Trabalho Sujo - Home

Os coelhos de David Lynch

rabbits

Nosso querido David Lynch segue alimentando seu canal no YouTube e acaba de desenterrar o primeiro episódio da série Rabbits, que produziu em 2002. Um sitcom nonsense de terror, a série tem nove episódios e é estrelada pelos mesmos atores que participam do imortal Cidade dos Sonhos, do ano 2000: Scott Coffey, Laura Elena Harring e Naomi Watts, que dividem uma sala de estar e diálogos que não fazem muito sentido, intermediado por uma claque pré-gravada. A trilha sonora do seriado é do compositor favorito dos filmes de Lynch, Angelo Badalamenti.

Em breve ele deve soltar os outros… Em breve…

O último show dos Stooges com a formação original

stooges-1970

Não bastasse lançar todas as gravações do clássico Fun House em uma caixa, vem aí mais uma raridade do baú dos Stooges: o único show do grupo gravado em uma mesa de som, o último com a formação original da banda, vai virar disco! Live at Goose Lake: August 8th, 1970 será lançado exatamente 50 anos depois desta apresentação e reúne Iggy Pop (claro) nos vocais, o guitarrista Ron Asheton, o baterista Scott Asheton e o baixista Dave Alexander, que foi expulso da banda após este mesmo show (como reza a lenda, por não ter conseguido tocar, o que o disco acaba desmentindo). Para antecipar o disco, eis uma versão turbo para “T.V. Eye”.

O grupo tocou a íntegra do recém-lançado Fun House e a gravadora de Jack Black Third Man, responsávek pelo lançamento e que já o colocou em pré-venda em vinil, brinca que algumas perguntas sobre aquela apresentação finalmente serão respondidas: Iggy Pop incitou o público a depredar o lugar? Por isso mesmo, a organização do evento cortou a energia do show da banda antes do fim? A ouvir – por enquanto, segue o repertório do show e do disco.

“Intro”
“Loose”
“Down On The Street”
“T.V. Eye”
“Dirt”
“1970 (I Feel Alright)”
“Fun House”
“L.A. Blue”

Guilherme Held convoca Letieres Leite

guilhermeheld-letieres

O guitarrista Guilherme Held está preparando lentamente seu primeiro disco solo, chamado de Corpo Nós, projeto que vem acalentando há uma década. “O cara que mais me pôs pilha pra gravar esse disco foi o Rômulo Froes, que vem me falando sobre isso há uns dez anos. Quando o chamei para fazer a direção artística do disco, ele topou”, me conta o guitarrista, que está lançando o terceiro single deste seu disco de estreia, “Sorongo”, uma homenagem ao mítico percussionista autor do clássico Krishnanda, que conta com a participação de ninguém menos que o maestro baiano Letieres Leite, que não só fez o arranjo da banda como providenciou metais e percussão para este afrossamba à paulistana, que será lançado nesta sexta-feira nas plataformas digitais e que ele antecipa em primeira mão no Trabalho Sujo, num vídeo dirigido por Luan Cardoso.

“‘Sorongo’ é uma faixa instrumental que veio como um afrossamba e eu já tinha a ideia de fundir isso com elementos de música eletrônica e timbres que remetessem aos anos 80, apesar de ela soar bem setentista, porque eu uso um fuzz na parte do final que sugere aquela onda na psicodelia setentista nigeriana”, ele me explica, antecipando como convidou o maestro baiano para participar da faixa. “O Let é um amigo de longa data, a gente trabalhou pela primeira vez juntos no disco Cavaleiro Selvagem da Mariana Aydar e ficamos amicíssimos, ele é um ídolo e um cara que tenho uma consideração muito grande. E com isso a gente teve a ideia de chamar a Orquestra Rumpilezzinho, que é um projeto que ele tem em Salvador, que reúne jovens carentes com um talento musical inacreditável – as percussões e os metais são deles. A ideia desta fusão de Bahia com São Paulo, trazendo elementos do synthbass do Marcelo Cabral, da linguagem da bateria do Serginho Machado, para entender essa sacada da música africana com elementos de música eletrônica, foi o time perfeito.” A capa do single (abaixo) foi feita por Diego Max.

sorongo

“Sorongo” é o terceiro single que o guitarrista já lançou do novo disco, depois de “Pólvora” (que contava com as participações de Tulipa e Gustavo Ruiz) e “Direito Humano” (com Ná Ozzetti e Juliana Perdigão) e as participações em cada single são só uma amostra do time que ele conseguiu reunir um time de artistas, músicos e intérpretes que resumia sua trajetória musical. “Desde o começo, a gente já sabia que era um disco do meu lado compositor mais que guitarrista”, ele continua. “Até porque eu já toquei tanto esse meu lado em tantos discos e shows, que faltava mostrar esse outro lado. Nisso, observando as músicas, percebi que cada música remetia a pessoas que eu já acompanhei, cantores e músicos que fazem parte da minha caminhada. Na empolgação disso tudo, a gente acabou cedendo pra ser um disco de confraternização de meus amigos da música, que tem uma ficha técnica extensa, tem cinco bateristas, cinco baixistas, dezessete cantores…”

Ele começa a enumerar: “Criolo, Maria Gadu, Lanny Gordin, Letieres Leite, Rodrigo Campos, André Lima, Simone Sou, Pedro Fontes, Cuca Ferreira, Daniel Gralha, Thalma de Freitas, Iara Rennó, Douglas Antunes, Thomas Harres, Tulipa Ruiz, Juçara Marçal, Rubel, Curumin, Mariana Aydar, Ná Ozzetti, Péricles Cavalcanti, Fernando Catatau, Ròmulo Froes, Felipe Catto, Juliana Perdigão, Beto Bruno, Marcelo Mitsu, Kika, Thiago França, Sérgio Machado, Décio 7, Felipe Roseno, Dustan Gallas, Fabio Sá, Bruno Buarque, Marcelo Cabral, Rômulo Nardes, Maurício Badé… Até eu canto!”, ri, falando sobre a faixa de abertura do disco.

O processo de produção foi um mergulho naquilo que Rômulo chamou de “o baú do Gui Held”, uma pasta no computador do guitarrista em que ele ia gravando várias ideias musicais. “São inúmeras músicas, completas, incompletas, fatias e pedaços de músicas, só harmonias, riffs, cacos sortidos, que a gente pra juntava um caco de um ano com um caco de outro. Somando tudo devem dar uns três mil arquivos de uns dez, doze anos que venho juntando, sempre guardando daquele jeito que músico compõe e guarda. A gente fez uma peneira, chegamos em 75 músicas, depois em 35 e fechamos em 17”, fechando o disco que é produzido pelo próprio guitarrista, que está começando a mexer com isso.

“É o primeiro disco que eu produzo e foi quase um ano de agendas”, ele explica. “Apesar de não ser um disco tão guitarrístico, ele tem um polimento e cuidado com timbres e escolhas de caminhos de linguagem a partir dos equipamentos que tenho, pedais antigos, guitarras de décadas e estilos diferentes, microfones… Ele tem todo um cuidado estético”.

Zé Manoel lembra que pouco mudou

ze-manoel

O pianista pernambucano Zé Manoel lança a lindíssima e triste “História Antiga” para lembrar que a ferida do racismo segue aberta.

Que música maravilhosa…

Recife Frio: Quando nevou na capital pernambucana

recifefrio

Idiotice dita pelo sujeito que teoricamente é o ministro da saúde comparava a proximidade do nordeste brasileiro com a Europa, o que tornaria a região mais suscetível ao inverno do hemisfério norte (pois é, esse governo é sempre pior do que podemos imaginar). A asneira, claro, virou meme, mas pelo menos serviu para relembrarmos de um dos primeiros curtas de Kleber Mendonça Filho, Recife Frio, de , quando, “daqui a alguns anos” como o futuro indeterminado de Bacurau, a capital pernambucana é assolada por uma frente fria interminável, que provoca inclusive (e, claro, em se tratando de quem é o diretor) felizes comentários sobre a desigualdade social brasileira.

Sem contar que tanto Junior Black quanto Lia de Itamaracá também aparecem. É ótimo.

Passarim fora de órbita

passarim30

Quando Tika, Kika, João Leão e Igor Caracas se juntaram para homenagear o disco que Tom Jobim lançou em 1987, mal sabiam o quanto esta união iria durar. “Estamos há três anos tocando o projeto que criamos sobre o álbum Passarim e nesse projeto reduzimos os arranjos de um disco gravado com orquestrações e coro para nossa formação de quatro integrantes – quatro vozes, bateria, piano, guitarra e sintetizador”, Kika relembra o início de Passarim30. “Fizemos uma pesquisa de timbres, escolhemos as frases mais marcantes do disco, tiramos as linhas vocais com fidelidade e gostamos do resultado, da sonoridade que alcançamos”. Agora o quarteto começa a gravitar em direção a outro mestre da música brasileira, João Gilberto, ídolo dos quatro, que é revisitado através de sua versão para “O Astronauta”, de Carlos Pingarrilho e Marcos Vasconcellos, lançada em primeira mão aqui no Trabalho Sujo no dia do primeiro aniversário sem sua presença entre nós, já que João morreu no ano passado.

“João Gilberto é uma grande referência pra nós, todos temos uma ligação muito forte com a obra dele. Quem lembrou de ‘Astronauta’ foi a Tika, que estava tirando essa harmonia no violão”, Kika continua. “Pensamos que a letra tinha um subtexto de despedida, ficamos imaginando o João Gilberto como sujeito da canção – ele agora mora só no pensamento ou então no firmamento… – e então decidimos que seria um presente pra ele, que se despediu ano passado quase em silêncio, sem muitas homenagens, sem uma nota oficial sequer. Concordamos que ele foi o maior artista brasileiro de todos os tempos, quisemos fazer nossa interpretação para ficar mais perto dele, como uma maneira de dizer que temos saudade e que sabemos o valor de tudo que ele deixou pra nós. O clipe é assinado por Guilherme ‘Guime’ Destro, que recolheu imagens do recôncavo baiano, filmadas numa vila de pescadores chamada Santiago do Iguape em Cachoeira, na Bahia, imagens que remetem às origens da nossa cultura e diversidade artística, além de já ser uma homenagem ao nosso homenageado, que é também baiano.”

O resultado, produzido por Victor Rice, é o primeiro registro fonográfico do grupo, que só havia se apresentado ao vivo, e traz o imaginário musical de João numa bossa nova setentista que acena para os timbres elétricos do soul e o jazz, mas sem perder o minimalismo e as harmonias ousadas do mestre baiano. “A mágica do João Gilberto está na interação da voz dele com o violão, na escolha dos acordes e tempos”, Kika continua falando sobre a versão. “Procuramos preservar ao máximo a harmonia dele e certas jogadas de tempo que ele faz. A maior dificuldade é a mesma de revisitar qualquer música da bossa nova, recriar algo que muitos julgam intocável, por isso temos um cuidado com a escolha do repertório, em não trazer temas que já foram exaustivamente revisitados.”

O registro faz com que o grupo pense para além da homenagem que vinha fazendo. “Há um tempo estamos trabalhando essa ideia de expansão do Passarim30”, continua a cantora. “Nós vemos um potencial enorme em um grupo formado por instrumentistas que são também compositores, produtores, cantores e têm o seu trabalho solo. Praticamente desde o início do projeto nós sempre demos um jeito de incluir alguma música autoral em nossos shows. Procuramos compor em parceria também, o que pode gerar um trabalho completamente autoral no futuro, mas esse primeiro passeio do grupo fora da obra do Tom com João Gilberto é uma consequência natural dessa nossa busca.” Além de “Astronauta”, o grupo também gravou “Borzeguim”, do Tom Jobim, que será lançada em breve.

Bom Saber #005: Fernando Catatau

bomsaber-005

Esta semana trago uma ótima conversa com Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, como principal atração do Clube Trabalho Sujo. É a quinta edição do meu programa semanal de entrevistas, Bom Saber, em que o cantor, compositor e músico cearense reavalia a história de sua banda, sua volta para Fortaleza e o mergulho em si mesmo que o conduziram ao seu primeiro disco solo, que deve materializar-se em breve. Fernando mudou-se novamente para São Paulo para consolidar esta nova fase, mas, como todos, foi surpreendido pela quarentena e teve de readequar seus planos para este novo estágio, mas de peito aberto. Assim foi a conversa com Catatau, cada vez mais tranquilo e consciente de seu papel como artista, personalidade pública e autor.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas, atualizado todo sábado em meu canal do YouTube (assina lá!). Já conversei com o Bruno Torturra, a Roberta Martinelli, o Ian Black e o Negro Leo (assista a todas entrevistas aqui) e quem colabora financeiramente com o meu trabalho (pergunte-me como no trabalhosujoporemail@gmail.com) assiste ao programa no dia do lançamento, no próprio sábado. Quem não paga, assiste na semana seguinte.

O que o Scorsese faz durante a quarentena?

scorsese

O que mais Martin Scorsese poderia fazer durante a quarentena senão filmar? Foi assim que ele topou o desafio da historiadora e apresentadora de TV Mary Beard, que está apresentando a série Lockdown Culture, na emissora BBC. E assim, ele fez sua reflexão sobre o confinamento de 2020, filmada com seu celular, e inspirada no filme O Homem Errado, de Hitchcock, e com uma referência do sábio iraniano Kiarostami.

Um novo Vitreaux

vitreaux-2020

O grupo paulistano Vitreaux está prestes a lançar seu segundo disco, Esperando na Fila, que marca sua consolidação como um conjunto criativo, uma vez que as músicas do disco de estreia foram feitas principalmente por seu líder, o guitarrista e vocalista Lucas Gonçalves, que também toca no grupo baiano Maglore. “Eu levei muita coisa pronta, o Ivan (Liberato, o outro guitarrista e vocalista) tinha acabado de entrar na banda e gravou sem saber as harmonias de algumas músicas, ficou pescando o disco inteiro – para a nossa sorte, ele é um ótimo pescador.”

Já o novo disco foi um trabalho coletivo. “Esse disco foi concebido em casa. Em 2016 estávamos morando juntos, eu, Ivan e João (Rocchetti, baixista e vocalista), todo o departamento de cordas e aí foram nascendo algumas das canções, em conjunto”, lembra Lucas. “Estávamos ouvindo muito Beto Guedes, Almendra, The Band, Clube da Esquina, Tarancón…”, continua. Completa o grupo o baterista Guib Silva. A primeira faixa do disco que sai no fim do mês, “Meia-Luz”, lançada em primeira mão no Trabalho Sujo, mostra esta nova sonoridade, distanciando-os da psicodelia do disco anterior e levando-os rumo à América que fala espanhol.

Descrita por Lucas como “uma marcha violenta, uma guarânia tocada num porão frio”, a música surgiu após o cantor e compositor sentir os ecos da ditadura militar há seis anos. “Boa parte dela foi escrita em 2014, ano que marcava os cinquenta anos do golpe militar”, lembra o líder da banda. “Assisti a um documentário sobre o João Goulart, Operação Condor, e todo aquele cinza. Pelo documentário, vi o prédio do Doi-Codi em São Paulo e coloquei na cabeça que já havia passado na frente, onde hoje funciona uma delegacia. Meio tonto, tentei despejar esse clima ruim que ficou naquele quartinho de pensão no papel, com a ajuda do violão. Aí mostrei para a banda, num ensaio no ano seguinte. Ivan não estava, pois tinha ido acompanhar uma cantora pelo Paraguai, um detalhe que só agora me veio, mas acho que contribuiu de alguma forma para o disco. Em 2016, eu fui morar com João e terminamos a música, a estrutura. Os metais foram gravados pelo Douglas Antunes, do Bixiga 70, na introdução e no final, dobrando o solo de baixo do João.”

O clima pesado e melancólico se reflete pelo disco, segundo Lucas. “A gente queria fazer um disco conectado com a nossa realidade, enquanto latino-americanos”, explica. “Tentamos recriar algumas paisagens de episódios recentes na história do Brasil e da ‘gran pátria’. Um cenário de opressão, cortinas de fumaça, torturas, omissão por parte da mídia, mas também de luta contra o massacre que vem sofrendo o povo brasileiro. Miramos no realismo a partir de uma ótica pessimista.”

O disco foi produzido por Caio Alarcon e é o primeiro lançamento da 3Works, empresa idealizada pelo saxofonista do Bixiga 70, Cuca Ferreira, ao lado de seu compadre baixista, com quem toca no grupo de jazz punk Atønito, Ro Fonseca. “Faz muito tempo que conversamos sobre como de um tempo pra cá, a principal encrenca de um artista não é mais produzir um disco, isto está cada vez mais fácil, acessível e com qualidade cada vez melhor; a encrenca agora é lançar e fazer com que sua música chegue no público”, explica Cuca. “A maioria dos selos ainda coloca muita energia na produção, e depois que o disco é lançado, fica uma sensação de ‘e agora?’. E estamos montando a 3Works a partir da estrutura da Baticum, produtora de audio do Ro. Nem estamos chamando de selo, porque a ideia também é de trabalhar em conjunto com outros selos, focando na etapa de planejamento e lançamento. A quarentena de uma certa maneira catalisou as coisas. Nos impôs um tempo que antes não tínhamos e, principalmente, uma necessidade!”

E Cuca já antecipa os próximos trabalhos: o grupo Valentin, liderado por Julia Valiengo, e a banda Corte, com quem ele divide o palco com Alzira Espíndola, com os companheiros de Bixiga Daniel Gralha e Marcelo Dworecki e o baterista Nandinho Thomaz. “Nosso critério será sempre sons que a gente gosta. Nada técnico nem racional, só emocional”, resume.

Maurício Tagliari solo mesmo

tagliari

Se no ano passado Maurício Tagliari lançou o primeiro disco com seu nome em mais de três décadas de carreira (Maô: Contraponto e Fuga da Realidade, que foi a base para sua temporada no Centro da Terra), agora o músico, compositor e produtor paulistano lança um disco essencialmente sozinho, um sem colaboradores, o extremo oposto do disco de 2019. “Maô: Falta de Estudo #1 foi um disco pensado até antes de lançar o Contraponto e Fuga da Realidade”, ele me explica por email. “A ideia era fazer um trabalho espelho/oposto. Sem colaborações e com sonoridades mais estranhas”.

A quarentena acelerou este processo e ele montou um estúdio caseiro, debruçou-se na estrutura musical dos pigmeus, que deram origem a várias faixas diferentes, como se cada uma delas fosse um exercício específico. “‘Auto sample’ é auto explicativa. Me sampleei e incluí faixas inéditas, “Feedback & Distortion” é um teste de pedais novos, “Pigmeu Bate estaca’ é o som de um bate-estaca de uma obra infernal perto de casa, sampleado e reprocessado mil vezes, “Passageiro” é teste de microfonação para percussão e guitarras e por aí vai.” A gravação, a mixagem e até a capa levam o nome de Taliari. “Esse é solo de verdade, no outro eu estava muito protegido pelos amigos…”

Mas foi só um processo de quarentena (enquanto já vem cogitando um segundo volume), outros ainda incluem novidades do Tanino (grupo de improvisação ao lado de Guizado, Thomas Harres e Pedro Dantas), parcerias com Rodrigo Campos e Saulo Duarte, além de ter feito a trilha sonora para o reality show de zumbis (!) Reality Z.