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A volta do Prata da Casa

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Depois de três anos fora do ar, um dos mais importantes projetos do Sesc Pompeia está de volta: o Prata da Casa, criado há 20 anos para abrir espaços para artistas iniciantes, encerrou suas atividades de forma quase tímida em 2016, mas agora volta a dar sinal de vida justamente para celebrar seu aniversário – e está reabrindo inscrições para a edição 2020. Basta acessar o site sescsp.org.br/pratadacasa do dia 26 de setembro até o dia 3 de outubro para ser avaliado por uma comissão interna do Sesc e ser selecionado para fazer shows gratuitos às terças em uma das mais clássicas unidades do Sesc. Fui curador do projeto em 2012 – quando revelei chamei novatos da época como O Terno, Silva, Mahmundi, Ogi, Kika, Rafael Castro, Cícero, Sambanzo do Thiago França, Iconilli, Me & The Plant, Elo da Corrente, Gang do Eletro, Maíra Freitas, Rodrigo Caçapa, Psilosamples, Quarto Negro, Rosie & Me, a Banda de Joseph Tourton, Dorgas, Max B.O., Bonifrate, entre outros. Que boa notícia!

A maturidade do Moons

Foto: Yannick Falisse

Foto: Yannick Falisse

O grupo mineiro Moons, formado por integrantes de importantes bandas da cena indie de Belo Horizonte, parece ter atingido a maturidade em seu novo disco, Dreaming Fully Awake, que será lançado nesta quinta-feira, mas pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “É um disco que marca uma fase muito especial e a terceira e definitiva – assim espero – formação do Moons”, me explica André Travassos, idealizador do grupo. “O material humano e suas experiências são pra mim o fator mais determinante na concepção de um disco, portanto a chegada de dois novos integrantes traz inevitavelmente, elementos novos pro nosso som. Além do fato de ter sido um disco gravado depois de uma bateria maior de shows. Ou seja, a gente estava mais maduro e mais entrosados.”

Gravado em um sítio perto de Belo Horizonte, o disco começou com a ideia de pré-produção e de desenvolver canções que ainda eram rascunhos, quando o grupo levou um gravador Tascam – que nem sabia se estava funcionando – para registrar esse início de trabalho. “Fato é que na primeira madrugada, quando vimos que a máquina estava perfeita rolou o start que dali poderia sair um disco”, lembra André; “Mas por ser uma gravação ao vivo só mesmo a nossa performance poderia dizer. Como estávamos em um ambiente absolutamente favorável, na companhia dos amigos mais próximos, namoradas, esposas e cachorros, tudo conspirou a favor. Acabamos rearranjando algumas músicas como ‘Dreaming Fully Awake’ e ‘War’ e compusemos uma outra do zero, ‘No More Tears About It’. Foi certamente a gravação mais especial que fizemos na banda até hoje. Na nossa curta discografia é o nosso disco menos introspectivo, mas ainda sim bem íntimo.”

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De sonoridade mais clara e acolhedora que os dois trabalhos anteriores, Dreaming Fully Awake, livra finalmente o grupo do rótulo folk, que ainda vinha sendo atrelado ao grupo, mas não tenho como não perguntar sobre as composições todas serem em inglês. “Desde que me lancei como artista independente, há doze anos, que canto e componho em inglês”, explica André, que antes do Moons pertencia ao grupo Câmera. “Acho que hoje em dia o público torce menos os olhos – ou ouvidos – pra isso. Mas é fato que não temos as mesmas oportunidades que artistas que cantam em português. Ainda que não seja explícito, notamos que alguns editais, jornalistas e produtores tem predileção por quem canta em português. Particularmente não é algo que nos tira o sono. Mas obviamente que lamentamos que em alguns casos as pessoas julguem nosso trabalho não pela qualidade mas pelo idioma. Mas seguimos fazendo nosso trabalho porque acreditamos muito nele e também por ser algo essencial na nossa existência.”

O idioma acaba favorecendo um contato com o mercado exterior, coisa que o grupo trabalha desde o início da carreira. O primeiro disco, Songs of Wood & Fire, foi lançado no Japão em CD em 2017 e agora o nosso segundo trabalho também vai sair em CD e vinil por lá, Europa e Estados Unidos através de uma colaboração entre os selos o japonês Disk Union e o francês 180g”, continua André. “Já fiz alguns shows em Portugal e na França de maneira solo e a ideia é que com essas parcerias a gente consiga enfim viabilizar uma ida da banda completa para algum desses paises. O Dreaming Fully Awake vai sair nos Estados Unidos pela mesmo selo que lançou o novo disco do Pin Ups, o Fleeting Media.”

Taylor Swift no Brasil!

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A cantora e compositora norte-americana Taylor Swift finalmente confirma sua vinda no ano que vem – e pra fazer show em estádio! A confirmação é oficial e ela toca no estádio do Palmeiras no dia 18 de julho de 2020, mas não há informações sobre preço de ingresso, convidados ou outras atrações.

Laya: Cantigas

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Maior satisfação de receber no palco do Centro da Terra nesta terça-feira, dia 17 de setembro, às 20h, a apresentação Cantigas, idealizada pela cantora cearense Laya (mais informações aqui). Inspirada pelos mantras indianos e pela tradição de se reunir ao redor da fogueira para cantar, ela propõe um show em círculo, colocando todos – artistas e público – em uma mesma roda para conduzir o público em um transe coletivo inspirado por suas canções, velhas e novas, além das de seus covidados, os músicos Carlos Hardy, Malu Maria e Michele Tajra. “Fazer um som com as pessoas que estão presentes, sentindo a energia de todos e todos podendo participar, todos cantando junto”, ela me explica na entrevista abaixo, “Cantigas tem muito essa ideia do coro, da roda, de todos estarmos juntos, todos no mesmo lugar, todos se vendo, na mesma altura, com os corações alinhados, gerando um campo de força, um centro de energia”.

Uma caixa para o primeiro disco do King Crimson

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Em seu aniversário de 50 anos, o primeiro disco do King Crimson, In the Court of the Crimson King recebe tratamento de luxo ao ser transformado em uma caixa com quatro LPs ou 3 CDs, que trazem além da íntegra do álbum com mixagem 5.1 stereo (no formato blu-ray), versões ao vivo, instrumentais e só com os vocais isolados, remixados por Steven Wilson e David Singleton e aprovados pelo próprio Robert Fripp. Esta edição (já em pré-venda) fará parte de uma caixa ainda maior, chamada Complete 1969 Session, que será lançada em um futuro próximo que reúne tudo que o grupo fez em seu primeiro ano de atividade. E tudo isso faz parte de um enorme projeto lançado no início deste ano para revisitar toda a discografia da banda. Enquanto isso, o grupo toca aqui em dois shows no mês que vem

Ian Curtis sozinho

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Toda a angústia de Ian Curtis, vocalista do Joy Division e um dos ícones do pós-punk, pode ser sentida neste vocal isolado de seu maior hit, “Love Will Tear Us Apart”.

Thiago Pethit no CCSP

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O cantor e compositor paulistano Thiago Pethit convidou o grupo de tambores femininos Mbeji para lançar seu disco Mal dos Trópicos neste domingo, às 18h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui).

Vida Fodona #604: Daniel Johnston (1961-2019)

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Um agradecimento público.

Daniel Johnston – “Sorry Entertainer”
Daniel Johnston – “Follow That Dream”
Daniel Johnston + Yo La Tengo – “Speeding Motorcycle”
Daniel Johnston – “Speeding Motorcycle”
Daniel Johnston – “Casper”
Daniel Johnston – “The Beatles”
Daniel Johnston – “Too Young To Die”
Daniel Johnston – “More Dead Than Alive”
Daniel Johnston – “Grievances”
Daniel Johnston – “Devil Town”
Daniel Johnston – “Life in Vain”
Daniel Johnston – “Circus Man”
Daniel Johnston – “Spirit World Rising”
Daniel Johnston – “Dead Lover’s Twisted Heart”
Daniel Johnston – “Like a Monkey in a Zoo”
Daniel Johnston – “This Song”
Daniel Johnston – “I Can’t Think Anymore”
Daniel Johnston – “True Grief”
Daniel Johnston – “Casper the Friendly Ghost”
Daniel Johnston – “The Dead Dog Laughing In The Cloud”
Daniel Johnston – “Heartbreak Hotel”
Daniel Johnston – “Pot Head”
Daniel Johnston – “Love Defined”
Daniel Johnston – “Evening Stars”
Daniel Johnston – “Blue Cloud”
Daniel Johnston – “Joy Without Pleasure”
Daniel Johnston – “Take a Little Walk”
Daniel Johnston – “True Love Will Find You In The End”

Rei Sem Coroa – Repertório Inexplorado de João Gilberto

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Parte do repertório dos shows de João Gilberto nunca foi gravada – canções que ouvia no rádio quando ainda morava na Bahia, que não chegou a registrar em disco e que eram lapidadas, lentamente, em seus shows pelo mundo. O espetáculo Rei Sem Coroa, idealizado por Paulo Carvalho e Kassin com as presenças das cantoras Nina Becker e Mãeana, estreia neste sábado no Centro Cultural São Paulo, às 19h, e traz justamente este repertório inexplorado do maior nome da nossa música (mais informações aqui).