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Disclosure 2020: “Please don’t fuck up my high”

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Energy está vindo aí e os irmãos Howard e Guy Lawrence estão preparando o terreno direitinho para consolidar o nome de seu grupo Disclosure como um dos principais da pista de dança deste século – mesmo que os tempos de quarentena tirem esse gostinho da gente. “My High”, o novo single deste novo álbum que chega em agosto, é a primeira incursão da dupla no hip hop, quando chamaram os MCs ingleses Slowthai e Aminé para aditivar ainda mais uma música naturalmente frenética. E o hilário clipe gravado antes de entrarmos em quarentena ajuda a aumentar a expectativa…

Carl Reiner (1922-2020)

Carl Reiner, morto nesta terça aos 98 anos e de causas naturais, foi um dos pilares do humor norte-americano do século 20 e era desses gênios que não paravam de trabalhar. Assim, reinventou a comédia em seu país pelo menos três vezes, ao mesmo tempo em que moldou o gênero na televisão, meio cuja linguagem humorística ele praticamente ajudou a inventar. Começou em 1950, trabalhando como ator e depois roteirista do programa de Sid Caesar, Your Show of Shows, onde conheceu nomes como o futuro parceiro Mel Brooks, Woody Allen e Neil Simon. Na década seguinte firmou a parceria com Brooks no programa de variedades Steve Allen Show (e dez anos depois, iriam para o cinema) ao mesmo tempo em que inventou a primeira metasitcom, o Dick Van Dyke Show, estrelado por Dick e Mary Tyler Moore, que narrava os bastidores de uma equipe de um programa de humor para a TV. Ao fim dos anos 70 firmou parceria com o comediante em ascensão Steve Martin, com quem fez os clássicos O Panaca, Cliente Morto Não Paga, O Médico Erótico e Um Espírito Baixou em Mim. A partir dos anos 90 passou a fazer pontas em praticamente todos os programas de humor de sucesso, colhendo os frutos do universo que ajudou a germinar. Não importa se era Mad About You, Frasier, Ally McBeal, House, Two and a Half Men ou Parks and Recreation – cada um destes programas está impregnado pelo DNA de Reiner, que cumpriu sua missão neste plano. Obrigado!

Bom Saber #009: Dodô Azevedo

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Meu convidado desta semana consegue no programa de entrevistas Bom Saber consegue ver otimismo no futuro do Brasil, mesmo com a situação que estamos passando. Escritor e cronista carioca, o chapa Dodô Azevedo já fez música (foi baterista do grupo indie PELVs), escreveu livros (DJ Pessoal e Pessoas do Século Passado), produziu festas (Fofoca e Segredo) e dirigiu filmes (Girassol e Memória Tangerina) e atualmente assina a coluna Quadro Negro na Folha de São Paulo. Na conversa, partimos do assunto quarentena para falarmos sobre o momento que o movimento negro atravessa no país a partir da entrevista do filósofo Sílvio Almeida para o Roda Viva e como ele já está transformando o país há décadas. E a conversa com ele sempre abre janelas para outros múltiplos assuntos (até os bastidores da entrevista com o Kurt Cobain, que ele fez quando o Nirvana tocou no Brasil) e pontos de vistas, tanto que foi a mais longa entrevista até agora… E nos deu até uma ideia no final.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do **Clube Trabalho Sujo** – pergunte-me como colaborar respondendo a este email. Além de Dodô, já conversei com Bruno Torturra, Roberta Martinelli, Ian Black, Negro Leo, João Paulo Cuenca, Fernando Catatau, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui ou lá no meu canal no YouTube, assina lá.

Encontro marcado com Washed Out

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Ernest Greene agenda o lançamento do próximo álbum de seu Washed Out e a partir das músicas que ele já lançou (“Too Late” e “Face Up“, esta última lançada através do Adult Swim do Cartoon Network), o produtor, cantor e compositor norte-americano retoma o caminho rumo à melancolia e à tranquilidade musical características do chillwave, depois de ter explorado seu lado mais funky no disco Mister Mellow, que ele lançou em 2017 pela gravadora de hip hop Stones Throw. Purple Moon marca seu retorno à Sub Pop e a uma sonoridade mais próxima do que espera-se de seu trabalho, reforçado pelo novo clipe da irresistível “Time to Walk Away”.

A capa do disco (já em pré-venda) é aquela aí de cima e a ordem das músicas segue abaixo.

“Too Late”
“Face Up”
“Time to Walk Away”
“Paralyzed’
“Reckless Desires”
“Game of Chance”
“Leave You Behind”
“Don’t Go”
“Hide”
“Haunt”

Arqueologia do Mopho

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Aproveitando a quarentena, o canal Alagoas Musical começou a desenterrar demos das bandas da cena independente local e recentemente desenterrou as demos do Mopho, uma das bandas psicodélicas mais importantes do Brasil. Além das conhecidas Uma Leitura Mineral Incrível, de 1997, e Um Dia de Cada Vez, de 1998, que precederam o homônimo disco de estreia da banda, lançado pela Baratos Afins no ano 2000, o canal ainda descolou uma raridade que eu nunca tinha ouvido: a demo do segundo disco da banda, Sine Diabolo Nullus Deus, gravada ainda com a formação clássica do grupo: João Paulo (vocal e guitarra), Daniel Gontijo (violão), Junior Bocão (baixo) e Hélio Pisca (bateria). Os dois últimos saíram da banda no início de 2002, mudaram-se para São Paulo para formar o Casa Flutuante (levando inclusive parte do repertório), e João Paulo teve de reinventar a banda para gravar o disco, que só sairia em 2004. Mas a essência da banda está toda ali.

Dica do grande Pedro Brandt.

Vida Fodona #652: Festa-Solo (22.6.2020)

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Segunda-feira é dia de Vida Fodona ao vivo no twitch.tv/trabalhosujo, às 21h – este foi o programa da semana passada.

Feelies – “Everybody’s Got Something To Hide (Except Me And My Monkey)”
Thurston Moore – “Hashish”
Can – “Vitamin C”
Ultramagnetic MCs – “Give The Drummer Some”
Zapp & Roger – “More Bounce to the Ounce”
Dr. Dre + Snoop Dogg – “The Next Episode”
Usher + Ludacris + Lil’ Jon – “Yeah”
Christina Aguillera – “Genie in a Bottle”
Flight Facilities + Giselle- “Crave You”
Dexy’s Midnight Runners – “Come On Eileen”
Malu Maria – “Diamantes na Pista”
Bárbara Eugenia – “Perdi”
Chromeo – “6 Feet Away”
Angel Olsen – “New Love Cassette (Mark Ronson Remix)”
Beastie Boys – “Gratitude”
Cream – “Swlabr”
Mutantes – “Mágica”
Paul McCartney – “Check My Machine”
Erasmo Carlos – “Mané João”
Tim Maia – “O Caminho do Bem”
Bob Dylan – “False Prophet”
Neil Young – “Homegrown”
Norah Jones – “To Live”
The Band – “Orange Juice Blues (Blues For Breakfast)”
Supercordas – “6000 Folhas”
Boogarins + O Terno – “Saídas e Bandeiras No. 1”
Maria Bethania – “Estácio, Holy Estácio”
Paulinho da Viola – “Falso Moralista”
Gilberto Gil – “Back in Bahia”
Itamar Assumpção – “Prezadissimos Ouvintes”
Lô Borges – “Canção Postal”
Chico Buarque – “Caravanas”
Criolo + Milton Nascimento – “Cais”
Josyara – “Mansa Fúria”
Metá Metá – “Trovoa”

Sign O’ The Times em uma caixa com treze vinis!

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Depois que o Prince morreu seu enorme acervo começou a ser aberto ao público e a mais nova obra a ser dissecada é seu clássico duplo Sign O’ The Times, que lançou em 1987, quando estava no topo de sua popularidade e importância no mundo da música pop. A reedição vem em versão cavalar, numa caixa com 8 CDs ou 13 vinis, além de um livro de 120 páginas com ensaios escritos por amigos do monstro sagrado como Dave Chappelle, Lenny Kravitz e a engenheira de som Susan Rogers, entre outros, fotos inéditas de Jeff Katz e as letras do disco com a caligrafia de Prince.

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Na parte musical são 63 músicas inéditas, gravadas no mesmo período do disco, e 45 tiradas de seu baú, como uma versão para “I Could Never Take The Place Of Your Man” gravada em 1979, duas versões inéditas (incluindo um remix de Shop Pettibone) para “Strange Relationship”, versões alternativas para “The Ballad of Dorothy Parker” e “Forever in My Life” e músicas que Prince nunca lançou, que iriam para três discos que ele gravou e desistiu de lançar em 1986, The Dream Factory, Camille e Crystal Ball, entre elas uma versão para “Witness 4 the Prosecution” que foi antecipada com o anúncio da caixa, que será lançada em setembro e já está em pré-venda.

Discutindo o racismo estrutural

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A editora Companhia das Letras segue com seu festival de não-ficção online Na Janela, que desta vez promoveu uma série de debates sobre racismo no Brasil em seu canal no YouTube e a mesa que reuniu os acadêmicos Cida Bento, Silvio Almeida e Jurema Werneck sobre a questão do racismo estrutural e institucional no Brasil, com ótima mediação feita por Ronilso Pacheco, é mais uma dessas aulas que a gente precisa parar e assistir com atenção.