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Tudo Tanto #48: Lojas que relançam clássicos em vinil

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A nova edição para o único e raro disco de Amado Maita, relançado pela Patuá Discos em vinil com uma tiragem superior à que ele teve na época, é um dos exemplos desta nova tendência que mostra lojas de discos brasileiras em busca de clássico ou raridades de nosso passado musical para eternizá-los em vinil – escrevi sobre isso em minha coluna Tudo Tanto desta semana, leia aqui.

Letrux e Mãeana no Centro Cultural São Paulo

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As musas cariocas Letrux e Mãeana unem suas forças no espetáculo Bruxas nesta sexta e cantam PJ Harvey, Rita Lee, Ângela Rô Rô e outras deusas esotéricas da música popular no último espetáculo da curadoria de música do Centro Cultural São Paulo em 2018, na Sala Adoniran Barbosa, a partir das 21h (mais informações aqui).

Cine Doppelgänger: Brasil aos Pedaços

15 de dezembro: O Som ao Redor (2012) e Trabalhar Cansa (2011)

15 de dezembro: O Som ao Redor (2012) e Trabalhar Cansa (2011)

Neste sábado temos a última sessão de 2018 do Cine Doppelgänger, que faço junto com a Joyce Pais do Cinemascope, na Casa Guilherme de Almeida: uma sessão dupla de cinema de graça seguida de um debate sobre os pontos em comum entre os dois filmes. Desta vez reunimos os brasileiros O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho, e Trabalhar Cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra, filmes contemporâneos jogam luzes sinistras sobre este país dividido que nos acostumamos a se referir como um só. O primeiro filme, O Som ao Redor, começa às 11h em ponto e o segundo, Trabalhar Cansa, às 14h, para que o debate comece perto das 16h30. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Casa Guilherme (e tem mais informações sobre a sessão aqui). Vamos lá?

Mais um de Fortaleza: Daniel Medina

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Daniel Medina é mais um dos nomes que vem surgindo na nova cena musical cearense, uma nova renascença em Fortaleza que começou no início da década e agora começa a mostrar frutos maduros, em nomes como Oto Gris, Daniel Groove, Maquinas, Astronauta Marinho, Ilya, Casa de Velho, entre outros. Ele lançou seu primeiro disco Evoé, produzido por Saulo Duarte e Igor Caracas, no ano passado, e agora mostra em primeira mão para o Trabalho Sujo o clipe daquela que julga ser a canção mais simples do álbum, “Cancioneta”. O clipe foi filmado na cidade de Cascavel e conta com integrantes desta nova cena de Fortaleza, que vai para além da música, como a atriz Elisa Porto, o músico Vitor Colares, a fotógrafa Caroline Sousa, o cineasta Tuan Fernandes, a cantora Ilya e a educadora Zu Moreira. “Fortaleza passa por um momento muito forte e bonito artisticamente e toda a equipe envolvida no clipe possui relação afetiva. Esse clipe capta também isso, artistas de estéticas bastante distintas unidos em cena por uma simples canção”, explica.

Ele começa a pensar no segundo álbum, programado para o fim do ano que vem, quando ainda planeja uma pequena turnê pela Europa. Antes disso, também segue o trabalho com o grupo Folia Circular, influenciado pela psicodelia e pela música nordestina.

Os melhores de 2018 segundo a APCA

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Eis o resultado da categoria música popular segundo a comissão julgadora da Associação Paulista de Críticos de Arte, que faço parte ao lado de José Norberto Flesch, Lucas Brêda, Marcelo Costa, Roberta Martinelli, Tellé Cardim e Fabio Siqueira.

Grande premio da crítica: Gilberto Gil
In Memoriam: Carlos Eduardo Miranda
Artista do Ano: Marcelo D2
Melhor Álbum: Luiza Lian – Azul Moderno
Melhor Show: Racionais MCs
Revelação: Duda Beat
Projeto Especial: Casa de Francisca
Capa: Karol Conká – Ambulante

Quando verdade e ficção se misturam

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Eis a íntegra do bate-papo que tive com a Joyce Pais, do Cinemascope, em outubro na quarta sessão do Cine Doppelgänger, quando falamos sobre os filmes Zelig e F for Fake em um sábado de graça na Casa Guilherme de Almeida. Houve um problema na captação do áudio, mas dá pra ouvir 😉

A próxima edição do Cine Doppelgänger acontece no dia 15 de dezembro e reúne dois filmes brasileiros: Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra, e O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, sob o tema Brasil aos Pedaços (mais informações aqui). As inscrições podem ser feitas aqui.

O Amarelo de Meno Del Picchia e Allen Alencar

Meno Del Picchia e Allen Alencar

Meno Del Picchia e Allen Alencar

Velhos conhecidos da cena independente, os músicos Allen Alencar e Meno Del Picchia resolveram partir para construir uma carreira própria ao criar o duo Amarelo, que mostra seu primeiro disco homônimo aqui no Trabalho Sujo. “Nos conhecemos em 2013, quando a Andreia Dias me convidou pra fazer parte de uma big rock band maluca chamada Canibaile”, lembra Allen. “Além da Andreia a banda contava com o Meno, Tatá Aeroplano, Juliano Gauche, Gustavo Galo, Bárbara Eugênia, Peri Pane e Zé Pi. A partir do Canibaile no mesmo ano eu acho, Meno me convidou pra tocar nos shows do seu então recém-lançado disco Macaco Sem Pelo, naquele mesmo ano. A amizade foi se estreitando a partir daí, continuou no Barriga de 7 Janta, de 2016, e segue até hoje.”

“O Amarelo surgiu dessa afinidade que fomos construindo ao longo do tempo, tocamos juntos em diversos trabalhos com outros artistas e a amizade foi crescendo”, continua Allen. “A partir de um momento comecei a enviar umas músicas pro Meno, pra que ele me ajudasse a termina-lás e a parceria de composição foi surgindo. Todas elas tinham algo em comum, uma coisa cancioneira, uma atmosfera de simplicidade e contemplação parecidas, e tinham como tema basicamente tanto as questões afetivas que circundam uma relação amorosa, como as afetividades de si consigo mesmo, do seu próprio lugar diante das coisas.”

Os dois já têm seus trabalhos solo (além dos dois citados de Meno, Allen lançou dois EPs instrumentais), mas são mais reconhecidos como músicos e já tocaram com grandes nomes do atual cenário brasileiro: o paulista Meno já tocou com Otto, Tulipa Ruiz, Alessandra Leão, Metá Metá e Cacá Machado, entre outros, enquanto o sergipano Allen acompanhou Criolo, Curumin, Russo Passapusso, Junio Barreto e mais outros tantos. Tocaram juntos com Andreia Dias, Karina Buhr e Guizado, banda que participam até hoje.

O primeiro EP, com quatro canções, não tem previsão de lançamento ao vivo, foco que ficou para o ano que vem, com os dois sozinhos no palco, “formato fácil e acessível, modelo que ajuda a circular”. Para 2019 eles prometem mais um novo EP.

De Leve e a volta da música de protesto

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Em “Pau do Guedes”, o mítico MC carioca De Leve volta a cutucar feridas como fazia em sua primeira vinda (“Pode Queimar“, um clássico) e acerta o novo regime usando a mesma lógica retrógrada que o colocou no poder – quem sabe assim ofendendo-os de verdade.

Manda mais, De Leve.

Mais melhores de 2018

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Mais indicados para o prêmio de música popular da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), antecipados desta vez pela Adriana de Barros em sua coluna no UOL. Elza Soares, Gilberto Gil, Iza, Marcelo D2 e Pabllo Vittar disputam a categoria artista do ano, Caetano Moreno Zeca Tom Veloso, Letrux, Maria Beraldo, Racionais e Tribalistas concorrem ao prêmio de show do ano, DUDA BEAT, Edgar, JosyAra, Maria Beraldo e TETO PRETO concorrem na categoria revelação e a capa do ano ficará entre Anelis Assumpção, Ava Rocha, Baco Exu do Blues, Carne Doce e Karol Conka. O resultado será divulgado em breve e o júri da é composto por Roberta Martinelli, Marcelo Costa, José Norberto Flesch, Lucas Brêda e este que vos escreve. Neste link você conhece os indicados a melhor disco do ano do primeiro semestre e neste outro do segundo semestre.