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Haim introspectiva

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Mais um single das irmãs Haim em 2019, sem previsão de lançamento de disco novo, mais um clipe dirigido por Paul Thomas Anderson. Depois de “Summer Girl” e “Now I’m In It“, o trio californiano lança “Hallelujah”, uma balada introspectiva com acento country – e cordas ao final – com clipe filmado no Los Angeles Theater, um dos marcos do entretenimento da cidade, com capacidade para duas mil pessoas – mas apenas as três Haim estão presentes no clipe.

Simples e bonito.

Victória dos Santos: Tambor, Coxia e Carnaval

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Enorme satisfação de abrir palco para a percussionista Victória dos Santos dar início à sua carreira solo no espetáculo Tambor, Coxia e Carnaval nesta terça-feira, dia 19 de novembro, no Centro da Terra, a partir das 20h (mais informações aqui). No palco, ela será acompanhada de Lincoln Antônio no piano, Vitor Pena no violão, Larissa Braga e Fefê Camilo percussão e Thomas Harres MPC, além de contar com as participações do violonista Mauricio Paes e do trombonista Allan Abadia. Bati um papo com ela sobre o que podemos esperar desta apresentação.

O fim de Baco Exu do Blues

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O jovem Baco Exu do Blues está prestes a encerrar sua trilogia de entidades depois de gravar um disco em duas semanas na Toca do Bandido. Inspirado no deus do vinho que batiza seu primeiro prenome, o disco ainda sem nome conta com participações de Duda Beat, BK, Kiko Dinucci, Ney Matogrosso e Hamilton de Holanda, além de ter uma faixa de dez minutos chamada “Exu is King” em que ele ameaça “matar o seu Messias”, em seu disco mais político. Conversei com ele num papo para a revista Trip – confere aí.

Olha a Grimes vindo aí…

grimes2020

Depois de muito adiar, Grimes finalmente marcou a data de lançamento para seu próximo álbum, Miss_Anthropocene, que será lançado cinco anos após o ótimo Art Angels, de 2015. Desde então, ela começou a namorar o bilionário Elon Musk e passou a renegar tudo que fez, criando enorme expectativa sobre seu álbum seguinte, que sempre deixava pra depois. Mas agora ela avisou que o disco (que já está em pré-venda) será lançado em fevereiro do ano que vem, e para isso também apresentou a capa, a ordem das faixas e o primeiro single – e a faixa de abertura -, “So Heavy I Fell Through the Earth”. Veja abaixo:

Grimes-Miss-Anthropocene

“So Heavy I Fell Through the Earth (Algorithm Mix)”
“Darkseid (feat. 潘PAN)”
“Delete Forever”
“Violence (feat. i_o)”
“4ÆM”
“New Gods”
“My Name is Dark (Algorithm Mix)”
“You’ll miss me when I’m not around”
“Before the fever”
“IDORU (Algorithm Mix)”

Tudo tem ares cyberpunk, da data em destaque no vídeo (tirada da primeira cena de Blade Runner) ao nome das músicas, à mistura de linguagens e de caracteres. Mas é só – esperando que ela entregue mais do que isso.

Fora do Centro Cultural São Paulo

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Depois de sair no Diário Oficial e na Monica Bergamo acho que já é público: não sou mais o curador de música do Centro Cultural São Paulo.

Foram quase três anos que me ajudaram a entender melhor a máquina estatal e a cabeça dos artistas, políticas culturais e o porquê da burocracia, a precaridade da cultura do ponto de vista público e a perseverança de artistas e produtores de fazer acontecer. Mas, mais do que isso, foram quase três anos convivendo nas entranhas deste maravilhoso transatlântico de concreto estacionado num canteiro entre a 23 de Maio e a Rua Vergueiro. Principal centro cultural brasileiro, o CCSP também é a matriz do próprio conceito de centro cultural no Brasil – e sua natureza urbana, sem porta de vidro nem ar condicionado, é um dos melhores e mais sólidos exemplos paulistanos da tão falada apropriação do espaço público.

Mais do que fazer parte da história deste aparelho mágico, sou grato em conhecer as pessoas que fazem as coisas funcionarem ali dentro e de me ver como parte deste time. Heróis que ganham míseros salários para, na raça, preservar este templo à cultura que repousa na cabeceira da Avenida Paulista. O conceito de servidor público ganha uma conotação quase romântica quando aplicado à gestão cultural e o sangue e o oxigênio do Centro Cultural São Paulo só circulam graças a essas pessoas, que enfrentam condições risíveis de trabalho e uma vasta burocracia para que quase um milhão de pessoas por ano circule por seus corredores e jardins.

Ali aprendi que o ofício de curador é mais do que o de programador – e que o que parece ser um emprego dos sonhos (escolher artistas pra tocar num dos palcos mais emblemáticos da cidade) é só 20% do trabalho. Os outros 80% misturam burocracias de contratação, pareceres e justificativas, questões técnicas, pouco dinheiro – na maioria das vezes, nenhum -, bater agendas, checar cronogramas, equilibrar a grade de programação, conversar com artistas estabelecidos, de médio porte ou em formação sobre as vantagens e dificuldades de se realizar um evento no espaço, negociar com produtores, empresários, técnicos e roadies. E, claro, criar coisas novas.

Sobre isso não tenho a menor modéstia pra dizer que consegui realizar sonhos impossíveis. Entre consolidar um mês só para novas bandas (o Centro do Rock, por três anos consecutivos), colocar quatro das melhores bandas de São Paulo para tocar no mesmo palco simultaneamente (com o projeto Bicho de Quatro Cabeças, que reuniu Metá Metá, Hurtmold, Bixiga 70 e Rakta) ou reunir quatro entidades femininas num mesmo espetáculo (Alessandra Leão, Luiza Lian, Quartabê e Ava Rocha), passando por três Viradas Culturais, por uma colisão entre rap e percussão (o Centrífuga, pilotado por Kamau e Ari Colares), um evento em homenagem aos discos de vinil (Cultura do Vinil), as três edições do Women’s Music Event, conferências sobre Mário e Oswald de Andrade do ponto de vista da música (Conferências sobre uma Amizade, na semana MariOswald, com apresentações de José Miguel Wisnik, Tom Zé, Iara Rennó, Elo da Corrente e Ronaldo Fraga), uma celebração ao tropicalismo (com uma conversa com Tom Zé e audição comentada do Tropicália ou Panis et Circensis), quatro edições dos Concertos de Discos (uma sobre discos clássicos lançados em 1967, outra sobre a história do rock brasileiro, outra sobre Baden Powell e a última sobre música de pista brasileira), um evento para quebrar as barreiras entre popular e erudito (a Mostra de Cordas Dedilhadas), dois eventos em homenagem a ícones paulistanos (Viva Walter Franco e Viva Made in Brazil) e vários outros projetos.

Isso sem contar os shows: Letrux lançando seu Em Noite de Climão, Luiza Lian despedindo-se de seu Oyá: Tempo, Otto em formato power trio, Baco Exu do Blues fazendo seu Esú, Jards Macalé mostrando seu Besta Fera, Hamilton de Holanda celebrando Jacob do Bandolim, o encontro de Rodrigo Brandão com Azymuth, Rincon Sapiência em dois shows viajando pela música jamaicana, Maglore lançando seu Todas as Bandeiras, Thiago Pethit reverenciando Patti Smith e um retrato considerável da atual música brasileira, com shows de Don L, Edgar, Anelis Assumpção, Deaf Kids, Phill Veras, Ruído/mm, Black Alien, Leandro Lehart, Tassia Reis, Karnak, Violeta de Outono, Douglas Germano, Arto Lindsay, Pin Ups, Nill, Patife Band, BNegão, Rashid, MC Tha, Yma, Juliana Perdigão, Rômulo Froes, Carne Doce, Siba, Karina Buhr, Gangrena Gasosa, Mariana Aydar, Hermeto Pascoal, Rico Dalasam, Saskia, Maurício Pereira, Rodrigo Ogi, Karol Conká, Linn da Quebrada, Liniker, Smack, Gorduratrans, Boogarins, Edgard Scandurra, Garotas Suecas, Maria Beraldo, Di Melo, Ava Rocha, Ana Frango Elétrico, Alessandra Leão, Cólera, Cidadão Instigado, De Leve, Jaloo, Tantão e os Fita, Papisa, Satanique Samba Trio, Mãeana, Jair Naves, Rimas e Melodias, Odair José, Curumin, Glue Trip, The Baggios, entre muitos outros, além de heroicos shows internacionais, com Lee Ranaldo, Ian Svenonious, Holydrug Couple, Norbert Möslang, Belgrado, Laura Jane Grace, A Place to Bury Strangers e Jaz Coleman. Foram mais de cinco centenas de artistas que passaram por lá nestes três anos que estive na curadoria.

Sou especialmente grato à equipe de Salas e Espetáculos, coordenada pelo secular Paulo Jordão, ele mesmo um monumento à resistência cultural, e à de produção, coordenada pela Luciana Mantovani, o mecanismo de precisão que faz o Centro Cultural funcionar, além da equipe de contratos, liderada pela Paloma Galasso, que me ajudava a resolver os problemas à medida em que eles iam aparecendo e de todas as outras pessoas que convivi nestes três anos, dos seguranças ao pessoal do café, passando pela mutante (e paciente) equipe de comunicação, os outros curadores, a equipe da biblioteca e discoteca, alguns que só conheci de nome e outros que só conheço de rosto, pois é muita gente. Além de, claro, agentes, produtores, empresários, técnicos, engenheiros de som, iluminadores, roadies, músicos, intérpretes, compositores e artistas que convivi neste período e me ajudaram a redefinir meu papel como jornalista e a deixar claro meu papel como agente cultural, seja como comunicador, curador ou diretor artístico. E, sem dúvida, a todos os ex-CCSP que passaram por lá antes de minha chegada – o Centro Cultural São Paulo é um trabalho coletivo maior do que qualquer nome e sobrenome que já pisou por lá.

Agradeço particularmente ao mestre Cadão Volpato, que me convidou para o cargo e de ícone indie da minha adolescência e colega jornalista da minha vida adulta passou a chefe e depois chapa, um amigo para o resto da vida, e ao compadre Lucas Uth, que era estagiário quando entrei e depois virou meu assistente (também demitido na mesma ocasião, sendo assim extinta a curadoria de música) e, principalmente, amigo e jovem guru, uma das almas mas puras e doces que conheço, mas não pisa no calo dele não! E que em breve vai ser pai. Valeu rapaz, que viagem tudo isso!

Ainda tenho dois shows programados no Centro Cultural antes da minha saída: Max B.O. na próxima quinta-feira e Liniker e os Caramelows na quinta seguinte e depois sigo meu rumo. Apareça lá para se despedir comigo da minha querida Sala Adoniran Barbosa, me dar um abraço e pensar em coisas novas. Aliás, quem me conhece sabe que já estou armando altas – página virada, novo capítulo. Evoé!

Lia Paris vindo de novo

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Depois de um semestre agitado no exterior, quando ganhou prêmios e fez shows pela Europa, Lia Paris faz mais um show de seu segundo disco MultiVerso, que faço a direção artística, neste domingo, às 18h, no teatro do Sesc Belenzinho (mais informações aqui).

Querida Patti Smith

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Sonhei que você vinha para o Brasil numa das piores épocas da história do país – e, em nosso histórico, isso não é pouco. No sonho você aparecia três vezes para todos, como se reforçasse o mágico número três como prova de que era você mesmo.

“Three times is a charm”, diz o ditado quase intraduzível em sua língua-mãe – intraduzível porque “charm” em inglês não é o literal “charme” em português: é praga e benção, mandinga e encanto. Em cada uma das aparições você falava com uma voz, embora sempre falasse a mesma coisa: na primeira, conversando, sentada para um público também sentado; na segunda, cantando e rugindo, em pé para um público também de pé; na terceira, cantando, conversando e rugindo em pé para um público que deveria estar sentado. Nas três vezes, você sublinhava, nas orações que nos ensinou a rezar como canções, um mantra fadado a ecoar nas cabeças de quem o ouvir: “Seja livre!”

No sonho você surgia linda e deslumbrante, mas sem o magnetismo divino que associa-se à sua persona. Não era um Mick Jagger feminino, um Rimbaud do século seguinte, um Jim Morrison literato; também não era uma matriarca sobrenatural, uma entidade de outro plano, uma orixá descendo pro aiyé. Você era uma pessoa comum, de carne e osso, cabeça e voz, lembrando a cada um dos sonhadores que basta se apegar às próprias qualidades humanas para se tornar algo próximo a um deus andando na terra.

Que a transcendência da arte é feita por gente. Para cada vez que sua voz implacável urgia para que o povo tivesse o poder ou que entoava que a noite pertence aos amantes ou que celebrava dançar descalça ou sangrava os pecados de outras pessoas para quem Jesus Cristo morreu, você também tossia, cuspia, ria, dava tchauzinho, fazia declarações apaixonadas. “Tudo que está acontecendo aqui é um reflexo de vocês”, dizia sorrindo.

O sonho esticava sua aparição por três dias – os mesmos três dias que o próprio Cristo levou para renascer – naquele tempo estranho dos sonhos, em que uma hora parece passar num segundo e um minuto parece levar dias. Maestra de um tempo além do tempo, no sonho você transformava uma canção de Neil Young em uma era geológica, um manifesto rhythm’n’blues de nascimento do punk rock em uma catarse de proporções bíblicas, Midnight Oil, Velvet Underground, Rolling Stones e sua própria genealogia musical misturavam-se com William Blake, Vincent Van Gogh, Jean Genet, William Burroughs, Lou Reed e até mesmo Beethoven em personagens de uma opereta tão curta quanto interminável, como um centésimo décimo quinto sonho de Bob Dylan se materializando em nossa frente – personagens fictícios, mitológicos, divinos, históricos e mundanos misturavam-se com amigos, parentes, conhecidos e famosos que a ajudavam a costurar esta imensa rapsódia sentimental que era tão real que parecia que era verdade.

Não sei se mais me emocionou a mistura de “Land” com “Gloria” em que você destruía uma guitarra como ápice de um transe de mais de quinze minutos ou o bem-vindo silêncio reverente que lhe acompanhou na segunda vez que você tocou “After the Goldrush” no Brasil.

No final do sonho, você olhava em nossos olhos e dizia sorrindo: “Obrigada a todos, foi realmente divertido. Nós todos temos muitas coisas sérias pra se pensar e coisas sérias para lutar, mas ainda é importante nos divertir.”

Podemos acordar. Para agradecer nos ensinar que esperança se cultua e vem do trabalho, da luta. Ela não vem do nada.

Amém.

Patti Smith é uma fofa!

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Antes de falar sobre o Popload Festival que aconteceu nesta sexta-feira no Memorial da América Latina, vamos direto ao grande final: Patti Smith mostrou que não senta-se majestática no trono do rock à toa. Mas ao contrário do que sua aura divina poderia prever, ela não pairava distante sobre os súditos que fomos vê-la. Mais do que a visita de uma entidade sobrenatural a meros mortais, a grande qualidade do terceiro show que Patti fez no Brasil era sua afetividade maternal, a forma como se entregou ao público de forma carinhosa e intensa. Mesmo depois de quebrar tudo no medley que juntava duas faixas épicas de seu clássico Horses, sorria feliz e satisfeita. “Sejam livres!”, despediu-se depois de declarar, seguidas vezes, o quanto estava apaixonada por aquele público – que devolvia a paixão intensamente.

A mera aparição de Patti Smith no palco do mudou completamente o clima do festival. Se antes era de celebração e festa, a simples visão da madre superiora do rock fez o público entregar-se em reverência à nossa senhora, mas ela fez questão de descer do altar. Mostrou-se mundana, humana e, mais que isso, matriarcal. Ela equilibrava-se entre os clichês da bruxona e da vovozinha, provando que, na prática, as duas são a mesma coisa: o colo e a praga, o acalanto e o esporro.

Vê-la derretendo-se pela plateia brasileira em vários momentos, sorrindo francamente a felicidade de estar junto a um público seu, a deixou completamente à vontade para o que ela melhor sabe fazer: contar uma história. E assim ela foi contando, enfileirando os tijolos do repertório como se mostrasse do que é feito sua obra.

Abriu com “People Have the Power” e emendou com “Dancing Barefoot” logo de cara, sem precisar esconder os hits. Depois sacou o protesto “Beds Are Burning” do Midnight Oil (que precisão cirúrgica de escolha de repertório) e enfileirou outras versões no percurso: “I’m Free” dos Rolling Stones, “Walk on the Wild Side” de Lou Reed e uma versão dilacerante para “After the Goldrush”, acompanhada apenas ao teclado, no momento mais intenso do show até pouco antes do fim. Passou por suas “Free Money”, “Pissing in the River” e “Because the Night”, alternando entre violão, guitarra e as próprias mãos, que gesticulavam com toda a epicidade que seu ar de poeta romântica exigia. Mas ao falar com o público, sorria apaixonada, como se estivesse encontrando netos – e, claro, netas – que nunca tinha visto pessoalmente.

Acenava falando “oi pessoal” sorrindo feito uma tia boba, só faltou fazer o coraçãozinho com as mãos. Estava feliz por nos fazer feliz, livre por ser o agente daquela nossa breve liberdade.

Mesmo quando ia para o outro extremo daquela mundanidade – catarrando no chão, tossindo, errando a letra de Neil Young e rindo constrangida – mostrava que sentia-se em casa, entre sua família, dançando descalça, pronta para girar. E como girou… Sempre nitidamente emocionada, o que deixou o final do show, quinze minutos entre “Land” e “Gloria: In Excelsis Deo”, os dois principais momentos de seu grande disco Horses, ainda mais intenso.

Aliás, não dá nem pra tentar descrever o que foi este momento.

O show de Patti Smith foi um evento à parte do ótimo Popload Festival. Se não contássemos Patti no elenco, o já seria um bom eveto, reunindo boas apresentações ao vivo.

O destaque ficou por conta do Hot Chip, com um show preciso e cheio de hits, praticamente um New Order deste século – que nem precisava apelar pra fazer cover de Beastie Boys, mas tudo bem.

Antes deles, o trio instrumental Khruangbin hipnotizou a plateia, a sueca Tove Lo jogou pra galera (e eram muitos fãs) e o Cansei de Ser Sexy fez um show à altura da expectativa – será que elas vão continuar em turnê pelo Brasil? Deveriam.

Depois do Hot Chip vieram os Raconteurs de Jack White e Brendan Benson, um rock genérico setentista que funciona no palco mas emociona menos que os Black Crowes (além de ter um único hit). E quando colocado em perspectiva do show que veio a seguir, ninguém nem lembrava do que aconteceu antes…

Sexta Trabalho Sujo #003: Brisa Flow

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Que maravilha contar com a MC chilena Brisa Flow na terceira edição da Sexta Trabalho Sujo no Estúdio Bixiga, nesta sexta-feira, dia 15, às 21h30, quando ela canta a resistência da mulher indígena urbana entre o neo-soul e o rap, a música eletrônica e ritmos latinos (mais informações aqui).

Beck comendo pelas beiradas…

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Beck mostra mais duas faixas de seu próximo álbum, Hyperspace, coproduzido por Pharrell, que será lançado na próxima sexta. A primeira delas, “Dark Places”, foi lançada na semana passada, e está embebida de timbres oitentistas, mas numa atmosfera introspectiva que parece ter mais a ver com o início da década anterior…

“Everlasting Nothing”, que ele mostrou esta semana, também mantém o clima introspectivo e pensativo, levando a crer que seu próximo disco (que já teve outras duas faixas mostradas anteriormente) se reúne às fileiras de seus clássicos melancólicos como Mutations, Sea Change e Morning Phase – mas sem soar tão folk ou acústico quanto estes outros.