O Ramal do Cabral

Eis a capa de Ramal, arte feita por Ana Prata (com design de Maria Cau Levy), que apresenta o terceiro álbum solo de Marcelo Cabral, que será lançado nesta nesta quinta-feira e que ele antecipa em primeira mão para o #trabalhosujo. Barulhento e direto, o disco é o antônimo de seu primeiro disco – o delicado Motor, de 2018 – e, como na primeira faixa que ele lançou no início do ano (a urgente “O Herói Vai Cair”), ele segue empunhando a guitarra (deixando o baixo de lado) acompanhado apenas de Biel Basile na bateria – como um disco de rock. “E não só no som e na estética, mas pela atitude geral que tive compondo cada música, jogando elas pra fora na guitarra, caçando as levadas e intenções mais do que achar cada acorde, tem vários que eu nem sei o que são, só uma parede de notas empilhadas sem regras, fui atrás do impacto que eu queria”, me explica. “Tem uma coisa forte de ser todo só guitarra e bateria gravado todo ao vivo e na fita – com poucos takes, no máximo três de cada – indo direto ao ponto e sem muitas partes em cada música, queria um disco e já um show direto e reto.” O disco conta com composições dele ao lado de Negro Leo, Kiko Dinucci, Clima, Rômulo Froes, Alice Coutinho, Rodrigo Campos, Douglas Germano (coautor da impressionante faixa-título, uma das melhores do disco), Sophia Chablau e Fernando Catatau – estes dois últimos chegaram a gravar, respectivamente, voz e guitarra em diferentes músicas. O disco tá uma pedrada e reforça a sensação que 2026 tá vindo pesadíssimo…








