Mais um mashup do sagaz Raphael Bertazi reúne duas realidades numa mesma canção, mas desta vez Björk e Elza Soares se encontram longe da pista de dança – Elza entra com a faixa-título de seu emblemático Mulher do Fim do Mundo enquanto a islandesa comparece com sua épica “I’ve Seen it All”, tema do filme Dançando no Escuro. O título – Sambando no Escuro – é até previsível, mas o resultado é demais.
Acontece nessa sexta-feira mais uma colisão de projetos paralelos das bandas do Bicho de Quatro Cabeças – e o encontro dos projetos Atønito, de um dos saxofonistas do Bixiga 70, Cuca Ferreira, Sambanzo, do saxofonista do Metá Metá, Thiago França, promete ser épico – mesmo porque o Thiago reuniu vários percurssionistas do Bicho de Quatro Cabeças: Rômulo Nardes, Bruno Prado e Décio 7 (do Bixiga 70), Rogerio Maisum e M.Takara (do Hurtmold) e seus velhos comparsas Sam Samba, Sthefanie Araujo e Bruno Prado. Começa às 19h, é de graça e tem mais informações aqui.
A terceira edição semanal das Noites Trabalho Sujo, no ímpeto de retomar o título de melhor sexta-feira de São Paulo, acontece mais uma vez no Plu-Bar, ali, no cruzamento da Araújo com a Ipiranga, no Centro. E pra garantir a presença de todos, não há lista de convidados – à exceção daqueles indicados pelo convidado da vez, o grande Fábio Bianchini (mais informações aqui).
Noites Trabalho Sujo Clube #003
20 de outubro de 2017
No som: Alexandre Matias e Fabio Bianchini
Plu Bar. Rua Araújo, 155.
23h45
R$ 30
Entrada sujeita à lotação da casa – chegue cedo
Quem conhece o trabalho do cantor Bruno Morais sabe que ele não tem pressa para lançar seus discos. O sucessor de seu A Vontade Superstar, de 2012, vem sendo burilado desde então – composto, arranjado, gravado -, tudo na santa paciência que sempre permeou seu trabalho – e agora começa a vir a público. Depois de duas apresentações fechadas para amigos, ele abre para o público o começo de seu novo álbum, que será lançado apenas no ano que vem, em uma série de pequenos shows em que chama convidados para acompanhá-lo ao mostrar as novas canções. A série A Beleza é um Calor começa neste domingo, quando o cantor recebe o músico e compositor Zé Manoel para dividir esta tarefa. “Estou há três anos trabalhando nesse disco e muito feliz por estar na reta final”, me explica Bruno. “Foi um processo que envolveu gente do mundo todo, mas é tudo mistério ainda. O show A Beleza é um Calor revela as canções, mas não revela a sonoridade do disco. É um devir. Esse show já foi apresentado em outros lugares, mas não com o Zé Manoel, ou seja, cada show é único e as entradas servem para financiar o disco. Quem comprar o ingresso, ganhará o CD”. O show também contará com as participações do guitarrista Marcelo Sanches, do baixista Fábio Sá e do técnico Caio Alarcon disparando efeitos e fazendo dub ao vivo e acontece neste domingo, no Pátio Cultural, no Sumaré (mais informações aqui). Bruno e Zé gravaram um vídeo chamando todos para o pequeno show.
Mais uma atração do Bicho de Quatro Cabeças de graça nesta quinta-feira, no CCSP. De um lado, Juçara Marçal, do Metá Metá, chama seus Sambas do Absurdo, projeto ao lado de Rodrigo Campos e Gui Amabis; do outro, Décio 7, do Bixiga 70, estreia o projeto Nabase, montado ao lado dos guitarristas Guilherme Held e Pipo Pegoraro, do baixista Fábio Sá, do percussionista Rômulo Nardes e dos diretores de clima Gustavo Lagarto e Junior Zorato. O show começa às 21h e há mais informações sobre o evento aqui.
Depois de mostrarem algumas faixas ao vivo e anunciar o título do novo álbum, a dupla MGMT, formada por Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser, começa a mostrar as versões oficiais das novas canções, a começar pela faixa-título, “Little Dark Age”, que foi lançada esta semana junto com seu respectivo clipe.
Mas se o título Pequena Idade Média parecia se referir originalmente à época que vivemos hoje, o clipe leva o nome do disco para um outro lado, uma Idade Média pessoal, ligada à estética neo-gótica dos anos 80 e o tecnopop do mesmo período. O disco deverá ser lançado no início de 2018.
Emmily Barreto, do Far From Alaska, Alexandre Pires e Alok compartilharam suas experiências de sucesso para além das fronteiras do Brasil na edição mais recente do Spotify Talks, ciclo de debates sobre o universo da música que concebi ao lado do maior player de streaming do mundo (formato de discussão que já está sendo adotado por outros Spotifys pelo mundo). Dá para assistir à íntegra do papo, que aconteceu no estúdio da Trama e teve a mediação feita pelo empresário Marcos Passarini, na página do Facebook do Update or Die.