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Uma força chamada Angel Olsen

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Nossa querida musa desta década anuncia disco novo para o início de outubro (já em pré-venda) e começa a nova fase mostrando a irretocável faixa-título: “All Mirrors” é densa, épica, dramática, mágica.

Que canção. Que artista. Que bom tê-la de volta.

Vovô Bebê: Dentro da Selva

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Imensa satisfação em receber o projeto Vovô Bebê, capitaneado pelo músico, cantor e compositor carioca Pedro Dias Carneiro, que apresenta-se ao lado de Ana Frango Elétrico (vozes e efeitos), Guilherme Lírio (baixo) e Igor Caracas (bateria), além de convidar a mineira Juliana Perdigão, nesta terça-feira no Centro da Terra, às 20h (mais informações aqui). Conversei com ele sobre a apresentação que ele preparou para esta vinda para São Paulo.

Vida Fodona #598: Fiquem avisados

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Agosto vem aí.

Metronomy – “Walking In The Dark”
Gabriel Thomaz Trio – “Ruradélica”
Karina Buhr – “Chão de Estrelas”
Letrux – “Coisa Banho de Mar (Tin God Remix)”
Daft Punk – “Technologic (Knight Club Remix)”
Chromeo + Toro y Moi – “Come Alive”
Inner City – “Good Life”
Rádio Táxi – “Garota Dourada”
Steven Winwood – “Higher Love”
Cardigans – “Fine”
Céu – “O Morro Não Tem Vez”
João Bosco – “Cobra Criada”
Douglas Germano – “Valhacouto”
Gilberto Gil – “Extra II (O Roque Do Segurança)”
Chico Buarque + A Cor do Som – “Hino do Duran”

Juliana R. + Carla Boregas + M. Takara: Margem

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Texturas eletrônicas, elétricas e acústicas se encontram nesta segunda-feira, no Centro da Terra, quando recebemos com a maior satisfação o espetáculo Margem, a partir das 20h (mais informações aqui). Concebido por Juliana R., Maurício Takara (do Hurtmold) e Carla Boregas (do Rakta), a apresentação marca o terceiro encontro do trio no palco e conversei com a Juliana sobre o que esperar desta segunda-feira.

Gabriel Thomaz ♥ Supercordas

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“Eu fui jurado de um concurso musical em que o Supercordas concorria, quando ouvi a banda pela primeira vez. O prêmio era uma ajuda pra gravar um disco e acho que acabei ajudando a lançar alguma coisa deles por ter votado neles”, lembra Gabriel Thomaz, líder dos Autoramas, que usa o saudoso grupo psicodélico fluminense para lançar o primeiro registro de seu trio instrumental, Gabriel Thomaz Trio. O grupo começa a mostrar o disco de estreia, batizado de Babababa, que será lançado no dia 6 de setembro, com uma versão sem vocal para o hit indie “Ruradélica”, que na versão surf do trio de Gabriel vai à praia só até a beirinha pra ficar curtindo a brisa e o barulho das ondas.

“A melodia de ‘Ruradélica’ me pegou de jeito e assoviei essa música por anos e anos”, continua Gabriel. “Sempre a achei extremamente pop – e pop pra mim é um dos maiores elogios. Com essa versão tiramos ela do mato e trouxemos pra morar aqui com a gente na decoração space age”, diverte-se o guitarrista, que lidera o trio ao lado de Jairo Fajer (baixo) e Bruno Peras (bateria). Babababa será lançado no dia 6 de setembro.

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Karina Buhr: “Ânimo, valentia, coragem”

Foto: Priscila Buhr

Foto: Priscila Buhr

Ao pegar pesado nas duas músicas (“Sangue Frio” e “A Casa Caiu“) que usou para anunciar seu quarto disco solo Desmanche, que chega nessa sexta às plataformas digitais, Karina Buhr nos induziu a imaginar que ela viria com um disco agressivo e pesado, subindo o tom em relação ao disco anterior, o forte Selvática (2015). As duas músicas (mais “Temperos Destruidores”) formam apenas um dos sabores do álbum, que também se desmancha em doçura.

“Eu não pensei num tema pra fazer um disco”, ela me conta em uma troca de áudios por WhatsApp. “Fiz as músicas, as letras e ao pensar no nome, achei que Desmanche representava muito, porque ele tem uma coisa tanto de guerrear, de ser agressivo, de ir pra cima e buscar as coisas, o desmanche do país, o desmanche de carro, o imperativo do verbo desmanchar, como também tem uma tranquilidade, um bailar na festa, um carnaval, tem as duas coisas. Eu não parti do nome Desmanche pra criar o disco, mas não tem um tema, são um monte de coisas misturadas. E feminista todo meu disco vai ser, porque eu sou.”

O disco foi criado a partir da tríade que montou com o guitarrista Régis Damasceno (guitarrista do Cidadão Instigado e coprodutor do disco, que vem se reinventando musicalmente de uma forma bem interessante nos últimos anos) e o percussionista Maurício Badê. “Eu faço as músicas partindo da percussão, que é o meu instrumento”, ela me explica. “Não tem muita ordem na hora de fazer melodia ou letra, mas o ritmo tá sempre por perto, mesmo que eu não esteja com o tambor ali, eu toco na mesa, no que tiver, sempre com uma coisa rítmica junto.”

Esse sim é o tema musical de Desmanche, um disco com tambores que pulsam pesados ou com delicadas texturas rítmicas que sustentam os devaneios – alguns deliciosos, outros ríspidos – de Karina. “Nos outros discos, desde que comecei minha carreira solo, mas nos discos isso não aparecia. Eu tirava a percussão quase que totalmente, usava esse material pra mostrar pra banda pra criar os arranjos, mas depois os tambores saíam. E nesse disco resolvi mostrar essa percussão, tirar a bateria, deixar só a percussão. Eu trouxe pra frente e prum lugar de importância uma coisa que sempre foi fundamental, mas que na hora de mostrar e botar na rua, não aparecia.” Além de Badê e Damasceno, o disco conta com participações de outros músicos, como Mestre Nico, Isaar, Sthe Araújo, Lenis Rino, Victor Vieira Branco, Bernardo Pacheco e Max B. O., este último – atual parceiro de vida de Karina – coautor da ótima “Filme de Terror”, um “quase bolero” como diz Karina, que conta com a participação do MC.

“No disco eu aproveitei mais isso, no show vai ter umas bases, mas sou eu e Maurício Badê fazendo percussão”, continua falando sobre o show, que estreia no Sesc Pinheiros no próximo dia 3 (mais informações aqui). “Antes de começar meu trabalho solo, eu sempre cantei tocando percussão, e depois eu descobri essa coisa de cantar sem tocar e descobrir coisas com a voz, que é bem diferente de cantar sem o tamborzão pendurado. Principalmente a alfaia, que eu gosto muito de tocar, que é um tambor de quase dez quilos. Muda muito. Toco mais no show, mas não toco todas as músicas, Maurício faz as percussões e Régis toca guitarra e baixo, enquanto Charles Tixier faz MPC e uma ou outra coisa de teclado.” Aproveitei a deixa do lançamento e pedi para que ela dissecasse-o faixa a faixa.

Desmanche, faixa a faixa

“Sangue Frio”
“Fala sobre extermínio de pessoas pelo exército brasileiro e polícias e como brasileiros que não morrem se colocam diante disso. Ela faz parte – junto com ‘A Casa Caiu’ e ‘Temperos Destruidores’ – do grupo de músicas do disco onde usei o peso dos tambores e levadas influenciadas por caboclinhos e toré, misturando com coco e viradas de maracatu de forma livre e sobreposta criando um tipo de punk rock de tambor.”

“Amora”
“A romântica defeituosa do disco.”

“Lama”
“Caminhada psicodélica de palavras e tambores por Recife, nos bairros de São José, Santo Antônio, Casa Amarela, Bomba do Hemetério. Festa, pesca, leveza, tensão, calor, memórias de carnaval, de dormir no asfalto esperando a hora de tocar na avenida Guararapes, os ônibus lotados das agremiações, escolas de samba, ursos.”

“Temperos Destruidores”
“Sobre os fins dos mundos, as justificativas falsas de guerra e os verdadeiros motivos, os assassinos legalizados que comandam as nações.”

“Nem Nada”
“Calma, mar, falta de pressa, desapego, descanso, esquecimento momentâneo dos gritos, uma zerada, por motivo de sobrevivência.”

“Chão de Estrelas”
“Baile, pista, globo, fumaças, bebidas, luzes.”

“Filme de Terror”
“De verdade só os filmes de terror. E o quase bolero e a rima viva de Max. B.O.”

“A Casa Caiu”
“Sobre latifúndio, ocupação, exploração desenfreada da terra e das pessoas, Brumadinho, revoluções e líderes delas em ação, MST, MTST, MSTC…

“Peixes Tranquilos”
“Jah love, coração transposto num rio que corre no leito original dele, águas mornas e tranquilas, Oxum, Yemanjá, lembranças de Os Sertões com o Teatro Oficina, um mapa no chão.

“Vida Boa é a do Atrasado”
“E quem dirá que não? Côco com Isaar e seu brilho cantando junto”

Lá vem o Metronomy

metronomy

O grupo inglês Metronomy, liderado por Joseph Mount, lança mais um single de seu próximo disco, Metronomy Forever, que será lançado em setembro. “Walking in the Dark” segue o tom melancólico do single anterior (“Salted Caramel Ice Cream”), mas difere de “Lately“, que o grupo lançou no semestre passado – dando o tom variado do novo disco.

O disco, que sairá dia 13 de setembro, já está em pré-venda e seguem abaixo sua capa e a relação das (dezoito!) faixas:

metronomy-forever

“Wedding”
“Whitsand Bay”
“Insecurity”
“Salted Caramel Ice Cream”
“Driving”
“Lately”
“Lying Now”
“Forever Is A Long Time”
“The Light”
“Sex Emoji”
“Walking In The Dark”
“Insecure”
“Miracle Rooftop”
“Upset My Girlfriend”
“Wedding Bells”
“Lately (Going Spare)”
“Ur Mixtape”