A foto da capa
Teago Oliveira, Douglas Germano, Chico César, Alessandra Leão, Jards Macalé, Emicida, Rakta… Conversei com alguns dos autores das melhores capas de disco com fotografia de 2019 em uma matéria para a revista Zum – leia lá.
Teago Oliveira, Douglas Germano, Chico César, Alessandra Leão, Jards Macalé, Emicida, Rakta… Conversei com alguns dos autores das melhores capas de disco com fotografia de 2019 em uma matéria para a revista Zum – leia lá.
Em uma análise em vídeo de quatro horas e meia duração, o youtuber Rosseter, do canal Twin Perfect, dissecou toda a extensão de Twin Peaks numa análise de tirar o fôlego. Antes mesmo da terceira temporada ter sido lançada, ele já havia traçado pontos em comum entre os mistérios das duas primeiras temporadas e do filme dirigido por David Lynch, Os Últimos Dias de Laura Palmer, apenas para perceber que, com a nova safra de episódios, ele tinha razão em sua análise: Twin Peaks é um comentário que David Lynch faz sobre a banalização da violência na televisão e como ela tem nos deixado menos sensíveis e mais rudes, como espectadores e cidadãos. O vídeo, em inglês, merece ser revisto mais de uma vez, tamanha a complexidade da análise e dos acertos levantados pelo youtuber:
De quebra, o podcast Twin Peaks The Return: A Season Three Podcast entrevistou-o sobre sua pesquisa, onde ele dá mais detalhes sobre a busca e como fez para chegar em alguns pontos mais importantes deste longo e valioso ensaio audiovisual.
Feliz natal!
Apesar de seguir fazendo o que sempre fez, 2019 parece ter acordado o resto do mundo para a consistência de seu trabalho. Seu Norman Fucking Rockwell é apenas mais um tijolo em seu delicado castelo retrô, mas por algum motivo foi percebido como um dos grandes álbuns do ano (embora siga a exata linha de todos os seus discos a partir de Born to Die). Ela apenas colhe o que plantou e encerra o ano juntando três músicas do disco (a faixa-título, “Bartender” e “Happiness is a Butterfly”) em um pequeno curta de quatorze minutos, em que encapsula toda sua atual vibe super-8 anos 70 na Califórnia reforçando a linha estética de seu disco mais recente.
Ela também acaba de anunciar que irá lançar um disco de “spoken word freestyle” junto com o livro de poesias que irá lançar no início do ano, em que metade da renda será revertida para entidades indígenas dos EUA, além de ser menos educado e um pouco mais rude como ela explica no vídeo abaixo:
Apesar de Morrissey enfileirar motivos para deixarmos de acompanhar sua carreira solo (que já não me chama atenção desde seu terceiro álbum, ainda nos anos 90), o legado de sua banda original segue inconteste: a importância dos Smiths continua intacta apesar de todos os absurdos fascistas e xenófobos proferidos por seu vocalista e letrista. Tanto que o grupo esteve em um pequeno furor ao ter seu primeiro registro musical tornado público por um coadjuvante da primeiríssima fase da banda. Dale Hibbert gravou alguns dos primeiros discos da banda e foi um dos primeiros baixista do grupo, respondendo à busca que Morrissey e o guitarrista Johnny Marr iniciaram no começo dos anos 80. Para mostrar o tipo de som do grupo, os dois gravaram uma versão guitarra e voz para uma pérola obscura dos anos 60, “I Want A Boy For My Birthday“, lado B de um single do girl group norte-americano The Cookies, já mostrando a obsessão de nerd de música do vocalista (Marr nunca tinha ouvido a música). A fita foi enviada para Dale para criar uma linha de baixo antes de eles gravarem uma demo em agosto de 1982, que nunca aconteceu – além da gravação abaixo, os Smiths só a tocaram uma vez ao vivo, em outubro daquele ano, para nunca mais. O hoje engenheiro de som publicou a deliciosa versão em seu canal no YouTube, pinçada pelo blog Slicing Up Eyeballs, e em pouco tempo, a música foi disponibilizada no próprio canal do grupo inglês.
Que joia.
Dois anos depois de lançar seu ótimo Relax, o produtor carioca Kassin lança a versão remix deste disco – com o infame título de Relix – e reúne refações das faixas do álbum assinadas por nomes como DJ Memê, a norte-americana Denitia e o britânico Tom Excell, além dos goianos Boogarins, cuja remistura pode ser ouvida em primeira mão abaixo.
Encerrei a temporada 2019 em São Paulo e chego na minha terrinha neste sábado, discotecando na entrada do verão na Toranja, que acontece no Birosca, no Conic (mais informações aqui).
Encerrando as atividades em São Paulo em 2019, fui convidado para discotecar na abertura do último show do Noite de Climão que Letrux faz na cidade, no Cine Joia (mais informações aqui – se bem que já está esgotado). Feliz fim de ciclo que ajudei a abrir quando chamei a banda para lançar esse mesmo disco no Centro Cultural São Paulo em agosto de 2017 e pude acompanhar por palcos afora pelo Brasil, sempre num show catártico e sarcástico, raso e profundo na mesma medida, tocante e escrachado, não só pela presença magnética da querida Letícia como pela força personalíssima de sua banda, cada integrante escolhido como se fosse um elenco de super-heróis – ou entidades. Vai ser uma noite intensa – como tem sido 2019.
E pra encerrar o ano da #SextaTrabalhoSujo no Estúdio Bixiga, tenho o maior prazer em receber o guitarrista pernambucano Lello Bezerra, que acaba de lançar seu primeiro disco solo, Desde Até Então, fundindo sua guitarra frenética à bateria quebrada de Serginho Machado, criando fractais elétricos de solos e riffs que se misturam em paisagens sonoras aceleradíssimas (mais informações aqui). Vamos lá?