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Os melhores de 2017 na música segundo a APCA

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Eis o resultado da eleição dos melhores do ano na categoria música popular segundo o júri da Associação Paulista de Críticos de Arte, do qual faço parte:

Grande prêmio da crítica: João Gilberto
Artista do ano: Rincon Sapiência
Melhor álbum: Boca, Curumin
Melhor show: Mano Brown (Boogie Naipe ao vivo)
Revelação: Pabllo Vittar
Projeto especial: Selo Discobertas (Acervo)
Música do ano: “As Caravanas”, Chico Buarque

Além de mim, participam do júri Fabio Siqueira, José Norberto Flesch, Marcelo Costa, Tellé Cardim, Lucas Brêda e Roberta Martinelli, estes dois últimos estreando na votação este ano.

Fabio Massari e Lee Ranaldo no CCSP

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O encontro de dois mestres do rock independente acontece nesta terça-feira no Centro Cultural São Paulo, quando Lee Ranaldo, ex-Sonic Youth, lança seu primeiro livro em português, com direito a bate-papo e show. O papo será conduzido pelo reverendo Fabio Massari, que conversa com Lee antes que ele dê autógrafos no livro às 18h, na Praça das Bibliotecas (em evento gratuito). Já o show (que está prestes a esgotar os ingressos) começa às 21h e passa em vários momentos da carreira do velho bardo do indie norte-americano. Mais informações aqui.

Cícero intenso

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O indie carioca Cícero Rosa Lins continua construindo uma bela discografia, desta vez deixando para longe a eletrônica minimalista de seu terceiro álbum A Praia e caindo de cabeça na intensidade musical do coletivo Albatroz (formado pelos multiinstrumentistas Bruno Schulz, Uirá Bueno, Felipe Pacheco Ventura, Pedro Carneiro, Matheus Moraes, Vitor Tosta e Gabriel Ventura, que também toca no Ventre), com quem divide seu novo disco, o ótimo e intenso A Cidade.

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O disco já havia sido antecipado no mês passado com o dramático clipe que batiza seu novo trabalho e agora materializa-se por inteiro.

Bom pra embaralhar listas de melhores do ano que já tinham sido fechadas antes do fim do ano…

O Desastre Solar de Laura Lavieri

Foto: Gabriel Cabral

Foto: Gabriel Cabral

Laura Lavieri finalmente começa a colocar as asinhas de fora. Ex-vocalista de apoio de Marcelo Jeneci, ela vem acalentando este primeiro álbum há um bom tempo e tirou 2017 para por foco nesta etapa. Mudou-se para o Rio e começou a trabalhar com Diogo Strausz, com quem gravou o single “Quando o Amor Vai Embora”, ainda no ano passado. “Tenho encontrado no Rio o que eu vim procurar aqui: outras maneiras de se fazer música”, ela me explica por email. “Atualmente circulo, troco e toco com pessoas que experimentam bastante, e encontram outras sonoridades, métodos e caminhos. Gosto muito de me ver rodeada de toda fonte diversa: pessoas que têm nome conhecido no mainstream até o vulcão underground do centro. E ainda quero chegar na produção do subúrbio carioca.” Ela antecipa um primeiro gostinho do álbum com a versão ao vivo da música “Mais um Whisky”, que ela mostra em primeira mão para o Trabalho Sujo.

“Mais um Whisky é uma música que o Gui Amabis fez pra mim”, continua. “Ela fala dessa mulher decadente, vivida, por vezes incompreendida, e que paga pelos preços de fazer o que bem entende e deseja. Não é um preço baixo. Mas tem suas delícias”. Gui é um dos compositores que a ajudaram na composição deste novo álbum. “São seis inéditas de Gui Amabis, Jonas Sá, Lucas Oliveira, Sostenes Rodrigues, Alberto Continentino e Fernando Temporão e Marcelo Jeneci.” Além de “Mais Um Whisky” ela também mostra outros três registros ao vivo: “‘Tudo outra vez’, do Lucas, ‘Sol do Céu’, do Alberto e do Fernando, e ‘Estrada do Sol’, uma versão brasileira da canção italiana, pra manter algum traço do caminho que percorri até aqui, lembrando da estrada com Jeneci.”

O disco em si fica para 2017 mas já tem tudo mais ou menos definido, desde o título: Desastre Solar. “Tudo veio da etimologia de ‘desastre’ – disastro – désastre – disaster – a má estrela, ou ainda um ‘mau encontro’ estelar. O que seria bom ou ruim para uma estrela? Daí a magnitude dos ciclos e do tempo. Ninguém ‘gosta’ de desastre, de crise, de morte. mas a morte está presente todo dia, junto com a vida. É desse ‘mau’ encontro estrelar que irrompe a vida. O próprio centro do nosso sistema é uma bomba em constante erupção, e é nossa fonte de vida. Passei por maus bocados, há não muito tempo, encerrando uma etapa da vida, me lançando a uma nova, e me vi muito perdida, muito seca, abalada, acabada, muito decadente – nada tão diferente do que acontece com nosso país e planeta inteiro atualmente. E justo em meio aos destroços que encontrei – encontramos – chances de vida e recomeço. É aquele cenário pós-guerra apocaliptico que gera um solo fértil para uma nova era. A idéia é pintar aí as várias mulheres que já vivi, em diversos ciclos, mas sempre com esse potencial destrutivo e construtivo. Alguma pitada de ironia aqui, um pouco de decadência ali, sacanagem também, hi-fi-ficção científica, romantismos lo-fi, algum humor… O disco é alegre e leve sem deixar de ser intenso.”

Conduzido por Diogo, produtor, arranjador e músico em diversas faixas, o disco ainda conta com João Erbetta na guitarra, Alberto Continentino no baixo, Ricardo Dias Gomes nos teclados, Pedro Fonte na bateria e percussões e conta com participações de nomes como Guilherme Lírio, Joana Queiroz, Marlon Sette, Altair Martins, Marcelo Callado, Jonas Sá, Lucas Oliveira e Ledjane Motta. E vai ser bancado através de financiamento coletivo, através do site Catarse.

Ela explica o porquê: “Eu realmente me interesso e acredito na via ampla, horizontal e direta que a internet proporciona pras novas maneiras de se produzir. Não é fácil – comunicar – acessar – aglomerar as pessoas não é uma tarefa simples. Mas tenho me reunido com pessoas muito interessadas nessa construção, e a cada tijolo, cada acesso, cada troca, eu vejo a coisa fazendo sentido verdadeiro. Tenho tido vontade de movimentar mais encontros musicais, shows de diversos formatos e em cenários também inusitados. Agregar, juntar pessoas que conheci pelo Brasil. Acho que ficamos muito condicionados a formatos pré-estabelecidos e que já nem dão conta mais da demanda artística. Nem de mercado. Estamos sedentos. Crises. A música, como o recomeço, e toda possibilidade de criação, está em todo lugar. E tem que estar! E isso tem tudo a ver com crowd – funding – dar fundos às massas. Acredito muito no caminho de agregar os interesses e interessados e girar a produção de maneira direta e eficaz. Acho uma das mais gloriosas funções que a internet oferece.”

Programado para 2017, o disco só surgirá após o carnaval do ano que vem, “como tudo nesse Brasil brasileiro”, explica.

O porquê de Dougie Jones

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O podcast Now It’s Dark discute sobre o papel do terceiro alter ego de Kyle MacLachlan no novo Twin Peaks.

Frank Jorge de Natal

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Dias depois de realizar um sonho – abrir um show de Paul McCartney -, Frank Jorge trancafiou-se no estúdio com o velho cúmplice Thomas Dreher e pariu uma canção de natal sem necessariamente falar da data festiva. “É uma influência direta das sonoridades que sempre ouvi e gosto muito de bandas de rock dialogando com orquestra: The Beatles, The Zombies, The Jam, Eletric Light Orchestra, dentre outras tantas”, explica o epitômico roqueiro gaúcho, que mostra sua “Vida na Vidade (Allegro ma non Tanto)”, que lança oficialmente nesta segunda-feira pelo selo 180 , em primeira mão para o Trabalho Sujo.

“A tecnologia da informação através da internet e das redes sociais, nos proporciona facilidades de acesso aos conteúdos, assim como, avanços comunicacionais. Os governos relapsos e corruptos sonegam à população boas condições de vida e convivência”, teoriza o eterno líder da Graforréia sobre a música nova. “‘Vida na Vidade (Allegro ma non tanto)’ é uma canção sobre esta equação: seguir vivendo e sendo um ser humano em cidades tensas/ superpovoadas e paradoxalmente, abandonadas.”

Temperada por um cravo bachiano surrupiado por Dreher, a faixa se inspira no compositor barroco como ponto de partida. “O tema predominante, a cidade, traz também minha inquietação sobre como deveria ser a vida de do compositor J.S. Bach nos séculos 17 e 18, que mesmo com adversidades do contexto histórico, nos deixou um legado impressionante de concertos, missas, cantatas…” O apego ao pop em relação ao erudito é influência direta da psicodelia mccartneyana na canção do bardo gaúcho.

Tudo Tanto #36: A longa jornada de Otto

Otto

A minha coluna Tudo Tanto da edição de setembro da revista Caros Amigos conta a trajetória de Otto, que fez o ex-percussionista do Mundo Livre S/A se tornar um dos grandes nomes da música brasileira contemporânea.

Um longo caminho
Depois de duas décadas de carreira solo, Otto lança seu melhor disco e está pronto para as massas

Lembro da primeira vez que vi Otto ao vivo, ainda no Mundo Livre S/A. O ano devia ser entre 94 ou 95 e o grupo apresentava-se num lugar chamado A Casa, se não me engano um evento organizado pelo jornalista Alex Antunes. Já tinha ouvido falar que o Mundo Livre ao vivo não funcionava, que seu disco de estreia, Samba Esquema Noise, de 1994, havia ganhado um corpo no estúdio – através das mãos dos produtores Carlos Eduardo Miranda e Charles Gavin – que a banda não tinha no palco. Mas aquilo ali era um pouco demais.

A banda realmente não segurava as pontas ao vivo, com o vocalista Fred Zero Quatro esforçando-se para manter o brio e a cara de cool enquanto a banda atrás dele se engalfinhava para fazer aquelas músicas manterem-se de pé. Mas o percussionista da banda não ajudava nada. Otto, que na época usava uma longa cabeleira loira, e era apenas coadjuvante no grupo, teimava em solar atabaques, pandeiros e tambores à revelia do que estava sendo tocado. Cantarolava atravessando a voz de Fred apenas para tomar fuziladas visuais dos olhos do vocalista. Metade do público estranhava por achar o percussionista sem noção e a outra metade sorria ao achar tudo muito doido.

Não era uma banda desajustada. O que acontecia ali naquele palco – e em tantos outros shows da banda naquele período – era uma disputa velada entre os dois artistas por espaço na banda. Depois de um tempo soube que Otto tinha suas próprias composições, que eram menosprezadas ou ignoradas por Fred Zero Quatro, fundador e dono do Mundo Livre S/A. Otto resolvia aquela briga pulando em frente ao holofote na frente do vocalista ao puxar suas próprias canções – ou rascunhos de canções – no meio das canções de Zero Quatro. O resultado eram shows desastrosos, que aumentava ainda mais a fama que a banda tinha de não funcionar ao vivo.

Isso inevitavelmente seria resolvido com a saída de Otto da banda, depois que gravaram seu segundo disco, o subestimado Guentando a Ôia, de 1996. Sem grupo, ele aos poucos foi se aproximando da música eletrônica e, graças a dicas e conselhos do jornalista Camilo Rocha e do produtor Apollo 9, ele reinventou-se como um artista solo. O mesmo Miranda que lançou o Samba Esquema Noise do Mundo Livre S/A abria espaço para a nova empreitada do músico ao transformá-lo no carro-chefe do selo que inaugurava numa gravadora brasileira novíssima. Samba Pra Burro, o disco de estreia de Otto, foi o disco que inaugurou o selo Matraca em 1998 e um dos primeiros lançamentos de uma gravadora que fez história, a Trama.

Os primeiros shows que Otto fez solo, no entanto, não faziam jus ao ótimo disco de estreia. Tocando percussão acompanhado de um produtor, os shows não tinham força nem presença, por mais carismático que o artista fosse. Isso só foi resolvido quando chamou o tecladista e produtor Daniel Ganjaman, que trabalhava com rap, para montar uma banda. A Jambro Band – nome que vinha de um trocadilho criado por Otto, pelo fato da banda ser uma “jam de broders” – teve diversas formações e aos poucos o pernambucano foi consolidando a reputação ao vivo. Além de Ganjaman, passaram pela Jambro Band nomes como Fernando Catatau e Rian Batista (ambos do grupo Cidadão Instigado), os percussionistas conterrâneos Marcos Axé e André Male, o guitarrista cearense Junior Boca, o baterista paulistano Maurício Takara (irmão de Ganjaman), entre outros. A banda funcionou como aquecimento para parte de uma geração de músicos radicados em São Paulo e ajudou a Ganjaman a idealizar os shows do coletivo Instituto, que criaria ao lado de Rica Amabis e Tejo Damasceno anos depois. Os discos mais emblemáticos deste período são o pesado Condom Black, de 2001, e Sem Gravidade, de 2003. Enquanto cruzava o Brasil com sua banda, ainda teve tempo de lançar uma versão remix para seu primeiro disco chamada de Changez-Tout, lançado no ano 2000. Esta segunda fase foi encerrada com o disco ao vivo MTV Apresenta, lançado em 2005.

A partir daí começa a terceira fase de sua carreira, que parece ter chegado ao ápice com o recém-lançado Ottomatopeia. Em um período de mais de uma década, Otto forjou uma nova personalidade musical, mais romântica, existencialista e popular que a que consolidou sua carreira solo, gravando discos de forte apelo emocional. O trio de discos iniciado com Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (de 2009), continuado com The Moon 1111 (de 2011) e aparentemente concluído com Ottomatopeia (de 2017) consagra sua parceria com o baterista da Nação Zumbi, Pupilo, como produtor de discos cheios de participações especiais e inspirações fortes – o disco de 2009 é batizado a partir da frase que abre o livro A Metamorfose de Franz Kafka, e o de 2011 é diretamente inspirado pelo Dark Side of the Moon de Pink Floyd e pelo cinema francês de François Truffaut. Os discos têm participações de músicos como Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, Fernando Catatau, Dengue, baixista da Nação Zumbi e duetos com cantoras como Céu, Luê, Tainá Muller e Julieta Venegas. São discos que marcam uma fase sóbria e um tanto sombria de suas composições, o primeiro destes influenciado pelo fim do casamento com a atriz Alessandra Negrini e pela morte de sua mãe.

Ottomatopeia, no entanto, abre a janela e deixa a luz entrar neste período noturno. Um disco solar, de forte sotaque tropical e raízes latinas, o disco recém-lançado é o álbum mais forte da carreira de Otto e consagra sua carreira como um dos principais cantores e compositores da música brasileira atual. É seu disco mais fácil e também mais brega (no melhor sentido do termo), com direito à dupla de guitarristas paraenses Felipe e Manoel Cordeiro e dueto com Roberta Miranda na faixa “Meu Dengo”. Uma carreira tortuosa, que conseguiu encontrar a própria voz às duras penas e que agora está pronta para as massas. Ave Otto!

O dia em que David Bowie tocou com o Devo

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Mark Mothersbaugh, líder do Devo, narra histórias de bastidores do primeiro disco de sua banda, que incluem causos com David Bowie, Brian Eno e gente do rock alemão dos anos 70 – falei sobre o relato no meu blog no UOL.

O registro de uma conexão improvável entre dois gigantes da música moderna foi encontrado recentemente por um de seus autores, quando o líder da banda new wave Devo revelou que teria gravações de seu grupo ao lado de ninguém menos que David Bowie. A revelação aconteceu na noite desta segunda-feira, quando, num encontro na loja de discos Sonos, em Nova York. Mark Mothersbaugh, fundador e principal mentor do grupo Devo, era uma das atrações em um painel de discussão sobre a importância de David Bowie, cuja morte completa dois anos no próximo mês, e reuniu nomes como o músico Nikki Sixx do Mötley Crüe, a líder do grupo Perfect Pussy (e ex-VJ da MTV norte-americana) Meredith Graves e o fotógrafo Mick Rock, todos contando histórias do tempo em que conheceram o ícone inglês. O papo teve a mediação feita pelo jornalista Rob Sheffield.

“David Bowie chegou e disse: ‘Quero produzir vocês”‘, lembrou Mothersbaugh quando se referia a um dos primeiros shows de sua banda, no meio de 1977, na casa Max’s Kansas City. “E nós falamos que não tínhamos contrato com gravadoras. E ele disse: ‘Não importa, eu pago”‘. Essa foi apenas uma das histórias contadas pelo líder do Devo, de acordo com o blog Bedford and Bowery.

Mothersbaugh continuou lembrando que Bowie não falou da boca pra fora e que o músico inglês subiu no palco para acompanhar a banda no segundo show que eles fizeram naquele lugar, no mesmo dia. “Ele subiu no palco e disse: ‘Essa é a banda do futuro e eu vou produzi-los este natal em Tóquio!’ E nós todos ficamos: ‘Parece ótimo. Estamos dormindo em uma van em frente ao Bowery essa noite, em cima do nosso equipamento”. Aquela noite terminou com Bowie levando a banda para seu hotel, levando-os para comer sushi, coisa que eles nunca tinham visto na vida.

Meses depois, Brian Eno, que produziria o primeiro disco do Devo (Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!, de 1978) levou a banda para o estúdio Conny Plank, em Colônia, na Alemanha, e no primeiro dia de gravação tocou em uma sessão com o grupo, David Bowie e outros músicos alemães. “O Devo tocou com David Bowie, Brian Eno, Holger Czukay (do grupo alemão Can) e alguns outros músicos eletrônicos alemães que estavam por ali”, revelou Mark, que também contou que acabou de reencontrar a gravação histórica deste dia. “Eu ainda não a escutei, mas acabei de encontrar esta fita”, contou.

Como se não bastasse, ele ainda contou as fitas originais das gravações do primeiro disco, gravadas em 24 canais e cheias de anotações feitas por Eno. “Tem umas faixas com coisas escritas como ‘vocais de David’ e ‘sintetizadores extra de Brian’ e eu de repente eu lembro que tirei essas participações quando estávamos fazendo a mixagem final do disco”, explicou, acrescentando que não usou essas gravações no disco final porque haviam se envolvido com empresários picaretas, levando-o a se tornar “completamente paranoico em relação a pessoas se metendo nas nossas coisas”.

No final, Mothersbaugh deixou a dúvida no ar. “Acho que deveríamos ver o que tem nessas fitas. Estou realmente curioso pra saber o que diabos fizemos.”

Krist Novoselic e David Grohl juntos novamente

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No meio do show que os Foo Fighters fizeram nesta terça-feira na cidade de Eugene, no estado do Oregon, nos EUA, Dave Grohl convidou seu velho veterano de Nirvana, o baixista Krist Novoselic, para puxar juntos uma das primeiras músicas de sua banda, “Big Me”. A reunião ainda contou com a presença do quarto Nirvana Pat Smear, chamado por Kurt Cobain para acompanhá-los em seu último ano e que atualmente está em turnê com os Fufa.