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Todo o Show: Metá Metá no Sesc Pompeia, 2020

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Eis a íntegra da apresentação do Metá Metá, a melhor banda do Brasil, dentro da programação do Sesc Ao Vivo, sexta passada. Não tem o apuro visual da direção da live que fizeram na Casa de Francisca, mas é Juçara e um microfone, Thiago e seu sax, Kiko e seu violão – não precisa de mais que isso pra que eles estremeçam o chão, sempre.

“Exu”
“Vale Do Jucá”
“São Jorge”
“Ossanyn”
“Atoto”
“Samuel”
“Trovoa”
“Sozinho”
“Let’s Play That”
“Na Multidão”
“Tristeza Não”
“Vias De Fato”
“Obá Iná”
“Obatalá”

Vida Fodona #684: Festa-Solo (12.10.2020)

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Será que hoje é o último Festa-Solo às segundas-feiras? Confere no twitch.tv/trabalhosujo a partir das 21h… O da semana passada foi assim:

Stevie Wonder – “Ordinary Pain”
Kool & The Gang – “Jungle Boogie”
Curtis Mayfield – “Move on Up”
Ike & Tina Turner – “Livin’ for the City”
Gil-Scott Heron + Brian Jackson – “The Bottle”
Tim Maia – “Guiné Bissau, Moçambique e Angola”
Jorge Ben – “Eu Vou Torcer”
Neville Brothers – “In the Still of the Night”
Caetano Veloso + Banda Black Rio – “Odara”
Funkadelic – “One Nation Under a Groove”
Chromeo – “Clorox Wipe”
Jessie Ware – “Ooh La La”
Dua Lipa – “Hallucinate”
New Order – “Blue Monday”
Pet Shop Boys – “Left to My Own Devices”
Madonna – “Beautiful Stranger”
Lulu – “The Man Who Sold The World”
Chromatics – “The Page”
Kanye West + Pusha T – “Runaway”
Juliana R. – “Dry These Tears”
David Bowie – “Across the Universe”
Caetano Veloso – “For No One”
Siouxsie and the Banshees – “Dear Prudence”
Booker T & The MG’s – “Golden Slumbers”/”Carry That Weight”/”The End”
Booker T & The MG’s – “Here Comes the Sun”
Booker T & The MG’s – “Come Together”
Beatles – “Something (Instrumental)”
Beatles – “Oh! Darling (Instrumental)”

Zé Manoel 2020: “O que me causa dor, vira poeira”

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“Eu sonhei com essa música cantada por um coro, desses característicos de terreiros de candomblé, acompanhado por tambores vibrantes, uma coisa linda”, lembra Zé Manoel ao falar sobre “Adupé Obaluaê”, single que antecipa seu próximo álbum, Do Meu Coração Nu, que chega às plataformas digitais na próxima sexta. “Acordei com a música reverberando… ‘Adupé meu pai Obaluaê… ‘ Na mesma hora peguei o celular e gravei a música, já acompanhando com o piano da forma que toquei na gravação do disco.” A faixa, como o disco, tem produção do baiano Luisão Pereira, que também toca o baixo da música e conta com arranjo de sopros escrito pelo maestro Letieres Leite. “É a faixa mais importante do disco”, conta o pianista pernambucano, “por isso resolvemos abrir os trabalhos com ela”, conta Zé Manoel.”

Salve!

Julico caindo no groove

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O guitar hero da banda sergipana The Baggios, Julico Andrade, está quase lançando seu primeiro disco solo, Ikê Maré, que sai no final do mês. Além das três músicas que já mostrou, ele lança “São Cristóvão Via Niger”, o último single antes do lançamento do disco, este em parceria com a cantora conterrânea Sandyalê, em que reforça a transição do rock para o groove brasileiro dos anos 70, com uma pitada de soul gringo e outra de psicodelia, que já tinha sido sinalizada no single em parceria com Curumin (“Todo Dia É Santo”).

Ele aproveita para antecipar em primeira mão para o Trabalho Sujo tanto a capa do novo disco (que ilustra o post), como a ordem das faixas (abaixo).

“Ikê Maré”
“Nuvens Negras”
“Aonde Viemos Parar”
“Todo Dia É Santo” (com Curumin)
“Eu São / Curtis Says”
“Surfista DeTrem”
“Caípe Novo”
“Outrora”
“Paramopama / Vaza-Barris” (com Winnie)
“Rosimari”
“Pelejamor”
“São Cristóvão Via Niger”(com Sandyalê)
“Caípe Velho”

Sobre música e redes sociais

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Fui chamado pelo pessoal do Radiocast, podcast do festival baiano Radioca, para fazer uma provocação para os convidados da edição de sexta passada, quando Caio Braz, Josyara e Martín Giraldo discutiram a relação entre música e redes sociais nesta virada de década. Minha fala rola aos 54 minutos, mas o papo inteiro, com mediação de Carol Morena e Ronei Jorge, vale à pena ser ouvido.

Beabadobee prometeu… e cumpriu

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Que maravilha esse Fake it Flowers que a sensação indie inglesa Beabadobee acaba de lançar – cumprindo exatamente o que prometia desde que apareceu em nosso radar querendo ser Stephen Malkmus. Ela reúne a doçura e o peso que os anos 90 tão bem juntaram, fazendo-os voltarem a fazer sentido juntos 20 anos depois – longe dos arremedos passados de cenas tão diferentes quanto os emos e os nu metal. E a perspectiva histórica mistura Alanis Morrissette, Hole, Smashing Pumpkins, Pavement, Foo Fighters, Sugar, Verucca Salt e Elastica como um mesmo caldo musical histórico, que funciona maravilhosamente sobre suas doces e inquietas canções. O show que ela fez ao vivo para comemorar o lançamento do disco – com suas flores de plástico espalhadas entre a banda lembrando o Acústico do Nirvana e uma garota no baixo – só reforça essa sensação.

Quem estava esperando a volta dos anos 90 mesmo? Tá aí. Não vejo a hora de ela encontrar com a Courtney Barnett…

Quando Céu encontrou Liniker

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A bela balada “Via Láctea” o primeiro registro fonográfico de Céu, um ano após o lançamento de Apká!, seu disco mais recente, e também o primeiro registro de Liniker sem os Caramellows, uma vez que ela tirou 2020 para se lançar em carreira solo. A produção da faixa reúne Pupillo e Márcio Arantes.

The Knife contra as fronteiras

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Em 2014, o grupo sueco The Knife fez a trilha sonora para o espetáculo de dança Europa Europa, apresentado pelo conterrâneo grupo FUL, um protesto grandioso contra as políticas antiimigração e contra a xenofobia que, se já era uma realidade no velho continente há seis anos, estão ainda mais presentes neste tenso 2020. Justamente por isso, o grupo resolveu abrir as fronteiras digitais do clipe da canção “För Alla Namn Vi Inte Får Använda” (que pode ser traduzido livremente como “Pelos nomes que não podemos usar”), que estava antes restrito ao YouTube sueco. Cantada no idioma do grupo, é mais uma bordoada ao mesmo tempo pop e estranha, como é característico da dupla dos irmãos Karin e Olof Dreijer.

Vida Fodona #683: Não sei pra que lado eu vou hoje

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Você sabe como são esses programas gravados na madrugada…

Letrux – “Salve Poseidon”
Peaking Lights – “EVP”
Whitest Boy Alive – “Serious”
Bruno Schiavo – “Orestes”
Arnaldo Baptista – “Corta Jaca”
Paulinho da Viola – “Roendo as Unhas”
Yma – “No Aquário”
Cassiano – “A Lua e Eu”
Sessa – “Sereia Sentimental”
Angel Olsen – “Lark Song”
Joana Queiroz – “Tempo Sem Tempo”
Thiago França – “Mercuria”
Alessandra Leão – “Ogum de Ronda”
Sonic Youth – “Alice et Simon”
Nightmares On Wax – “Gambia Via Vagator Beach”
Siba – “O Que Não Há”
Kalouv + Dinho Almeida – “Talho”
BK’ – “Poder”

Jornalismo-Arte: Lorena Calábria

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Sigo investigando o jornalismo que cobre música no Brasil a partir de papos com alguns de seus principais protagonistas – e na segunda edição do Jornalismo-Arte, chamo a querida Lorena Calábria para conversar sobre sua trajetória na área, que começou na TV aberta e passou por revista, rádio, livro, TV por assinatura e sites, sempre buscando brechas para emplacar a música brasileira, usando isso como desculpa para desbravar fronteiras e formatos. Ela passou pela Bizz, pelo ClipClip, pelo Programa Livre, pela Oi FM, pelo Metrópolis, pelo Ensaio Geral e pela MTV, sempre aprendendo a fazer nossa cultura se espalhar mais por aí – e está prestes a reunir toda essa história num mesmo lugar, sem contar os projetos futuros e o astral sempre no alto. Que mulher!