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Tudo Tanto #49: Psicodelia de Natal

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Bati um papo com Bento Araújo, do Poeira Zine, sobre o novo volume de seu livro Lindo Sonho Delirante na minha coluna Tudo Tanto desta semana – e fica a dica como presente de Natal para quem gosta de música brasileira – leia aqui.

Começando 2019 por Pernambuco

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A quarta edição do festival pernambucano Guaiamum Treloso Rural, que acontece no dia 9 de fevereiro do ano que vem, em Camaragibe (na região metropolitana do Recife) fechou sua escalação ao anunciar as presenças do rapper carioca BK (foto), da psicodelia capixaba do My Magical Glowing Lens, da novidade potiguar Luisa e Os Alquimistas e o músico pernambucano Escurinho, que se juntam aos artistas Cordel do Fogo Encantado, Jaloo, Carne Doce, MC Carol, Ana Frango Elétrico e Marrakesh – um bom apanhado na cena de midstream brasileira, já começando o ano temperando bem para todos os lados. O festival acontece na Fazenda Bem-Te-Vi e os ingressos já estão à venda (mais informações no site do festival).

Um novo rumo para o ATR

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“Começamos a experimentar a música eletrônica desde o começo da banda, com elementos ainda tímidos”, me explica Eduardo Porto, baterista da banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas, que agora atende apenas pela sigla ATR. Concluindo o EP Mood, que foi lançado parceladamente, na semana passada, ao mostrar a última faixa “Midnight Sunset”, o trio também conclui sua transformação instrumental rumo à eletrônica. “No último lançamento, porém, o compacto “Midi” (de 2017) mergulhamos mais em timbres e descobertas dentro desse universo, com sintetizadores e também bateria eletrônica, somados à guitarra e bateria acústica. No Mood sinto que achamos o que a gente procurava, as composições saíram mais naturalmente, em três dias de imersão num sítio em Piratininga, no interior de São Paulo. Hoje o show é inteiro com a bateria acústica triggada, que soma em todas as músicas os timbres eletrônicos. O Gustavo (Koshikumo) reveza entre guitarra e sintetizador e o Juliano (Parreira) entre baixo e synthbass, assim como acontece nas 4 faixas do EP”.

A mudança alterou completamente o horizonte do grupo e o coloca em um cenário que flutua entre a house francesa e a cena eletrônica da Califórnia, fazendo-o soar mais tranquilo e suave, mesmos nos momentos mais intensos. E mostra os caminhos para o próximo disco: “O EP já dá indícios do que gostamos dentro do universo da música eletrônica, mas pretendemos explorar ainda mais e faremos isso junto a várias pessoas”, continua Eduardo, que explica que o álbum do ano que vem deve assumir esta tendência e aproximará o grupo de vocalistas convidados – e ele já antecipa alguns nomes: “Liniker, Tássia Reis, Zé Vito, Linn da Quebrada, Sara Donato…” Promete.

Vida Fodona #579: Um Vida Fodona tranquilo

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Ciclos se fechando ao fim de 2018.

Serge Gainsbourg – “69 Annee Erotique”
Yo La Tengo – “Shadows”
Maurício Pereira – “Os Amigos ou O Coração é Um Órgão”
Lambchop – “Up with the People”
Metá Metá – “Toque Certeiro”
Djonga – “De Lá”
Blood Orange – “Charcoal Baby”
The Internet – “Look What U Started”
Arctic Monkeys – “One Point Perspective”
Sonic Youth – “Incinerate”
New Order – “Age of Consent”
Kinks – “People Take Pictures of Each Other”
Boogarins – “Mario de Andrade/Selvagem”
Buzzcocks – “What Do I Get?”
Outkast – “Behold a Lady”
Kanye West + Pusha T- “Runaway”
Lorde – “Tennis Court”

O momento em que o Joy Division virou o New Order

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A gravadora norte-americana Rhino anunciou o relançamento do primeiro disco do New Order, Movement, em uma caixa de discos em versão deluxe – Movement (Definitive Edition) reúne quatro registros que mostram a transformação da banda a partir da morte do vocalista do Joy Division, Ian Curtis – o disco original, dois discos com demos e versões alternativas e um DVD com gravações ao vivo da banda, tanto íntegras de shows quanto programas de TV -, além do vinil com o Movement original, revisitando a arte imaginada pelo designer Peter Saville e um livro de capa dura. O lançamento da caixa acontece no dia 5 de abril e será antecedido por quatro compactos que recriam os quatro singles que a banda lançou à época: “Ceremony (version 1)” com “In a Lonely Place” no lado B (lançado em março de 1981), “Ceremony (version 2)” também pareada com “In a Lonely Place” (relançado no final daquele ano), “Everything’s Gone Green” com “Cries And Whispers” e “Mesh” no lado B (lançado em setembro de 1981) e “Temptation” com “Hurt” no lado B (lançado em maio de 1982).

LP /CD (o disco original)
“Dreams Never End”
“Truth”
“Senses”
“Chosen Time”
“ICB”
“The Him”
“Doubts Even Here”
“Denial”

CD2 (faixas inéditas)
“Dreams Never End (Western Works Demo)”
“Homage (Western Works Demo)”
“Ceremony (Western Works Demo)”
“Truth (Western Works Demo)”
“Are You Ready For This? (Western Works Demo)”
“The Him (Cargo Demo)”
“Senses (Cargo Demo)”
“Truth (Cargo Demo)”
“Dreams Never End (Cargo Demo)”
“Mesh (Cargo Demo)”
“ICB (Cargo Demo)”
“Procession (Cargo Demo)”
“Cries And Whispers (Cargo Demo)”
“Doubts Even Here (Instrumental) (Cargo Demo)”
“Ceremony (1st Mix – Ceremony Sessions)”
“Temptation (Alternative 7″)”
“Procession (Rehearsal Recording)”
“Chosen Time (Rehearsal Recording)”

DVD
Shows
Hurrah’s, NY, 1980
“In A Lonely Place”
“Procession”
“Dreams Never End”
“Mesh”
“Truth”
“Cries & Whispers”
“Denial”
“Ceremony”

Gravado no dia 27 de setembro de 1980.

Peppermint Lounge, NY, 1981
“In A Lonely Place”
“Dreams Never End”
“Chosen Time”
“ICB”
“Senses”
“Denial”
“Everything’s Gone Green”
“Hurt (instrumental)”
“Temptation”

Programas de TV
Granada Studios, 1981
“Doubts Even Here”
“The Him”
“Procession”
“Senses”
“Denial”

BBC Riverside, 1982
“Temptation”
“Chosen Time”
“Procession”
“Hurt (instrumental)”
“Senses”
“Denial”
“In A Lonely Place”

Extras
“Ceremony”, CoManCHE Student Union, 1981
“In A Lonely Place”, Toronto, 1981
“Temptation”, Soul Kitchen, Newcastle, 1982
“Hurt Le Palace”, Paris, 1982
“Procession” Le Palace, Paris, 1982
“Chosen Time”, Pennies, 1982
“Truth”, The Haçienda, 1983
“ICB”, Minneapolis, 1983

A década eletrônica do Lambchop

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O Lambchop de Kurt Wagner segue explorando as fronteiras digitais em seu próximo disco, que será lançado em março do ano que vem. Como os dois discos mais recentes do grupo – o Mr. M de 2012 e o Flotus de 2016, ambos trabalhados no vocoder e inspirados pelo hip hop e o R&B desta década -, seu próximo álbum This (Is What I Wanted to Tell You), agendado para ser lançado em março de 2019, foi composto ao lado do irmão de Matthew McCaughan, dono da gravadora Merge, que já produziu discos do Bon Iver e dos Proclivities. Os dois trocavam arquivos à distância: Matt mandava bases sintetizadas para as canções escritas por Wagner e aos poucos o disco ia sendo composto. “The December-ish You”, o primeiro single do novo álbum, recém-lançado, dá uma prévia do que vem por aí.

Acima você vê a capa do disco (que já está em pré-venda) e abaixo, a ordem das faixas.

“The New Isn’t So You Anymore”
“Crosswords, Or What This Says About You”
“Everything For You”
“The Lasting Last Of You”
“The Air Is Heavy And I Should Be Listening To You”
“The December-ish You”
“This Is What I Wanted To Tell You”
“Flower”

Tudo Tanto #48: Lojas que relançam clássicos em vinil

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A nova edição para o único e raro disco de Amado Maita, relançado pela Patuá Discos em vinil com uma tiragem superior à que ele teve na época, é um dos exemplos desta nova tendência que mostra lojas de discos brasileiras em busca de clássico ou raridades de nosso passado musical para eternizá-los em vinil – escrevi sobre isso em minha coluna Tudo Tanto desta semana, leia aqui.

Letrux e Mãeana no Centro Cultural São Paulo

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As musas cariocas Letrux e Mãeana unem suas forças no espetáculo Bruxas nesta sexta e cantam PJ Harvey, Rita Lee, Ângela Rô Rô e outras deusas esotéricas da música popular no último espetáculo da curadoria de música do Centro Cultural São Paulo em 2018, na Sala Adoniran Barbosa, a partir das 21h (mais informações aqui).

Cine Doppelgänger: Brasil aos Pedaços

15 de dezembro: O Som ao Redor (2012) e Trabalhar Cansa (2011)

15 de dezembro: O Som ao Redor (2012) e Trabalhar Cansa (2011)

Neste sábado temos a última sessão de 2018 do Cine Doppelgänger, que faço junto com a Joyce Pais do Cinemascope, na Casa Guilherme de Almeida: uma sessão dupla de cinema de graça seguida de um debate sobre os pontos em comum entre os dois filmes. Desta vez reunimos os brasileiros O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho, e Trabalhar Cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra, filmes contemporâneos jogam luzes sinistras sobre este país dividido que nos acostumamos a se referir como um só. O primeiro filme, O Som ao Redor, começa às 11h em ponto e o segundo, Trabalhar Cansa, às 14h, para que o debate comece perto das 16h30. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Casa Guilherme (e tem mais informações sobre a sessão aqui). Vamos lá?