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Tássia Reis: Estive Pensando

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Tássia Reis é MC mas começou dançando e canta muito – e começa a explorar novas possibilidades de sua musicalidade na temporada que assume nas terças-feiras de setembro no Centro da Terra. Chamada de Estive Pensando, ela aproveita a série de quatro shows para mergulhar em uma transição de carreira que vai muito além da preparação de um próximo disco. Estabelecida como rapper tanto em carreira solo quanto no grupo Rimas e Melodias, ela quer reinventar sua apresentação para além dos limites que já conhece de espetáculo – e com isso, se reinventar. Conversei com ela sobre o que ela esteve pensando para esta nova fase de sua carreira.

O que significa esta temporada em sua carreira?
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Como você pensou na formação que vai trazer para o palco?
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Os shows vão mudar de um dia para o outro?
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Sobre o que você “esteve pensando”? Como chegou neste título?
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É um show de rap?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tassia-reis-e-um-show-de-rap

Fazer um show pensado para um teatro é uma novidade em sua carreira?
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Consegue sintetizar o que você quer com esta temporada?
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Feiticeiro Thom Yorke

Thom_Suspiria

Suspiria, de 1977, é um clássico do horror mundial especialmente por ter consolidado a estética saturada e macabra do italiano Dario Argento no subgênero que ficou conhecido como “giallo” (amarelo, em italiano) e que começou a ser explorado em seu filme anterior, Profondo Rosso. Mas sua trilha sonora, composta pelo grupo de rock progressivo italiano Goblin, também é um marco não apenas no cinema de horror bem como na discografia da música pop de seu tempo – a obra mais concisa e autoconsciente de uma grande banda semidesconhecida e uma das melhores trilhas sonoras compostas por uma banda de rock. Por isso que Thom Yorke medrou ao ser convidado para fazer a trilha para o remake do clássico.

“Foi um processo estranho desde o início. Quando os produtores vieram me procurar, eu pensei que eles tinham enlouquecido, porque eu nunca tinha feito uma trilha sonora antes. E Suspiria é destas trilhas sonoras lendárias. Levei alguns meses para contemplar a ideia”, contou na sessão de estreia mundial do filme, no festival de Veneza, em entrevista à revista Hollywood Reporter.

“Era um destes momentos em sua vida que você quer fugir, mas que sabe que se você se arrependerá se fizer isso. Eu assisti ao filme original algumas vezes e eu o amei porque era daquela época, uma trilha sonora incrivelmente intensa”, continuou. “Obviamente Goblin e Dario trabalharam muito próximos quando o fizeram juntos. Mas era uma coisa daquela época e eu não poderia fazer referência a isso. Não havia sentido, a não ser que eu achei interessante a repetição de temas, o tempo todo. Parte da sua mente diz: ‘por favor, não quero ouvir mais isso’. E isso era muito bom. Há uma forma de repetição na música que pode hipnotizar. Eu ficava repetindo para mim mesmo que era uma forma de fazer feitiços.”

Yorke também contou que teve a participação do diretor italiano responsável pelo remake, Luca Guadagnino (o mesmo de Me Chame Pelo Seu Nome) e que foi influenciado pela música da época, inclusive o rock alemão. “Foi uma forma realmente cool de imersão em uma área que eu normalmente não iria sem permissões”. O filme será lançado mundialmente no início de novembro e Yorke já liberou uma primeira canção, a doce e tensa “Suspirium”.

Abaixo, o trailer da nova versão e a aterradora trilha sonora original:

Tatá Aeroplano longe do centro

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Tatá Aeroplano acabou de se mudar do bairro de Santa Cecília para a Vila Romana e a mudança de paisagem está completamente refletida em seu novo disco, o recém-lançado Alma de Gato, que traz o cantor e compositor paulista longe do fervo do centro, onde morava desde que se mudou para São Paulo, e mais entre as árvores e sob a luz do sol que bate na zona oeste paulistana – o disco é batizado a partir do nome de um pássaro. É seu quarto disco solo e o quinto que grava ao lado da banda formada por Bruno Buarque, Júnior Boca e Dustan Gallas (o outro disco foi o que dividiu com Bárbara Eugenia no ano passado). A química entre os músicos é perfeita, mas o que mais impressiona no disco é perceber como Tatá está cada vez mais à vontade em sua própria sonoridade, longe do humor corrosivo dos grupos que o consagraram no início da carreira (o Jumbo Eletro e o Cérebro Eletrônico). A cada novo disco ele ergue um pequeno monumento à vida comunitária numa cidade gigantesca como São Paulo, percorrendo suas avenidas e multidões com o espírito andarilho de garoto do interior que ele sempre foi. Conversei com ele sobre o novo álbum e sobre a carreira que construiu até aqui, além de pedir para que ele, mais uma vez, dissecasse o disco faixa a faixa (que, como todos seus discos, está para download em seu site).

Vida de Gato é reflexo de sua mudança entre dois bairros de São Paulo. Fale sobre a inspiração do disco.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-vida-de-gato-e-reflexo-de-sua-mudanca-entre-dois-bairros-de-sao-paulo

É um disco mais bucólico?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-e-um-disco-mais-bucolico

Essa sua mudança de bairro tem a ver com a gentrificação de São Paulo? Como você vê essas mudanças?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-essa-sua-mudanca-de-bairro-tem-a-ver-com-a-gentrificacao-de-sao-paulo

É o quinto disco que você grava com a mesma banda. Fale sobre o processo de criação, composição e gravação com eles.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-e-o-quinto-disco-que-voce-grava-com-a-mesma-banda

É seu quarto disco solo, lançado totalmente às próprias custas. Você acha que esse é um modelo de negócios viável para outros artistas?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-e-seu-quarto-disco-solo-lancado-as-proprias-custas-e-um-modelo-viavel

Você assistiu à transformação da cena independente brasileira com a chegada da internet. O que mudou e o que ainda falta mudar?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-voce-assistiu-a-transformacao-da-cena-brasileira-o-que-ainda-falta-mudar

Como esta autonomia de carreira permite que você crie mais livremente? Fale sobre a relação entre ser independente e o processo de criação.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-como-esta-autonomia-de-carreira-permite-que-voce-crie-mais-livremente

Quais os próximos projetos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/tata-aeroplano-2018-quais-os-proximos-projetos

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Alma de Gato – Faixa a faixa

Vida Fodona #568: Só tem música de 2018

vf568

Pra aproveitar esse domingo de sol…

Rodrigo Campos – “Clareza”
Ava Rocha – “Maré Erê”
Melody’s Echo Chamber – “Visions of Someone Special, On a Wall of Reflections”
Tatá Aeroplano – “Os Novos Baianos Sapateiam Na Garoa dos Sex Pistols”
Stephen Malkmus + The Jicks – “Kite”
Marcelo Cabral + Ná Ozzetti – “Osso e Sol”
Bixiga 70 – “Pedra de Raio”
Glue Trip – “Time Lapses”
E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – “Como Aquilo Que Não Se Repete”
Spiritualized – “Let’s Dance”
Elza Soares + Edgar – “Exú nas Escolas”
Djonga – “Atípico”
Blood Orange – “Take Your Time”
Betina + Boogarins – “Ruido Tropical”
Gorillaz – “Magic City”
Mombojó – “Ontem Quis”

M. Takara e Valério no CCSP

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Neste sábado, Maurício Takara lança seu novo EP Música Resiliente Para Pessoas e Lugares na mesma apresentação que o Valério, de Guarulhos, também lança o seu, Meio do Céu. Os shows começam às 19h (mais informações aqui).

Metá Metá: Ojo Aje

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As segundas de setembro no Centro da Terra ficam na mão do grupo Metá Metá, que volta à sua formação inicial – o trio composto por Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França – para começar a pensar no quarto álbum. O grupo lançou o ótimo MM3 há dois anos e não parou quieto, tanto fazendo shows pelo Brasil ou turnês pelo exterior, quanto tocando trabalhos paralelos que seus três integrantes agitam paralelamente. Agora é hora de parar e, na frente do público, começar a rascunhar o que pode se tornar o próximo disco na temporada Ojo Aje, concebida para a sessão Segundamente desde seu título (“segunda-feira”, em iorubá). Há algumas intenções pré-determinadas, mas tudo pode acontecer no decorrer deste intenso setembro de 2018 que começa a se descortinar em frente aos nossos olhos. Conversei com os três sobre esta nova temporada e o que podemos esperar deste novo momento do grupo.

O que você fez após o lançamento do disco MM3?
Juçara:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-o-que-voce-fez-apos-o-lancamento-do-disco-mm3
Kiko:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-o-que-voce-fez-apos-o-lancamento-do-disco-mm3-1
Thiago:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-o-que-voce-fez-apos-o-lancamento-do-disco-mm3-2

Como vocês começaram a pensar que era a hora de fazer um quarto disco da banda?
Thiago:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-como-voces-comecaram-a-pensar-que-era-a-hora-de-fazer-um-quarto-disco-da-banda
Juçara:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-como-voces-comecaram-a-pensar-que-era-a-hora-de-fazer-um-quarto-disco-da-banda-1
Kiko:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-como-voces-comecaram-a-pensar-que-era-a-hora-de-fazer-um-quarto-disco-da-banda-2

A temporada é só vocês três. Qual a importância de se trabalhar a três?
Kiko:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-a-temporada-e-so-voces-tres-qual-a-importancia-de-se-trabalhar-a-tres

A temporada pretende reproduzir a dinâmica entre vocês três? É um ensaio aberto?
Thiago:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-a-temporada-pretende-reproduzir-a-dinamica-entre-voces-tres-e-um-ensaio-aberto

Como é fazer o Metá Metá voltar a ser um trio, depois da consolidação do formato banda?
Juçara:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-como-e-fazer-o-meta-meta-voltar-a-ser-um-trio-depois-da-consolidacao-do-formato-banda

A temporada deve refletir as tensões políticas pelas quais o país vem passado?
Kiko:
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-a-temporada-deve-refletir-as-tensoes-politicas-pelas-quais-o-pais-vem-passado

Qual a diferença entre realizar este tipo de experimento diante do público e não em uma sala de ensaio?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-qual-a-diferenca-entre-realizar-isto-diante-do-publico-e-nao-em-uma-sala-de-ensaio

O que o público pode esperar desta temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-o-que-o-publico-pode-esperar-da-temporada

Você vai tocar só violão ou vai usar guitarra nos shows da temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-voce-vai-tocar-so-violao-ou-vai-usar-guitarra-nos-shows-da-temporada

Que instrumentos você vai tocar nesta temporada?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/meta-meta-que-instrumentos-voce-vai-tocar-nesta-temporada

Mombojó 2018: “Sem razão, nem asas”

mombojo-2018

Com dois de seus integrantes morando em São Paulo, dois no Recife e um no sul da Bahia, o grupo Mombojó inevitavelmente entrou num estágio de hibernação. Foi o período em que lançaram a colaboração com a vocalista do Stereolab Laetitia Sadier e que o vocalista Felipe S. lançou seu primeiro disco solo, mas também foi o tempo para arquitetarem uma volta que os tornasse viáveis como integrantes de uma banda mesmo com as distâncias geográficas no meio. Pioneiro no uso da internet para publicar seu trabalho, o grupo agora vem usando a rede para encurtar estas conexões e anuncia o sexto disco da banda, MMBJ12, que será lançado uma canção por vez até completar doze faixas no ano que vem. O primeiro single é a faixa “Ontem Quis”, que antecipa uma pequena turnê que o grupo faz entre setembro e outubro, passando pelo Rio de Janeiro (dia 11), Belo Horizonte (dia 12), São Paulo (dia 20) e Recife (dia 5).

Bati um papo com o Felipe sobre esta nova fase do grupo, que aproveitou para fazer um balanço destes anos no Mombojó.

Como aconteceu esta volta do Mombojó? Há quanto tempo vocês estavam parados?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-como-aconteceu-esta-volta-do-mombojo-ha-quanto-tempo-voces-estavam-parados

Como vocês farão nesta nova fase, ainda mais morando em estados diferentes?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-como-voces-fazer-nesta-nova-fase-ainda-mais-morando-em-estados-diferentes

O ciclo com Laetitia Sadier foi concluído?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-o-ciclo-com-laetitia-sadier-foi-concluido

O quanto o sucesso do Del Rey atrapalhou a boa fase do Mombojó?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-o-quanto-o-sucesso-do-del-rey-atrapalhou-a-boa-fase-do-mombojo

Vocês são digitais desde que surgiram. Ainda faz sentido prensar um disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-voces-sao-digitais-desde-que-surgiram-ainda-faz-sentido-prensar-um-disco

Você continua fazendo seu trabalho solo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-voce-continua-com-seu-trabalho-solo

Como você vê as mudanças no mercado independente desde que vocês começaram?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-como-voce-ve-as-mudancas-no-mercado-independente-desde-que-comecaram

E os shows?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mombojo-2018-ha-previsao-de-shows

mombojo2018

Eminem não está pra brincadeira

eminem-kamikaze

Eminem lançou Kamikaze, com a capa que homenageia o primeiro disco dos Beastie Boys, sem qualquer anúncio anterior – e a surpresa do lançamento é equivalente à qualidade de suas novas rimas – é seu melhor disco desde Eminem Show, lançado há quase dezesseis anos. O cara não tá pra brincadeira.

Bolerinho no CCSP

bolerinho-

O grupo pop formado por Luísa Toller e pelas irmãs Maria e Marina Beraldo Bastos está lançando seu primeiro disco depois de quase uma década em atividade e apresenta-se nesta quinta-feira no CCSP, a partir das 21h (mais informações aqui).