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Froid no CCSP

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O rapper Froid vem de Brasília para mostrar seu disco mais recente, Teoria do Ciclo da Água, neste domingo, às 18h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).

Emicida 2019: “Que nunca foi sorte, sempre foi Exu”

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O rapper Emicida lança o primeiro single de seu próximo disco, Permita Que Eu Fale: “Eminência Parda”, produzido pelo Nave e com participações de Jé Santiago, Dona Onete e Papillon, dá o tom do novo álbum, uma resposta evidente ao caos institucional que o atual desgoverno tem implementado no país.

Kamau: Trecho

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Maior orgulho de trazer para o palco do Centro da Terra, o grande rapper paulistano Kamau, que toma conta de duas terças-feiras de maio no teatro do Sumaré. Em sua minitemporada Trecho, ele convida, no dia 7, o DJ Nyack, e no dia 14, o DJ Erick Jay, cada apresentação com um DJ diferente acompanhado da mesma banda, com Jhow Produz na bateria e teclado, Wesley Camilo nos teclados e vocais e Jeffe no vocal de apoio. As apresentações conversam com o tema de seu próximo disco e eu conversei com ele sobre como serão estes dois shows (mais informações aqui).

Todo o Disco: Maurício Pereira e seu Outono no Sudeste

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Nesta quarta-feira, dia 8 de maio, às 20h, converso com Maurício Pereira sobre o ótimo disco que ele lançou ano passado, Outono no Sudeste, no segundo encontro da nova safra da série Todo o Disco, que agora acontecem no Lab Mundo Pensante, ali no Bixiga. Em duas horas, vamos dissecar o conjunto de canções – na primeira conversamos sobre a concepção, a composição, a produção e o lançamento para na segunda hora ouvirmos o disco com comentários faixa a faixa do próprio Maurício. As inscrições podem ser feitas por aqui e você pode confirmar sua presença aqui.

Quando Douglas Germano encontrou Aldir Blanc

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O sambista paulista Douglas Germano antecipa o lançamento de seu próximo álbum, Escumalha, mostrando a parceria com o antológico letrista carioca Aldir Blanc, “Valhacouto”, uma faca no pescoço desta nova ordem de merda que assola o país. Abre o caminho, Douglas!

“Valhacouto”
(Douglas Germano / Aldir Blanc)

Foi na Alemanha
que a escumalha
fez armas virarem leis
Em vales de lama
onde a canalha
roubava vidas sem talvez
É um valhacouto:
sangue e mentiras
vitória da insensatez
Crianças matando
imitando tiras…
Vale da morte, estupidez
Chacais arrancando na marra valor
de gente que nem trabalhou…
Escroques, laranjas, fantasmas, vilões
um horror
A eterna irmandade do mal
a bandalha metralha revezando a vez
Se é duro prender um bandido
imaginem três, seis, MIL!
Quero danças sobre as ruínas
dos reinos da escuridão
Riam, riam, o circo começou a lamber
Eu quero beber pelas esquinas
reza, rimas
Mas vou precisar de vocês!
Foi na Alemanha
que a escumalha
fez armas virarem leis
Entraram na guerra
pensando em mil anos
– a arrogância durou seis…

Thomas Harres: Soños

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Maior prazer em ter como dono das segundas-feiras de maio o baterista e percussionista carioca Thomas Harres, que sempre me instigou como um autor, mesmo estando ao fundo, segurando a batida ou esmerilhando o ritmo em diferentes cenários da atual cena contemporânea brasileira, tocando com nomes como Gal Costa, Gilberto Gil, Céu, Anelis Assumpção, Ava Rocha e Jards Macalé, além de ter colaborado com Metá Metá, JosyAra, Rodrigo Ogi, Saulo Duarte, entre outros. Filho do mítico astrólogo Antonio Carlos Bola, ele deixou as ciências ocultas guiarem a temporada ao misturar música e astrologia, evocando os quatro elementos em cada segunda-feira a partir do desenho do céu daquela noite, nesta temporada que chamou de Soños. Na primeira segunda-feira, dia 6, que ele chamou de A Pele, ele se reúne a outros sete percussionistas (Kastrup, Fumaça, Victória dos Santos, Rodrigo Maré, Pablo Carvalho e Pacato) e Negro Leo nos vocais e Manuela Eichner fazendo colagens ao vivo. Na segunda segunda-feira, dia 13, ele vai ao oriente com uma caravana cigana formada por Ava Rocha (dançando), Thiago França (sopros), Fabio Sá (baixo e sampler), Dudu Tsuda (bacias e piesos), Klaus Sena (baixo cigano) e Igor Caracas (percussão), numa noite que chama de A Manifestação. No dia 20, ele se reúne com a vocalista Lenna Bahule e a percussionista Sthe Araujo para a noite Água Ardente, encerrando a temporada no dia 27, ao lado de Kiko Dinucci e Juçara Marçal, revivendo a única colaboração do trio, Abismo, gravada em estúdio e nunca mais reproduzida, com artes feitas por Lucas Pires. Durante toda a temporada, o irmão de Thomas, Alberto Harres, trabalha com a parte visual do espetáculo, misturando projeções, colagens e algoritmos de computador. Conversei com Thomas sobre esta temporada e abaixo ele detalha a vibração de cada segunda-feira (mais informações aqui).

O Fogo, a Terra, a Água e o Ar estarão presentes. Um pacto com a calma de ouvir o outro quando a mente insiste em partir. Olhar para dentro e acordar!

6.5 | A Pele
Lua e Marte em Gêmeos, os tambores elevam a mensagem com os céus. Um palco geminado por peles que tocam peles e ressoam seus sonhos em forma de ritmo.

Uma conversa inconsciente, profunda, sincera.

Uma mensagem carregada pelas gerações dos antigos ao mais novos pelo tambor.

A voz rasga e talha a carne das almas.

Manuela Eichner: colagens ao vivo
Alberto Harres: intervenção visual
Negro Leo: voz
Kastrup: percussão
Fumaça: percussão
Victória dos Santos: percussão
Rodrigo Maré: percussão
Pablo Carvalho: percussão
Pacato: percussão
Thomas Harres: percussão

13.5 | A Manifestação
Lua e Lilith em Virgem, o sonho do corpo em movimento, entidades se manifestam e celebram os corpos que sustentam seus símbolos. O barro da onde a vida fez seu berço.

A roda que na lama nada carrega o comboio, leva seu ritmo e gira tranquilo.

Ava Rocha: dança
Alberto Harres: intervenção visual
Thiago França: sopros
Fabio Sá: baixo e sampler
Dudu Tsuda: bacias e piesos
Klaus Sena: baixo cigano
Igor Caracas: percussão
Thomas Harres: percussão

20.5 | Água Ardente
Lua e Júpiter em Sagitário, destilar a voz, reduzir o sonho e o sumo da alma. Lavar a alma. A água que queima a garganta, traz o absurdo e expulsa a angústia.

Um mergulho do canto de dor e amor, natureza canta e ruge.

Lenna Bahule: voz
Sthe Araujo: voz e percussão
Thomas Harres: voz e percussão

27.5 | O Abismo
O Abismo. O Vazio.

Juçara Marçal: voz e synth
Kiko Dinucci: guitarra e sampler
Thomas Harres: bateria
Lucas Pires: arte