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Centro da Terra: Setembro de 2022

Entrou setembro e a programação deste mês no Centro da Terra vai para todos os lados que você possa imaginar. Começamos segunda que vem, dia 5, com a volta do paranaense Giancarlo Ruffato aos palcos depois de dois anos e meio de pandemia, seguido da dupla Luiz Thunderbird e Lucinha Turnbull, na véspera do feriado, dia 6. Na outra segunda, dia 12, começo a primeira temporada feita em parceria com um selo, no caso o paulistano Matraca Records. Tempo Presente reúne quatro novos artistas que o selo lançou neste 2022, cada um em uma segunda-feira. A primeira, dia 12, fica a cargo do guitarrista baiano Uiu Lopes, que mostra músicas de seu primeiro disco solo, que ainda sairá este ano. O mesmo acontece com o grupo paulistano Pelados, que, no dia 19, mostra músicas de seu próximo disco, reinventando o indie rock brasileiro. Depois, dia 26, vem Pedro Bienemann, que mostra as canções de seu EP Vulgo, finalizando a temporada no dia 3 de outubro, com um show da banda Lau e Eu. Na segunda terça-feira do mês, dia 13, é a vez de Bruno Schiavo desconstruir seu disco A Vida Só Começou, lançado em 2020, apresentando um espetáculo audiovisual ao redor do conceito do disco. No dia 20, a paulistana Ina começa a mostrar seu primeiro disco solo, Chão, que será lançado em breve. E, finalmente, dia 27, na última terça-feira do mês, Marina Marchi mostra suas composições solo e versões para outros artistas à frente de seu quarteto. Os ingressos já estão à venda e podem ser comprados neste link.

13 anos de Cultura Livre

Sou suspeito de falar porque a Roberta é comadre, mas o Cultura Livre é um dos principais incentivos à música brasileira contemporânea há mais de uma década, tanto que nem pestanejei quando ela me chamou pra discotecar na festa do décimo terceiro aniversário do programa, que acontece nesta quinta-feira, dia primeiro de setembro, no Bubu, restaurante que fica no estádio do Pacaembu. Melhor ainda que discoteco com outra comadre, a querida Bárbara Eugênia, e a farra começa cedinho – às 18h – e vai até à meia-noite. Não paga para entrar, só o que consumir. Vamo lá?

Eliminadorzinho: 666 Canções de Amor

Encerrando o mês de agosto no Centro da Terra, a banda paulistana Eliminadorzinho faz um balanço de sua carreira no espetáculo 666 Canções de Amor, nesta terça-feira, dia 30, quando visitam músicas de seus seis anos de carreira fonográfica, além de apresentarem músicas inéditas – sempre guiados por melodias doces e guitarras barulhentas. As portas do teatro abrem pontualmente às 20h e você pode antecipar seu ingresso através deste link.

Tudo Tanto #141: Natália Matos

Em mais um programa sobre música brasileira, desta vez converso com a Natália Matos sobre seu terceiro álbum, Sempre que Chover Lembra de Mim, que começou a ser produzido por Kassin antes da pandemia e só agora vê a luz do dia. Falo com ela sobre o processo de criação e produção do álbum, sobre como o período pandêmico refletiu-se nesta obra, e das dificuldades que um artista independente tem para emplacar seu próprio trabalho.

Assista aqui.  

Altos Massa: Por que não sabemos lidar com a perda?

Altos Massa segue bissexto e presencial e aproveitamos esse gancho para falarmos sobre o fim… Não do programa, mas de como lidamos com finais de ciclos, sejam eles profissionais, pessoais, afetivos ou… de vida. Além disso ainda comentamos um pouco sobre Sandman – que não terminamos – e deixamos o papo fluir livremente, para variar.

Assista aqui.  

Bom Saber #094: Ana Suy

A entrevista desta semana é com a psicanalista Ana Suy, que, como muitos de sua área durante a pandemia, conseguiu uma visibilidade maior para o seu trabalho graças à forma como vem contextualizando os traumas que estamos atravessando neste período (sejam eles ligados à Covid-19 ou não) e como temos nos relacionados uns com os outros neste período. Também converso com ela sobre o livro que ela lançou no começo do ano (A gente mira no amor e acerta na solidão) e sobre o próximo trabalho que deve lançar no início do ano que vem.

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Tá na hora dos Pelados


(Foto: Helena Zilbersztejn)

Tem uma geração de novos artistas que está prestes a causar um estrago. Enclausurados e sem fazer shows como todo mundo da música nos últimos dois anos e meio, fazem parte de uma safra que ainda está no início de seus vinte anos e aos poucos começa a botar a cabeça para fora e experimentar o novo mundo lá fora. A banda Pelados, que acompanho desde antes da pandemia, estão longe de serem os únicos nesta situação, mas talvez seja o melhor exemplo desta nova leva de artistas. Depois de dois discos lançados no Soundcloud quando ainda eram chamados de Pelados Escrotos, eles entraram em 2020 com um disco pronto – e já com o novo nome da banda -, esperando a hora de fazer shows. Mas aí veio aquele infame março e Sozinhos, este novo álbum, não pode ser lançado ao vivo. E a inevitável transformação ocorrida neste período isolado fez os Pelados deixarem o primeiro álbum para trás e começaram a fazer outro disco, que será lançado ainda este ano. Entre o disco anterior e o próximo, a banda deu um gigantesco salto artístico e o que era só insinuado no outro trabalho, agora vem escancarado em um dos grandes álbuns que escutei esse ano: bem mais solto, ousado e diversificado que a fase anterior, misturando gêneros e referências musicais ao mesmo tempo em que preservam um frescor informal, bem-humorado e idiossincrático, como dá para perceber pelo primeiro passo nessa nova fase. Nesta sexta-feira, o grupo libera o primeiro single desta nova fase em primeira mão para o Trabalho Sujo, a estranhamente torta e suave “Nunca Sozinha, Sempre Mal Acompanhada”, e aproveitei a deixa pra bater um papo com eles sobre essa nova fase e o que vem por aí.

Ouça abaixo.  

Gabriel Ventura + Vovô Bebê: Vô Vê

Dois talentos da atual cena carioca se encontram no palco do Centro da Terra nesta terça-feira para uma apresentação inédita: Gabriel Ventura mostra as canções de seu primeiro disco solo, lançado após o fim de sua banda anterior, a Ventre, ao lado de Pedro Dias Carneiro, mais conhecido como Vovô Bebê, que é reincidente no teatro, quando apresentou-se pela primeira vez em 2019. Juntos e munidos apenas de seus violões e vozes, os dois formalizam o encontro que já existia há tempos, sempre com a brincadeira de batizar este encontro com as sílabas iniciais de seus nomes, criando assim o espetáculo Vô Vê. A apresentação começa pontualmente às 20h e você pode garantir seu ingresso neste link.

Tudo Tanto #140: Bruno Morais

Finalmente o cantor e compositor Bruno Morais coloca seu Poder Supremo no mundo, disco que vem trabalhando há mais de seis anos e que além de materializar-se fonograficamente em 2022, também chega à sua versão ao vivo no formato imersivo que foi imaginado originalmente, passando por uma temporada de oito datas entre o fim de agosto e o começo de setembro no Centro Cultural São Paulo. Foi a deixa perfeita para chamá-lo para recontar toda esta longa trajetória até aqui.

Assista aqui.  

DM: Mais um mês em Dogville…

Outro reencontro com Dodô Azevedo, cada vez mais tentado por São Paulo mas assustado do frio, e divagamos sobre as eleições deste ano e o paralelo traçado pela situação que vivemos hoje e os filmes de Lars Von Trier… E você sabe que quando a conversa vai para este lado, não fazemos ideia como ela irá terminar…

Assista aqui.