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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Isabella Sartorato e Celacanto @ Picles (23.6.2026)

O próximo Inferninho Trabalho Sujo vai acontecer no Picles e ainda demora um tempo pra acontecer, mas já deixa anota aí na agenda porque dia 23 de abril vamos reunir a banda de indie-prog Celacanto com o trabalho indie pop de Isabella Sartorato, que deve ter novidades até a semana do show. Os ingressos já estão à venda e se você já reservar o seu online e chegar antes das 21h30 não paga pra entrar! Depois dos shows, eu e Francesca incendiamos a pista do sobrado mais freestyle daquele canteiro de obras chamado Pinheiros. Os ingressos já estão à venda. Vamos!

A vez da Isinha

A guitarrista Isabella Sartorato, que toca nesta quinta no Inferninho Trabalho Sujo no Picles e começou sua carreira no final do ano passado, quando fez seu primeiro show nessa mesma festa, só que no Redoma, aproveita mais um show em sua breve carreira para dar seu primeiro passo fonográfico, lançando seu primeiro single, “Os Meninos”, nesta sexta-feira. “Escolhi essa música para ser o primeiro single porque foi uma das primeiras que escrevi e ajudou a definir a estética e a linha de raciocínio que eu gostaria de seguir com as outras composições que vieram depois”, ela fala mais sobre a faixa, que está lançando sob o nome de Isinha, a forma como muitos a conhecem e nome que também batiza sua banda e apesar de ser uma exímia guitarrista, deixa o foco no instrumento atrás de seu apelo pop. “Além disso, ela tem característica mais pop, que faz sentido pra um single. Outra coisa é que ela também tem uma espécie de punch line logo de cara, e eu pensei que seria uma boa para atiçar possíveis ouvintes interessados”. E ela antecipou o single em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo.

Ouça abaixo:  

Rádio Eldorado (1958-2026)

Que notícia horrível essa do encerramento das atividades da Rádio Eldorado. O Grupo Estadão simplesmente livrou-se de quase 70 anos de história da música e da comunicação em São Paulo como quem joga fora um envelope usado, demitindo toda a equipe e desligando os equipamentos como quem se livra de um incômodo. Falam que vão manter a marca como uma presença online, mas isso não quer dizer muita coisa. A tradição e a referência para gerações de ouvintes foi jogada no lixo. Que merda.

Despedindo-se do Rastilho

Na semana passada, Kiko Dinucci apresentou seu terceiro disco solo, chamado de Medusa e previsto para agosto desse ano, no palco do Centro da Terra e, nesta quarta-feira, no Bona, começou o processo de despedida do disco anterior, o ótimo Rastilho, lançado há seis (!) anos e que funcionou não apenas como trilha sonora do pior período da pandemia em 2020 (abrindo novas camadas de leitura para um disco que, como disse o próprio durante o show, soa originalmente como um faroeste à brasileira) como consolidou a reputação de Kiko como um dos principais nomes da música brasileira contemporânea. E nestes shows de despedida ele escolheu tocá-lo sozinho ao violão, sem o coro das pastoras que o acompanhava nas versões ao vivo anteriores, enfatizando a natureza percussiva do instrumento, que também bebe na música brasileira instrumental dos anos 70. E no embalo do show que fez sobre Medusa há uma semana, aproveitou para comentar quase todas as canções, explicando os títulos, os contextos e a história do álbum, incluindo algumas músicas alheias ao trabalho no repertório. Entre elas, duas que evocam entidades que ele pode conviver, como Jards Macalé (puxando “Coração Bifurcado”, parceria dos dois) e Elza Soares (de quem cantou a sua “Pra Fuder”, antes de contar um causo que aumenta ainda mais a lenda de Mulher do Fim do Mundo). E depois de terminar o show com a retumbante faixa-título, puxou um bis instantâneo em que cantou sua antiga “Roda de Sampa” (da época do Bando Afromacarrônico) e a épica “São Jorge”, encerrando a noite com sua versão para “Ronda”, de Paulo Vanzolini. Bom demais.

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Músicas inéditas de Neil Young… compostas em 1963!

Neil Young manda notícias e avisa que em breve teremos mais um disco com sua atual banda, os Chrome Hearts, com quem já gravou um álbum (Talking to the Trees, do ano passado) e tem feito shows. Ainda sem título, o novo disco foi gravado rapidamente no estúdio Shangri-La de Rick Rubin em Los Angeles, nos EUA, e traz oito músicas, três delas que Young resgatou de seu próprio arquivo pessoal, compostas em 1963 – quando tocava com sua banda adolescente The Squires – e nunca lançadas! “Eu e os Chrome Hearts gravamos cinco músicas novas, quatro no primeiro dia e uma no segundo”, lembra no post que publicou em seu site, “E então as músicas acabaram, precisávamos de outras. Na manhã seguinte, acordei com uma música na cabeça e comecei a tocar. Fucei meus arquivos e descobri que ela era de 1963 e nunca tinha sido lançada. E tinha mais. Encontrei outras… igualmente não lançadas! Três músicas com mais de sessenta anos e outras cinco novinhas! Terminamos de mixar e fechar tudo em um mês, assim que virou a lua cheia, dia primeiro de abril. Foi rápido!”. Que beleza! E estamos falando de um cabra com 80 anos de idade, hein!

Courtney Love ♥ Geese

Courtney Love já vinha se aproximando do Geese há um tempo, primeiro dizendo que tinha curiosidade sobre a banda, para depois falar que estava começando a gostar até assumir que havia virado fã. Agora ela dá mais um passo nessa escalada ao gravar, ao lado da amiga Baby Queen, uma versão caseira para o hit “Au Pays Du Cocaine” da banda nova-iorquina. Se liga…

Assita abaixo:  

Gregg Foreman (1972-2026)

Fundador da clássica banda de pós-punk/garage rock dos anos 90 nos EUA Delta 72, o músico, DJ e jornalista Gregg Foreman foi encontrado morto em sua casa nesta terça-feira. Além de liderar sua banda entre 1994 e 2001, ele trabalhou com artistas como Steve Albini, Jello Biafra, James Williamson, Alan Vega, Bobby Gillespie e Mark Lanegan, além de ter dirigido a banda de Cat Power por um bom tempo e ter feito parte do Pink Mountaintops e do Gossip. Foi também DJ de mod e pós-punk e tinha uma festa na Filadélifia chamada The Turnaround, além de ter atuado como jornalista de música no final dos anos 90 e ter seu próprio programa de entrevistas no rádio chamado The Pharmacy. Um herói do underground dos EUA, amado por vários artistas e desconhecido do público em geral.

O Inferno do Boards of Canada

A espera terminou. Depois de teasers e pôsteres, a dupla escocesa preferiu ir direto ao ponto antes de começar uma caça ao tesouro como a que fez em 2013 antes de anunciar seu Tomorrow’s Harvest. O novo disco chama-se Inferno e será lançado no próximo dia 29 de maio. Não sabemos se haverá algum single ou clipe antes do lançamento nem se a “faixa 05” que eles liberaram esses dias é a quinta música do disco, “Father and Son”. Aliás, isso é uma das poucas coisas que sabemos sobre o álbum, sua capa e o nome das 18 músicas.

Veja abaixo:  

Massive Attack ♥ Tom Waits

Eis um trecho de “The Fly”, faixa falada por Tom Waits que virá no lado B da versão em vinil da recém-lançada colaboração do mestre com o grupo Massive Attack, “Boots to the Ground“.

Ouça abaixo:  

Chico Buarque: Até cubanos!

Em sua passagem por Cuba neste mês, 34 anos depois de sua última viagem à Havana, Chico Buarque foi saudado nas ruas e até deu uma palhinha ao cantar a “Pequeña Serenata Diurna” de seu compadre Sílvio Rodríguez nas ruas da capital caribenha. Que beleza!

Assista abaixo: