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Debutante

Casa lotada para assistir à primeira apresentação solo de Manuela Pereira, que misturou dramas da adolescência com o fato de ter participado de um reality show com canções que pintavam à medida em que as cenas surgiam. Epifanias Noturnas – O Show é, na prática, uma peça musical em que a atriz destila seus medos e inseguranças usando canções como veículo, com uma trilha sonora hábil para entretê-la no palco – ao mesmo tempo em que ela conecta-se com o público através da música. Tomara que entre logo em cartaz.

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Manuela Pereira: Epifanias Noturnas – O Show

E nesta última terça-feira de maio, quem encerra as atrações musicais no Centro da Terra é Manuela Pereira, com seu Epifanias Noturnas – O Show. A filha de Maurício Pereira já vinha desenvolvendo este quadro em sua conta no Instagram, sempre tratando questões que afligem uma jovem artista a partir de canções que puxava sozinha e desenvolveu com a amiga Helena Fraga uma apresentação para levar suas Epifanias Noturnas para o palco. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão esgotados.

Fim do sonho

Encerrando sua temporada Decantar e Decompor no Centro da Terra, Lulina já anunciou que irá reunir as músicas improvisadas pelo tecladista Chiquinho Moreira quando fez os agradecimentos nas quatro segundas-feiras que formaram esta obra em movimento, transformando-as em um EP que marcará este maio de 2023, que viu seu retorno aos palcos depois do período pandêmico com uma banda dos sonhos – além de Chiquinho, o grupo contava com Hurso Ambrifi, Katu Haí, Lucca Simões e Bianca Predieri (esta infelizmente não pode comparecer para encerrar a safra de shows nesta última apresentação). Nesta quarta segunda, Lu convidou Felipe S, vocalista do grupo Mombojó e conterrâneo de bairro da cantora no Recife, com quem dividiu o vocal por duas canções, além de fazer dois duetos com Hurso, baixista e diretor musical desta nova fase, que chegou ao fim com doses de cachaça que a cantora levou para esquentar a despedida.

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Só 2

A minha Virada Cultural de 2023 ficou reduzida a um único show, um dos três que a Céu fez no Sesc Consolação, finalmente levando aos palcos seu disco acústico, lançado no segundo ano da pandemia “com a intenção de trabalhar, de ver um horizonte, de voltar a cantar e fazer música”, como ela explicou ao público da segunda sessão de suas apresentações. Gravado em um único dia ao lado de seu velho compadre Lucas Martins (que a acompanha desde a adolescência – e que para este projeto deixou o baixo de lado para abraçar o violão acústico), o disco preparou a chegada de seu disco de intérprete Um Gosto de Sol, lançado no final daquele 2021, indo para o caminho oposto: só músicas autorais da cantora paulistana em arranjos enxutos e precisos, com o violão de Lucas partindo de lugares menos óbvios para o formato voz e violão do que o samba ou a bossa nova. Retomado no palco, o disco funciona como uma versão minimalistas para o novo show da cantora, Fênix do Amor, em que prefere dedicar-se ao seu próprio repertório do que a um disco mais específico, com o agravante de deixar Céu ainda mais à vontade para contar histórias e causos e brincar com a longa amizade com o amigo músico. No meio do caminho, lembrou que fez “Coreto” para Gal Costa cantar, mas tomou-a de volta quando percebeu que o refrão (que canta “Alpha by night” em homenagem à versão clássica rádio de sala de espera paulistana) a conectava com o universo do karaokê, que é adepta, rindo sem graça quando lembrou que cantou uma música sua num destes estabelecimentos e ganhou a pior pontuação. Lembrou também de Rita Lee, quando tocou “Menino Bonito” logo após tocar sua “Malemolência”, cujo refrão repete o título da clássica da rainha do rock brasileiro com o grupo Tutti Frutti. Um domingo maravilha.

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Música que cura

Mais um banho de axé que é esse show que o Russo Passapusso formou ao lado da sua dupla de ídolos Antonio Carlos e Jocafi aconteceu nessa sexta-feira, na Casa Natura Musical, que ainda contou com a presença de Karina Buhr em duas canções. Não bastasse o encontro mágico deste trio, que, mais uma vez, usa o recurso cênico da mesa de boteco para recuperar as energias dos veteranos da música baiana, a banda formada para acompanhar esse encontro é inacreditável: Curumin, Zé Nigro, Lucas Martins, Saulo Duarte, Maurício Badé, Edy Trombone, Estefane Santos e o maestro Ubiratan Marques, além da participação do ator Luiz Carlos Bahia. No final da noite, o vocalista baiano emendou duas faixas de seu primeiro disco solo (a faixa-título “Paraíso da Miragem” e “Paraquedas”) e transformou tudo em vibração curativa junto ao público que era exatamente o que ele estava precisando, num final emocionante. É o melhor show brasileiro atualmente, se passar por perto, não deixe passar – que a alma sai nova em folha.
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