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Vida Fodona #622: Astral tranquilo

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Domingo de sol.

Tame Impala – “Breath Deeper”
La Roux – “Automatic Driver”
Letrux – “Saúde”
Billie Eilish – “All the Good Girls Go to Hell”
Scott Walker – “The Old Man’s Back Again (Dedicated to the Neo-Stalinist Regime)”
Otto – “Soprei”
Kassin + 2 – “Tranquilo”
Jupiter Apple – “Welcome to the Shade”
Stereolab – “Spark Plug”
Chico Science + Nação Zumbi – “O Encontro de Isaac Asimov com Santos Dumont no Céu”
Spoon – “My Little Japanese Cigarette Case”
Holy Ghost – “Wait and See”
Fellini – “Chico Buarque Song”
Memory Tapes – “Green Light”
Céu – “A Nave Vai”
Rihanna – “James Joint”
Cure – “Meathook”
Red Hot Chili Peppers – “Apache Rose Peacock”

Xênia prepara o segundo passo

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Bati um papo com a cantora baiana Xênia França sobre o fim do ciclo de seu disco de estreia e o começo dos trabalhos do próximo álbum, que deve sair ainda este ano, em uma matéria que fiz para a edição de fevereiro da revista impressa da UBC.

A consciência de ser uma entidade

A baiana Xênia França se considera uma pessoa completamente diferente de seu primeiro álbum, lançado há dois anos, e prepara-se para começar a jornada do segundo trabalho ao mesmo tempo em que lustra sua carreira internacional

Mesmo às vésperas de mais uma viagem internacional e do início dos trabalhos em seu segundo álbum, a cantora e compositora baiana Xênia França, de 33 anos, sente-se insegura. “Eu tô começando tudo de novo, me sentindo completamente inexperiente e despreparada pra fazer esse disco, não sei se é a hora”, ela me conta às gargalhadas, que escondem um nervosismo que ela faz questão de deixar evidente. “Eu sou pisciana, sou muito ansiosa e já tô sofrendo, lógico!”

Quem a vê falando assim pode até acreditar no que ela fala – mas basta vê-la no palco para perceber que é excesso de zelo. Arma secreta do grupo paulistano Aláfia, ela lançou sua carreira solo no final de 2017 e anunciou a saída da banda no início do ano passado, quando tomou as rédeas de sua carreira de vez e atingiu patamares invejáveis para uma artista em seu primeiro disco solo. Depois de ter sido indicada para o Grammy Latino (nas categorias Melhor Álbum Pop Contemporâneo e Melhor Canção em Língua Portuguesa) em 2018, ela dividiu o palco do Rock in Rio em 2019 com o cantor inglês Seal e foi a primeira artista brasileira a participar do canal alemão Colors, além de não parar de fazer shows.

“Em agosto de 2018 eu dei início à minha carreira internacional, indo para os Estados Unidos, onde já me apresentei algumas vezes”, lembra, explicando que seu primeiro disco solo, batizado apenas de Xênia, ainda está no processo de lançamento no mercado exterior. “Acabei de lançar esse disco em vinil nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, então ele ainda é uma novidade por lá. Já tenho algumas prospecções pro segundo semestre de 2020 com o primeiro disco no Canadá, na Austrália e nos Estados Unidos, além de provavelmente em alguns países da Europa.”

Ela insiste que é hora de partir para o segundo álbum, mesmo sem ter nada muito definido. “Já tô reduzindo a quantidade de shows porque preciso parar e entrar de cabeça. Eu tô há dois anos fazendo turnê com esse disco, são quase dois anos ininterruptos fazendo shows todo final de semana. Eu sou muito feliz por ter tido tanta benção com esse trabalho e tenho certeza que mesmo fazendo ele vai continuar sendo o que ele é, porque esse disco é uma potência, mas já estou me preparando pra fazer o segundo.”

O segundo disco, por sua vez, ainda está num estado embrionário, mas ela já sabe que quer manter a dupla de produtores que reuniu para o primeiro disco: Pipo Pegoraro e Lourenço Rebetez. “Eu queria que a produção transitasse pelo âmbito da intimidade, da escuta, porque eu tava saindo de uma banda enorme, com um monte de gente, e eu queria poder sentar pra fazer meu trabalho com uma galera que já me conhecia, que já tinha me escutado desde o princípio e quando comecei a pensar nisso, cheguei neles dois. E como eu é que eu ia trabalhar com dois produtores que não se conheciam? Mas deu muito certo, alquimia pura, e hoje eles produzem outros artistas juntos, viraram super amigos.”

Mesmo sem rumos e repertório definidos, ela sabe que quer ir além do primeiro álbum, sem apenas repeti-lo. “Já fiz muita coisa importante e tô com vontade de cantar outras coisas, de experimentar outras sonoridades e musicalidades, mas eu sofro. Tenho umas crises de ansiedade, mas tô trabalhando nisso, me cercando de amor e de carinho e das pessoas que eu gosto”, conta. “Minha dificuldade agora é reorganizar, praticamente dar um reset na minha vida pra ficar completamente à disposição desse trabalho. Como eu virei meu próprio parâmetro, meu maior desafio agora é conseguir fazer um trabalho que seja um próximo capítulo mesmo. O Pipo voltou a tocar, fez seu disco novo, o Lou lançou o projeto dele, todo mundo já mudou muito. Tenho certeza que não vai ser igual, a gente escuta uma coisa diferente e manda um pro outro. É outra atmosfera, já atualizamos nossos aplicativos.”

Ela faz mistério sobre os rumos do próximo trabalho, embora afirme que queira trabalhar com menos músicos (foram quase 30 no disco de estreia) e ter flexibilidade para gravar em outros estúdios, fora de São Paulo. “O projeto do disco se chama ‘a natureza das coisas’ que é um conceito bem abrangente mas que é muito pautado no lado feminino da natureza, pois sem o feminino nada se cria, nada acontece sem a energia feminina. Tô vivendo uma atmosfera que é minha relação com a natureza, de perceber a natureza como parte de mim e que eu também faço parte dela, deixar a natureza se manifestar.”

Insisto sobre os temas que ela quer abordar no próximo álbum, uma vez que o primeiro era muito calcado no tema da diáspora africana. “Fico escrevendo palavras soltas baseadas no que eu gostaria de dizer no próximo disco. Me transformei muito, eu tô muito ligada em existencialismo, em astrologia e espiritualidade. De me perceber como mais do que uma entertainer ou uma artista que está em cima do palco, mas como uma pessoa que tá trocando experiências com pessoas que saem de suas casas pra ver a gente tocar. Alguns momentos do show são muito focados nessa troca, de como a gente se percebe como entidades espirituais, como pessoas que estão no mundo para fazer a diferença, para melhorar como pessoa, como espírito.”

“E ao longo desses dois anos eu comecei a estudar mais sobre autoentendimento, autorresponsabilidade, lendo livros, vendo filmes, fazendo terapias, pra poder me distituir de certos traumas que ainda estão na minha vida – e que estão muito aparentes no meu primeiro disco”, ela prossegue, convicta. “Quero passar de fase, mas para isso preciso curar, olhar pra isso, tratar com compaixão, carinho, amor esses traumas. Traumas da vida, a respeito da minha ancestralidade preta, da minha presença como mulher no mundo, da minha vida infantil, coisas emocionais que uma boa pisciana consegue trabalhar direitinho, se jogar bem no buraco. Emocionalmente eu sempre fui uma pessoa muito frágil e o meu primeiro disco me deu um certo lastro, eu pude abordar coisas no primeiro disco que me fizeram colocar alguns monstrinhos na mesa pra trocar uma ideia com eles. E ao longo desse período na estrada, pude ir trabalhando isso no palco, com as pessoas, com o público, com a minha equipe, com meus músicos. Tenho certeza que não sou aquela mesma pessoa do primeiro disco, já passei por um portal e estou me preparando pra passar por outro. Ainda estou elocubrando muitas coisas, mas já tive boas conversas com pessoas próximas a mim e sinto que é uma mudança de fase.”

Ela cita a força de músicas como “Pra Que Me Chamas?” e “Reach the Stars” como fundamentais nessa autodescoberta. “’Pra Que Me Chamas?”’ que é a primeira música do disco é um monstro, é uma música difícil, letra difícil, e eu chego em qualquer lugar e as pessoas cantam de cabo a rabo. Cantei no carnaval da Bahia em 2018 e as pessoas cantavam essa música no carnaval, eu tava em choque. Já ‘Reach the Stars’ quase não entrou por ser em inglês, mas a minha resposta é que eu gosto muito dela e ela faz sentido pra mim. E no show, ela é o meu portal espiritual: todo mundo fecha os olhos e se conectam com quem elas são, eu abro os olhos e elas estão chorando, recebo relatos nas minhas redes sociais sobre o momento dessa música. Então, de fato, o repertório do disco e a força do show tomaram outra dimensão, Esse é o meu objetivo, porque eu tô aprendendo a ser eu através do meu trabalho, o meu processo de autoconhecimento passa pelo meu trabalho, ele funciona como uma ferramenta pra que eu cresça e me torne uma pessoa melhor. Talvez eu já tivesse essa consciência, mas não tinha a dimensão no que ele poderia se transformar.”

Ela voltou de sua turnê pelos EUA no início do ano e apresentou-se no Sesc Pinheiros, em São Paulo, e numa festa do músico Max Viana, filho de Djavan (“um DNA que eu amo muito”, ri, sem saber se o pai de Max, um de seus ídolos máximos, já ouviu seu disco), no Rio de Janeiro e começa a trabalhar no novo disco ainda em fevereiro, quando vê também o lançamento do disco do projeto Acorda Amor, idealizado pela jornalista Roberta Martinelli e pelo produtor e baterista do grupo Bixiga 70 Décio 7, ao lado das cantoras Maria Gadu, Letrux, Luedji Luna e Liniker. E isso apenas no início do ano. 2020 promete!

Stranger Things vai para a União Soviética

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O primeiro trailer da quarta temporada de Stranger Things não se passa na cidade original da série, a fictícia Hawkins, e sim na União Soviética, juntando as pontas do final da última temporada ao também revelar que o xerife Jim Hopper está vivo – embora não propriamente bem. Preso do outro lado do planeta, ele teve seu cabelo e bigode raspados e agora trabalha como mão de obra escrava numa ferrovia guardada pelo exército russo.

Além do alívio pela certeza da sobrevivência do personagem vivido por David Harbour o teaser de menos de um minuto atiçou a curiosidade dos fãs para a certeza que aumentará no clima de paranoia da guerra fria durante os anos 80. E também e como tanto Eleven desenvolveu novos superpoderes quanto há um portal interdimensional que eventualmente poderia funcionar como veículo de teletransporte em nossa dimensão, cogita-se até que a nova temporada possa se passar na paisagem gelada da União Soviética e, com isso, permitir que os criadores da série, os irmãos Matt e Ross Duffer possam homenagear outro clássico do horror do período, O Enigma do Outro Mundo, clássico de John Carpenter lançado em 198, que se passa na Antártida. A temporada, no entanto, não tem data de estreia.

O gótico, quem diria, começou com a bossa nova

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“Isso não é um mashup, isso é um manifesto!”, escreve Paulo Beto, o mentor do Anvil FX, na descrição do curto clipe “Bossa Morta (João Gilberto is Dead)”, que publicou nesta sexta-feira, ao sobrepor “Garota de Ipanema” na voz e violão de João Gilberto sobre a bateria, guitarra e efeitos que abrem o marco zero da estética gótica na música pop dos anos 80, a eterna “Bela Lugosi is Dead”, do Bauhaus. Não é uma coincidência, a bateria sincopada que dá o tom de toda a música e que transforma, naquele momento, a banda de Peter Murphy numa espécie de Joy Division com quadris, é nitidamente inspirada no andamento de uma das células rítmicas mais conhecidas da história de nossa música.

Isso é maravilhoso na música, sua influência inconsciente, que se esgueira e fica (tipo “Louie Louie”, que era um cha cha cha, mas isso é outro história).

A volta da Sussa!

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SUSSA. Sol. Ar. Luz. Sim. Psicodelia. Gente legal. Ondas gravitacionais. Altos massa. Boas vibrações. Música ao vivo.

O que você vai fazer neste domingo? Vamos aproveitar o sol pra passar o dia ao ar livre, ouvindo música boa, bebericando ao cair da tarde e conversando com gente legal? Nosso regulador de boas vibrações reconecta-se com a eterna Casa do Mancha na primeira edição 2020 da boa e velha Sussa, versão vespertina das Noites Trabalho Sujo, que chega tardiamente ao verão deste ano para trazer o sol, com presenças ilustres além da discotecagem de Alexandre Matias, que convidou o próprio Mancha para dividir o som nesta tarde – e quem apresenta-se ao vivo são o fino da psicodelia paulistana desta década, o quarteto Applegate, prestes a lançar mais um novo single. Começamos às 16h20 e vamos até o começo da noite, fechando esse fim de semana ensolarado numa bowa.

Sussa – Tardes Trabalho Sujo
Discotecagem de Alexandre Matias e Mancha
Show: Applegate (17h30)
R$ 20,00 – 16h20
Casa Do Mancha
R. Felipe de Alcaçova – Pinheiros. São Paulo.
Telefone: (11) 3796-7981
A casa aceita cartões de débito.

Tops mais pop ainda

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A banda canadense Tops lança o segundo single (“Witching Hour”) antes do lançamento de seu novo álbum, I Feel Alive, e confirma uma suspeita que a faixa-título, anunciada em janeiro, já havia cogitado: o grupo aos poucos está deixando a sonoridade retrô que o caracterizava para abraçar uma atmosfera mais moderna, embora não abandone seu senso melódico nem queira soar contemporâneo demais. Ou seja: mudando um pouco para não mudar muito – e assim os fãs suspiram aliviados.

I Feel Alive (veja o clipe da faixa-título abaixo) será lançado em abril e traz um close na vocalista Jane Penny na capa (acima) e a seguinte ordem de músicas.

“Direct Sunlight”
“I Feel Alive”
“Pirouette”
“Ballads & Sad Movies”
“Colder & Closer”
“Witching Hour”
“Take Down”
“Drowning In Paradise”
“OK Fine Whatever”
“Looking To Remember”
“Too Much”

Johnny Jewel não para!

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Não bastasse estar à toda com seus Chromatics (sacando versão dupla do ótimo disco que lançou ano passado, seguido de música inédita), o norte-americano Johnny Jewel parece ter entrado num flow criativo intenso – e acaba de lançar uma versão estridente e sinuosa para a clássica “Bizarre Love Triangle” com mais uma de suas inúmeras bandas, desta vez o trio Desire, composto por ele, o comparsa de Chromatics Nat Walker e a cantora canadense Megan Louise.

Uma versão bem simples, mas absorta no universo sonoro de nosso herói.

Billie Eillish, Bond girl

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Alguém chegou tão rápido no topo tão cedo? Billie Eilish vem colecionando trunfos pesados em sua curta carreira e o feito mais recente foi assinar uma música-tema para um filme de James Bond, tornando-a a artista mais nova a compor uma canção para a longeva série que acompanha o espião britânico. A balada “No Time To Die” tem o mesmo nome do 25° filme da série, que marca a estreia de Cary Joji Fukunaga (o mesmo da série True Detective) na direção e a despedida de Daniel Craig como o agente 007. A nova canção é simples e carrega um pouco da dramaticidade típica das baladas inspiradas no espião, aumentada pelas cordas regidas por Hans Zimmer.

Ao ser convidada para escrever tal canção, ela se junta ao seleto time de artistas que já compuseram canções para o personagem de Ian Fleming, que inclui Duran Duran, Carly Simon, Adele, Sam Smith, Shirley Bassey, Gladys Knight, Garbage, Nancy Sinatra, Chris Cornell, Tom Jones, Alicia Keys com Jack White, Sheryl Crow, Madonna, Tina Turner, A-ha e os Wings de Paul McCartney, entre outros.

O feito é só mais um a tornar a jovem de 18 anos em uma das principais apostas do mainstream fonográfico. Além do desempenho comercial e de crítica de seu primeiro disco, When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, um dos melhores do ano passado, ela ainda levou o título de segundo disco em vinil mais vendido de 2019 (ficando atrás apenas de Abbey Road, dos Beatles, que, por sua vez, além de ter tido uma reedição luxuosa no ano passado, também chegou ao topo da lista dos vinis mais vendidos na década), além de levar quatro dos principais Grammy do ano pra casa (Melhor Novo Artista, Disco do Ano, Canção do Ano e Gravação do Ano), além de apresentar-se na cerimônia de premiação (veja abaixo).

E como se não bastasse tudo isso, ela ainda foi chamada para apresentar-se no Oscar, puxando uma versão de “Yesterday” dos Beatles no momento em que a Academia Cinematográfica norte-americana lembrava-se dos artistas que morreram no ano passado.

Vai longe, hein…

Quando Armandinho encontra o BaianaSystem

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Há 70 anos, uma dupla de músicos eletrificava uma espécie de violão montado num corpo maciço para inaugurar uma novidade no carnaval baiano: um cortejo itinerante guiado por um carro, em que os músicos, em vez de andar no chão com o público, apresentavam-se alguns centímetros acima do chão. A eletricidade que aumentava o volume do novo instrumento, que emulava as frases musicais ditas por naipes de sopro nos blocos mais tradicionais da época (de influência pernambucana), serviu como desculpa para batizar o novo formato de apresentação – era o trio elétrico fundado por Dodô e Osmar, que a princípio desfilou como “dupla elétrica” escrito na porta do velho Ford 1929 e que mudou o nome para trio com a entrada do músico Temístocles Aragão no ano seguinte. O experimento fez tanto sucesso que no ano seguinte conseguiu patrocínio, elevando ainda mais aquele palco itinerante que moldaria o carnaval de Salvador numa caçamba de caminhão.

O novíssimo instrumento – chamado no início de “pau elétrico” – foi a primeira guitarra elétrica da história do Brasil e desde 1950 vem se modernizando até ser reconhecido pelo nome que se tornaria oficial: a guitarra baiana. Junto com os tambores dos blocos afro, o pequeno instrumento é a cara da música de rua baiana e passou por diferentes fases, até ser reinventado há uma década pelo grupo BaianaSystem, que teve seu nome inclusive tirado do instrumento (fundindo-o com outra inspiração do grupo, os soundsystems jamaicanos).

Foto: Cartaxo

Foto: Cartaxo

Por isso a aproximação do Baiana com Armandinho, filho de Osmar Macedo, herdeiro do trio elétrico criado pelo pai e ele mesmo um divisor de águas da história do instrumento, a partir dos anos 70, não é propriamente uma surpresa – era inevitável. Depois de dois singles produzidos por Daniel Ganjaman depois do lançamento do excelente O Futuro Não Demora (os outros foram “Cabeça de Papel” e “Miçanga“), o grupo vem agora com “Corrida Elétrica”, faixa instrumental produzida por eles mesmos, que coloca dois guitar heroes baianos, Armandinho e Beto Barreto, num páreo de solos que não deixa ninguém parado – e que remete à Autobahn do Kraftwerk para além do design da capa.

Pisa fundo, Baiana!

Sexta Trabalho Sujo #013: Bruno Schiavo

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O cantor e compositor paulista Bruno Schiavo mostra as composições de seu primeiro disco A Vida Só Começou da edição desta semana da Sexta Trabalho Sujo, no Estúdio Bixiga, a partir das 21h (mais informações aqui). Schiavo lançou “Califórnia”, a primeira música de seu disco em primeira mão aqui no Trabalho Sujo e lançou há pouco a ótima “Orestes Revisitado” – e o disco sai logo após o carnaval. Mas dá pra sacar antes, no show desta sexta. Vamos?