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Chromatics vai fazer a trilha sonora do novo Twin Peaks

cooper

Grande notícia: além dos temas de Angelo Badalamenti, a trilha sonora da nova versão de Twin Peaks, que estreia este mês, será assinada por Johnny Jewell, líder da banda Chromatics. Falei sobre como isso é uma boa notícia para os fãs da série no meu blog no UOL. Jewell acaba de lançar a trilha, com o título de Windswept, antes mesmo do lançamento da nova temporada.

Estamos às vésperas de voltar a um universo fictício em que a realidade e o sobrenatural se superpõem com estilo. A terceira temporada de Twin Peaks está a algumas semanas de distância entre seus criadores e, nós, seu público. A série que David Lynch produziu no início dos anos 90 era um alienígena na TV norte-americana e subvertia a estética de telefilme dos anos 80 ao misturar um assassinato numa cidadezinha do interior dos Estados Unidos que começa a ser investigado por um agente do FBI com uma camada de surrealismo de horror inimaginável até para a TV de hoje em da.

Foi, no entanto, um alienígena viral: contaminou o DNA das séries de TV de tal forma que mudou a perspectiva para todos os profissionais da área. A partir de Twin Peaks, que teve meras duas temporadas e terminou de forma abrupta, toda produção de TV nos Estados Unidos começou a mudar e os seriados, antes meros passatempos temáticos com gêneros bem estabelecidos (como o próprio conceito de sitcom, a “comédia de situação”), se tornaram obras autorais, com nível de complexidade mais exigente que o cinema. Twin Peaks abriu um caminho que foi percorrido por Arquivo X, Seinfeld e Buffy – A Caça-Vampiros (que, não parece, mas é bem importante), cada um contribuindo à sua maneira, para chegarmos à chamada nova era de ouro da televisão, que pariu obras como Sopranos, The Wire, Lost, Mad Men, Walking Dead, Six Feet Under, Breaking Bad, Game of Thrones. Todos estes seriam bem diferentes – outros talvez nem existissem – não fosse a série do início dos anos 90. É o que nos lembra mais um teaser da próxima temporada, que menciona indiretamente alguns destes programas:

E são tantos teasers… Além dos que já haviam mostrado o Agente Cooper em 2017 e a volta de Angelo Badalamenti à trilha sonora, a série também lançou o teaser sobre locações que eu publiquei na semana passada e este sobre os velhos personagens hoje:

Esse outro abaixo – e, presumidamente, outros – está escondido no canal do YouTube onde a série vem publicando estes teasers e só aparece para os americanos que procuram “What is the Black Lodge?” no Google.

E vão continuar surgindo novos teasers até a data da exibição do primeiro episódio da terceira temporada, dia 21 de maio, no canal norte-americano Showtime. Mas esse excesso de publicidade me preocupa.

Porque alimenta uma expectativa que invariavelmente nos leva à frustração. E várias histórias clássicas foram ressuscitadas recentemente com alarde para encontrar produções fracas (a décima temporada de Arquivo X), forçadas (a última temporada de Arrested Development) ou vazias (como os filmes mais recentes da série Alien). Claro que há exemplos bem-sucedidos do outro lado (como a empolgante ressurreição de Battlestar Galactica, a brilhante reinvenção de Westworld e os filmes mais recentes da série Jornada e Guerra nas Estrelas), mas esse incessante bumbo batido pelo marketing da empresa me causa uma sensação ruim – além da lista de novos atores da série que inclui dezenas de nomes conhecidos (Michael Cera, Monica Belucci e até o Eddie Vedder!). Isso sem contar a inevitável máquina de memes da internet, que já está ligada no tema faz tempo – e, com a proximidade da estreia, irá aumentar sua produção consideravelmente. Como esta bela recriação que ilustrador Pakoto Martinez fez para a abertura da série:

Mas essa má sensação foi embora a partir do anúncio de que Johnny Jewell, líder do grupo norte-americano Chromatics, iria tomar conta da trilha sonora da série que não fosse escrita por seu compositor original, Angelo Badalamenti. Jewell é conhecido por sintetizar tensões em teclados vintage e vozes femininas sussurradas sobre guitarras que ecoam no espaço, em diferentes bandas sendo o Chromatics, a mais conhecida delas. E para quem questiona essa escolha, ouça o disco Windswept, que ele já lançou nas plataformas digitais. Eis sua capa:

Windswept

E o disco pode ser ouvido na íntegra na playlist abaixo:

Aí tudo faz sentido. Mesmo a Monica Belucci, o Eddie Vedder, o Michael Cera. Tudo se encaixa nesse ambiente bizarro chamado Twin Peaks.

TV Gorillaz

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Um seriado no ano que vem e duas aparições ao vivo – uma com Noel Gallagher e outra com Stephen Colbert rimando! Gorillaz resolvem invadir a televisão – falei sobre isso no meu blog no UOL.

Depois de saírem da ficção para os palcos, os Gorillaz querem chegar na TV. A banda de desenho animado inventada pelo líder do Blur Damon Albarn e pelo criador da Tank Girl Jamie Hewlett acaba de lançar um novo álbum – o melancólico e moderno Humanz, que deve ter seu grande momento durante o próprio festival do grupo -, mas é só o começo desta nova fase.

Pelo menos foi o que o desenhista Hewlett disse em entrevista ao site canadense Exclaim, que lhe encomendaram dez episódios de série em desenho animado com o grupo símio. “Eu vou dirigir o primeiro e o último, mas teremos que ter alguém pra dirigir os outros episódios. Acho que se eu tentasse fazer tudo sozinho, iria morrer.”

Mas o desenho deve permanecer bidimensional, apesar da recente aventura em 3D para o clipe de lançamento do novo disco. “Eles serão assim de agora em diante. Acho que é um estilo bonito de animação”, continuou. “Todo mundo faz tudo no computador agora e é realmente ótimo para fazer cenários, como ambientes e paisagens, mas não os próprios personagens. Eu ainda sou muito inspirado pelo estilo de Chuck Jones, eu amo esse tipo de animação. É arte. Eu preferia deixar os personagens desse jeito pelo resto dessa campanha. Então os personagens serão em duas dimensões, mas todo o resto está em aberto”. Hewlett não descarta nem a possibilidade do resto da série ser filmada em vez de desenhada. “Ou pode ser uma mistura de colagem e fotografia e um pouco de computação gráfica”, completou. Ele também mencionou a possilidade do grupo ter sua própria grife, com roupas feitas pelo próprio desenhista.

Enquanto isso, o grupo continua sua rodada de lançamento, se apresentando ao vivo em diferentes programas de TV sem usar o recurso do desenho animado em vez da banda. O que provocou uma incrível apresentação no programa The Graham Norton Show, da emissora inglesa BBC, em que Damon Albarn cantou ao lado de seu ex-desafeto Noel Gallagher, um dos colaboradores do novo álbum, e da cantora Jehnny Beth, do grupo Savages.

Em outra apresentação na TV, o grupo tocou o velho hit “Feel Good Inc.” no programa do apresentador norte-americano Stephen Colbert na emissora CBS, e no lugar do grupo De La Soul, o próprio Colbert assumiu a parte rap da música.

Fora que há um rumor que o grupo talvez venha mesmo para a América do Sul este ano – mas talvez não toque no Brasil.

Duas Cidades em vinil

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BaianaSystem fecha com a Vinyland o lançamento da versão em LP do seu excelente disco Duas Cidades, um dos melhores discos do ano passado. A nova versão vem com uma faixa a menos (a vinheta “Mercado”) e uma capa diferente da versão em CD, além de ser capa dupla.

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As encomendas podem ser feitas por aqui. E não custa lembrar que o Baiana toca junto com a Nação neste sábado, no Áudio. Já me conformei que vou perder, porque sábado é dia de Noites Trabalho Sujo.

The National 2017:”We’re in a different kind of thing now”

national2017

O National finalmente anunciou seu novo disco, mais um influenciado pelos tempos tensos que vivemos, a partir do lançamento da faixa “The System Only Dreams in Total Darkness”. Descrita pelo vocalista e principal compositor da banda Matt Berninger em uma entrevista para o Pitchfork como “um retrato abstrato da estranha época em que estamos vivendo”, o single parece capturar a tensão impregnada em Sleep Well Beast, o sétimo disco da banda, cuja capa e os títulos das músicas na ordem vem a seguir.

thenational2017

“Nobody Else Will Be There”
“Day I Die”
“Walk It Back”
“The System Only Dreams in Total Darkness”
“Born to Beg”
“Turtleneck”
“Empire Line”
“I’ll Still Destroy You”
“Guilty Party”
“Carin at the Liquor Store”
“Dark Side of the Gym”
“Sleep Well Beast”

O disco está previsto para ser lançado em setembro.

Tudo tanto #28: BR-135

BR-135

Atualizando mais uma rodada de republicações das minhas colunas na Caros Amigos, resgato a coluna que escrevi para a edição de janeiro deste ano, sobre o festival maranhense BR-135, que aconteceu no final do ano passado. Antes do texto, os vídeos que fiz durante a passagem por lá:

Reerguer o Maranhão
Há cinco anos, o Festival BR-135 ocupa o centro histórico de São Luís e ajuda a cultura independente local a ganhar voz

O centro histórico de São Luís, uma das cidades mais antigas do Brasil, padece. O lugar é o centro nervoso da capital maranhense e ali ficam algumas das principais instituições da cidade – a prefeitura, a junta comercial, a capitania dos portos, o centro de criatividade, o mercado, o teatro João do Vale, a igreja matriz. Construções coloniais seculares, erguidas entre ruas de calçamento numa cidade fundada por franceses no século 17, completamente abandonadas pelo poder público e político, convertida em uma região em que poucos se arriscam após a noite, devido à falta de segurança que caracteriza os centros de dezenas de cidades de grande porte no Brasil.

Mas durante alguns dias de novembro, este mesmo centro foi tomado por populares de todas as idades, classes, etnias e gêneros. Uma autêntica mistura humana espalhava-se pelas pequenas ruas de um bairro outrora abandonado sem o menor tumulto, sem o menor alarde. Por trás daquela motivação erguia-se um festival de música que, por três dias, trouxe artistas veteranos e novatos, locais e de outras cidades, para dois pequenos palcos colocados em dois pontos estratégicos daquele centro, além de promover rodadas de negócios entre agentes, empresários e bandas, debates e palestras, exibição de documentários, discotecagens e apresentações de costumes tradicionais da cultura local. Uma transformação brusca e feliz, espalhando boas vibrações para esquinas da capital maranhense que normalmente se evita.

E tudo isso começou por conta da vontade de um casal. “Nós começamos na raça, na camaradagem e vontade coletiva de fazer algo”, explica Luciana Simões, metade da dupla Criolina, responsável pela criação e produção do festival BR-135. “Cobrávamos um ingresso de R$ 10 no Circo da Cidade para pagar um bom som e organizávamos cada edição conforme a adesão dos artistas. O bacana dessa época é que reuníamos a velha guarda e os jovens artistas, brechó, poesia, cultura popular. Era um palco para quem tinha trabalho pra mostrar.”

Nesta fase, o BR-135 era um projeto local e mensal – tinha foco no futuro, mas Luciana e seu parceiro Alê Muniz sabiam que era preciso começar no trabalho de base. E ela continua, praticamente ditando um manual de como sondar uma cena e criar algo com corpo. “Ali era também um laboratório para melhorar. Iniciamos sabendo que reunir a cena era o mais urgente, então fizemos dois anos sem convidados de fora, apenas identificando a cena local, fortalecendo e tentando conectar as bandas novas aos mestres da cultura popular. Nesses dois anos homenageando compositores antigos, resgatando com shows temáticos álbuns antigos que fazem parte da nossa formação musical como o Bandeira de Aço, disco de Papete, lançado em julho de 1978, pela Discos Marcus Pereira, e show em homenagem a João do Vale interpretado pela nova cena local.”

Mas há três anos, o festival deu um salto e deixou de ser uma atração mensal para tornar-se um grande evento anual. “No terceiro ano percebemos que já conseguíamos reunir a cena e contribuir para que nossa música entrasse no mapa. Convidamos as pessoas de outros estados para conhecer o que estava acontecendo aqui, oferecendo um ambiente de encontro, de troca de ideias, de discussões e espaço para shows”, continua. “Em 2014, abrimos com show de Céu, pela primeira vez em São Luís, no Teatro Arthur Azevedo, e nos dias seguintes ocupamos duas praças do centro histórico reunindo maranhenses e artistas convidados de outros cantos do país: os paraenses Felipe Cordeiro e Dona Onete, a banda pernambucana Mombojó, além de 14 grupos selecionadas entre 273 inscritas. Paralelamente começamos o Conecta Música, com palestras, workshops, oficinas e rodada de negócios. Chamamos Roger de Renor, do Ocupe Estelita, o músico Marcelo Yuka e Maurício Bussab, da Tratore, além de André Martinez, da Aprax e Marcelo Arêde, do conexão Vivo. Nos anos seguintes: Arnaldo Antunes,Orquestra brasileira de Música Jamaicana, Siba e Curumim. No Conecta Música recebe os jornalistas Patrícia Palumbo, Otávio Rodrigues e Roberta Martinelli, os produtores musicais Melina Hickson, Otávio Argento, Paulo André, Marcelo Damaso e Anderson Foca”.

Fui convidado para participar de uma das mesas da edição deste ano – e para conferir a visível transformação que o casal está impondo à própria cidade. Criada em 2006, a dupla Criolina nasceu em São Paulo, quando os dois maranhenses Luciana Simões e Alê Muniz começaram a compor juntos para “fazer um som que desinfetasse os ouvidos da musica maçante e corriqueira da velha MPB e MPM – a música popular maranhense”, explica Luciana. A dupla lançou seu primeiro disco em 2006, talvez o ano mais complicado para quem trabalha com música desde a explosão do download livre na virada do sécul. “A Criolina nasceu na época da quebra das gravadoras e da mudança do formato de CD pra MP3, pirataria, etc. Aí veio a angústia de querer saber como a banda iria entrar em contato com o público, uma banda independente, sem contrato com gravadora, sem lenço, sem documento. Não havia estrutura pra circular, levar a gente de um lugar para outro. Aí pensamos numa saída que se mostrasse viável: formar bandas com músicos das cidades por onde a gente desejava passar, incorporando a cultura desses locais e conhecendo o país de uma forma mais profunda.”

A transformação começou lentamente e localmente, primeiro com os shows mensais e depois com o festival anual. A edição de 2016 reuniu nomes de peso tanto da velha guarda, quanto da música contemporânea e do novíssimo pop brasileiro, além de várias bandas locais. Assim, pude ver shows do veterano Di Melo, do duo Strobo, da poderosa Nação Zumbi (tocando seu clássico Afrociberdelia na íntegra), dos chapados Du Souto, a dupla de DJs Venga Venga, a cantora Lei Di Dai e da sensação Liniker e os Caramellows, que fechou o festival levando o público ao delírio. Entre as atrações de fora, locais como Nubia, Nathalia Ferro, Beto Ehongue, O Vórtice, Royal Dogs e números tradicionais como o Boi de Santa Fé, o Tambor de Crioula de Mestre Felipe, a Orquestra de Berimbaus Mandigueiros do Amanhã e o High Vibes Sound System, comandado por Tarcisio Selektor, misturavam-se a um mercado de produtos independentes, barracas de comida local, artistas de rua, performances e DJs. Tudo sob um calor firme de trinta e quase quarenta graus e um clima de paz e tranquilidade, entre pessoas de todas idades, classes sociais e orientações sexuais. “Nos surpreendemos com o público que sempre entendeu e abraçou a proposta do festival e que só cresce a cada ano”, comemora Luciana, contando quase 50 mil pessoas nos três dias de festival. “Percebemos que as pessoas estão sedentas por ver seus artistas preferidos, de perfil independente, que nunca vieram aqui e que dificilmente viriam” – e, principalmente, no centro esquecido da capital. “Escolhemos ocupar o centro histórico por ser a alma da cidade, um território cultural querido e à margem. Era uma forma de conectar as pessoas à esse espaço através da música, da arte”, conclui a produtora e artista, fazendo planos para 2017. “Ano que vem queremos ampliar a ocupação do centro histórico de São Luís e aumentar a programação, crescendo sem perder a identidade de promover diálogos, trazer a cena do Brasil e apresentar a nossa, sempre com uma festa de som, amor e paz, mantendo o diferencial de convidar artistas nacionais importantes e valorizar a cena local contemporânea que tem uma identidade rica e diversa, destacando o reggae e a cultura popular, principalmente bumba meu boi e tambor de crioula.”

“Temos muita admiração pela luta dessas cidades que conseguiram essa sinergia, como Recife, Salvador e Belém”, explica. “Por isso nos preocupamos em estimular diálogos com produtores, gestores e jornalistas desses lugares. Temos consciência de que ainda não chegamos no nível deles. Mas São Luís pela força da sua cultura popular e a vocação cultural pode num período curto ser tão conhecido quanto essas cidades. Nós temos uma voz própria e ela há de ser ouvida num tempo muito mais curto do que muita gente imagina. O Festival BR135 briga por isso e acreditamos e estimulamos em nossas falas que qualquer artista pode e deve assumir um papel de protagonismo, como vem acontecendo com outros artistas e seus projetos , outros projetos devem acontecer para fortalecer e validar a cena.”

Roger Waters e David Gilmour: “Apenas negócios”

Roger Waters e David Gilmour

Roger Waters e David Gilmour

Às vésperas de dois grandes lançamentos, seu primeiro disco de inéditas em mais de quinze anos e uma exposição sobre os 50 anos de sua banda, o baixista do Pink Floyd Roger Waters abre o jogo sobre sua relação com o ex-companheiro de grupo David Gilmour – falei mais sobre isso no meu blog no UOL.

Às vésperas de dois lançamentos importantes, o ex-baixista do Pink Floyd não está muito preocupado em manter as aparências para ajudar a publicidade. “Dave e eu não somos amigos, nunca fomos e duvido que um dia seremos”, disse Roger Waters em entrevista ao jornal inglês Telegraph, em referência ao ex-parceiro de banda, o guitarrista David Gilmour. “E tudo bem, não há razão para sermos”.

“Você pode ser criativo sem ser amigo”, acrescentou. “David e eu fizemos ótimos trabalhos juntos, que nunca teria acontecido nós dois não estivéssemos lá.” O baixista está prestes a lançar seu primeiro disco solo em mais de dez anos e para isso convocou o produtor do Radiohead, Nigel Godrich, para ajudá-lo a polir sua nova sonoridade. O disco Is This the Life We Really Want? está agendado para ser lançado no início de junho e o músico já apresentou o primeiro single, “Smell the Roses”, que ecoa bons momentos de seu grupo original.

Além do novo disco, Roger também está por trás da exposição The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains, que será inaugurada no próximo sábado, dia 13, no museu Victoria and Albert Museum, em Londres, e celebra o cinquentenário da banda reunindo todo tipo de memorabilia sobre a banda inglesa, de objetos pessoais de seus integrantes a equipamentos de shows e gravação, passando por rascunhos de canções e capas de discos, entre outras curiosidades. O jornal inglês The Guardian publicou algumas imagens que estarão na exposição, que reproduzo abaixo:

A bengala usada para punir fisicamente os alunos da escola Cambridgeshire quando Roger Waters, Syd Barrett e Storm Thorgerson (que depois iria fazer as capas do Pink Floyd) estudavam lá

A bengala usada para punir fisicamente os alunos da escola Cambridgeshire quando Roger Waters, Syd Barrett e Storm Thorgerson (que depois iria fazer as capas do Pink Floyd) estudavam lá

Uma das fotos tiradas na sessão para a capa de discos do primeiro disco da banda, em 1967

Uma das fotos tiradas na sessão para a capa de discos do primeiro disco da banda, em 1967

A formação clássica do Pink Floyd – Rick Wright, Nick Mason, Roger Waters e David Gilmour – em 1970

A formação clássica do Pink Floyd – Rick Wright, Nick Mason, Roger Waters e David Gilmour – em 1970

Uma pintura abstrata feita pelo líder original da banda, Syd Barrett, em 1965

Uma pintura abstrata feita pelo líder original da banda, Syd Barrett, em 1965

Um cartaz para uma apresentação do grupo no Royal Festival Hall, dia 14 de abril de 1969

Um cartaz para uma apresentação do grupo no Royal Festival Hall, dia 14 de abril de 1969

O baterista Nick Mason guardando seu instrumento em 1965

O baterista Nick Mason guardando seu instrumento em 1965

O Azymuth Coordinator, uma espécie de controle de som quadrafônico criado para um show da banda no Queen Elizabeth Hall, em maio de 1967

O Azymuth Coordinator, uma espécie de controle de som quadrafônico criado para um show da banda no Queen Elizabeth Hall, em maio de 1967

Cartaz feito para o lançamento do primeiro disco da banda, The Piper at the Gates of Dawn, em 1967

Cartaz feito para o lançamento do primeiro disco da banda, The Piper at the Gates of Dawn, em 1967

Projetor de luz usado entre 1966 e 1967 pela banda

Projetor de luz usado entre 1966 e 1967 pela banda

Uma flor espelhada que fazia parte do palco da banda entre 1973 e 1975

Uma flor espelhada que fazia parte do palco da banda entre 1973 e 1975

Ilustração de Roger Waters, da época do disco The Wall

Ilustração de Roger Waters, da época do disco The Wall

A pequena idade média do MGMT

mgmt

A dupla norte-americana MGMT, formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, acaba de anunciar que está com disco novo prestes a sair – e fez isso através de sua conta no Instagram, compartilhando um vídeo com trechos de algumas músicas novas e avisando o nome do disco: Little Dark Age. O título pode ser traduzido como Pequena Era Sombria ou Pequena Idade Média, que é uma visão interessante sobre a época que estamos vivendo. O problema é que a Idade Média original durou mil anos, o que não dá pra ser propriamente otimista se pensarmos que esta época cogitada pelo nome do novo disco seja propriamente breve…

A banda já tocou músicas do novo disco em seu show mais recente, como anuncia a página da apresentação do grupo no festival Memphis’ Beale Street Music Festival, sexta passada, no Setlist.fm: “Little Dark Age”, “James”, “Me and Michael” e “When You Die”. Duas delas foram registradas por fãs, veja só:

New MGMT #mgmt

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MGMT

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Ney Matogrosso + Nação Zumbi: “Suave coisa nenhuma”

Já é uma tradição do palco Sunset, do Rock in Rio, reunir diferentes nomes da música que nunca trabalharam juntos num mesmo show. O encontro da Nação Zumbi com Ney Matogrosso é uma das promessas da edição deste ano e os dois acabam de lançar a versão que fizeram para “Amor”, clássico dos Secos e Molhados:

A conexão, no entanto, ficou aquém do esperado. A junção entre os vocais de Jorge Du Peixe e Ney deixou ambos deslocados, como coadjuvantes em busca de um protagonista, e a guitarra pesada de Lucio Maia dá uma conotação errada para o verso “suave coisa nenhuma” imortalizado pela canção. Acho que se enfatizassem no lado mais doce e bucólico do disco mais recente da Nação e deixassem claro que Ney é a estrela do encontro (como ele é em qualquer situação em que esteja), as coisas fluirem melhor e soariam mais fluidas. Tomara que azeitem melhor isso.

Tiê: Mergulho – 1

Nesta segunda começamos a terceira temporada no Centro da Terra de 2017, desta vez com a cantora e compositora paulistana Tiê, que mostra, pela primeira vez, seu quarto disco com um mês de antecedência. Ainda sem nome, o sucessor de Esmeraldas vai ser experimentado ao vivo durante três segundas-feiras do mês de maio, no momento em que começa a ser mixado, antes da masterização, prensagem e de todas as etapas industriais que precedem um lançamento deste tipo. Durante as três apresentações Tiê vai entender como este disco soa ao vivo ainda com a tinta fresca, dando retoques e mexendo nas músicas durante este processo.

Quando este disco efetivamente começou?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tie-mergulho-quando-este-disco-efetivamente-comecou

Quem te acompanha no palco durante os shows?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tie-mergulho-quem-te-acompanha-no-palco-durante-os-shows

Como vai ser a dinâmica deste primeiro show?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tie-mergulho-como-vai-ser-a-dinamica-deste-primeiro-show

É a primeira vez que vocês tocam as músicas do disco novo ao vivo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tie-mergulho-e-a-primeira-vez-que-voces-tocam-as-musicas-do-disco-novo-ao-vivo

PJ Harvey 2017: “Everything is staged, that’s how it is”

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Em meio à turnê norte-americana de seu disco do ano passado, PJ Harvey lança um single com duas músicas que sobraram das sessões do ótimo The Hope Six Demolition Project, “A Dog Called Money” e “”, ambas carregadas com o mesmo sentimento político pesado e melancólico, embora cada uma delas corra para um caminho diferente – a primeira é mais impositiva, a segunda mais bucólica:

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