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Black Pantera sem respirar

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O grupo mineiro Black Pantera lança a pesada “I Can’t Breathe”, composta em referência às últimas palavras de George Floyd, assassinado pela polícia norte-americana no fim do mês passado e estopim dos levantes que têm tomado os EUA na última semana.

Giovani Cidreira + Mahal Pita = Mano Mago

Foto: Matheus L8

Foto: Matheus L8

Os baianos Giovani Cidreira e Mahal Pita, ex-BaianaSystem, se uniram em um novo projeto produzido pelo guitarrista dos Boogarins Benke Ferraz: Mano Mago mergulha na tradição da música baiana, mas por vias eletrônicas, toques e batuques recriados sinteticamente dando às canções dramáticas e épicas de Giovani uma nova paisagem musical, afrofuturista e sentimental, entre o pagodão, o R&B e o trap. Ficou bonito.

Todo o show: Nick Cave no Projeto SP, em 1989

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Outro dia, Thomas Pappon lembrou em sua página no Facebook sobre a primeira vinda de Nick Cave para o Brasil, no final dos anos 80:

“Um belo dia, tipo no final de 1988, soubemos que Nick Cave & The Bad Seeds viriam, pela primeira vez, ao Brasil. Eu trabalhava na ‘gravadora deles’ no país, a Stiletto, tinha escrito os press-releases dos dois discos lançados ali (Kicking Against the Pricks e Tender Prey) e falava bem inglês. Logo, fui dos primeiros a conhecê-los, num hotel no Rio de Janeiro; conduzi a primeira coletiva, nesse hotel. Lembro que fiz um erro de tradução: o título do romance de estreia do Cave, ‘And the Ass Saw the Angel’, traduzi como ‘E a Bunda viu o Anjo’. Gênio! Mas, no dia seguinte, tomando caipirinha na Barra da Tijuca, onde os Bad Seeds finalmente puderam entrar no mar (levados pelo querido Jose Roberto Mahr), o Blixa Bargeld (guitarrista alemão, líder dos Einstuerzende Neubauten) gentilmente me corrigiu: É ‘E o Burro Viu o Anjo’, uma citação bíblica. Valeu, Blixa. Foi mal.

Eles fizeram dois shows: em 12/04/1989 no Scala (Rio), e em 15/04 no Projeto SP (São Paulo). E hoje, tive a dupla surpresa de ver que o show em SP foi filmado, e que foi bom mesmo, como eu lembrava. PS: Cheguei em cima do show, vindo de BH, onde fui visitar minha namorada. Quando o empresário deles, o Rayner, me viu, disse: ‘Pô, onde você estava? Tentamos te achar. Queríamos que tua banda (o Fellini) abrisse o show!'”

E tá aí o show que Thomas comentou, em toda sua glória em baixa resolução no YouTube, tirado de um VHS que gravou o programa que cobriu o show na época para a TV aberta (pois é…):

“From Her To Eternity”
“Deanna”
“City Of Refuge”
“The Mercy Seat”
“500 Miles”
“Jack’s Shadow”
“Sugar Sugar Sugar”
“Black Betty”
“Train-Long Suffering”
“Muddy Waters”
“Saint Huck”
“New Morning”

Neste show, Cave conheceu Viviane Carneiro, sua futura namorada e mãe de seu filho brasileiro Luke, e passou a morar em São Paulo, até 1993 (a foto na Mercearia, que ilustra o post, foi pinçada de um especial que o UOL fez sobre esta temporada paulistana do cantor).

Bom Saber #004: Negro Leo

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Meu convidado desta semana no programa Bom Saber é meu querido amigo, o grande Negro Leo, um dos artistas mais inquietos e instigantes da nova música brasileira. Maranhense deslocado para o Rio no início do século, mudou-se para São Paulo há três anos com sua companheira Ava Rocha e a filha Uma, estabelecendo uma carreira que começou a florescer ainda mais nesta nova cidade. Leo tem feito conexões internacionais e extramusicais, trabalhou como ator na Pretoperitamar, musical que celebrava os 70 anos de Itamar Assumpção, e finalmente prepara a chegada de seu próximo álbum, Desejo de Lacrar, que deve ser lançado em julho deste ano, após quase três anos de gestação, ao lado do baterista Sergito Machado, do baixista Fabio Sá e do tecladista Chicão. O disco seria lançado no final de março, mas a quarentena adiou ainda mais os planos e eu parto deste disco para falar sobre arte, quarentena, lives, São Paulo, política e outros assuntos que fluem nesse papo sempre franco e bem humorado com este jovem mestre.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas, atualizado todo sábado em meu canal do YouTube (assina lá!). Já conversei com o Bruno Torturra, a Roberta Martinelli e o Ian Black e quem colabora financeiramente com o meu trabalho (pergunte-me como no trabalhosujoporemail@gmail.com) assiste ao programa no dia do lançamento, no próprio sábado. Quem não paga, assiste na semana seguinte.

O final do mindfuck

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A série alemã Dark anuncia sua terceira e última temporada para o final deste mês e a minha dica é reassistir as duas primeiras temporadas neste mês para que sua cabeça não funda de vez!

On the run #169: The Confinement Vol. 01: Africa

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Essa foi uma dica do Ramiro, que escreveu o texto de apresentação da mixtape. Jorge Dubman, baterista e beat maker do grupo baiano de afro beat Ifá, assume sua persona Dr. Drumah para enfileirar samples, beats e trechos de músicas de todo o continente africano em uma sequência de faixas batizada de The Confinement Vol. 01: Africa, em que mistura sons da Nigéria, do Gana, da Etiópia e de outros países em um trip sônica de quarentena. Sente só:

Chico Science entre o pós-punk e o hip hop

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E essa versão demo de “A Cidade”, gravada na versão pré-histórica da Nação Zumbi chamada Bom Tom Rádio? O grupo era formado por Chico Science, Jorge du Peixe e o produtor H.D. Mabuse. Entre o pós-punk e o hip hop oitentista, dava o recado com a música que depois se tornaria hit nos anos 90, mas com a vibe oitentista que adubou o caminho para o surgimento do mangue beat.

Que pérola.

Trabalho Sujo fora do Facebook

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A partir de junho paro de publicar na a página do Trabalho Sujo no Facebook. Ela continuará existindo, mas não será mais atualizada. É uma decisão de cunho pessoal (perco muito tempo com essa rede social), profissional (os leitores precisam voltar a visitar este site para saber do que venho fazendo, em vez de esperar que um link apareça em sua timeline) e político (o Facebook é o shopping center da internet, precisamos retomar as ruas digitais originais, a web). A alternativa para acompanhar o que venho fazendo é assinar minha newsletter mandando um email para trabalhosujoporemail@gmail.com – e também assinar meu canal no YouTube, em que não só venho atualizando diariamente com o CliMatias, como devo focar parte da minha produção online ali. E são apenas algumas das primeiras transformações que vão acontecer por aqui durante o ano…

Vida Fodona #644: Festa-Solo (25.5.2020)

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Toda segunda, às 21h, no twitch.tv/trabalhosujo

Velvet Underground – “Cool It Down”
Astrud Gilberto – “Beginnings”
Yo La Tengo – “Moby Octopad”
Gilberto Gil – “Indigo Blue”
Anelis Assumpção – “Chá de Jasmim”
Otto – “Soprei”
Metronomy – “She Wants”
Beatles – “Lovely Rita”
Rapture – “Miss You”
John Cale + Terry Riley – “The Protege”
Cocteau Twins – “Cherry-Coloured Funk”
Walter Franco – “Cena Maravilhosa”
Jim James – “We Aint Getting Any Younger Pt. 2”
Memory Tapes – “Green Knight”
Washed Out – “Feel It All Around”
Garotas Suecas – “Bucolismo”
Unknown Mortal Orchestra – “Swim And Sleep (Like A Shark)”
Doors – “My Wild Love”
Syd Barrett – “Baby Lemonade”
Siba – “O Inimigo Dorme”
Bill Withers – “Everybody’s Talkin'”
Van Morrison – “Astral Weeks”
Jupiter Apple – “Welcome to the Shade”
João Gilberto – “Undiú”
Letuce – “Animadinha”
Isaac Hayes – “Never Can Say Goodbye”
Bruno Schiavo – “Orégano”
Pelados – “O Fim”
Thiago França – “Dentro da Pedra”
Miles Davis – “So What”
Lambchop – “The Old Gold Shoe”
Nina Becker – “Toc Toc”
David Bowie – “Life on Mars?”
Fagner – “Traduzir-se”
Angel Olsen – “Sister”

 

Jair Naves 2020: “Já não se permite que eu sonhe”

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O paulistano Jair Naves começou a gravar seu próximo disco no início do ano, mas só conseguiu finalizar uma música antes da quarentena começar. “Em vez de esperar finalizarmos o restante do repertório para divulgarmos qualquer uma das canções, achei que faria sentido divulgar essa agora, mesmo não sendo o melhor momento em termos estratégicos, mercadológicos ou seja lá qual for o termo que você ache mais adequado”, escreveu em sua página no Facebook, explicando antecipar o lançamento de “Irrompe”, que também chega como clipe. “Embora tenham sido escritos quando o planeta ainda vivia a sua antiga normalidade, os versos dessa música ainda fazem sentido no contexto. Talvez até mais do que quando foram gravados. Entre as muitas leituras possíveis, gosto de pensar que ‘Irrompe’ fala não só sobre uma brutalidade coletiva irracional que surge aparentemente do nada e foge de qualquer controle, mas também sobre quem ou o que nos serve de abrigo quando tudo parece ter ficado difícil demais.”