Maria Beraldo no Centro Cultural São Paulo
Neste domingo, às 19h, Maria Beraldo mostra seu primeiro disco solo Cavala no palco da Sala Adoniran Barbosa do CCSP (mais informações aqui).
Neste domingo, às 19h, Maria Beraldo mostra seu primeiro disco solo Cavala no palco da Sala Adoniran Barbosa do CCSP (mais informações aqui).
A viagem na Máquina do Tempo do site Reverb neste 20 de outubro revê o nascimento da MTV Brasil, a primeira vez do A-ha na TV, o acidente que matou o Lynyrd Skynyrd e muito mais – veja lá.
Resistir e celebrar! Transformamos nosso laboratório de indução de frequências em boas vibrações cerebrais em uma central de resistência para concentrar energias positivas e abrir o calor humano para impedir a chegada do frio e das trevas, espalhando frequências sonoras que atrairão plenitude para atravessar esta última semana antes do abismo ou da redenção. Para isso, o instituto Noites Trabalho Sujo virá com a formação completa – o cientista-sênior Alexandre Matias, o mestre explorador Danilo Cabral e o arqueólogo social Luiz Pattoli – para invocar espíritos e forças da natureza e conduzir os voluntários a uma grande celebração das boas ações e da positividade no auditório azul. No auditório preto, os trabalhos ficam com a estreia da dupla Sounds of Siririca nas Noites Trabalho Sujo, quando Gabriela Pensanuvem e Mari Boaventura concentram boas energias em forma de música para não deixar ninguém parado. Vamos lá, precisamos resistir – e dançando! Como de praxe, os convidados precisam enviar seus nomes para a lista de voluntários pelo endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h – é a única forma de adentrar no recinto. Vamos lá!
Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 20 de outubro de 2018
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Danilo Cabral e Luiz Pattoli (Noites Trabalho Sujo), Gabriela Pensanuvem e Mari Boaventura (Sounds of Siririca).
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30, só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor), bem como os 30 primeiros a chegar na festa.
Dois pesos pesados paulistanos – o death metal matemático do Test e o stoner rock do Huey – se encontram neste sábado, a partir das 19h, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).
O Sepultura lança o clássico Chaos A.D., os Beatles gravam “Hello Goodbye” e um festival de blues mexe com a Inglaterra – é o passeio da Máquina do Tempo do site Reverb pelo dia 19 de outubro, acompanha lá.
É oficial: a lenda pós-punk volta mais uma vez aos palcos brasileiros em novembro, desta vez passando por dois Sescs! Dia 24 no Sesc Ribeirão Preto e dias 22 e 23 no Sesc Pompéia! Imagina isso!
Retomo minha coluna sobre música brasileira, que era mensal na revista Caros Amigos, agora semanalmente, no site Reverb – e começo falando sobre o show que Luiza Lian apresentará neste fim de semana, confere lá.
Guizado antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo “Cidade Neon”, o segundo single de seu mais novo álbum, O Multiverso em Colapso, que ele desenvolveu na temporada que fez no Centro da Terra em maio deste ano e que será lançado na semana que vem. Ele também me chamou para escrever o release do disco, que reproduzo abaixo.
Não lembro quem falou primeiro, mas tanto Guizado quanto Miranda me avisaram mais ou menos na mesma semana que estavam começando a trabalhar juntos. O trompetista já é um dos principais nomes no Brasil em seu instrumento e o dividiu palco com alguns dos principais nomes da nossa música neste século, além de ter desenvolvido uma sólida carreira solo pop e instrumental, artefato raro na paisagem musical daqui. Imaginar que ele entregaria um capítulo de sua carreira a um dos grandes produtores da história da nossa indústria fonográfica abria inúmeras possibilidades sonoras. Um universo em expansão – multiversos!
Duas cabeças intensas e prolíficas, Guizado e Miranda bateram de frente para entender o rumo que iriam tomar juntos. Nesta colisão, o produtor gaúcho puxou o músico paulistano do free jazz e do espaço sideral para trazê-lo de volta à Terra. Embarcaram em uma jornada para um passado que ambos viveram e curtiram: os anos 80 que viram a formação do músico e do produtor em suas respectivas cidades e áreas de atuação.
Com isso, as referências contínuas das duas cabeças começaram a jorrar uma sobre a outra: discos, filmes, quadrinhos e livros daquele período acabaram dando uma tônica de ficção científica completamente diferente da viagem interestelar que Guizado havia feito em seu disco anterior, Guizadorbital. Juntos, partiram para um viagem no tempo que lhes valeu uma completa invertida na sonoridade do músico.
Este ainda vinha acompanhado por uma banda magistral: Richard Ribeiro na bateria, Meno Del Picchia no baixo, Allen Alencar em uma guitarra, Regis Damasceno na outra e Zé Ruivo nos teclados talvez seja um dos melhores conjuntos instrumentais de São Paulo, cada um com suas referências e backgrounds que se fundem em uma sonoridade pesada e límpida, livre e pop, agressiva e reluzente. Encontrei com Guizado no início do ano e ele me falou sobre os rumos do novo disco, que vinha com influência de quadrinhos apocalípticos dos anos 80 e deveria se chamar O Multiverso em Colapso. No mesmo encontro, o convidei para tomar conta de uma das temporadas de segunda-feira no Centro da Terra, espaço de resistência cultural escondido no bairro paulistano do Sumaré, em que atuo como curador de música, dando-lhe a oportunidade de concluir o processo que estava realizando no disco antes de sua gravação.
Entre o encontro e a temporada, veio a morte de Miranda, sobre quem havíamos conversado naquele papo no início do ano. Guizado me contou que o produtor gaúcho já andava mal de saúde e só conseguia acompanhar aquela etapa do processo em conversas remotas, mas sua influência paira por todo disco O Multiverso em Colapso, que leva as duas assinaturas na produção e foi gravado em uma das semanas de maio de 2018, no meio do mês em que celebrava o final daquele processo na temporada batizada com o nome do disco.
Nas apresentações de segunda-feira, Guizado recebeu a presença de nomes ilustres da nova música brasileira, como o rapper Edgar, o grupo instrumental Ema Stoned, o guitarrista Kiko Dinucci, o baterista Maurício Takara, o guitarrista Júnior Boca, além de outros que acabaram entrando nas gravações do próprio disco, como Ava Rocha, Sandra Coutinho, Rômulo Froes, Lucas Santanna, Thiago França, Angela Merkel e Negro Léo.
O resultado é um disco noturno e paranoico, pop e frenético – e com muitos vocais. É o disco de Guizado com mais canções tradicionais, incluindo refrões que poderiam estar no rádio. Por todo o percurso, Guizado mostra o rumo com seu trompete como se ele fosse um cursor de um velho computador, abrindo programas e pastas de passados remotos que ainda se mostram atualíssimos. Os timbres das guitarras são prateados ou néon, como o caminho traçado pelo trompete, e brilham num escuro que não para de ferver composto por uma cozinha por vezes fria e robótica, por outra esparsa e vulcânica.
No meio de tudo, o instrumento de Guizado funciona como holofote para sua própria voz (que canta em “Sobre Deuses e Demônios”, “Sonho Delírio”, “Tengo Piel”, “Coração Caverna” e no primeiro singfle, “Modern Fears”) e para as de Negro Léo, Ava Rocha e Sandra Coutinho, bem como para as presenças cortantes dos músicos de sua banda.
O Multiverso em Colapso é um passeio por um futuro que não aconteceu, em que carros voadores e jazz fusion coexistem com corporações sem rosto e vendedores de rua. Resvala pelos futuros tech noir de Blade Runner e cyberpunk de Akira, mas sem perder uma identidade brasileira, urbana e cerebral. Um robô que sonha ser uma pessoa – ou justo o contrário. É nesta zona intermediária que faz seu coração binário pulsar.
O Sonic Youth lança seu disco mais emblemático, John e Paul tocam juntos pela primeira vez, a BBC entra no ar e Rod Stewart entra no Faces – eis o passeio da Máquina do Tempo do site Reverb neste 18 de outubro – dá só uma sacada lá.
A banda paraibana Glue Trip mostra seu ótimo novo álbum Sea at Night ao vivo nesta quinta-feira, a partir das 21h, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).