Trabalho Sujo - Home

O que vem por aí pro Unknown Mortal Orchestra

umo-2018-

É sempre assim: chega final de ano e Ruban Nielson, o cérebro do Unknown Mortal Orchestra, publica um set de músicas aleatórias que vem compondo, rascunhando e testando na série SB, que começou precedendo seu disco de 2015, Multi-Love, com as primeiras edições (“SB-01” e “SB-02”) e o acompanha a cada fim de ano. No fim de 2017 ele lançou “SB-05“, que pavimentou o caminho para o ótimo Sex & Food lançado no começo do ano e agora termina 2018 misturando groove, psicodelia, jazz e eletrônica, talvez mostrando o rumo que seu grupo irá tomar no ano que vem.

E lembrando que o grupo toca no Brasil no ano que vem (ia ser em janeiro, mas o Lúcio reagendo pra abril, ainda sem data definida). Será que conseguimos assistir parte desta nova mutação da banda?

Radiohead de natal

Thom-Yorke-2018

Thom Yorke começa “Reckoner” citando “Noite Feliz” no show que sua banda fez em Las Vegas neste sábado.

Boas festas. O Trabalho Sujo entra em modo retrospectiva 2018 a partir desta quarta-feira.

Vida Fodona #580: Clima de retrospectiva

vf580

A música mais uma vez como metáfora.

Lupe de Lupe – “Midas”
E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – “Se Fosse Assim, Onde Iríamos Parar?”
Josyara – “Solidão Civilizada”
Gilberto Gil – “Sereno”
Edgar – “Adorno”
Teto Preto – “Pedra Preta”
Against All Logic – “Some Kind Of Game”
The Internet – “Roll (Burbank Funk)”
Kali Uchis – “Your Teeth in My Neck”
Karol Conká – “Vogue do Gueto”
Nill – “Bessie Coleman”
Bruno Bruni – “Linda”
Djonga – “Junho de 94”
Mestre Anderson Miguel + Juçara Marçal – “O Cirandeiro”
Stephen Malkmus + The Jicks – “Rattler”

Tudo Tanto #49: Psicodelia de Natal

LSD2

Bati um papo com Bento Araújo, do Poeira Zine, sobre o novo volume de seu livro Lindo Sonho Delirante na minha coluna Tudo Tanto desta semana – e fica a dica como presente de Natal para quem gosta de música brasileira – leia aqui.

Começando 2019 por Pernambuco

bk

A quarta edição do festival pernambucano Guaiamum Treloso Rural, que acontece no dia 9 de fevereiro do ano que vem, em Camaragibe (na região metropolitana do Recife) fechou sua escalação ao anunciar as presenças do rapper carioca BK (foto), da psicodelia capixaba do My Magical Glowing Lens, da novidade potiguar Luisa e Os Alquimistas e o músico pernambucano Escurinho, que se juntam aos artistas Cordel do Fogo Encantado, Jaloo, Carne Doce, MC Carol, Ana Frango Elétrico e Marrakesh – um bom apanhado na cena de midstream brasileira, já começando o ano temperando bem para todos os lados. O festival acontece na Fazenda Bem-Te-Vi e os ingressos já estão à venda (mais informações no site do festival).

Um novo rumo para o ATR

atr-2018

“Começamos a experimentar a música eletrônica desde o começo da banda, com elementos ainda tímidos”, me explica Eduardo Porto, baterista da banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas, que agora atende apenas pela sigla ATR. Concluindo o EP Mood, que foi lançado parceladamente, na semana passada, ao mostrar a última faixa “Midnight Sunset”, o trio também conclui sua transformação instrumental rumo à eletrônica. “No último lançamento, porém, o compacto “Midi” (de 2017) mergulhamos mais em timbres e descobertas dentro desse universo, com sintetizadores e também bateria eletrônica, somados à guitarra e bateria acústica. No Mood sinto que achamos o que a gente procurava, as composições saíram mais naturalmente, em três dias de imersão num sítio em Piratininga, no interior de São Paulo. Hoje o show é inteiro com a bateria acústica triggada, que soma em todas as músicas os timbres eletrônicos. O Gustavo (Koshikumo) reveza entre guitarra e sintetizador e o Juliano (Parreira) entre baixo e synthbass, assim como acontece nas 4 faixas do EP”.

A mudança alterou completamente o horizonte do grupo e o coloca em um cenário que flutua entre a house francesa e a cena eletrônica da Califórnia, fazendo-o soar mais tranquilo e suave, mesmos nos momentos mais intensos. E mostra os caminhos para o próximo disco: “O EP já dá indícios do que gostamos dentro do universo da música eletrônica, mas pretendemos explorar ainda mais e faremos isso junto a várias pessoas”, continua Eduardo, que explica que o álbum do ano que vem deve assumir esta tendência e aproximará o grupo de vocalistas convidados – e ele já antecipa alguns nomes: “Liniker, Tássia Reis, Zé Vito, Linn da Quebrada, Sara Donato…” Promete.

Vida Fodona #579: Um Vida Fodona tranquilo

vf579

Ciclos se fechando ao fim de 2018.

Serge Gainsbourg – “69 Annee Erotique”
Yo La Tengo – “Shadows”
Maurício Pereira – “Os Amigos ou O Coração é Um Órgão”
Lambchop – “Up with the People”
Metá Metá – “Toque Certeiro”
Djonga – “De Lá”
Blood Orange – “Charcoal Baby”
The Internet – “Look What U Started”
Arctic Monkeys – “One Point Perspective”
Sonic Youth – “Incinerate”
New Order – “Age of Consent”
Kinks – “People Take Pictures of Each Other”
Boogarins – “Mario de Andrade/Selvagem”
Buzzcocks – “What Do I Get?”
Outkast – “Behold a Lady”
Kanye West + Pusha T- “Runaway”
Lorde – “Tennis Court”

O momento em que o Joy Division virou o New Order

movement-box

A gravadora norte-americana Rhino anunciou o relançamento do primeiro disco do New Order, Movement, em uma caixa de discos em versão deluxe – Movement (Definitive Edition) reúne quatro registros que mostram a transformação da banda a partir da morte do vocalista do Joy Division, Ian Curtis – o disco original, dois discos com demos e versões alternativas e um DVD com gravações ao vivo da banda, tanto íntegras de shows quanto programas de TV -, além do vinil com o Movement original, revisitando a arte imaginada pelo designer Peter Saville e um livro de capa dura. O lançamento da caixa acontece no dia 5 de abril e será antecedido por quatro compactos que recriam os quatro singles que a banda lançou à época: “Ceremony (version 1)” com “In a Lonely Place” no lado B (lançado em março de 1981), “Ceremony (version 2)” também pareada com “In a Lonely Place” (relançado no final daquele ano), “Everything’s Gone Green” com “Cries And Whispers” e “Mesh” no lado B (lançado em setembro de 1981) e “Temptation” com “Hurt” no lado B (lançado em maio de 1982).

LP /CD (o disco original)
“Dreams Never End”
“Truth”
“Senses”
“Chosen Time”
“ICB”
“The Him”
“Doubts Even Here”
“Denial”

CD2 (faixas inéditas)
“Dreams Never End (Western Works Demo)”
“Homage (Western Works Demo)”
“Ceremony (Western Works Demo)”
“Truth (Western Works Demo)”
“Are You Ready For This? (Western Works Demo)”
“The Him (Cargo Demo)”
“Senses (Cargo Demo)”
“Truth (Cargo Demo)”
“Dreams Never End (Cargo Demo)”
“Mesh (Cargo Demo)”
“ICB (Cargo Demo)”
“Procession (Cargo Demo)”
“Cries And Whispers (Cargo Demo)”
“Doubts Even Here (Instrumental) (Cargo Demo)”
“Ceremony (1st Mix – Ceremony Sessions)”
“Temptation (Alternative 7″)”
“Procession (Rehearsal Recording)”
“Chosen Time (Rehearsal Recording)”

DVD
Shows
Hurrah’s, NY, 1980
“In A Lonely Place”
“Procession”
“Dreams Never End”
“Mesh”
“Truth”
“Cries & Whispers”
“Denial”
“Ceremony”

Gravado no dia 27 de setembro de 1980.

Peppermint Lounge, NY, 1981
“In A Lonely Place”
“Dreams Never End”
“Chosen Time”
“ICB”
“Senses”
“Denial”
“Everything’s Gone Green”
“Hurt (instrumental)”
“Temptation”

Programas de TV
Granada Studios, 1981
“Doubts Even Here”
“The Him”
“Procession”
“Senses”
“Denial”

BBC Riverside, 1982
“Temptation”
“Chosen Time”
“Procession”
“Hurt (instrumental)”
“Senses”
“Denial”
“In A Lonely Place”

Extras
“Ceremony”, CoManCHE Student Union, 1981
“In A Lonely Place”, Toronto, 1981
“Temptation”, Soul Kitchen, Newcastle, 1982
“Hurt Le Palace”, Paris, 1982
“Procession” Le Palace, Paris, 1982
“Chosen Time”, Pennies, 1982
“Truth”, The Haçienda, 1983
“ICB”, Minneapolis, 1983

A década eletrônica do Lambchop

lambchop-2019

O Lambchop de Kurt Wagner segue explorando as fronteiras digitais em seu próximo disco, que será lançado em março do ano que vem. Como os dois discos mais recentes do grupo – o Mr. M de 2012 e o Flotus de 2016, ambos trabalhados no vocoder e inspirados pelo hip hop e o R&B desta década -, seu próximo álbum This (Is What I Wanted to Tell You), agendado para ser lançado em março de 2019, foi composto ao lado do irmão de Matthew McCaughan, dono da gravadora Merge, que já produziu discos do Bon Iver e dos Proclivities. Os dois trocavam arquivos à distância: Matt mandava bases sintetizadas para as canções escritas por Wagner e aos poucos o disco ia sendo composto. “The December-ish You”, o primeiro single do novo álbum, recém-lançado, dá uma prévia do que vem por aí.

Acima você vê a capa do disco (que já está em pré-venda) e abaixo, a ordem das faixas.

“The New Isn’t So You Anymore”
“Crosswords, Or What This Says About You”
“Everything For You”
“The Lasting Last Of You”
“The Air Is Heavy And I Should Be Listening To You”
“The December-ish You”
“This Is What I Wanted To Tell You”
“Flower”