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Unknown Mortal Orchestra no Brasil?!

O grupo Unknown Mortal Orchestra acabou de anunciar que fará três datas na América Latina: dia 12 de novembro em Buenos Aires, dia 15 em Santiago e dia 17 na Cidade do México. Nada de Brasil – por enquanto -, porque como o Cleber lembrou é bem na época do Balaclava Fest, portanto…

E não custa lembrar que não é a primeira vez do grupo por aqui – o UMO tocou em São Paulo tocando hits de seu clássico disco II… Quem foi lembra como foi foda.

Assista aqui:  

Mark Margolis (1939-2023)

Morreu, nesta quinta-feira, o ator Mark Margolis, que atuou em Scarface, Oz e em seis filmes do Darren Aronofsky, e que tornou-se célebre ao interpretar o vilão Hector Salamanca, em Breaking Bad.

DM: O efeito Barbenheimer

Dodô começou o DM falando que não achava que esse papo de Barbenheimer era grande coisa, uma vez que achava que Barbie humilhou Oppenheimer, mas eu continuei falando sobre a importância desse tipo de antagonismo na época em que vivemos – um antagonismo essencialmente político, mas que transcende o limite básico entre dois gêneros. Isso é motivo para falarmos deste fenômeno pop para além das telas de cinema e também discorrermos sobre a greve de atores e roteiristas de cinema e TV nos EUA, o novo do Scorsese, a masculinidade tóxica de um Hamlet original, o mundo multipolarizado e outros assuntos que atravessam mais um DM.

Assista aqui:  

Vai um Baile de Carnaval Trabalho Sujo com a Charanga do França em pleno agosto?

Neste sábado discoteco mais uma vez para esquentar a chegada da Charanga do França, repetindo aquele clima de baile de carnaval das Noites Trabalho Sujo do começo do ano. E aproveitando o match musical, chamo mais uma vez a querida Francesa Ribeiro para discotecarmos só música brasileira antes da banda começar no Cineclube Cortina. A noite começa às 21h e vai saber que horas acaba… Os ingressos estão à venda neste link.

E a lista com o nome das músicas do novo disco da Olivia Rodrigo?

Não bastasse a força do single “Vampire”, Olivia Rodrigo acaba de soltar a ordem das músicas de seu segundo disco, Guts, que sai só em setembro, e quase todo título é uma pedrada no meio da testa no que diz respeito a como batizar uma canção pop no século 21:

“All American Bitch”
“Bad Idea Right?”
“Vampire”
“Lacy”
“Ballad Of A Homeschooled Girl”
“Making The Bed”
“Logical”
“Get Him Back!”
“Love Is Embarrassing”
“The Grudge”
“Pretty Isn’t Pretty”
“Teenage Dream”

Deixando a Lana Del Rey de fora porque ela é hors concours (e pode, segundo rumores, estar presente neste mesmo Guts), desde que Dua Lipa anunciou os nomes das músicas de seu Future Nostalgia eu não tenho tanta vontade de ouvir um disco só por conta dos títulos das faixas. Esse disco promete…

Esticando melodias

E o espetáculo que Laura Lavieri realizou nesta terça-feira no Centro da Terra, por mais que tivesse cânticos indígenas e mantras indianos que justificassem o título da noite (Mântrica), não ficou apenas em repetições e círculos musicais ancestrais e, auxiliada por Estevan Sincovitz, Regis Damasceno e Igor Caracas, ela invadiu o terreno da canção popular e levou essa lógica musical cíclica para clássicos de Cole Porter, Tincoãs, Radiohead, Beatles (e George solo!) e até Can, fazendo tudo correr como parte de um mesmo fluxo criativo, como por exemplo quando enfileirou a eterna “É Preciso Perdoar” com “As Esferas” de Ava Rocha e Negro Leo. Uma noite plena.

Assista aqui:  

Laura Lavieri: Mântrica

Começamos os trabalhos de agosto no Centro da Terra com uma apresentação que Laura Lavieri criou especialmente para esta ocasião. No espetáculo Mântrica, a cantora e compositora abraça poemas circulares pelas ondas da música, trabalhando elementos que estão ligados à sua produção artística e à forma de relacionar-se com o mundo, como controle, proteção, concentração, expurgo. Nessa imersão musical e terapêutica, ela vem acompanhada dos amigos Estevan Sincovitz, Regis Damasceno e Igor Caracas. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda neste link.

Primo Wilco

Quem está para lançar disco novo são os camaradas do Wilco, que acabaram de anunciar Cousin, seu décimo terceiro álbum – e o primeiro que não é produzido pela própria banda desde Sky Blue Sky, lançado há quinze anos – para o finzinho de setembro (o disco já está em pré-venda). “Sou primo do mundo”, brinca o líder da banda, Jeff Tweedy, ao anunciar o novo álbum. “Não acho que seja uma relação sangûínea, é como se eu fosse um primo emprestado”. O disco é produzido pela artista galesa Cate Le Bon, que trouxe um rol de novos instrumentos para o estúdio da banda de Chicago, como saxofone, guitarras japonesas baratas e um vibe de new wave de bateria eletrônica, embora não dê pra perceber pelo primeiro single que o grupo disponibilizou (bem como a capa e o nome das músicas) nesta terça, “Evicted”, veja abaixo:  

“Há um morcego na porta principal”

E que tal arrematar um mês de 400 dias que começou com Edu Lobo com mais um show do velho Macau? Nunca tinha ido ao Tranquilo SP, série de shows acústicos que são realizados toda segunda-feira em São Paulo pelo simples motivo de que às segundas estou curtindo a colheita das minhas provocações no Centro da Terra, mas a Julianna Sá acabou de assumir a curadoria da noite e me soprou não só que a nova edição da noite (que não tem local fixo) iria acontecer no mágico salão do União Fraterna (onde fiz, com o Thiago França, os três bailes de carnaval pós-pandemia em 2022), que é pertinho do Centro da Terra, como a apresentação final desta primeira segunda sob sua batuta aconteceria após às 22h (portanto, após o fim do show no teatro) e com ninguém menos que Jards Macalé. Mesmo tendo assistido à sua apresentação no sábado, Jards Macalé nunca é demais, e pude mais uma vez reverenciá-lo, desta vez apenas tocando seu violão. Ele repetiu os hits e as histórias que contou nos shows do fim de semana (era inevitável), mas guardou sua pouco tocada “Gotham City” para o público dócil do Tranquilo, que assistiu a todos os shows sentados no chão. E lembrou de quando tocou essa sua parceria com Capinam arranjada originalmente por Duprat no IV Festival da Canção, em 1969, e tomou uma barulhenta vaia do público no Maracanãzinho. “Me vaiaram de pé e com o dedo pra baixo”, lembrou, antes de dizer que estava “com saudade daquela vaia”, pedindo às centenas de presentes que repetissem aquela reprovação sonora, com um risinho no canto da boca satisfazendo sua própria vingança política – e estética.

Assista abaixo: