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Veio o Sugar!

Como previsto, o Sugar anunciou oficialmente a volta às atividades para além do par de shows e do single que soltaram no ano passado. Quem puxa as atividades de 2026 é o single “Long Live Love” (veja o clipe abaixo), que seu compositor, o líder da banda e fundador do seminal Hüsker Dü, Bob Mould, desenterrou da época em que morou em Washington, capital dos EUA, em 2007, e que reflete a fase DJ que ele atravessava. Bob inclusive menciona a semelhança da canção com um dos seus discos favoritos da vida, o segundo do Garbage (!). Além do novo single (que será vendido como um compacto junto com a música que lançaram ano passado, “House Of Dead Memories”), o grupo também anunciou dezenas de shows durante o ano começando por Nova York, nos EUA, no início de maio para depois fazer Europa até junho e retomar a turnê pelos Estados Unidos entre agosto, setembro e outubro. E nada de América Latina, Oceania ou Ásia por enquanto. Fora que veio mais um single, vieram (muito) mais shows, mas o disco ainda está por vir… Esperamos.  

E que tal assistir ao documentário sobre o início da carreira solo do Paul McCartney no cinema?

Man on the Run, o documentário sobre o início da carreira solo de Paul McCartney e sobre a criação de sua segunda banda, os Wings, chega ao Amazon Prime no final do mês. Mas o clamor dos fãs (inclusive deste que vos escreve) deve ter ecoado junto às partes envolvidas e Paul anunciou que o filme terá sessões no cinema em apenas um dia, 19 de fevereiro. Mas ainda não sabemos quantas sessões serão e em quais países será exibido. Para saber, basta cadastrar-se no site do filme para ser informado destas sessões, que começarão a ter seus ingressos vendidos no dia 4 de fevereiro. Caso não passe por aqui, resta esperar a estreia no streaming da Amazon, dia 27.

Spice Girls de volta em 2026?!

1996 marca o aniversário de 30 anos do primeiro disco das Spice Girls e desde que as cinco se reencontraram em 2024 para comemorar o aniversário de 50 anos de Victoria Beckham, a Posh Spice, as especulações sobre a volta do quinteto pop inglês aumentam cada vez mais. Ano passado a mesma Victoria causou um rebuliço ao publicar um stories em sua conta no Instagram descrevendo o show do Oasis que viu em Londres como “tentador”. E depois de um encontro de quatro delas na semana passada para comemorar o aniversário de 50 anos de Emma Bunton, a Baby Spice, foi a vez de Mel C, a Sporty Spice, comentar num programa de rádio na Inglaterra que a última volta do grupo aos palcos, em 2019, não contou com a presença de Victoria e que ela precisa ter essa experiência. “Nos sentimos mais próximas do que nunca depois de muito tempo e sempre tenho meus dedos cruzados”, comentou, na torcida para uma reunião das cinco no palco – a última vez que isso aconteceu foi na cerimônia de encerramento dos jogos olímpicos em Londres em 2012. Pelo jeito é só questão de tempo…

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“La Perla” palestina

Rosalía pôs um ponto final na falsa polêmica ao redor de seu posicionamento politico em relação ao genocídio palestino ao fazer uma aparição surpresa no Concert-Manifest x Palestina que aconteceu nesta quinta-feira, no Palau Sant Jordi, em Barcelona, capital da província em que nasceu, a Catalunha, na Espanha. Depois de apresentações de Zaho de Sagazan, Ana Tijoux, Aurora, Bad Gyal, Tinariwen, Amaia e Morad, ela surgiu com o silêncio e a escuridão da expectativa ao redor de uma surpresa deste porte e fez bonito ao cantar o flamenco “La Perla” para delírio do encantado público presente. Muito bem, dona Rosalía…

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Wilco + J Mascis ♥ Neil Young

No meio desse mês, o Wilco realizou seu tradicional festival Sky Blue Sky num resort em Cancún, no México, presenteando seus fãs com uma sequência de atrações curada pelo grupo que além de reunir nomes como Yo La Tengo, Dinosaur Jr., Dr. Dog, os Jayhawks, Michael Shannon e Jason Narducy tocando R.E.M., entre outros, ainda contou com quatro shows diferentes do Wilco e outros de bandas paralelas de seus integrantes (além de ter perdido o show solo do geese Cameron Winter, que não pode comparecer ao show). E é claro que um evento desses renderia momentos maravilhosos como essa versão de treze minutos que o Wilco fez para “Cortez the Killer” do Neil Young com a participação do mago da guitarra J Mascis, do Dinosaur Jr. Que momento!

Assista abaixo:  

Simon Reynolds conta a história do que chamamos de indie

20 anos depois do tratado Rip It Up and Start Again: Postpunk 1978–1984, o crítico inglês Simon Reynolds deixa de teorizar sobre o passado e o futuro da música pop (temas de seus livros mais recentes: Retromania: Pop Culture’s Addiction to Its Own Past, de 2011, e Futuromania: Electronic Dreams from Moroder to Migos, de 2020) para retomar a linha histórica do ponto em que deixou após contar a história do pós-punk, livro que, por sua vez, continuava a saga que o colega de profissão Jon Savage havia começado a contar em outro livro clássico da história da música, England’s Dreaming, de 1991, sobre o punk inglês. Ele acaba de anunciar a publicação de Still in a Dream: Shoegaze, Slackers and the Reinvention of Rock, 1984–1994, em que pega o fio da meada do livro anterior para falar sobre o surgimento de um noise pop anglófono do meio dos anos 80 que influenciou diferentes bandas underground dos dois lados do Atlântico e que foram a base para a explosão do rock alternativo na década seguinte. Essa história é resumida nos nomes de algumas bandas que ornam a capa rosa da edição, que enfileira clássicos modernos como My Bloody Valentine, Sonic Youth, R.E.M., Jesus & Mary Chain, Pixies, Hüsker Dü, Cocteau Twins, Dinosaur Jr., Teenage Fanclub, Smiths, Nirvana, Replacements, Mercury Rev, Spiritualized, Butthole Surfers, Stereolab, Galaxie 500, Felt, Pavement, Spacemen 3, entre outros. O livro, já em pré-venda, será lançado em junho deste ano e parece epitomizar a estética e ética que hoje chamamos de indie. Conhecendo a grandeza de seu autor (também conhecido por ter cunhado o termo pós-rock) e que ele viu essa época que descreve pessoalmente no início de sua careira, dá pra cravar que é leitura obrigatória

Inaugurando o Inferninho 2026 no Picles!

A primeira edição do Inferninho Trabalho Sujo no Picles em 2026 começou com um show assertivo de Leon Gurfein, que cada vez mais toma conta do percurso que está disposto a recorrer, seja com suas canções próprias, tocando guitarra e baixo ou músicas alheias. Acompanhado do guitarrista Marcos M7i9 (que depois seguiria no palco acompanhando Lauiz) e do beatmaker Charles Tixier, Leon derramou sua carga dramática em canções “Escândalo” imortalizada por Ângela Ro Ro, “Little Trouble Girl” do encontro de Kim Deal e Kim Gordon no Sonic Youth em uma versão em castelhano, a argentina “Viento Helado” da líder da banda Suárez Rosario Bléfari e até David Lynch, quando cantou “In Heaven (Lady in the Radiator Song)” do filme Eraserhead para encerrar sua apresentação, seu melhor show até aqui.

Depois foi a vez de Lauiz assumir o palco do Picles e pela primeira vez fazer um show tocando guitarra, apontando os rumos para seu próximo álbum, inevitavelmente mais rock. Mais uma vez tocando ao lado da cozinha do Celacanto (Giovanni Lenti na bateria e Matheus Costa no baixo) e do eterno compadre Marcos M7i9, que havia acabado de tocar com Leon Gurfein e se revezava entre os eletrônicos e a guitarra. Além de tocar músicas antigas (cantadas a plenos pulmões por seus fãs enlouquecidos), Lauiz preferiu mostrar algumas novas e exibir-se na guitarra, chegando até a usar um slide para deixar o som mais Estados Unidos, como foi a tônica da noite. Que encerrou com outra música do mesmo país, quando resolveu encarnar os White Stripes na clássica “Fell in Love With a Girl”. Depois coube a mim e a Fran a segurar uma pista de quinta até quatro e pouco da manhã, mas o que não é uma festa em janeiro, né?

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Inferninho Trabalho Sujo apresenta Lauiz e Leon Gurfein @ Picles (29.1)

Não para, não para, não para! Nesta quinta-feira tem mais uma edição do @inferninhotrabalhosujo, a primeira de 2026 no querido Picles, que quando trago dois shows daqueles: estreando no palco da casa e da festa vem o drama pop performático de Leon Gurfein, seguido de uma apresentação experimental do programador dos Pelados Lauiz, que mostrará novas músicas! O Picles fica no número 1838 da Cardeal Arcoverde, no canteiro de obras chamado Pinheiros, e a festa começa às 20h – quem pegar o ingresso online não paga pra entrar se chegar antes das 21h30. Os shows começam às 22h! E depois, eu assumo a discotecagem da noite ao lado da querida Francesca Ribeiro. Vai ser daquele jeito, vamos lá!

Beck romântico

Beck solta seu lado romântico e intérprete em um disco curto que anunciou nesta quinta-feira. Everybody’s Gotta Learn Sometime é uma coletânea de versões alheias que gravou em trilhas sonoras e outros projetos que descreve como “uma apaixonadamente curada compilação de raridades, faixas profundas e versões”, que inclui desde a faixa-título (do grupo Korgis, que gravou para o filme Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças) a músicas de John Lennon (“Love”), Elvis Presley (“Can’t Help Falling In Love”), Flamingos (“I Only Have Eyes For You”) e até Caetano Veloso (“Michelangelo Antonioni”, do disco Noites de Norte que o baiano lançou no ano 2000). A única música do próprio Beck é “Ramona”, que ele compôs para a personagem de mesmo nome do filme Scott Pilgrim Contra o Mundo, em 2010. Além destas, o disco, que será lançado nessa sexta-feira, ainda traz versões inéditas do cantor para “Your Cheatin’ Heart” de Hank Williams e para a imortal “True Love Will Find You In The End”, de Daniel Johnston. Coisa fina.

As primeiras imagens dos quatro filmes dos Beatles

E o filme dos Beatles – ou melhor, os filmes (são quatro!) – começa a tomar forma. O primeiro aperitivo veio nesta quinta-feira, quando a Sony Pictures, estúdio que está produzindo os filmes, enviou quatro postais para o Liverpool Institute of Performing Arts, que realizou uma gincana para fazer seus alunos pudessem encontrar quatro postais que trazem as primeiras imagens dos atores caracterizados como os Beatles que estavam espalhados pela instituição. O Instituto, fundado por Paul McCartney em 1996, ocupa o mesmo prédio que tanto ele quanto John Lennon foram alfabetizados – embora não se conhecessem neste período – e revelou as imagens de Paul Mescal se passando pelo Paul, Harris Dickinson por John, Joseph Quinn como George Harrison e Barry Keoghan como Ringo Starr. Os filmes fazem parte do projeto Os Beatles – Um Evento Cinematográfico em Quatro Filmes, que está sendo dirigido por Sam Mendes e deverá estrear em abril de 2028. E se você acha que todo mundo fala de Beatles o tempo todo, pode se preparar porque vem uma avalanche vindo aí… Eu acho é pouco!

Veja abaixo: