O produtor e compositor norte-americano George Lewis Jr., que amamos e conhecemos por Twin Shadow, desculpa-se por não entregar o álbum que havia prometido para o final de agosto ao lançar o belo single “Crushed”.
Ele não precisou a data do próximo lançamento mas o novo single cogita rumos etéreos para seu trabalho, embora com os pés firmes no soul eletrônico.
Participei esta semana do podcast São Paulo: Capital da Cultura, feito pela Secretaria de Cultura, com apresentação do Leo Madeira. Os outros convidados da edição foram o Thiago Pethit e a Claudia Assef e conversamos sobre música independente.
Lana Del Rey lança seu quinto álbum, Norman Fucking Rockwell!, nesta sexta-feira e já é um de seus melhores discos.
Ela aproveitou para lançar mais um clipe, desta vez para a versão que fez para “Doin’ Time”, do Sublime, em que ela surge como uma mulher gigantesca.
E nem bem ela lançou o novo álbum e ela já está falando sobre outro disco que ela quer lançar até o ano que vem. “Chama-se White Hot Forever. Acho que provavelmente será um lançamento surpresa dentro dos próximos 12 ou 13 meses”, contou ao Times inglês.
Exatos dez anos depois de seu lançamento no YouTube, o diretor André Peniche resgata o clipe que fez para “Modern Kid”, do saudoso Júpiter Maçã, que originalmente era em preto e branco, numa surpreendente versão colorida.
A cantora e compositora paulistana apresenta seu segundo álbum, Estamos Aqui, de graça no Centro Cultural São Paulo nessa sexta-feira, às 19h, com participações de Marcelle, Lio (do grupo Tuyo), além de mais uma surpresa (mais informações aqui).
O encontro da cantora e compositora paraense Luê com o produtor Mateo Piracés-Ugarte, da banda Francisco El Hombre, está começando a causar mudanças em sua carreira. Jogando o foco de suas composições para uma atmosfera jamaicana, ela começa a lançar uma série de singles para experimentar formatos e sonoridades a partir desta sexta-feira (dá pra deixar pré-salvo nas plataformas digitais neste link), quando mostra o primeiro destes frutos, o single “Virou o Zoínho (Viciei)”, que ela antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo.
“O single surgiu depois que a gente ouviu uma música do Wesley Safadão chamada ‘Só pra castigar’, onde ele dá a entender que virar os olhos é o momento do gozo”, lembra a cantora, sobre o começo de seu trabalho com Mateo, “rimos disso e começamos a fazer a nossa versão, que era só uma brincadeira, mas virou música mesmo.” A faixa ainda conta com a participação da cantora Luísa Nascim, vocalista do grupo potiguar Luisa e os Alquimistas: “Ela chegou com um poema lindo em espanhol, sobre corpos em conexão e aquela coisa toda, que ela tinha feito há séculos e não tinha onde usar, encaixou certinho!”
Assim, Luê começou a explorar um novo território temático. “Eu nunca tinha falado disso em música e tem sido bem interessante pra mim esse processo, porque enquanto a música ia nascendo, algumas fichas foram caindo, não só pra mim, mas também pro Mateo e Luisa, sobre a relação com o prazer, nossa relação com o nosso corpo e como nos relacionamos com outro corpo. Falando por mim, eu achava que era sexualmente super livre e coisa e tal, mas percebi que tava condicionada a um sexo raso, onde o prazer do homem é o objetivo, onde a maioria dos caras não sabem o que fazer com o corpo da mulher e são preguiçosos. Nem eu conhecia meu corpo e morria de vergonha de me expressar e hoje pra mim um orgasmo é uma revolução pessoal que me enche de poder.”
“Pessoas são sexuais, acho que é da nossa natureza, mas quando a gente fala de prazer mesmo, para as mulheres o buraco é mais em baixo”, ela continua, “50% das mulheres que têm relações sexuais heterossexuais não chegam ao orgasmo. Às vezes nunca na vida. Não é do interesse do plano de dominação patriarcal que a gente goze, porque uma mulher que goza e compreende seu corpo – e está em paz com ele – é extremamente poderosa. Acho que falar sobre isso é importante pra que uma sirva de espelho para a outra. E que homens também consigam se libertar de seus padrões cansativos que ninguém aguenta mais né?”
Ela também comenta sobre a nova fase. “A ideia é continuar lançando singles e tanto nesse novo quanto nos próximos sou eu dando a cara a tapa e experimentando em outras sonoridades. Cada single um passinho além, gosto dessa inquietação.”
Com o single de “Last Bloom”, Sam Shepherd retoma a expansão eletrônica do ótimo Elaenia, de 2015 (que havia tomado outro rumo no disco que lançou dois anos depois, Reflections – Mojave Desert), e anuncia o novo álbum de seu projeto Floating Points para outubro.
Crush (capa e ordem das músicas abaixo) já está em pré-venda e também incluirá a faixa “LesAlpx”, que ele lançou em junho sem dar maiores satisfações.
“Falaise”
“Last Bloom”
“Anasickmodular”
“Requiem for CS70 and Strings”
“Karakul”
“LesAlpx”
“Bias”
“Environments”
“Birth”
“Sea-Watch”
“Apoptose Pt1”
“Apoptose Pt2”
O cantor e compositor Teago Oliveira, líder da banda baiana Maglore, prepara o lançamento de seu primeiro disco solo, chamado Boa Sorte (capa e ordem das músicas lá embaixo), quando começa a explorar novas sonoridades para além do formato reto e direto de seu conjunto – que continua firme e forte. Teago inaugura a nova fase de sua carreira lançando o single “Corações em Fúria (Meu Querido Belchior)” em primeira mão no Trabalho Sujo, antes de chegar às plataformas digitais nesta sexta-feira (o single pode ser pré-salvo aqui).
A referência explícita no título ao falecido cantor e compositor cearense ajuda a entender os caminhos que Teago procura neste novo passo: o foco maior na canção, no aspecto cronista de sua composição e em temas mais sérios que os das canções de sua banda original. O disco inteiro será lançado no dia 17 do mês que vem e já tem shows marcados para Salvador e São Paulo. Bati um papo com Teago sobre o disco, o single e os rumos para onde levará sua nova carreira.
“Bora”
“Oh, Meu Bem”
“Longe da Bahia”
“Azul, Amarelo”
“Superstição”
“Sombras no Verão”
“Corações em Fúria (Meu Querido Belchior)”
“Tudo Pode Ser”
“Movimento das Horas”
“Metafísica”
“Últimas Notícias”
Morre Pedro Bell, autor das capas clássicas da cosmogonia do senhor George Clinton, que inclui discos do Funkadelic, Parliament, Bootsy Collins, entre outros projetos da vasta genealogia do funk.
Larissa Conforto agora é Àiyé. A ex-baterista do grupo Ventre assumiu o título que deu para sua temporada no Centro da Terra no final do ano passado como sua nova personalidade musical e agora prepara-se para o lançamento do EP Gratitrevas (capa abaixo), cuja primeira música, “Pulmão”, é mostrada em primeira mão no Trabalho Sujo. Ela define a faixa, que estará nesta sexta nas plataformas de streaming, como um “maculelê minimalista”, num trabalho que bebe tanto do trip hop quanto da eletrônica desta década.
Àiyé é apenas Larissa Conforto tocando bateria, cantando, declamando e disparando bases no palco (e chamando eventuais parceiros e comparsas), mas também fruto de uma pesquisa que mistura buscas por timbres e sonoridades específicas – digitais e acústicos. Ao mesmo tempo, traça as origens de um sobrenatural brasileiro que aponta para o futuro, trançando tradições indígenas, europeias e africanas em uma busca pessoal pela própria ancestralidade que confunde-se com a formação do país – um processo que aconteceu simultaneamente com a ida de Larissa para Portugal. Carioca que tinha mudado-se para São Paulo há pouco tempo – um processo que coincidiu com o fim de sua banda anterior, os heróis do indie brasileiro desta década do Ventre -, Larissa agora está em Lisboa, mas volta para o Brasil ainda este ano, quando mostra sua cara Àiyé no palco do próximo Balaclava Fest, que acontece dia 13 de outubro, em São Paulo. Conversei com ela sobre esta nova fase e suas inspirações.