Froid no CCSP
O rapper Froid vem de Brasília para mostrar seu disco mais recente, Teoria do Ciclo da Água, neste domingo, às 18h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).
O rapper Froid vem de Brasília para mostrar seu disco mais recente, Teoria do Ciclo da Água, neste domingo, às 18h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).
Indies regozijai! Lúcio Ribeiro traz os irmãos Reid novamente para o Brasil dentro da sua programação Popload, quando o grupo Jesus & Mary Chain toca no Tropical Butantã no dia 27 do mês que vem no Tropical Butantã (mais informações aqui). Demais!
O grupo paulistano de pós-metal Labirinto lança seu novo álbum Divino Afflante Spiritu neste sábado, às 19h, no Centro Cultural São Paulo, quando também aproveitam para gravar o clipe da música “Eleh Ha Devarim” (mais informações aqui).
Na minha coluna Tudo Tanto desta semana, bati um papo com o onipresente Melvin Ribeiro, baixista do Carbona e Hill Valleys que já tocou com Autoramas, Los Hermanos e Lafayett, conta sua saga em um livro – leia lá no Reverb.
A barulhenta banda nova-iorquina A Place to Bury Strangers apresenta-se em duas sessões nesta quarta e quinta-feira no Centro Cultural São Paulo- é isso aí, abriu sessão extra! Mais informações aqui.
Maior orgulho de trazer para o palco do Centro da Terra, o grande rapper paulistano Kamau, que toma conta de duas terças-feiras de maio no teatro do Sumaré. Em sua minitemporada Trecho, ele convida, no dia 7, o DJ Nyack, e no dia 14, o DJ Erick Jay, cada apresentação com um DJ diferente acompanhado da mesma banda, com Jhow Produz na bateria e teclado, Wesley Camilo nos teclados e vocais e Jeffe no vocal de apoio. As apresentações conversam com o tema de seu próximo disco e eu conversei com ele sobre como serão estes dois shows (mais informações aqui).
Nesta quarta-feira, dia 8 de maio, às 20h, converso com Maurício Pereira sobre o ótimo disco que ele lançou ano passado, Outono no Sudeste, no segundo encontro da nova safra da série Todo o Disco, que agora acontecem no Lab Mundo Pensante, ali no Bixiga. Em duas horas, vamos dissecar o conjunto de canções – na primeira conversamos sobre a concepção, a composição, a produção e o lançamento para na segunda hora ouvirmos o disco com comentários faixa a faixa do próprio Maurício. As inscrições podem ser feitas por aqui e você pode confirmar sua presença aqui.
O sambista paulista Douglas Germano antecipa o lançamento de seu próximo álbum, Escumalha, mostrando a parceria com o antológico letrista carioca Aldir Blanc, “Valhacouto”, uma faca no pescoço desta nova ordem de merda que assola o país. Abre o caminho, Douglas!
“Valhacouto”
(Douglas Germano / Aldir Blanc)
Foi na Alemanha
que a escumalha
fez armas virarem leis
Em vales de lama
onde a canalha
roubava vidas sem talvez
É um valhacouto:
sangue e mentiras
vitória da insensatez
Crianças matando
imitando tiras…
Vale da morte, estupidez
Chacais arrancando na marra valor
de gente que nem trabalhou…
Escroques, laranjas, fantasmas, vilões
um horror
A eterna irmandade do mal
a bandalha metralha revezando a vez
Se é duro prender um bandido
imaginem três, seis, MIL!
Quero danças sobre as ruínas
dos reinos da escuridão
Riam, riam, o circo começou a lamber
Eu quero beber pelas esquinas
reza, rimas
Mas vou precisar de vocês!
Foi na Alemanha
que a escumalha
fez armas virarem leis
Entraram na guerra
pensando em mil anos
– a arrogância durou seis…
Maior prazer em ter como dono das segundas-feiras de maio o baterista e percussionista carioca Thomas Harres, que sempre me instigou como um autor, mesmo estando ao fundo, segurando a batida ou esmerilhando o ritmo em diferentes cenários da atual cena contemporânea brasileira, tocando com nomes como Gal Costa, Gilberto Gil, Céu, Anelis Assumpção, Ava Rocha e Jards Macalé, além de ter colaborado com Metá Metá, JosyAra, Rodrigo Ogi, Saulo Duarte, entre outros. Filho do mítico astrólogo Antonio Carlos Bola, ele deixou as ciências ocultas guiarem a temporada ao misturar música e astrologia, evocando os quatro elementos em cada segunda-feira a partir do desenho do céu daquela noite, nesta temporada que chamou de Soños. Na primeira segunda-feira, dia 6, que ele chamou de A Pele, ele se reúne a outros sete percussionistas (Kastrup, Fumaça, Victória dos Santos, Rodrigo Maré, Pablo Carvalho e Pacato) e Negro Leo nos vocais e Manuela Eichner fazendo colagens ao vivo. Na segunda segunda-feira, dia 13, ele vai ao oriente com uma caravana cigana formada por Ava Rocha (dançando), Thiago França (sopros), Fabio Sá (baixo e sampler), Dudu Tsuda (bacias e piesos), Klaus Sena (baixo cigano) e Igor Caracas (percussão), numa noite que chama de A Manifestação. No dia 20, ele se reúne com a vocalista Lenna Bahule e a percussionista Sthe Araujo para a noite Água Ardente, encerrando a temporada no dia 27, ao lado de Kiko Dinucci e Juçara Marçal, revivendo a única colaboração do trio, Abismo, gravada em estúdio e nunca mais reproduzida, com artes feitas por Lucas Pires. Durante toda a temporada, o irmão de Thomas, Alberto Harres, trabalha com a parte visual do espetáculo, misturando projeções, colagens e algoritmos de computador. Conversei com Thomas sobre esta temporada e abaixo ele detalha a vibração de cada segunda-feira (mais informações aqui).
O Fogo, a Terra, a Água e o Ar estarão presentes. Um pacto com a calma de ouvir o outro quando a mente insiste em partir. Olhar para dentro e acordar!
6.5 | A Pele
Lua e Marte em Gêmeos, os tambores elevam a mensagem com os céus. Um palco geminado por peles que tocam peles e ressoam seus sonhos em forma de ritmo.
Uma conversa inconsciente, profunda, sincera.
Uma mensagem carregada pelas gerações dos antigos ao mais novos pelo tambor.
A voz rasga e talha a carne das almas.
Manuela Eichner: colagens ao vivo
Alberto Harres: intervenção visual
Negro Leo: voz
Kastrup: percussão
Fumaça: percussão
Victória dos Santos: percussão
Rodrigo Maré: percussão
Pablo Carvalho: percussão
Pacato: percussão
Thomas Harres: percussão
13.5 | A Manifestação
Lua e Lilith em Virgem, o sonho do corpo em movimento, entidades se manifestam e celebram os corpos que sustentam seus símbolos. O barro da onde a vida fez seu berço.
A roda que na lama nada carrega o comboio, leva seu ritmo e gira tranquilo.
Ava Rocha: dança
Alberto Harres: intervenção visual
Thiago França: sopros
Fabio Sá: baixo e sampler
Dudu Tsuda: bacias e piesos
Klaus Sena: baixo cigano
Igor Caracas: percussão
Thomas Harres: percussão
20.5 | Água Ardente
Lua e Júpiter em Sagitário, destilar a voz, reduzir o sonho e o sumo da alma. Lavar a alma. A água que queima a garganta, traz o absurdo e expulsa a angústia.
Um mergulho do canto de dor e amor, natureza canta e ruge.
Lenna Bahule: voz
Sthe Araujo: voz e percussão
Thomas Harres: voz e percussão
27.5 | O Abismo
O Abismo. O Vazio.
Juçara Marçal: voz e synth
Kiko Dinucci: guitarra e sampler
Thomas Harres: bateria
Lucas Pires: arte