Elton Medeiros (1930-2019)
Morre um dos maiores nomes da história do samba.
Morre um dos maiores nomes da história do samba.
Eduardo Praça (ex-Ludovic e Quarto Negro) lança Crux, o novo disco de seu projeto solo Apeles nesta quarta, às 21h, no Centro Cultural São Paulo, na sala Jardel Filho (mais informações aqui). A abertura é do mineiro Bernardo Bauer.
Maior satisfação em receber a banda paulistana psicodélica Applegate para uma apresentação única no Centro da Terra, quando prenunciam, nesta terça-feira, dia 3 de setembro, seu primeiro disco no espetáculo Cidade às Cinzas, um comentário pessimista sobre a realidade distópica que vivemos em 2019. “Nosso cotidiano respira as engrenagens sujas do sistema”, diz o conjunto em uníssono, que transforma seu show em uma imersão visual em que coloca a iluminação e projeções como protagonistas da apresentação, a partir das 20h (mais informações aqui). Conversei com os integrantes da banda sobre esta apresentação única.
Imensa satisfação em receber a hidra de treze cabeças Trupe Chá de Boldo como dona das segundas-feiras deste setembro no Centro da Terra. São quatro noites em que o grupo paulistano experimenta novas sonoridades em busca de ideias para um próximo álbum, ao mesmo tempo em que resgata suas próprias raízes nesta busca. A temporada Subterrânea, foi dividida em quatro atos: no primeiro, dia 2, eles chamam o técnico de som Eduardo Mancha, que tem o projeto Dubdubom, para o palco e revisitam o repertório da banda em versões espaciais jamaicanas, na noite batizada de Dub no Sul. No dia 9, eles celebram a arquiteta Lina Bo Bardi, com a noite As Cidades e o Desejo, que será tema de um próximo EP do grupo. Na terceira noite, dia 16, eles partem do conceito do título Cine Espacial, para fazer uma apresentação sem pausas musicais, e terminando com a noite Infernal, dia 23, quando apresenta as músicas novas que comporão o repertório de seu próximo álbum. Conversei com os integrantes da banda sobre esta temporada no Centro da Terra (mais informações aqui).
O mestre Neil Young e seus fiéis escudeiros do Crazy Horse anunciam o lançamento do disco Colorado, o primeiro desde o épico Psychedelic Pill, de 2012, com a melancólica e forte “Milky Way”.
O disco, que já está em pré-venda, será lançado no dia 25 de outubro. Abaixo, sua capa e o nome de suas músicas – e a torcida pra que pelo menos duas delas tenham mais de dez minutos:
“Think Of Me”
“She Showed Me Love”
“Olden Days”
“Help Me Lose My Mind”
“Green Is Blue”
“Shut It Down”
“Milky Way”
“Eternity”
“Rainbow Of Colors” (studio version)
“I Do”
Que tal os shows de setembro de 2019 no Centro Cultural São Paulo?
4/9) Apeles + Bernardo Bauer – Eduardo Praça (Ludovic, Quarto Negro) apresenta o novo álbum de sua nova banda, com abertura do cantor e compositor mineiro, na sala Jardel Filho, às 21h.
5/9) Danilo Penteado + Guilherme Kafé + Igor Caracas – Três multiinstrumentistas, cantores e compositores apresentam seus respectivos discos de estreia, com cada dois deles sempre funcionando como banda de apoio, de quem estiver mostrando suas canções, às 21h.
8/9) O Som Nosso de Cada Dia – O clássico grupo de rock progressivo completa 45 anos de atividade lançando disco inédito, Mais um Dia, às 18h.
12/9) Selvagens à Procura de Lei – O grupo cearense comemora 10 anos de atividade começando a mostrar canções de seu próximo álbum, Paraíso Portátil, às 21h.
14/9) Rei Sem Coroa – Espetáculo concebido por Paulo Carvalho e Kassin, vasculha o repertório que João Gilberto tocava nos shows mas nunca registrou em disco. Nina Becker, Mãeana e Pedro Sá completam o time desta apresetanção, às 19h.
15/9) Thiago Pethit – O cantor e compositor paulistano apresenta pela segunda vez o show de seu novo álbum, Mal dos Trópicos, às 18h,
19/9) Juliana Perdigão – A cantora, compositora e musicista mineira apresenta as canções de seu disco mais recente, Folhuda, às 21h.
26/9) Saskia – A MC e produtora gaúcha lança seu disco de estreia, Pq, às 21h, num show gratuito.
28/9) Firefriend + Anvil FX – As duas bandas paulistanas misturam seus universos indie e eletrônico numa mesma apresentaççao, às 19h.
29/9) Gang 90 – O grupo celebra os 35 anos da passagem de seu fundador Júlio Barroso no show A Nossa Onda de Amor Não Há Quem Corte, às 18h.
Fechando agosto.
Lana Del Rey – “Venice Bitch”
Guaxe – “Desafio do Guaxe”
Angel Olsen – “All Mirrors”
Tyler the Creator – “Earfquake”
Luisa e os Alquimistas – “Furtacor”
Black Alien – “Aniversário De Sobriedade”
BK’ – “O Show Nunca Acaba”
Nill – “Mulher do Futuro Só Compra Online”
John Carpenter – “Night”
Arctic Monkeys – “One Point Perspective”
Teago Oliveira – “Corações em Fúria (Meu Querido Belchior)”
Regrettes – “I Dare You”
Do Amor – “Não Peida no Amor”
Pin Ups – “Damn Right”
Haim – “Summer Girl”
Karina Buhr + Max B.O. – “Filme de Terror”
Duas cronistas pop dividem o palco do Centro Cultural São Paulo neste sábado, a partir das 19h: a pernambucana Lulina continua em seu show em construção Onde é Onde, preparando território para seu terceiro álbum, enquanto a paulista Malu Maria segue mostrando seu Diamantes na Pista, uma das boas estreias brasileiras de 2018 (mais informações aqui).
Saskia está vindo. A produtora, cantora e compositora gaúcha está prestes a lançar seu disco de estreia, depois de circular por diferentes palcos do país com sua mistura de rap, trap, música eletrônica, funk, samba e soul. Mas gêneros musicais são redutores para definir sua presença musical, um enigma para dançar, música pop para se digerida mentalmente. Ela lança “Tô Duvidando”, seu clipe de estreia, com a presença de outra figura igualmente sem par na música brasileira, o MC Edgar, em primeira mão no Trabalho Sujo, além de antecipar o título do disco e os nomes das músicas (lá embaixo).
Mandei umas perguntas pra ela explicar o disco e ela preferiu responder tudo num texto só:
“A palavra pq no português tem 4 significados. O pq no começo, o pq no final, o pq no meio e o pq como substantivo, que eu diria estar em cima (shshs). Quando me veio o nome do álbum, eu ouvi na minha cabeça que ‘o nome do álbum é pq’ e ali eu não sabia dizer qual dos pqs ele era, pq pra mim todos faziam sentido com o que eu estava vivendo, com o que eu estava falando no álbum. Agrupar todos os pqs numa sigla, faz com que não só eu admita todas as versões dessa palavra, mas também que eu admita a minha linguagem como não formal, uma vez que foi por me comunicar virtualmente com o mundo que o mundo me convidou a seguir meu sonho, o meu pq.
É meu primeiro álbum, e é um convite do mundo para que eu siga perguntando e respondendo os motivos e consequências de eu fazer o que eu faço da vida. Eu demorei muito tempo pra assumir a minha vocação. Por achar que não merecia, ou que não deveria, eu neguei ser o que sou por muito tempo, tentando me transformar, aos moldes sociais, em algo que fosse palatável. Não teve um momento da minha história em que eu tenha decidido ser artista, é algo que eu sempre fui e sempre exerci sem pretensão de reconhecimento ou mudança. Mas houve um momento em que a demanda aumentou. Mais convites chegavam, na musica, no teatro, na arte em geral. Queriam que eu estivesse presente, queriam me levar, queriam me ver, queriam me ouvir.
Comecei a circular o país com meus beats estranhos, minhas letras indiretas, sempre achando que eu estava preenchendo alguma cota independente, alternativa, feminista ou racial. Muito eu vi nesses últimos três anos em que eu estava sendo convidada a participar da cena musical. Eu não decidi me colocar, não treinei a me portar nem esperava ter chegado aonde eu cheguei. Foi algo que aconteceu. E tudo que aconteceu comigo tanto explica quem eu sou, quanto me indaga quem eu quero ser.
Pq eu sou quem eu sou? Pq sim. Pq eu não sou quem eu achava que deveria ser? Pq não. Pq o mundo é como ele é? Não sei pq. Pq o mundo não é como eu achava que ele deveria ser? Sera que eu sei pq? O pq esta em tudo que eu faço e persegue a alma humana desde que ela existe. O Pq veio pra ser o meu ponto de partida, onde o tempo se virgulou pra achar os pontos finais, misturar com as reticências e interrogar a a minha arte até que o tempo não saiba mais prosodiar.”
Pq será lançado ainda em setembro.
“Pq”
“Pressssa”
“Tô Duvidando”
“Fuk U”
“Apagão”
“Na Cara”
“Graça”
“Foda”
“Mais Uma”
“Kafri”
“27 Sabias fala Brasilês”
“Água”
“Mas Nada”
O produtor e compositor norte-americano George Lewis Jr., que amamos e conhecemos por Twin Shadow, desculpa-se por não entregar o álbum que havia prometido para o final de agosto ao lançar o belo single “Crushed”.
Ele não precisou a data do próximo lançamento mas o novo single cogita rumos etéreos para seu trabalho, embora com os pés firmes no soul eletrônico.