MGMT e a morte
A dupla norte-americana MGMT anuncia que seu próximo disco, Little Dark Age (anunciado com a faixa-título em outubro) chega em fevereiro com um clipe de pura psicodelia bad vibe, o sensacional e nojentaço “When You Die”.
A dupla norte-americana MGMT anuncia que seu próximo disco, Little Dark Age (anunciado com a faixa-título em outubro) chega em fevereiro com um clipe de pura psicodelia bad vibe, o sensacional e nojentaço “When You Die”.

Um dos grandes discos da história e obra-prima de Dr. Dre completa um quarto de século de influência – escrevi sobre ele lá no meu blog no UOL.
Documentário produzido pela BBC sobre os últimos anos de David Bowie acaba de ser comprado pela emissora norte-americana – escrevi sobre isso no meu blog no UOL.
The Last Five Years foi um documentário produzido pela BBC inglesa nos últimos cinco anos da vida de um dos artistas mais criativos de nossos tempos, o inglês David Bowie, que morreu no início de 2016. Lançado na Inglaterra no início de 2017, o filme foi comprado pela emissora norte-americana HBO e será lançado no dia em que Bowie completaria 71 anos, dia 8 de janeiro nos Estados Unidos e possivelmente em outras emissoras afiliadas do canal espalhadas pelo mundo.
O documentário traça o período em que Bowie voltou a produzir novos discos depois de diminuir suas aparições públicas consideravelmente. Durante estes cinco anos, ele lançou dois álbuns aclamados pela crítica, o sóbrio The Next Day (lançado em 2013) e o críptico e ousado ★, seu vigésimo quinto disco, que veio a público dois dias antes de sua morte e impressionou a todos como um de seus discos mais sérios e um epitáfio sobre sua carreira.
Há seis anos, o jornalista e pesquisador Alexandre Matias embarcou em uma viagem noturna: alterar humores e melhorar o sentimento de prazer e completude através da manipulação de ondas de frequência sonora. O experimento Noites Trabalho Sujo começou semanalmente em um pequeno porão ainda ativo na Avenida São Luís, no centro da maior cidade da América do Sul, quando, todas as sextas-feiras, ele convidava personagens da noite, aspirantes a discotecários, amigos e conhecidos para dividir a troca de registros musicais que pudessem provocar a produção de dopamina e adrenalina a partir de referências culturais mútuas. No percurso, convocou os velhos camaradas Luiz Pattoli e Danilo Cabral para realizar experimentações em conjunto e aos poucos o fundiu com outro experimento trimestral que realizava na torre de concreto Trackertower, também localizada nas redondezas do centro daquela metrópole, próximo ao histórico Largo do Paysandu. Aos poucos a celebração migrou para o novo endereço e mudou as frequências – foi da sexta para o sábado e deixou de ser semanal para ter uma periodicidade mensal. No novo ambiente, novas sensações e novos experimentos, sempre alerta para não provocar más sensações, brindando as cobaias voluntárias destas madrugadas com doses consideráveis de boas vibrações. Neste final de 2017, o encontro comemora seis anos de duração, cumprindo grande parte das metas assumidas e para essa passagem, dois titulares da noite (Matias e Pattoli) recebem os doutores do instituto Scream & Yell, liderado pelo sommelier Marcelo Costa: Bruno Capelas, Tiago Agostini, Nat Julio, Tiago Trigo e Bruno Dias, todos trabalhando em prol do alto astral e da celebração da chegada do verão, esse período mágico que aquece o ano e as vidas. Para participar do evento é preciso enviar o nome dos voluntários para o endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com e aguardar a confirmação até o final do dia.
Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 16 de dezembro de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias e Luiz Pattoli (Noites Trabalho Sujo), Nat Julio, Tiago Trigo, Bruno Capelas, Bruno Dias, Tiago Agostini e Marcelo Costa (Scream & Yell).
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 40, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor). Os cem primeiros a chegar pagam R$ 25.
Encerrando a programação do CCSP, temos mais uma vez a Charanga do França botando todo mundo pra dançar a dois de graça na Sala Adoniran Barbosa, a partir das 18h30 (mais informações aqui). Vamos bailar!
Escrevi lá no meu blog no UOL minhas primeiras impressões sobre o oitavo episódio da saga Skywalker.
O melhor jeito de assistir a Os Último Jedi, oitavo episódio da saga Skywalker que estreia esta semana no Brasil, é ir ao cinema sem saber de nada – mas, calma, não precisa parar de ler o texto aqui. O próprio trailer trinca algumas surpresas ao apresentar cenários e criaturas que deixariam fãs boquiabertos caso não fossem mostrados de antemão, então se você conseguiu escapar da avalanche de notícias, fotos e cenas inéditas dos últimos meses e precisa ser convencido de que este filme vale a pena ser assistido, garanta sua sessão blindado destas notícias. Por isso, o texto abaixo mais descreve sensações e personagens do que entrega a história do filme – portanto, sem spoilers.
A principal crítica sofrida pelo Despertar da Força que fez a Lucasfilm, agora uma empresa Disney, ressuscitar sua galinha dos ovos de ouro em 2015 era que o Episódio VII era apenas uma recriação do Episódio IV, o primeiro filme da história de Guerra nas Estrelas, lançado em 1977. Com J.J. Abrams no comando, o filme é uma colcha de retalhos de referências dos seis filmes anteriores que usa a mesmíssima estrutura narrativa da produção que transformou George Lucas em milionário: Rey refaz o caminho do aprendiz de Luke, Kylo Ren é um aspirante a Darth Vader, o Supremo Líder Snoke é o novo Imperador, BB8 é o R2D2 2.0, Poe Dameron faz as vezes de Han Solo, Maz Kanata ecoa Yoda e todos os personagens que sobreviveram ao novo filme (Han Solo, Leia, Chewbacca, R2D2, C3PO) batem cartão com seus bordões na rapsódia de Abrams, que termina com uma nova Estrela da Morte explodindo após tomar um laser em seu inexplicável ponto fraco. Só o personagem Finn – o único Stormtrooper a desertar do exército do Império – e a fatídica cena central com Han Solo fogem das referências citadas estabelecidas pelo criador de Lost.
Era um risco que precisava ser corrido. J.J. Abrams tinha o desafio de tornar a série novamente atraente e divertida após o fiasco dos Episódios I, II e III, considerados manchas pesadas em uma das marcas mais importantes da cultura pop de todos os tempos. Apelou para a nostalgia como se preferisse não mexer no próprio time, ousou em pouquíssimos momentos, mas conseguiu atrair o velho público e uma nova audiência, transformando a ressurreição da série um dos principais sucessos comerciais deste século até agora.
Os Último Jedi tinha tudo para refazer um caminho parecido em relação a O Império Contra-Ataca e usá-lo como modelo para contar uma nova história. A comparação era reforçada pela cor do logo da série, pela primeira vez em vermelho na divulgação inicial, em vez de amarelo, talvez querendo indicar que seria um filme passional e pesado como foi o Episódio V. Mas o diretor Rian Johnson preferiu dar alguns passos para trás e ver toda aquela história dos sete primeiros episódios numa perspectiva galáctica. Quem são aquelas pessoas? Por que elas são tão importantes para a história da Força? O que são os Jedi?
A partir desses questionamento, ele desconstrói os personagens apresentados no filme anterior de forma soberba. Entra na natureza de Poe Dameron numa sequência de abertura de tirar o fôlego, trabalha a complexidade emocional de Rey, lapida um vilão perfeito em Kylo Ren, humaniza ainda mais o coração de Finn. Eles ganham uma profundidade completamente nova, esquivando-se dos clichês que os vinculam a outros personagens anteriores. Rey é decidida e obstinada, ao contrário de seu espelho original, o jovem Luke. Kylo Ren ganha contornos mais decididos, mesmo sem abandonar por completo o ar birrento que o transformava em um Darth Vader mimado – Adam Driver aos poucos constrói um vilão completamente novo. Poe Dameron e Finn ganham uma importância que no filme anterior parecia passageira e têm momentos definitivos no novo filme.
Mas é um filme dos gêmeos Luke e Leia. O que O Despertar da Força nos tirou de Mark Hammill, Os Últimos Jedi entrega de forma plena, bem como toda a complexidade super-heróica da antiga princesa Leia. Os irmãos são alguns dos principais alicerces desta nova trilogia e seus destinos no novo filme determinam o desenrolar básico da história.
Além disso há novos alienígenas, novos bichos, novas naves, armas, uniformes, veículos. O aspecto visual de Guerra nas Estrelas ganha um banho de loja que aponta para possibilidades infinitas, criando cenas memoráveis e de pleno apuro visual. Toda criação de computação gráfica que George Lucas insistiu na primeira trilogia deste século e que Abrams evitou no filme anterior, surge esplendorosa e realista neste novo filme. E os novos personagens apresentados – uma soldado, um malandro e uma general (não vou nem dizer o nomes dos atores) – também fogem de possíveis comparações com outros nomes conhecidos de outros filmes. Sem contar a presença massiva de mulheres – e o tratamento de animais como seres vivos, não como fontes de comida.
Os Últimos Jedi não é perfeito. São duas horas e meia de filme que começam com um bom pique, mas aos poucos desanda quase sonolento pela sua metade. Mas o ato final é tão surpreendente e empolgante (aplaudi três cenas específicas no cinema) que esquecemos facilmente do encontro frustrado num planeta Mônaco que nos revela um dos novos personagens.
E, principalmente, foge por completo das fórmulas já estabelecidas nos filmes anteriores. Rian Johnson está procurando novos rumos, novos fios da meada, novas ambiências, novas sensações, e amplia magistralmente a mitologia criada por George Lucas. Não por acaso, ele será o responsável pela próxima trilogia da saga, a primeira sem a presença de ninguém da família Skywalker.
Até o fim de semana volto a falar sobre o novo filme, desta vez enchendo o texto de spoiler. Mas diz aí na área de comentários o que você achou de Os Últimos Jedi.
Encerrando as atividades da curadoria de música do Centro Cultural este ano, temos o mítico grupo de vanguarda brasiliense lançando seu supreendente Xenossamba, de graça, na Sala Adoniran Barbosa, a partir das 21h (mais informações aqui).
Depois de deixar todo mundo esperando uma continuação de seu ótimo Damn., Kendrick Lamar relança seu álbum de 2017 invertendo a ordem das faixas.
E, com certeza, é um outro disco.