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In Venus e Miêta no Centro do Rock

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Hoje é dia de eletricidade feminina no Centro do Rock do Centro Cultural São Paulo, quando a banda mineira Miêta encontra a banda paulistana In Venus no palco da Sala Adoniran Barbosa a partir das 19h – não custa lembrar que é de graça (mais informações aqui).

Sky Down e Lava Divers no Centro do Rock

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Dia de barulho no Centro do Rock do Centro Cultural São Paulo, quando as bandas Sky Down (do ABC paulista) e Lava Divers (do interior de Minas Gerais) se encontram no clássico palco da Sala Adoniran Barbosa a partir das 19h, com entrada gratuita (mais informações aqui). O Sky Down ainda aproveita para lançar o clipe da faixa “Low”, todo feito a partir de vídeos verticais do stories do Instagram, que a banda antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo.

“Low” é a terceira faixa do próximo disco da banda, o primeiro com a baixista Amanda Butler na formação (as outras duas são “Wound” e “Wish“, sendo que esta última conta com um clipe feito com imagens da banda Test tocando ao vivo), que conta com produção do Bernardo Pacheco.

O tempo de Stela Campos

Foto: Silvia Costanti

Foto: Silvia Costanti

“Eu acho que este é um disco bastante autoral, onde eu compus quase tudo sozinha e que traz letras bastante confessionais, não conseguia pensar em um nome melhor que sintetizasse o que eu estava dizendo ali”, me explica a cantora paulistana Stela Campos quando pergunto porque seu sétimo álbum leva apenas seu nome como título. “A esta altura da minha carreira, achei que poderia dar o meu próprio nome. É a primeira vez também que eu apareço na capa, embora seja difícil de me identificar”, ri.

Stela Campos, o disco, chega às plataformas digitais até o final do mês, mas já nesta sexta-feira o primeiro single, “Take Your Time”, começa a abrir caminho, mas ela antecipa a bela canção para o Trabalho Sujo revelando o clima invernal do disco. “Foi uma coincidência (lançar o disco na estação), mas acho que sempre pensei nele mais como inverno. Tanto que as imagens que eu fiz na Patagônia que acabaram entrando no clipe e na capa se encaixaram muito bem com a proposta do disco, mesmo depois que ele já estava pronto”, ela continua. “As músicas foram compostas em uma mesma época, logo após os shows do disco Dumbo, então pensei muito na banda enquanto compunha – estou falando de Clayton Martin, Monstro, Diogo Valentino e Felipe Maia -, sabia que ficaria muito legal com eles. As gravações aconteceram em vários períodos, com intervalos grandes entre eles, mas a unidade sempre esteve lá por conta das composições que eram muito fortes para mim e que foram pensadas para esse formato.”

“O clipe foi resultado de algumas filmagens que eu fiz quando fui para a Patagônia e que foram depois editadas pelo Monstro, que ‘psicodelizou’ tudo”, prossegue. “Eu me divido em várias pessoas e pensando na minha vida de profissional, mulher, mãe e compositora, acho que simbolizou muito bem quem eu sou. Tanto que a capa do álbum acabou saindo de uma cena desse clipe. A Patagônia com as suas geleiras, aquela imensidão fria e vazia, sempre me fascinou. Era o lugar que eu mais tinha vontade de conhecer na vida e quando fui não me decepcionei. Um dia ainda quero morar numa cabana por lá. Foi uma viagem simbólica para mim e acho esse cenário fazer parte do primeiro disco que leva o meu nome tem tudo a ver.”

Ela também antecipa a capa e a ordem das músicas a seguir:

stela-campos-2018

“Take Your Time”
“Cats”
“Lost”
“Move On”
“Long”
“Walk With Me”
“Don’t Give it Up”
“Into the Night”
“Hate”
“Shadow”

Os títulos curtos e as letras em inglês encaixam-se perfeitamente com as influências pinçadas por Stela no disco, embora sua voz esteja firme e com mais personalidade do que nunca, talvez fruto da zona de conforto criada por esta nova banda. “Na época em que estava compondo esse disco, estava ouvindo muito Neil Young, mas vejo também surgirem coisas do passado como David Bowie, Blondie, e tem um lado meio impressionista também, de natureza remota, de Vashity Bunyan, Nick Drake – e até punk rock”, explica. “Acho que musicalmente, ele foi composto com bastante liberdade e conversa com o que eu fazia lá no começo da carreira, só que com mais maturidade, mais sutileza.”

Veterana da cena independente, ela compara seu próprio =amadurecimento musical com o da cena. “Eu comecei com meu trabalho solo no início dos anos 2000 com o disco Céu de Brigadeiro, mas já frequentava a cena indie há um bom tempo. Tive uma banda com o Cadão Volpato, Jair Marcos e o Ricardo Salvagni (os ex-Fellini) em 91 chamada Funziona Sensa Vapore e também tive a minha banda, o Lara Hanouska. A gente fazia panfleto, cartaz, fita cassete – aliás fiz uma para o disco de remix Dumbo Reloaded e estou fazendo outra para o disco novo -, enfim, a divulgação muito era no boca a boca e os shows saiam sem muita infraestrutura. Em Recife, onde fiquei de 94 até 2000, a cena mangue também era feita na raça, shows improvisados nos puteiros, tudo do mesmo jeito. Hoje com a internet a gente consegue dar um alcance maior ao nosso trabalho, mas eu acho que a lógica do gueto e do boca a boca continua. Não adianta você estar em todas as plataformas se as pessoas não te ouvem. As playlists, a panelinha, o mainstream continuam existindo, só que de outro jeito. Não é jabá na rádio mas é quase. As pessoas estão mais seletivas do que antes, porque não são obrigadas a escutar o que toca no rádio, mas se perdem com tanta informação. Elas acabam vivendo no seu próprio mundo paralelo e é difícil se aventurarem por outras esferas para ouvir coisa nova. O mangue era muito abrangente, incorporava vários estilos musicais, hoje não vejo tanto essa mistura entre as bandas.”

“Um artista como eu, nos Estados Unidos, por exemplo, conseguiria se sustentar da música. Existe uma estrutura por trás, lugares para tocar com som bom e cachê, um circuito, a música independente circula. Aqui é tudo muito precário ainda. Você conta nos dedos os lugares com som legal e que respeitam o artista. Os lugares grandes são para artistas grandes, então acho que falta um meio termo”, conclui.

Ela equilibra sua carreira musical com sua vida como jornalista. “Trabalhar dá trabalho”, ri. “Ainda mais hoje quando a gente se preocupa com o futuro do emprego e com tantas questões que abalam a nossa indústria. Eu escrevo sobre carreira, então imagine que eu sofro mais do que todo mundo falando diariamente sobre essas incertezas. A música ocupa um lugar especial para mim, mas sempre conciliei com o trabalho. Talvez hoje por conta de tudo que eu falei seja mais difícil dedicar mais tempo a ela. Mas a música é parte da minha essência e quando eu penso que não quero fazer tudo de novo, ralar para gravar, lançar etc lá vou eu e faço tudo de novo. Ser artista independente não é fácil, custa caro, mas daí começo a compor, os amigos músicos se juntam, incentivam e pronto caio na estrada novamente.”

Dingo Bells 2018: “No caminho eu talvez me encontre”

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O trio gaúcho Dingo Bells continua rodando com seu disco Todo Mundo Vai Mudar, lançado no semestre passado, e mostra, em primeira mão no Trabalho Sujo, o clipe da faixa “Na Carona”. Filmado no estúdio durante a gravação do álbum, o clipe flagra o trio trabalhando no disco atual, em uma canção que sempre foi pensada em ser registrada ao vivo. “Essa é a música que desde o inicio já sabíamos que teria um registro da banda tocando junta, em oposição à gravação por canais, onde cada um grava seu instrumento separado. E isso se deu por sua natureza soul, bebendo da música negra norte-americana feita nas décadas de 60 e 70, na qual as interações registradas em um take único são mais importantes do que a sobreposição de elementos de forma artificial. É um registro mais íntimo e caloroso, assim como essa música também é”, conta o baterista Rodrigo Fischmann.

Oruã e Goldenloki no Centro do Rock

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Quinto dia de shows no Centro do Rock, festival que dura um mês no Centro Cultural São Paulo trazendo o melhor do rock brasileiro de graça para a mítica sala Adoniran Barbosa, a quinta-feira recebe Oruã, a nova banda do carioca Lê Almeida, e o grupo psicodélico paulistano Goldenloki, que apresentam-se de graça nesta quinta, no CCSP, a partir das 21h (mais informações aqui).

O’Seis: A pré-história dos Mutantes em vinil

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Pedra fundamental na história do rock brasileiro, o compacto de estreia do sexteto paulistano O’Seis finalmente ressurge em vinil, como cortesia da gravadora inglesa Mr. Bongo, que já reeditou vários clássicos de nossa música em LPs (o disco de estreia do Verocai, o Krishnanda de Pedro Santos, o Brazilian Octopus e a lista segue…). O’Seis era o embrião do mágico trio que funcionou como motor elétrico da Tropicália e explorou os limites do então jovem rock brasileiro – os Mutantes de Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee. Os outros três – Raphael Vilardi, Maria “Mogguy” Malheiros e Luiz Pastura – fizeram parte apenas desta formação pré-histórica (embora Raphael seja coautor de um clássico dos Mutantes, “Não Vá Se Perder Por Aí”).

Composto por duas faixas “Suicida” no lado A e “Apocalipse” no lado B, o compacto é bem mais melancólico do que se espera de um registro dos Mutantes e pode ser comprado no site da gravadora. Vi no site da Noize.

O Quebra-Cabeças do Bixiga 70

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O quarto disco da big band paulistana Bixiga 70 está prestes a ser lançado e Quebra-Cabeças, o primeiro disco do grupo que não tem o título numerado e o primeiro que deve ocupar o espaço de um vinil duplo, é o melhor da carreira da banda, por uma série de fatores: com a presença de Gustavo Lenza na produção, o som ganhou o peso e o ataque no estúdio que a banda já apresenta ao vivo, e o clima instrumental é mais pesado e tenso que o clima astral dos discos anteriores, refletindo o teor político do país atualmente e mostrando que até música instrumental pode ser de protesto. A única música do disco que foi lançada pelo grupo, a incisiva “Primeiramente“, dá o tom do que vem por aí.

O grupo já marcou show de lançamento para a próxima semana, nos dias 19, 20 e 21 de julho na choperia do Sesc Pompéia (mais informações aqui).

Corte: Sorver o Verso

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A banda Corte, formada por Alzira Espíndola (guitarra e vocais), Nandinho Thomaz (bateria), Marcelo Dworecki (baixo), Cuca Ferreira (sax) e Daniel Gralha (trumpete), os três últimos integrantes do Bixiga 70, é autora de um dos grandes discos do ano passado e também dona das terças-feiras de julho no Centro da Terra, quando aprofundam-se na poesia de sua obra ao convidar artistas da palavra na temporada Sorver o Verso (mais informações aqui). Na primeira terça-feira, dia 10, a convidada é a poeta Alice Ruiz. Na terça seguinte, dia 17, é Paula Rebellato, do Rakta, quem surge como convidada do grupo, seguida do técnico Bernardo Pacheco, convidado do dia 24, até o final com a participação do poeta arrudA, na última terça, dia 31. Conversei com o Dworecki sobre a temporada e como ela se encaixa na evolução do grupo desde o lançamento do ano passado.

Como esta temporada se relaciona com o primeiro disco do Corte?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/corte-sorver-o-verso-como-esta-temporada-se-relaciona-com-o-primeiro-disco-do-corte

Como serão as dinâmicas das terças-feiras com os convidados?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/corte-sorver-o-verso-como-serao-as-dinamicas-das-tercas-feiras-com-os-convidados

Como será a primeira terça-feira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/corte-sorver-o-verso-como-sera-a-primeira-terca-feira

Quem será o convidado da segunda terça-feira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/corte-sorver-o-verso-quem-sera-o-convidado-da-segunda-terca-feira

Quem vem na terceira terça?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/corte-sorver-o-verso-quem-vem-na-terceira-terca

E na última terça-feira, quem é o convidado?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/corte-sorver-o-verso-e-na-ultima-terca-feira-quem-e-o-convidado

A temporada consolida a primeira fase da banda ou abre espaço para um novo momento?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/corte-sorver-o-verso-a-temporada-consolida-a-primeira-fase-da-banda-ou-abre-um-novo-momento

Qual a diferença em apresentar um trabalho durante todo um mês, com o público sentado?
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Vítor Araújo: Mercúrio

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O pianista pernambucano Vítor Araújo transformou sua temporada em julho no Segundamente do Centro da Terra em uma residência que vai além dos quatro shows de julho. Durante todas as segundas do mês, ele irá retrabalhar e remixar músicas, texturas, sons e ruídos produzidos por seus convidados – que serão anunciados no decorrer do mês – para depois transformar o processo em um disco. Concebido por Vítor e seus parceiros GG Albuquerque e Raul Luna, a temporada Mercúrio vai da música erudita à canção popular, passando pela vanguarda contemporânea e por sons aleatórios, todos conspirando em prol de uma obra que será construída em frente ao público. Nomes como Cadu Tenório, Negro Leo, M. Takara e Alada já confirmaram presença e na primeira noite Vítor recebe Ayrton Montarroyos, Aduni Guedes, Miazzo, Thiago Nassif e Sérgio Machado para começar a elaborar as matrizes desta peça musical contínua (mais informações aqui). Conversei com o Vítor sobre suas intenções nesta temporada.

Fale sobre o conceito da sua temporada no Centro da Terra.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/vitor-araujo-mercurio-fale-sobre-o-conceito-da-sua-temporada-no-centro-da-terra

Mercúrio termina com o fim da temporada?
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Qual é a graça de se assistir aos quatro shows da temporada?
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Quem mais ajudou você a compor esta temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/vitor-araujo-mercurio-quem-mais-ajudou-voce-a-compor-esta-temporada

O que você acha da possibilidade fazer uma temporada como esta no Centro da Terra?
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Qual o maior desafio desta temporada?
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