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Pela quinta vez na Flip

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Mais uma vez passo a semana em Parati, cuidando das redes sociais da Flip – Instagram, Facebook, YouTube, Twitter, tudo. Daí o ritmo daqui cai um pouco.

A volta do Linguachula

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“A gente poderia lançar coisas novas, porque a gente já tem música novas que vão estar no próximo álbum”, explica o fundador do Linguachula, Dê Ferro, sobre a volta da banda campineira com uma música de Paulo Diniz, “I Wanna to Go Back to Bahia”, composta a partir das cartas que Caetano Veloso enviava para o jornal Pasquim quando estava exilado do país na Inglaterra, no início dos anos 70. “Acreditamos que lançar essa versão agora é de certa forma estar contribuído para uma reflexão e clamando por dias mais ensolarados.”

O Linguachula era uma das melhores bandas de Campinas no início dos anos 90, quando o underground do interior de São Paulo movia-se a guitarras e vocais gritados contra a pressão sertaneja vigente em todo o estado. Lançou seu único disco pelo Banguela quando a mítica aventura de Miranda com os Titãs como heróis de uma indústria fonográfica alternativa tinha ido para o saco, fechando a tampa da discografia do selo com o CD batizado com seu nome (disco para o qual escrevi o release – morador de Campinas que era eu). Era um trio que misturava rock e música brasileira com muita desenvoltura, mas que foi engolido pelos contratempos do período e não conseguiu terminar o século.

Seu líder e cabeça, o guitarrista e vocalista Dê Ferro, manteve suas conexões musicais por outras vias. “Nunca me desliguei da música. Nesse período, mergulhei no universo de musicas sagradas e ancestrais ligadas à umbanda, candomblé, capoeira e ayahuasca. Vivenciei a musicalidade dos guaranis, gravando junto com meu amigo o produtor Maurício Cajueiro os cantos sagrados daquela cultura em que tive o grande prazer de receber o batismo Guarani”, ele me conta por email. Marcelo e Nani, baterista e baixista originais, deixaram a banda dando espaço para Adriano Caetano e Victor Coutinho.

“Retomei meu contato com o produtor Caio Ribeiro, que produziu e gravou o CD de 1993 e estávamos desenvolvendo a comunicação do Stage Record, seu novo estúdio em Campinas, quando começamos a tramar produções musicais que culminaram no ‘reativamento’ do Linguachula”, continua Dê, que fala que irá relançar o disco original nas plataformas digitais, além da produção de um novo álbum com o mesmo Caio e dois singles e um clipe que serão lançados em pouco tempo.

Falando sobre rock

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O programa Metrópolis, da TV Cultura, me chamou para falar sobre a importância do rock em uma matéria que fizeram aproveitando a efeméride do Dia do Rock, que aconteceu na sexta passada. A matéria começa exatamente aos dois minutos do vídeo abaixo.

Cine Doppelgänger

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Vamos conversar sobre cinema? Finalmente materializo um velho projeto que venho acalentando há anos com a minha querida amiga Joyce Pais, do site Cinemascope, e juntos temos o prazer de apresentar a sessão de debates sobre cinema Cine Doppelgänger, que acontece mensalmente entre julho e dezembro, todo terceiro sábado do mês, na Sala Cinematographos, que fica no Museu Casa Guilherme de Almeida (Rua Cardoso de Almeida, 1943 – Sumaré, São Paulo). A ideia é exibir sempre dois filmes – um escolhido por mim e outro pela Joy – e, no final da exibição, conversar sobre a relação entre os dois. A estreia do Cine Doppelgänger acontece neste sábado com a sessão Los Angeles, Cidade Permitida em que exibimos O Grande Lebowski (às 11h), dos irmãos Coen, e Cidade dos Sonhos (às 14h), de David Lynch, para depois conversar sobre pontos em comum e divergentes sobre a temática dos dois filmes. A inscrição é gratuita, basta entra no site da Casa Guilherme de Almeida.

Segue abaixo a programação completa do Cine Doppelgänger até o final do ano:

Dia 21 de julho: Los Angeles, Cidade Permitida

21 de julho: O Grande Lebowski (1998) e Cidade dos Sonhos (2001)

O Grande Lebowski (1998) e Cidade dos Sonhos (2001)

Os irmãos Coen e David Lynch comentam sobre o mundo de ilusões criado a partir de Hollywood em dois novos clássicos da virada do milênio. Enquanto Cidade dos sonhos mergulha na dicotomia entre a dura realidade e a sétima arte, borrando os limites entre estes dois universos, O grande Lebowski escancara a fábrica de mentiras do mundo do entretenimento da costa oeste norte-americana.

18 de agosto: A Paranoia por Dentro

18 de agosto: De Olhos Bem Fechados (1999) e Rede de Intrigas (1976)

De Olhos Bem Fechados (1999) e Rede de Intrigas (1976)

O último filme de Stanley Kubrick e a obra-prima de Sidney Lumet vão às entranhas das sociedades secretas e dos sistemas de poder para mostrar sua abrangência e escopo, contrapondo-se à pequenez da individualidade humana.

15 de setembro: O Diabo Mora ao Lado

15 de setembro: O Bebê de Rosemary (1968) e Corra! (2017)

O Bebê de Rosemary (1968) e Corra! (2017)

Dois filmes de terror que lidam com o aspecto corriqueiro da maldade, as obras de Polanski e Peele refletem a época de suas produções, levantando questionamentos sobre feminismo e racismo, além de aprofundarem-se no estudo da vileza humana.

20 de outubro: Realidade de Mentira

20 de outubro: Zelig (1983) e Verdades e Mentiras (1973)

Zelig (1983) e Verdades e Mentiras (1973)

Em dois documentários falsos, Woody Allen e Orson Welles escancaram a fábrica de ficções que é a sétima arte em duas obras seminais, que já lidavam com os conceitos de pós-verdade e fake news muito antes do século 21.

17 de novembro: Autoria em Xeque

17 de novembro: 8 ½ (1963) e Adaptação (2002)

8 ½ (1963) e Adaptação (2002)

Dois cineastas confrontados por suas obras começam a colocar em questão suas próprias existências como autores. O mitológico 8 e 1/2 de Fellini e o complexo Adaptação de Spike Jonze contrapõem duas crises criativas inversas – a primeira, as motivações por trás do início da criação artística; a segunda, o dilema autoral de trazer uma obra alheia para seu próprio reino criativo.

15 de dezembro: Brasil aos Pedaços

15 de dezembro: O Som ao Redor (2012) e Trabalhar Cansa (2011)

O Som ao Redor (2012) e Trabalhar Cansa (2011)

Dois filmes nacionais contemporâneos jogam luzes sinistras sobre este país dividido que nos acostumamos a se referir como um só. Enquanto o primeiro longa de ficção de Kleber Mendonça Filho, O Som ao Redor, espatifa a noção de normalidade ao revelar a rotina complexa e movida pela culpa de um bairro rico no Recife, o primeiro longa da dupla Juliana Rojas e Marco Dutra, Trabalhar Cansa, entra em um microcosmo profissional para se aprofundar nas entranhas de um Brasil farsesco – de modo apavorante.

Noites Trabalho Sujo | 14.7.2018

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As baixas temperaturas que pairam sobre a maior cidade da América do Sul traduzem sentimentos e sensações que enclausuram seus moradores entocados para longe da rua, mas nosso experimento mensal de reverberação de energias sônicas e térmicas começa a reverter este quadro a partir deste sábado, quando o laboratório Noites Trabalho Sujo celebra a virada do eixo eletromagnético do planeta que inclina nosso hemisfério de volta para as proximidades do sol. Daí a formação completa, quando o cientista-chefe Alexandre Matias reúne seus parceiros de fricção sonora – o explorador psíquico Luiz Pattoli e o neurocirurgião pélvico Danilo Cabral – para começar a aquecer vontades e necessidades a partir da escolha de registros sonoros que mexam com memórias internas e lembranças afetivas das cobaias voluntárias para transformar estas sensações em energia positiva e contaminar essa atmosfera fria com luz e calor humanos. Logo após esta apresentação, o líder do experimento convida a antropóloga urbana Nayse Ribeiro para encerrar a parte azul do experimento, enquanto a sala escura fica à noite inteira sob o comando da dupla de desbravadores sonoros Roots Rock Revolution, quando o sociólogo sônico Fabio Smeili e o pesquisador etnográfico William Mexicano convidam os presentes a derreterem suas expectativas ao som de sequências impensáveis de frequências rítmicas, harmônicas e melódicas. A entrada no experimento está condicionada ao envio de nomes para o correio eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 18h deste sábado, mas a primeira centena de espectadores entra gratuitamente no prédio em frente ao Largo do Paiçandu. Esperamos todos para mais uma madrugada memorável.

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 14 de julho de 2018
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Fabio Smeili e Mexicano (Roots Rock Revolution) e Nayse Ribeiro
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor). Os cem primeiros a chegar não pagam.