
Sábado baixamos mais uma vez no N/A Club para mais uma edição das Noites Trabalho Sujo, que segue em plena transformação. Eu, Luiz Pattoli e Danilo Cabral ligamos os processadores da boa música e os sintonizamos na pistinha de alta tensão do novo clube na esquina da Consolação com a São Luís, naquela parte boa do Centro que viu a festa nascer no saudoso Alberta #3. No som, você sabe, só música boa pra dançar até ficar com as pernas doendo e a boca cansada de tanto sorrir. Pra garantir seu ingresso antecipado, basta comprar neste link aqui.

Capítulo mais que improvável, que não apenas desfalca o elenco no susto como muda o rumo provavelmente de toda a temporada, mostrando que Westworld não apenas voltou à velha forma como questiona suas próprias certezas. E aponta para um season finale que pode sintetizar todos os dramas da série até agora.

De um lado os anos 70 do Quarteto em Cy e Edu Lobo, do outro um indie noise shoegaze que vasculha a mesma doçura da musicalidade brasileira, mas em outra frequência. Esse é o universo encerrado no disco Eiras, primeiro EP do sexteto Eiras e Beiras, que chega nesta sexta-feira às plataformas digitais e pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “Nossas intenções são simples, fazer música brasileira juntos, criar e viajar nas ideias do que é possível fazer nesse universo gigante”. resume a vocalista Alice Rocha, que canta ao lado de Nina Maia com a banda que ainda é formada por Vitor Park (que também toca na Besouro Mulher) na bateria, Zamma no baixo, Edu Barco no teclado, Thalin Tavares na percussão e Felipe “Enow” Serson na guitarra (estes últimos também atendem como a banda Dupla 02). “Somos amigos e estamos juntos desde 2018, época do colégio da maioria da banda, então o lançamento do EP pra gente representa um amadurecimento como amigos e pessoas, mas também como artistas e músicos.” O grupo lança seu disco em um show nesta quinta-feira, no Fffront (Rua Purpurina, 199), a partir das 20h.

E o papo sobre música desta semana é com o grande Arrigo Barnabé, que apresenta-se neste sábado e domingo no Sesc Pompeia em um show ao lado de uma versão de bolso do Isca de Polícia, para homenagear Itamar Assumpção, com alguns convidados. Aproveito o gancho para conversar sobre sua conexão com o velho amigo, fazer paralelos entre o fim da ditadura militar dos anos 70 e os dias de hoje, além de saber das novidades que ele fez durante a pandemia – incluindo resgatar uma antiga parceria em bossa nova com a Virginie, do Metrô.

Maior satisfação fazer o primeiro show de fato de um grupo composto apenas por vocalistas. O Gole Seco formado por Loreta Colucci, Claudia Dantas, Giu de Castro e Nathalie Alvim faz sua estreia – depois de participar de apresentações de outros artistas – no Centro da Terra nesta terça-feira, dia 9, quando entram no palco do teatro no Sumaré apenas com suas cordas vocais, para uma apresentação chamada Cometa, em que vão para além das formações vocais tradicionais – que trabalham principalmente com harmonia, ritmo e melodia -, buscando outros vieses para este formato, explorando aspectos que se somam na percepção emotiva das canções como, timbres, dinâmicas e texturas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados aqui.

Quem assume a temporada de agosto no Centro da Terra é o querido Biel Basile, baterista d’O Terno e da banda Grand Bazaar, que também já tocou com nomes como Jards Macalé, Tulipa Ruiz, Lulu Santos, Di Melo, entre outros. Originalmente programada para abril de 2020, a temporada inevitavelmente passou por transformações pandêmicas, que incluem o fato de ter sido concebida na praia, para onde Biel mudou-se naquele ano infame. Temporada de Praia reflete exatamente suas impressões musicais neste novo cenário, em que reuniu-se com outros músicos como o beatmaker Batataboy e o violonista e flautista Gabriel Milliet, que serão convidados nas segundas-feiras seguintes. Nesta primeira apresentação, dia 8, ele prefere centrar-se em seu instrumento, fazendo uma estreia solo que dará o rumo das próximas segundas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Um papo com a jornalista Helena Galante, que criou, antes da pandemia, um podcast para discutir a pressa a que estamos sendo submetidos em nosso tempo a partir do ponto de vista oposto. Jornada da Calma começou como uma investigação sobre como diferentes pessoas de diferentes áreas lidam com a velocidade e a tensão destes dias que ganhou ainda mais força – e virou livro! – com a chegada do coronavírus.

A quarta temporada de Westworld talvez seja seu salto narrativo mais ousado e a cada novo episódio a série vai desdobrando-se em diferentes rumos, fazendo referências e citações (inclusive a si mesma), ao mesmo tempo em que mexe na engrenagem da história em que está sendo contada. Neste novo episódio, aprendemos ainda mais sobre a importância de Caleb, o cada vez mais central papel de Bernard e a nova vinda de Maeve, que pode arruinar o império de Charlotte Hale.

O meu programa sobre música brasileira desta semana puxa o papo com o fundador da banda Glue Trip, o paraibano Lucas Moura, que resolveu dedicar-se a compor canções em português e, com isso, puxou a vibe do novo disco da banda, batizado Nada Tropical, para a música brasileira dos anos 70. O processo de composição e gravação do disco também mudou, à medida em que ele passou a trabalhá-los coletivamente pela primeira vez. O novo álbum de sua banda, que ainda conta com participações especiais de nomes como Otto, Yma, Felipe S. e Artur Verocai, entre outros, que será lançado ao vivo nesta quinta-feira, dia 4 de julho de 2022, no Cineclube Cortina foi o fio condutor da conversa.