O cantor e compositor paulista Tatá Aeroplano mostra seu disco mais recente, Alma de Gato (um dos melhores discos do ano passado), nesta quinta, a partir das 21h, com formação completa: Junior Boca na guitarra, Bruno Buarque na bateria e Dustan Gallas no baixo, além do Lenis Rino na percussão, o Berna no som e as participações de Malu Maria, Luiz Romero, Ciça Góes, Beto Antunes, Daniel Perroni Ratto e Abelha Psicodélica (mais informações aqui). Vai ser demais!
Que notícia foda pra começar o ano! Tanto o mítico power trio punk dos anos 90 Sleater-Kinney quanto a maravilhosa guitarrista St. Vincent deram a notícia por suas respectivas contas no Twitter que esta última irá produzir o novo disco das primeiras.
É o primeiro álbum das Sleater-Kinney desde No Cities to Love, que marcou a volta delas em 2015 depois de quase uma década fora da ativa. “Sempre planejamos voltar ao estúdio – era só uma questão de quando. Se há um princípio geral para este disco, é que as ferramentas que estávamos usando se provaram inadequadas. Então fomos procurar novas, tanto metaforicamente quanto literalmente”, disse a guitarrista Carrie Brownstein ao site da NPR. Ou seja: St. Vincent irá entortar timbres e riffs do trio feminino mais foda do rock norte-americano. E ela já dava pistas de sua aproximação com elas quando publicou, há um ano, um vídeo fazendo uma versão da canção do grupo “Modern Girl”.
A banda baiana Maglore entra em 2019, o ano em que completa 10 anos em atividade, lançando a deliciosa “Me Deixa Legal” remixada pelo produtor paulista Deeplick. É aquele remix que só realça as qualidades da música pra deixá-la pronta para o calor desse verão.
Jorja Smith – “The One”
Duda Beat – “Bixinho”
Raffa Moreira – “Bro”
Liniker – “Lava”
Nação Zumbi + BaianaSystem – “Alfazema”
Brockhampton – “San Marcos”
Sara Não Tem Nome – “Cidadão de Bens”
Norah Jones + Jeff Tweedy – “Wintertime”
Lady Gaga – “Always Remember Us This Way”
Bonifrate – “Alfa Crucis”
Jpegmafia – “Macaulay Culkin”
Elza Soares + Edgar – “Exu nas Escolas”
Ava Rocha – “Joana Dark”
Orchestra Santa Massa – “A Casta”
MC Carol + Heavy Baile – “Marielle Franco (Desabafo)”
Pabllo Vittar – “Problema Seu”
Guizado + Negro Leo + Andrea Merkel – “Modern Fears”
David Byrne – “I Dance Like This”
Gorillaz + George Benson – “Humility”
Brisa Flow – “Grillz”
Emicida – “Inácio da Catingueira”
Stephen Malkmus + Kim Gordon – “Refute”
Childish Gambino – “This is America”
Criolo – “Boca de Lobo”
Baco Exu do Blues + Tuyo – “Flamingos”
Billie Eilish – “You Should See Me in a Crown”
Courtney Barnett – “Need a Little Time”
Rincon Sapiência – “Placo”
Saulo Duarte – “Avante Delírio”
Baggios + Céu – “Bem-Te-Vi”
Kassin – “Relax”
BK’ – “Porcentos”
Malu Maria – “Diamantes na Pista”
Ariana Grande – “Thank U, Next”
Lupe de Lupe – “Midas”
FBC – “Contradições”
MC Loma e as Gêmeas Lacração – “Envolvimento”
Cat Power + Lana Del Rey – “Woman”
Teto Preto – “Pedra Preta”
Nicki Minaj – “Barbie Dreams”
Drake – “Nice for What”
Cardi B + Bad Bunny + J Balvin- “I Like It”
Sophie – “Immaterial”
Caroline Rose – “Jeannie Becomes a Mom”
Juliano Gauche – “Pedaço de Mim”
Maria Beraldo- “Da Menor Importância”
Brockhampton – “New Orleans”
Ventre – “Pulmão/Alfinete”
Elza Soares – “Banho”
Luiza Lian – “Iarinhas”
Gilberto Gil – “Quatro Pedacinhos”
Janelle Monáe – “Make Me Feel”
Disclosure – “Moonlight”
Rosalía – “Malamente (Cap.1: Augurio)”
The Carters – “Apeshit”
Lana Del Rey – “Venice Bitch”
Yma – “Par de Olhos”
Gilberto Gil + Yamandu Costa – “Yamandu”
Jay Rock + Kendrick Lamar + Future + James Blake – “King’s Dead”
Kali Uchis – “Miami”
Arctic Monkeys – “One Point Perspective”
The Internet – “Come Over”
Arctic Monkeys – “Four Out of Five”
Courtney Barnett – “Crippling Self Doubt and a General Lack of Self Confidence”
Blood Orange – “Charcoal Baby”
Gilberto Gil – “Na Real”
Luiza Lian – “Azul Moderno”
Arctic Monkeys – “Star Treatment”
Ava Rocha – “Periférica”
Kali Uchis – “Just a Stranger”
Maurício Pereira – “Outono no Sudeste”
Gui Amabis – “Miopia”
The Carters – “Heard About Us”
Gilberto Gil – “Ok Ok Ok”
The Internet – “Roll (Burbank Funk)”
A clássica banda de rock progressivo paulistana Violeta de Outono se apresenta neste sábado, às 19h, e domingo, às 18h, no Centro Cultural São Paulo tocando seus dois primeiros discos com a formação clássica: Fabio Golfetti na guitarra, Angelo Pastorello no baixo e Cláudio Souza na bateria (mais informações aqui).
Jards Macalé está começando a mostrar seu novo trabalho (a partir do single de “Trevas”, lançado nesta sexta), o primeiro disco de inéditas que faz em vinte anos, produzido por Thomas Harres e Kiko Dinucci com direção artística do Rômulo Froes, que conta com as presenças de Tim Bernardes, Rodrigo Campos, Ava Rocha, Juçara Marçal, Thiago França, Clima e Luê, entre outros. O disco sairá em fevereiro e eu conversei com o Kiko sobre como foi trabalhar com o mestre na edição dessa sexta-feira da minha coluna Tudo Tanto no site Reverb – lê lá.
Yma me convidou para escrever o texto de apresentação de seu belo disco de estreia, Par de Olhos, lançado nesta sexta-feira, uma viagem onírica que fica entre a psicodelia noir, o vintage anos 80 e um certo ar de mistério.
Uma guitarra torta rasga o horizonte como um raio em câmera lenta numa noite fria – mas não há sinal de chuva. Bateria e baixo marcam o andamento, ponteado por outra guitarra, à espreita, dedilhada, como se soubesse de algo que não podemos saber. É uma canção dos anos 80 e também é uma viagem de carro à noite, o vento batendo no rosto enquanto mistura camadas de emoções num mesmo bloco de sentimentos. “Seus olhos no escuro, dançando pelo avesso, as paredes se derretem devagar”, a doce voz de Yma sussurra a melodia principal desta introdução, acrescentando uma inusitada psicodelia noir àquela cena. Não há estrada nem horizonte, apenas um quarto no escuro e todo o imaginário evocado pela canção é ilusão. “Tenho medo de você evaporar”, ela canta na introdução deste primeiro disco, “Par de Olhos”, lançado bem no começo de 2019, deixando claro que estamos entrando num território onírico.
O disco de estreia da cantora e compositora paulistana começa de verdade na segunda faixa, que batiza o álbum. Todos os elementos que formam a dissimulada vinheta “Evaporar” se realinham criando uma atmosfera completamente diferente, que mantém-se moderna e retrô sem medo da contradição. A psicodelia noir, o romantismo anos 80, a guitarra dedilhada, o ar de fantasia, o baixo e a bateria de uma canção de amor – e até a guitarra de um dos convidados, o líder do Cidadão Instigado Fernando Catatau. A canção “Par de Olhos” brinca com o flerte para hipnotizar o ouvinte rumo a um território estranho e familiar, impreciso e reconfortante, como um predador que encanta a presa para que ela não perceba o que está para acontecer.
O clima de sonho é determinante para este primeiro registro de Yma. “Há uma exploração do universo onírico, em que eu uso os mecanismos do mundo dos sonhos para distorcer – e dar graça – às situações cotidianas que me inspiram a escrever”, explica. “O mistério sempre me instigou, e por mais que tenhamos o sentido da visão, acredito não sermos capaz de enxergar tudo que está à nossa volta. Gosto de interpretar as lacunas do que está por trás da vista imediata, buscar o imaterial. Talvez esta seja a melhor definição de Par de Olhos, essa tentativa de investigar os cantos escuros da realidade”.
O disco continua com a já conhecida “Vampiro”, uma das três faixas que Yma já havia lançado antes deste primeiro registro oficial. O ar de estranheza melancólica desta canção apresentou-a a um público maior, transformando-a em hit online, que ainda emplacou “Sabiá” e “Summer Lover” (que não estão no álbum), criando um pequeno séquito de fãs que a acompanha para onde for. Apesar das referências oitentista e do ar retrô (ou talvez justamente por isso), seu público é majoritariamente adolescente, que encontra-se na doce rebeldia de suas letras “Acho até que eu perdi o meu caminho e eu não quero voltar, porque aqui eu sou normal”, canta entre a inocência e o blasé, “vamos fugir junto que o tempo é curto e eu não quero mais morrer, eu quero dançar com você…”
Produzido por Fernando Rischbieter, que também é guitarrista, toca teclados e dirige musicalmente o trabalho ao lado de Yma, Par de Olhos conta com uma banda formada por Uiu Lopes no baixo, Dreg na guitarra, Leon nos synths e Marco Trintinalha na bateria, além de synths da própria vocalista e compositora e participações de músicos como Gustavo Ruiz, Zé Ruivo, Gongom, João Antunes e Elísio Freitas. Nascida em São Paulo, a cantora e compositora tem formação erudita, mas sua queda pelo pop a trouxe para este universo musical fluido, que segue em outras paragens musicais, misturando sempre a sensação de familiaridade com a de vazio e costura existencialismos que se refletem em canções que vão da pista de dança (“Shake It”) à praia (“Sun and Soul”, um dueto delicioso com o vocalista Lau, do grupo Lau e Eu), do cemitério (“Colapso Invisível”) ao espaço sideral (“Nowhere Here”), encerrando com a absorta “Pequenos Rios”, composta ao lado de César Lacerda. “As luzes da cidade que cobrem essa noite, eu quero te levar comigo”, ela segue cantando, lembrando que tudo é ilusão, “as sombras nas paredes, os passos em silêncio, eu quero te guardar comigo”.
Feliz ano novo! E a primeira apresentação de 2019 no CCSP é o músico paulistano Bruno Bruni, autor de um dos melhores discos do ano passado, que sobe ao palco da Adoniran Barbosa com uma big band de dez músicos (mais informações aqui). Um gostinho do pop torto do garoto-prodígio pode ser visto nesta versão ao vivo para sua “Uh Ah Oh”, nesse vídeo de um show que ele deu em agosto do ano passado.
Depois de dar sinal de vida em 2018 com o single de “Free Yourself”, os Chemical Brothers anunciam novo álbum, chamado No Geography, ainda para este semestre – e o novo single, “Mah”, cujo clipe foi filmado na apresentação da dupla formada por Tom Rowlands e Ed Simons no Alexandra Palace, em Londres, canaliza a raiva e a angústia do mundo citando o discurso épico do personagem Howard Beale, do filme Rede de Intrigas, de 1976.
Ainda sem data de lançamento, Lana Del Rey anuncia o título de seu próximo álbum, Norman Fucking Rockwell, e mais uma balada arrebatadora para preparar terreno para a chegada do álbum, com o gigantesco título “Hope is a Dangerous Thing for a Woman Like Me to Have – but I Have It”.