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Tá na hora dos Pelados


(Foto: Helena Zilbersztejn)

Tem uma geração de novos artistas que está prestes a causar um estrago. Enclausurados e sem fazer shows como todo mundo da música nos últimos dois anos e meio, fazem parte de uma safra que ainda está no início de seus vinte anos e aos poucos começa a botar a cabeça para fora e experimentar o novo mundo lá fora. A banda Pelados, que acompanho desde antes da pandemia, estão longe de serem os únicos nesta situação, mas talvez seja o melhor exemplo desta nova leva de artistas. Depois de dois discos lançados no Soundcloud quando ainda eram chamados de Pelados Escrotos, eles entraram em 2020 com um disco pronto – e já com o novo nome da banda -, esperando a hora de fazer shows. Mas aí veio aquele infame março e Sozinhos, este novo álbum, não pode ser lançado ao vivo. E a inevitável transformação ocorrida neste período isolado fez os Pelados deixarem o primeiro álbum para trás e começaram a fazer outro disco, que será lançado ainda este ano. Entre o disco anterior e o próximo, a banda deu um gigantesco salto artístico e o que era só insinuado no outro trabalho, agora vem escancarado em um dos grandes álbuns que escutei esse ano: bem mais solto, ousado e diversificado que a fase anterior, misturando gêneros e referências musicais ao mesmo tempo em que preservam um frescor informal, bem-humorado e idiossincrático, como dá para perceber pelo primeiro passo nessa nova fase. Nesta sexta-feira, o grupo libera o primeiro single desta nova fase em primeira mão para o Trabalho Sujo, a estranhamente torta e suave “Nunca Sozinha, Sempre Mal Acompanhada”, e aproveitei a deixa pra bater um papo com eles sobre essa nova fase e o que vem por aí.

Ouça abaixo.  

Gabriel Ventura + Vovô Bebê: Vô Vê

Dois talentos da atual cena carioca se encontram no palco do Centro da Terra nesta terça-feira para uma apresentação inédita: Gabriel Ventura mostra as canções de seu primeiro disco solo, lançado após o fim de sua banda anterior, a Ventre, ao lado de Pedro Dias Carneiro, mais conhecido como Vovô Bebê, que é reincidente no teatro, quando apresentou-se pela primeira vez em 2019. Juntos e munidos apenas de seus violões e vozes, os dois formalizam o encontro que já existia há tempos, sempre com a brincadeira de batizar este encontro com as sílabas iniciais de seus nomes, criando assim o espetáculo Vô Vê. A apresentação começa pontualmente às 20h e você pode garantir seu ingresso neste link.

Tudo Tanto #140: Bruno Morais

Finalmente o cantor e compositor Bruno Morais coloca seu Poder Supremo no mundo, disco que vem trabalhando há mais de seis anos e que além de materializar-se fonograficamente em 2022, também chega à sua versão ao vivo no formato imersivo que foi imaginado originalmente, passando por uma temporada de oito datas entre o fim de agosto e o começo de setembro no Centro Cultural São Paulo. Foi a deixa perfeita para chamá-lo para recontar toda esta longa trajetória até aqui.

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DM: Mais um mês em Dogville…

Outro reencontro com Dodô Azevedo, cada vez mais tentado por São Paulo mas assustado do frio, e divagamos sobre as eleições deste ano e o paralelo traçado pela situação que vivemos hoje e os filmes de Lars Von Trier… E você sabe que quando a conversa vai para este lado, não fazemos ideia como ela irá terminar…

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Centro Westworld: Que Será, Será

A quarta temporada de Westworld encerrou com um episódio que, em vez de causar mais reviravoltas como os anteriores, amarrou todas as pontas soltas durante o ano, além de justificar uma série de novos elementos apresentados na fraca terceira temporada. Além do final apontar para uma próxima temporada que deve ecoar bastante a primeira…

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Punk contra o falso patriotismo

“A gente tinha a semana da pátria para fazer uma programação musical e a ideia era discutir um pouco sobre o significado dessa semana e aí a gente pensou muito nessa onda de falso patriotismo que ganhou voga nos últimos anos, a gente sabe porque, e então eu pensei em algo que antagonizasse muito com isso, que é o movimento punk”, explica o responsável pela programação de música do Sesc Av. Paulista, Fernando de Lima, sobre a origem do festival 1, 2, 3, 4 – O Punk Segue Muito Vivo, que acontece na unidade entre os dias 6 e 11 de setembro – e à exceção do feriado do dia 7, o palco no 13° andar recebe exponentes de diferentes fases do punk brasileiro, do In Venus ao Devotos, passando pelo Flicts, Mercenárias, Charlotte Matou Um Cara, Ratas Rabiosas, Black Pantera e Mercenárias.

“O punk e o anarquismo fazem um contraponto bom a esse movimento estranho que a gente tem nos últimos anos e faz a gente refletir sobre o significado de país e de tudo mais”, continua o programador, que reúne dois shows por dia em cada uma das datas – e cada show tem sua leva de convidados, engrossando a genealogia do movimento no Brasil. ““Na hora de escolher as bandas, a primeira coisa que a gente pensou foi no encontro de gerações. E não é só dos pioneiros com a molecada que está fazendo agora, mas também uma geração intermediária muito interessante que, nesse caso, é representada pelos Devotos e pelo Flicts, bandas dos anos 90 que seguraram a onda do punk nessa década”. Entre os convidados, nomes como Jonatta Doll, Edgard Scandurra, Rodrigo Lima (do Dead Fish), Lê (Gritando HC), Ariel (Restos de Nada), Iéri (Bulimia), entre outros. Mais informações sobre o festival abaixo (e no site do Sesc).  

Tudo Tanto #139: Fernanda Paiva (Natura Musical)

À frente do Natura Musical desde quase toda sua existência, Fernanda Paiva antecipa algumas novidades do edital deste ano (que está com inscrições abertas neste link até o dia 9 de setembro). Aproveito o gancho para conversar sobre as transformações que aconteceram na música brasileira nos últimos quinze anos e sobre o papel do edital nesta evolução. E também conversamos sobre a Nave amazônica que a empresa está levando para o Rock in Rio.

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Bom Saber #093: Chloé Pinheiro (autora de Cloroquination)

A convidada desta semana do meu programa de entrevistas é jornalista e já cobria saúde antes de sermos assolados pela pandemia do coronavírus. Na linha de frente desta guerra a que fomos submetidos – tanto biológica quanto de informação -, ela logo deparou-se com uma série de patifarias e absurdos que se vendiam com cura para a nova doença e o charlatanismo, que escalou ao nível federal, transformou o Brasil no país referência no que diz respeito aos remédios falsos contra a Covid-19, especificamente a cloroquina e a invermectina. Foi a deixa para que ela se unisse a Flavio Emery para escrever um livro sobre a farsa destas drogas de araque. Cloroquination: Como o Brasil se tornou o país da cloroquina e de outras falsas curas para a covid-19 já está em pré-venda e conversei com ela sobre o processo de escrever um livro sobre este assunto enquanto cobria o próprio assunto e o estrago que essas mentiras fizeram ao país.

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Amarelo: Síntese e Máquina

Originalmente, a apresentação do duo Amarelo – formado pelo guitarrista Allen Alencar e pelo baixista Meno Del Picchia – no Centro da Terra iria acontecer em junho, mas como ainda estamos numa pandemia, aquela apresentação teve de ser adiada por motivos sanitários e finalmente será realizada nesta terça, 16 de agosto. Síntese e Máquina, experimento que eles propõem ao teatro, passa por canções de seus dois primeiros EPs e músicas de seu próximo trabalho. Na apresentação, eles são acompanhados pelos amigos Verônica Ferriani e Rodrigo Campos, que interferem no formato já estabelecidos destas músicas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprado antecipadamente neste link.

Polimatias: Comida de Rua

Retomando os trabalhos com Polly Sjobon, seguimos falando sobre a vida nas cidades, mas dessa vez vamos pelo estômago num programa sobre comida de rua. Falamos desde a enorme variedade de opções que nos é ofertada diariamente, sobre como este tipo de vendedor acaba suprindo lacunas no urbanismo e como, apesar de exemplos efêmeros, este hábito é uma tradição ancestral. E já cogitamos fazer uma segunda parte sobre o mesmo tema…

Assista aqui.