicos, o filme de horror psicológico O Iluminado, de 1980. É uma composição de tirar o fôlego:
Ainda estou digerindo o episódio e devo escrever sobre seu significado em relação ao resto da série em breve.
A primeira vez que o Cure apareceu em um programa de TV foi num show filmado ao vivo em Paris, no dia 3 de dezembro de 1979, com Robert Smith ainda de cabelo curtinho – de onde saiu essa versão incrível da emblemática “A Forest”.