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Isabel Lenza: Ouro Aberto

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Invertendo completamente a lógica de produção artística, Isabel Lenza faz o primeiro show de sua vida no Centro da Terra, abrindo as atividades do espaço em que sou curador de música neste 2018. Depois de começar a carreira trabalhando nos bastidores para depois compor (é coautora de parte das canções do segundo disco de seu ex-companheiro, Marcelo Jeneci), ela gravou sua estreia Ouro sem nunca ter subido num palco, o que faz em uma minitemporada de duas segundas-feiras, dias 5 e 19, num processo que está chamando de Ouro Aberto (mais informações aqui). Conversei com ela sobre esta fase de sua novíssima carreira.

Como Ouro começou?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/isabel-lenza-2018-como-ouro-comecou

Quando o disco começou a se materializar?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/isabel-lenza-2018-quando-o-disco-comecou-a-se-materializar

É a primeira vez que você apresenta-se ao vivo, fale sobre este processo.
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Depois destes primeiros shows quais serão os próximos passos?
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Creme no Clube V.U.

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Abro o carnaval discotecando rock clássico no novo clube do Ivan Finotti e do Claudio Medusa, o Clube V.U., que fica na Barra Funda, na festa Creme, nesta sexta-feira, a partir das 22h (eu começo a tocar às 23h e vou até a uma – mais informações aqui).

BaianaSystem + Nação Zumbi!

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Duas das maiores potências sonoras do Brasil, BaianaSystem e Nação Zumbi unem forças no single “Alfazema”, lançado neste dia de Iemanjá.

E o soundsystem baiano injetou aquela dose de energia que parece ter tirado a Nação de uma aparente letargia musical. Será que pintam mais parcerias entre os dois grupos?

Vamo lá, Recife!

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Criado no início do século, o Porto Musical, no Recife, antecipou uma série de tendências e questionamentos sobre o mundo da música quando o país ainda engatinhava nestes temas e entrou para o mapa nacional como uma das principais referências sobre estas discussões. Depois de um tempo parado, o evento volta a acontecer neste início de fevereiro e mais uma vez participo desta conversa, pela quarta vez, desta vez representando o Centro Cultural São Paulo em uma série de encontros com artistas e produtores que acontece nesta sexta-feira. Mais detalhes sobre a programação aqui.

Bike no Centro Cultural São Paulo

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O Bike, uma das principais bandas da renascença psicodélica brasileira desta década, despede-se de seu segundo álbum, Em Busca da Viagem Eterna, apresentando-se nesta quinta-feira no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui). O ciclo é fechado também com o lançamento do clipe “Terra em Chamas”, mostrado em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

O líder da banda, Julito Cavalcante, comentou sobre o fim desta etapa, que sobrepõe-se ao início do trabalho do terceiro álbum da banda. “O Em Busca foi importante para nós, caímos na estrada como nunca, foram mais de 70 shows, fizemos nossa primeira turnê européia com bons shows na Inglaterra e no Primavera Sound, trocamos de baixista, o Rafa saiu no meio da turnê e hoje o João está fixo na banda e tivemos a participação de muitos amigos músicos, , Brenno Balbino, que se tornou o quinto elemento do Bike, Gabi, do My Magical Glowing Lens, Danilo, do Hierofante Púrpura e até do Tagore. Tocamos em quarteto, quinteto e sexteto, pudemos tocar pela primeira vez com bandas do cenário mundial aqui no Brasil, como The Black Angels e Os Mutantes, tivemos um EP de Remix feito pelo Renato Cohen que nos surpreendeu. Foi um ano duro mas de amadurecimento como banda e como músicos”, me explica por email.

Sobre o próximo disco, ele garante que sai até maio, quando a banda completa três anos de estrada. “Desde novembro todos voltaram a morar no interior, isso nos deu mais tempo e liberdade, todas as músicas surgiram depois desse retorno, compomos e produzimos tudo com calma”, ele continua. “Isso somado às novas influências que absorvemos durante as viagens pela Europa e pelos extremos do Brasil resultou num álbum mais tranquilo, nos deu uma sensação de cura e entendimento de tudo que aconteceu nessa busca pela viagem eterna”.

Em fevereiro, no Centro da Terra

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Retomamos as atividades no Centro da Terra em 2018 com shows de três artistas durante o mês de fevereiro. Quem inaugura a nova temporada é a debutante Isabel Lenza, que faz seus primeiros shows da vida ao mostrar seu disco Ouro ao vivo com uma banda que conta com integrantes do Bixiga 70 na formação – ela toca na próxima segunda (dia 5) e na segunda seguinte à do carnaval (dia 20). Após a folia é a vez do mítico Negro Leo inaugurar as terças-feiras da programação (dias 20 e 27), mostrando seu Action Lekking ao vivo, disco que foi rascunhado durante sua temporada no ano passado, em abril. E na última segunda-feira do mês é a vez da Papisa revisitar o espetáculo Tempo Espaço Ritual, que inaugurou em outubro do ano passado no mesmo local. E prepare-se que é só o começo do ano, logo após o carnaval anuncio os donos das temporadas do primeiro semestre deste imprevisível 2018. O Pedro deu mais detalhes sobre a temporada deste mês em seu blog no Estadão e os ingressos já estão começando a ser vendidos online aqui.

Chromeo 2018: “Better pick it up”

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Ainda sem anunciar a data de lançamento de seu próximo disco, Head Over Heels, a dupla de funk oitentista Chromeo lança mais um single, a sinuosa “Bedroom Calling”, que conta com a participação do vocalista The Dream, autor daquela “Yamaha” de 2010.

Deixa cair…

Julia Valiengo e Mariana Degani de boca no asfalto

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A vocalista da Trupe Chá de Boldo e do Frito Sampler Julia Valiengo lança-se em dupla com a cantora Mariana Degani ao compor e gravar o delírio latino da música “De Boca”, cuja origem foi literal, como ela me explica num email: “Uma vez, aqui na pompeia, eu levei um tombo no meio da rua e caí direto com a boca no chão. Não machucou nem nada, mas depois do susto eu levantei e saí andando com uma sensação super nova, que era a lembrança daquele impacto da boca com o asfalto. Aquilo foi tão gostoso, me deu um baita prazer. E assim veio a inspiração pra música”, lembra.

Mariana lembra que soube da música que iria ser parceira pelo celular: “Num dia qualquer recebi uma gravação da Julia, era um registro de whatsapp dela cantando o refrão que dá início à música e um convite pra uma parceria. Assim que escutei já vieram várias imagens na minha cabeça: volta da balada, alterações de percepção, a alegorização da queda e seus significados. Decadence sans elegance, mas ela não está nem aí. Se entrega ao prazer da queda, de boca.”

“Escrevi o refrão e chamei a Mari pra escrever o resto da letra”, continua Julia. “Eu não contei pra ela do tombo num primeiro momento, o que foi massa pois ela fantasiou todo um universo em torno daquela queda. Nós somos amigas de longa data, cantávamos juntas numa banda de reggae no começo dos anos 2000 e sempre tivemos essa vontade de uma criação em parceria. Rolou tão bem que logo empolgamos pra filmar clipe e tudo! Não temos a pretensão de gravar um disco ou lançar um novo projeto, o que a gente queria era mesmo fazer uma música e tocar ela nas pistas! A Mari segue com seu projeto solo rumo ao segundo disco e eu continuo com a Trupe e o Frito”, empolga-se, antes de anunciar que outras novidades virão.

Eis a capa do single:

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E o clipe da música:

Franz Ferdinand 2018: “How a lazy boy loves you?”

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E o Franz vai liberando seu primeiro disco sem o guitarrista Nick McCarthy aos poucos. Always Ascending sai no mês que vem e o grupo já liberou quatro faixas, contando essa novíssima “Lazy Boy”.

Todas seguem o clima noturno e pista de dança que o grupo abandonou após o excelente Tonight, embora o imaginário visual do disco aponte para outro tipo de excentricidade, como podemos experimentar no clipe da ótima “Feel The Love Go”: