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Cinco Perguntas Simples: Ronaldo Lemos

1) O disco (como suporte físico) acabou?
Acabou sim. O CD hoje já é uma tecnologia obsoleta. É uma mídia grande, com pouca capacidade de armazenamento. No entanto, ele ainda terá uma sobrevida, especialmente nos países em desenvolvimento, da mesma forma como cassetes e vídeo-cassetes ainda são usados na Índia e na África. Até mesmo as periferias brasileiras já usam o CD não para músicas, mas sim para arquivos de MP3, sem falar no uso de DVD-R. O futuro da distribuição musical é digital, o suporte só fará sentido em casos específicos.

2) Como a música será consumida no futuro? Quem paga a conta?
A tendência é a música se distanciar cada vez mais do conceito de mercadoria e se aproximar da idéia de um serviço. O iTunes hoje faz sucesso vendendo música como mercadoria. Mas o site de música que mais cresce no mundo hoje e já está em segundo lugar, chamado E-Music, já vende música mais como serviço: você paga uma taxa mensal e pode fazer um número específico de downloads. O serviço que todos os consumidores gostariam de ter é pagar uma taxa e poder fazer downloads ilimitados de música.

3) Qual a principal vantagem desta época em que estamos vivendo?
A principal vantagem é que nada ainda está definido, novas instituições estão sendo criadas. O mais interessante é que a sociedade tem um papel importante a desempenhar nisso: a mídia colaborativa e a produção coletiva de conteúdo tem pela primeira vez a chance de ocupar o papel principal. É o caso da Wikipedia, que já é referência em inúmeros assuntos pesquisados no Google, obtendo mais destaque que sites da mídia tradicional como o New York Times e outros. Mas nada é fácil: está havendo uma reação violenta a essa transformação e a batalha está se travando no campo do direito. A lei está sendo mudada para preservar os modelos tradicionais de mídia.

4) Que artista voce só conheceu devido às facilidades da época em que estamos vivendo?
A lista é imensa. A música nunca esteve tão bem, em todas as áreas e sobretudo em termos de música experimental e de vanguarda. Dá para dizer que há uma efervescência em todos os nichos. Sou curador do Tim Festival e o principal problema nos últimos tempos é escolher: há tanta coisa boa e interessante que a cada ano torna-se mais difícil fazer as melhores escolhas. Veja o festival do ano passado: jamais uma banda tão nova quanto o Arcade Fire teria esgotado os ingressos tão rápido se as pessoas não tivessem conhecido a banda pela internet.

5) O estado da indústria da música atual já realizou algum sonho seu que seria impossível em outra época?
A grande novidade da indústria musical é o fato de que o termo “indústria” está se modificando. Diria que hoje dá para falar ir além da idéia de “indústria” e falar em “comunidades”. Essas comunidades, que são totalmente fluidas, constroem ou mantêm nomes novos e antigos independentemente de um planejamento centralizado. Os exemplos são vários: das bandas Arctic Monkeys e Clap Your Hands Say Yeah, que surgiram na Internet, ao Einstuerzende Neubauten, que se mantêm através de um serviço de assinatura oferecido aos fãs através do site. Isso para não falar na emergência da produção cultural das periferias globais, ritmos como tecno-brega, kwaito, reggaeton, cumbia villera, que eu acho a coisa mais importante, chic e interessante que aconteceu desde o tropicalismo.

Ronaldo Lemos é o homem do Creative Commons no Brasil.

Drogas e rock’n’roll

Primeiro a íntegra do entrevistão que eu fiz com a Lígia pra Bizz de julho do ano passado, especial Drogas, reunindo Marcelo Nova, João Gordo, Beto Bruno, Nervoso e Arnaldo Brandão.

***

Depois de dias, empresários, produtores, assessores de imprensa ou os próprios artistas retornavam: “Olha, infelizmente, sobre esse assunto, melhor não…”, agradeciam a procura, polidamente, e escapavam pela direita ao ignorar o assunto. Mesmo ao explicar que o enfoque não seria apologético ou demonizador, preferiam esquivar-se com medo da exposição associado ao ainda polêmico tema.

E, ao conversar com os artistas que toparam o papo sem ressalvas, percebemos que a desconversa é um dos principais problemas relacionados às drogas. Quanto menos se fala sobre o assunto, menos se sabe e mais se aumenta a curiosidade no mesmo ângulo que o dos riscos. Como o glamour da autodestruição é uma de suas principais molas-mestras do rock’n’roll, é natural associarmos o tema ao gênero – ainda mais se ampliarmos seus desdobramentos à cultura sintética da música eletrônica, a sofisticação junkie do jazz ou o uisquinho da bossa nova. Mas mais do que na música – ou nas artes, ou na cultura –, o tema está diluído em nosso dia-a-dia, mesmo que não conheçamos ninguém que use qualquer tipo de droga.

Esse tema foi abordado por cada um de nossos entrevistados, que conversaram francamente sobre o assunto e fugiram de estereótipos e convenções para falar do deslumbre, da curiosidade, dos excessos e da percepção a respeito das substâncias de alteração da percepção. Pertencentes a gerações diferentes do pop brasileiro, Arnaldo Brandão (Hanói-Hanói), João Gordo, Nervoso, Beto Bruno (Cachorro Grande) e Marcelo Nova foram entrevistados em situações e dias diferentes, e o papo fluiu tão conciso que foi possível costurá-los na edição para que a narrativa fluísse com mais força do que em uma série de entrevistas em separado.

Arnaldo Brandão: “Eu ainda tava na escola quando ouvi falar sobre isso. Era uma coisa muito obscura, a gente sabia que existia, mas ninguém falava direito, e mexia com a curiosidade”.

André Nervoso: “Só fui saber o que era droga no dia 15 de janeiro de 1985, eu tinha quinze anos e minha mãe me levou pra ver AC/DC e Scorpions no primeiro Rock in Rio. Aí eu vi uns caras fumando maconha e minha mãe olhava torto mas ao mesmo tempo não dava abertura pra eu perguntar o que era aquilo”.

João Gordo: “Lembro uma vez em que eu era bem moleque e tinha uns caras na frente da casa da minha avó fazendo samba e fumando maconha. Eu devia ter uns seis anos de idade. Fui falar para o meu pai. Ele ligou para a polícia e os caras foram em cana. Depois, ele pegou um carocinho daqueles fumos bons dos anos 70, com uma cor meio verde-abacate. Era verdinho mesmo. Ele me mostrou e disse: ‘não tenha medo’ (ri)”.

Marcelo Nova: “Beatles e Rolling Stones foram minhas maiores influências. Eles eram meus Menudos. Quando ouvi ‘Lucy in the Sky with Diamonds’ eu tinha 16 anos, lia Timothy Leary, tinha curiosidade. Aos 16 eu tinha ouvido falar nas drogas, aos 18 estava usando”.

Brandão: “Primeiro foi a maconha, eu considero até hoje maconha a menos nociva de todas, até menos que o álcool. Mas não era ligado à música, era coisa mais de festinha, nada demais. Eu já tinha a banda, que se chamava Bubbles e depois virou A Bolha e a gente no máximo fumava um. Até que eu comecei a perceber que o baterista tava usando cocaína e naquela época, final dos anos 60, já tinham histórias de pessoas que se acabavam por causa de pó e era associado a gente mais careta, como o pessoal de Hollywood, Jerry Lee Lewis… Naquela época eu não tinha nem vinte anos, queria mudar o mundo, não queria saber de cocaína”

Gordo: “Eu comecei por causa do punk, né? Primeiro você começa a fumar cigarro. Depois eu li numa revista – tinha uma chamada Sniffing Glue – que os punks cheiravam cola e tomavam flocos de milho com cerveja. Isso lá pelos meus 13 anos. Aí eu falava pra minha mãe que ia estudar e ia para a matinê de punk rock. Tocava um pouco de tudo, Stooges, Kiss, AC/DC, e lá foi a primeira vez que eu ouvi falar a palavra ‘baseado’. Fiquei parado imaginando o que poderia ser. Mas foi no início dos anos 80, quando fui morar no interior, que experimentei maconha, benzina, lança-perfume. No interior não tem muito o que fazer, então os caras enchem a lata. Pouquíssima gente fumava maconha, tinha uma cultura da bebida mesmo. Hoje em dia a coisa está mais pesada, rola farinha direto. São outros tempos”.

Beto Bruno: “Pó é a coisa mais careta do mundo. Todo mundo acha que aquela bagagem de sexo, drogas e rock’n’roll vai junto contigo pra todos os lugares. Já botaram cocaína na nossa cara várias vezes, porque as pessoas meio que cobram isso”.

Nova: “Mick (Jagger), Keith (Richards) e Marianne (Faithfull, na época namorada de Jagger) estiveram em Arembepe (Bahia) em 1968 e voltaram para Inglaterra e Estados Unidos falando que no Brasil existia um paraíso tropical. Então todos os malucos começaram a ir para lá. O roadie do Jefferson Airplane (banda de rock psicodélico formada em 1965 em São Francisco) apareceu com 500 ácidos numa sacolinha e eu consegui dois. Chamava-se Purple Haze, puríssimo. Isso foi no início da popularização do ácido, porque depois todo mundo começou a tomar e perdeu-se a qualidade da coisa”.

Brandão: “Então logo depois de experimentar maconha passei a usar o ácido. Foi nessa época que eu resolvi ir para Londres e fiquei um tempo ainda no ácido. Mas logo depois eu comecei a me envolver com a cena local, fiquei amigo dos Rolling Stones, morei na casa do Mick Taylor, e aí comecei a cheirar pó, direto. Eu lembro que eu tive uma bad trip de ácido, achei que ia morrer. Aí fui pra casa de um amigo, que me ofereceu cocaína, aí ficou tudo bom (ri). Nessa época eu fui realmente viciado em cocaína, mas quando voltei para o Brasil, eu fui pegando mais leve. Voltei para o Brasil em 74, quando fui tocar com o Raul Seixas. Depois toquei com o Caetano Veloso, montei uma banda chamada Brylho da Cidade, com um nome que entrega tudo (ri), e nos anos 80, com o Hanoi-Hanoi. Heroína, quando eu voltei pro Brasil, eu parei. Mas cocaína… Eu só comecei a diminuir bem o uso do pó no começo dos anos 80, mas só fui parar de vez em 92”.

Nova: “Dos 18 aos 22, foram quatro anos de batalha árdua, fui ao inferno e voltei. Mas me recusei a ficar no purgatório. No purgatório tem um telão com a programação do SBT passando 24 horas por dia. Paguei o preço da curiosidade, da pouca idade. Foi uma experiência muito intensa, reveladora. Uma experiência complexa que traz no seu bojo o prazer e a dor lado a lado”.

Nervoso: “O lance é que o artista é o cara que se expõe. Essa é a função do artista, aliás, fazer coisas que o resto das pessoas querem fazer e não fazem. Então, ao se expor, é meio inevitável passar essa impressão, de que quem tá metido com rock, com música, com arte, tá metido com drogas ou que tem uma tolerância maior ao tema. Mas o lance é que a gente se expõe mais e acaba fazendo essa associação na cabeça das pessoas”.

Gordo: “Eu só fui usar cocaína mesmo em 83. Até então a gente fumava maconha, tomava cachaça e bola. Cocaína era droga de rico. Mas aí, na época do Napalm, começamos a ter contato com a new wave, com gente viajada, outra classe social. Foi quando conheci o ácido também. Primeiro eu só chapava no fim de semana, depois passou a ser todo dia. Quando a loja Punk Rock mudou para a rua Augusta, eu tomava dois, três, cinco Inibex (tipo de anfetamina) de uma vez antes de sair da minha casa no Tucuruvi, ia na padaria, tomava uma pinga e viajava uma hora e meia no ônibus elétrico. Chegando lá encontrava os amigos e passava o sábado inteiro assim. Depois caía para a balada. Era época do Madame Satã e começou a rolar até um comércio de ácido entre nós. Um microponto fabricado na USP. A balada ia de quarta a domingo, depois nego passava a segunda e a terça convalescendo. Na época, entre 85 e 86, tomei muito baque também. Todo mundo teve hepatite C, mas eu escapei. Pelo menos eu usava seringas descartáveis”.

Nervoso: “Eu já vi amigo meu se acabar com isso, um cara que não tem nada a ver com música, desses sujeitos que têm uma coletânea do Eric Clapton e dois discos do Pink Floyd (ri). No caso desse cara, eu vi a coisa de perto, foi caso pra levar o cara pra clínica em camisa de força. E o cara ainda foi pra clínica com cinco gramas de pó no pé, fazendo as contas pra saber em quanto tempo ele ia ter que arrumar mais. É triste, mas felizmente hoje ele tá bem. O lance é que as drogas existem para serem usadas, e não o contrário, pra elas usarem as pessoas. Mas tem gente que é muito influenciável, suscetível, e acaba não conseguindo se segurar”.

Beto Bruno: “Duas vezes eu perdi o controle (com cocaína). Era ela quem estava me usando. Era muito cara e de má qualidade. Porque hoje em dia é diferente dos anos 80. É triste ver os caras entrando e saindo do banheiro nas baladas de 15 em 15 minutos com aquela cara. A cocaína está no nosso meio, mas é foda quando as pessoas querem ser amigas e te procuram oferecendo drogas. Vai fazer amizade de outro jeito! É normal chegar numa cidade e os ‘magrão’ ficarem em cima dizendo que têm tudo o que a gente quiser. O nosso baixista, por exemplo, nunca cheirou. Ele morou na Europa, já viu de tudo e nunca teve coragem. E, depois, o sujeito nem levanta o pau. Qual é a diversão? Meio que estraga a noite, sabe?”

Nova: “Perdi amigo. Mas nunca me orientei pelos outros, sempre fui o timoneiro do meu próprio barco. Tive a consciência de que estava perdendo a capacidade de me manter íntegro, senti medo. E o medo é uma sensação poderosíssima. Talvez eu tenha tido sorte”.

Nervoso: “O começo mesmo pra mim foi ali na rua Ceará, no extinto Garagem, quando toquei lá pela primeira vez com a primeira banda que eu tive, antes mesmo do Beach Lizards. Chamava-se Stupid Nerds. Isso foi em 91. Vi muita coisa ali naquele lugar. Mas ao mesmo tempo, eu fui percebendo que a droga está em tudo quanto é lugar, porque você costuma associar droga a pessoas que são mais intensas e tem toda a relação da droga com o rock, mas o que eu fui perceber logo depois que eu comecei a tocar direto é que todo mundo usa droga, não é exclusivo de um grupo social ou de um tipo de profissão. Advogado, trocador de ônibus… Todo mundo usa”.

Brandão: “É impressionante, aqui no Rio sempre tem, o pessoal sempre oferece, então você tem que ser muito disciplinado pra não voltar. Porque não dá pra voltar. Essas drogas químicas, como a cocaína, a heroína, anfetamina, elas arrastam a pessoa pro fundo. Eu já vi muita gente se estragando, gente próxima, e não pessoas que vivem de música, todo tipo de gente. Então a minha desculpa quando vêm me oferecer pó é ‘meu santo não permite’. Aí param na hora (ri). Simplesmente recuso, mas não faço sermão. Mas a maior parte dos meus conhecidos hoje têm mais problemas com álcool do que com a cocaína. Eu bebia muito destilado – vodka, uísque – pra equilibrar”.

Beto Bruno: “Acho que o álcool pode atrapalhar mesmo. Na hora do show tomar uma cervejinha é do caralho, porque o trabalho já está feito e você só vai lá apresentar. Mas enquanto está compondo ou ensaiando é ruim. Para fazer o nosso segundo disco (As Próximas Horas Serão Muito Boas), a gente bebeu em todas as etapas. Costumo dizer que o encarte do álbum tem cheiro de uísque. Eu até gosto, mas aquilo é rock de bêbado. Estávamos em uma fase difícil, tipo ‘quero ser os Rolling Stones’. Hoje quando escuto o disco novo (Pista Livre) acho o som mais legal. Sem beber, a gente consegue ficar de oito a dez horas produzindo. Com bebida os interesses mudam. Rola briga, e tem uns que ficam muito chatos. Da banda ali eu sou um dos que mais bebem, mas tive o ‘start’ de tentar fazer as coisas sem o álcool. Fizemos uma experiência e hoje todo mundo concorda. Chegou uma hora em que eu falei: ‘vamos gravar os melhores discos da nossa vida”. Até então nunca tínhamos tido um super estúdio, então quando rolou resolvemos aproveitar ao máximo as horas que a gente tem. Tomar um chopinho depois da gravação é maravilhoso. E antes de entrar no palco, porque ajuda a descontrair e cria uma troca maior com o público, porque as pessoas que estão no show geralmente estão bêbadas. Agora, o que eu mais gosto mesmo é que nenhum dos cinco músicos da banda usa cocaína”.

Gordo: “O auge foi entre 1995 e 2000. Pintou o ecstasy e bateu na heroína. Durante as turnês na Europa a nossa banda era como os Freak Brothers de verdade. O speed faz parte da cultura na Espanha. Na primeira vez nós não sabíamos usar, e ficamos um mês sem dormir. Ainda bem que passou. Em janeiro de 2000 tive um problema no pulmão e fiquei a ponto de morrer. Estava usando heroína, tomando “e” e fumando três maços de cigarro por dia. Pesava 210 quilos. Foi um colapso total. Hoje em dia, se for comparar, eu virei um anjo. O objetivo hoje é viver mais, ficar com os filhos. Não tem lugar pra esse tipo de balada na minha vida. Até pela fase do crack eu passei. Em 1990 uma amiga ensinou a gente a fazer. É claro que rolaram vários problemas. Tive de mandar músico pra fora da banda”.

Brandão: “Eu não acredito que as drogas ajudem na criação artística, a compor melhor. No meu caso, se eu dou um tapa num baseado, é mais pra relaxar, não é pra fazer melhor, pra me inspirar, nada disso. A cocaína anestesia e um músico anestesiado não faz nada direito, músico não pode ser anestesiado, travado. E pra agüentar shows eu sempre tomei muito café e guaraná em pó, que eu também parei…”

Nervoso: “Não rola. Você até pode, sei lá, fumar um e ter uma idéia que pode ser usada numa música, mas nada que você não pensaria num momento em que você tá com a cabeça mais tranqüila ou quando a inspiração aparece quando você não espera. Pra tocar, especialmente, é horrível, qualquer droga. Eu componho as minhas músicas quando eu estou careta”.

Beto Bruno: “Não existe fumar um para fazer uma música. Influencia na maneira de pensar, mas às vezes você compõe e quando vai ouvir depois acha uma merda. A maconha me deixa mais centrado quando eu sento no meio das duas caixas de som, mas na hora da criação atrapalha um pouco. Sei de gente que só consegue fazer música drogado, mas daí tem que ficar chapado o tempo todo. Não existe isso de falar ‘agora eu vou ter uma idéia’. Dizem que, no primeiro disco, os Mutantes não conheciam nem maconha. Eles só foram tomar ácido na época do Jardim Elétrico”.

Gordo: “Tem muita música do Ratos de Porão que foi feita à base de álcool, maconha, cocaína. Tem gente que fala pra mim: ‘você só faz música boa quando tá fudido’. Quando fui fazer o disco novo (Homem Inimigo do Homem) não tinha idéia nenhuma do que escrever. Mas em um mês consegui fazer 11 faixas à base de suco Ades e quibe de soja. Talento eu tenho, sacou? Tem uns errinhos no disco que um produtor fudidão não deixaria passar, mas está muito bom. É ódio puro”.

Nervoso: “Por mim, tinha que legalizar a porra toda, porque essas merdas fazem tão mal quanto café, uísque, cigarro, só que a coisa piora ainda mais por ser proibida, porque aí entra no problema da repressão, do comércio na mão do crime organizado, do vício às escondidas… E é investida uma verba na proibição, com segurança, devia ser revertida pra saúde, pra tratar das pessoas que sofrem do vício. E pra educar, também. Porque a maior parte dos problemas com drogas vêm do fato de que as pessoas sequer tocam nesse assunto. Eu não vou esconder do meu filho o que eu fiz, porque eu não quero que ele repita as cagadas que eu fiz. Como eu não vou esconder que fui expulso da escola quatro vezes”.

Nova: “Não esquecendo que fui minha própria cobaia. Porque não existe literatura a respeito no Brasil. Os pais dos adolescentes acham que maconha é igual a cocaína que é igual a heroína. Não tem informação específica sobre o assunto. Tem comercial de tevê dizendo que droga mata, mas carro também mata. Tem que acabar com essa hipocrisia”.

Nervoso: “Aí volta pra aquilo que a gente tava falando no começo, que o artista é quem acaba dando a cara, falando do assunto. O artista não pode ter medo de se expor. Que é isso que estamos fazendo agora. Porque se o assunto começa a ser discutido, conversado, as pessoas vão acabar vendo os prós e contras e fazendo decisões que forem melhores pra eles. E que possam pedir ajuda quando precisam. Afinal, cada um é dono de seu nariz (ri)”.

Gordo: “Acho que toda droga deveria ser legalizada, porque só assim acabaria o tráfico. A maconha foi demonizada pelos americanos. Porque ela é uma das plantas mais completas: serve como combustível, para fazer roupa, curar doenças e ainda dá um barato. Mas sou contra drogas químicas. A cocaína e o tabaco são os maiores inimigos do homem”.

Nova: “Meu posicionamento é o mesmo de sempre. Quando você pensa em falar com uma multidão, o que é bom para um não é bom para outro. Cada organismo é diferente. Fumar um baseado pode me dar vontade de ouvir Hendrix, mas outra pessoa pode querer sair berrando pela rua. Se houvesse uma literatura que explicasse aberta e claramente sobre os efeitos e dosagens, ajudaria a decidir se vale a pena ou não. Quando tive minha experiência, vi que era muito mais do que qualquer coisa que já tinham me falado. Isso me rendeu uma música, “Quando eu Morri”, lançada em 1989 no disco “Panela do Diabo”, com o Raul Seixas. Foi escrita 16 anos depois, e fala basicamente sobre essa experiência vívida e sensitiva que eu passei”.

Desovando frilas

Vou começar a despachar alguns frilas que fiz ano passado e por motivos diversos (sono, cansaço, preguiça, relaxo, desleixo ou moleza) não postei aqui.

Feliz ano novo… indeed!

Dois mil e sete já começou e a prova tá aí embaixo.

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E assim, o iPod (e não só ele como o Blueberry, os laptops, etc.) fica obsoleto; o conceito de MP3 player cai por terra (quem precisa instalar uma base quando já se tem toda uma base – o celular – instalada?); começamos, pra valer, a convergência de aparelhos (portáteis ou não) e a desenhar uma nova era da notabilidade/portabilidade; a Apple se lança como uma corporação com tendência ao gigantismo; o GPS (e todas suas possibilidades) entra pra valer no dia-a-dia das pessoas comuns; a tela touch-screen (uma novidade endossada pela Nintendo com o DS – Nintendo mesma que já dá saltos pra frente com o controle do Wii, outra revolução, depois eu falo mais disso) torna-se padrão para este tipo de tecnologia e, aos poucos, o telefone como conhecíamos vai morrer.

O euPodo (um dos melhores blogs de 2006, fácil) postou mais fotos da apresentação do aparelhinho feita por Steve Jobs ontem, na Macworld Expo, em Sanfran.

GB 2007

Beautiful People

Ehissaê, people of the you-ni-verse. Sabadão completo trinta e duas voltas ao redor do sol com a primeira Gente Bonita Clima de Paquera de dois zero-zero-sete. Eu e Kalatalo de pilhas renovadas à base de energia solar tamos de novo nos CDJs só que dessa vez no Audio Delicatessen, ali na Mourato na altura da Cardeal. Quer ir? Dez pilas ou cincão – se o seu nome estiver na lista (pra isso acontecer, é só se cadastrar no site da festa). Cola lá, pra começar o ano tinindo, trincando.

Gente Bonita edição especial aniversário do Matias

Dia 13/01 (Sábado)
23h (Sem hora para acabar)
Local: Audio Delicatessen – Rua Mourato Coelho, 651 – Vila Madalena
Telefone: (11) 3097 0880 e (11) 3816 1220.

No mesmo esquema, R$ 10 na hora ou R$ 5 com nome na lista.

Pensando em voz alta

Sobre a polêmica Cicarelli x YouTube:

– Cada vez parece mais evidente que a peça de vídeo em questão foi armada. Cada novo parágrafo publicado com o nome da modelo a deixa mais em evidência. É o efeito Paris Hilton, que, fingindo-se de efeito Pamela Anderson, colocou a socialite em evidência no mondo pop. Daniela (e, mais do que ela, o namorado empregado da Merryll Lynch, como puseram na Wikipedia) cresce aos olhos do mundo como celebridade pop, mas não contava com o efeito colateral censura (ou contava? Afinal, até este amplia o alcance da garota). O vídeo até pode não ter sido armado (embora nessa era do Big Brother gente boa cada vez mais vale o conselho da vovó – “Não quer que saiba, faça escondido”), mas que, vendo o desenrolar de tudo, parece, parece;
– A mobilização antiproibição do YouTube mostra alguns aspectos interessantes do desenvolvimento do cidadão brasileiro online: um início de consumo consciente (ao cogitarem boicotar os produtos e programas que exibam a modelo), uma clara opção pelo vídeo online como canal de entretenimento de parte dos brasileiros, a memória ainda viva do fantasma da censura, a indignação brasileira que se forma mais virtualmente do que nas ruas. Tudo é muito incipiente, tudo é muito lento, tudo é muito em formação. Mas existe este movimento e cada vez mais torna-se popular e prático.
– Neste cenário pouco a pouco surgirão novos players, gente que canalizará essa indignação para canais práticos, lobbistas do povo. Aí você pode pensar em uma reinvenção do conceito de parlamentar no país – e, mais do que isso, até de parlamento. Afinal, se todo deputado-senador só advoga em causa própria (tá, tem as “exceções”, os que mordem menos) e se em, sei lá, quinze anos, todo brasileiro estiver online, pra que vamos precisar de congresso? Ou, pelo menos, deste tipo de congresso?
– E, ao mesmo tempo, percebemos as entranhas e as vísceras da máquina de fabricar notícias que se tornou o jornalismo mundial e, conseqüentemente, o brasileiro. A cada polêmica que coloca um apagado em evidência, a cada golpe de marketing fantasiado de notícia, a cada celebridade televisiva que lança livro/disco/peça/filme fica mais evidente que tudo é fake, fantasioso e fabricado. Ou que, pelo menos, se não é, pode ser.

Deixa eu te botar uma pulga atrás da orelha: o Saddam tá morto? O cara que apertou a mão do Rumsfeld nos anos 80, o cara que deu motivo pros EUA torrarem duas guerras inteiras no sertão do mundo, o cara que foi “achado” por um exército que não encontrou nem arma de destruição em massa e que de tanto jogar Doom ao vivo só enfileira uma lista de crimes bárbaros de guerra (como se a guerra em si não fosse um crime) e é afeito a queimar as próprias tropas no eufemístico “fogo-amigo”? Não tou nem falando que eu chego a duvidar. Mas um enforcamento às vésperas do ano novo, filmado por um celular e com cenas oficiais distribuídas às agências de notícias como se fosse uma solenidade oficial?

Como diria o Robert Plant: “OOOOOOOOOOOOoooooooooooooooooummmmmmmmmm and it makes me wonder…”. Ainda bem.

Deu branco

Sacumé, ainda no clima do sossego praiano, pleno verão dois mil e sete…

I get this writer’s block, it comes as quite a shock,
And now i’m stuck between a hard place and the biggest rock,
In my own head consumed. I sit back in my room,
Its like the tapestries of life get tangled in the loom,
I’m like a butterfly, caught in a hurricane,
My heart is quickening as my heart plays a new refrain

Im lovin’ Mary Jane, flyin’ with Lois Lane,
On board a bullet train
Don’t know yet if i’m glad i came
Don’t know yet if i’m glad i came
Don’t know yet if i’m glad i came
Don’t know yet if i’m glad i came

Sometimes at night i think too much,
About love and life and music and stuff

I’m livin’ in the past,
My clocks an hour fast,
Should really go and make a coffee but i can’t be arsed,
I’ve lost my mobile phone,
You’ll have to call my phone,
On second thoughts just leave a message when you hear the tone,
My grimy windows show the early morning glow,
Another day, another dollar in my one man show,

Im lovin’ Mary Jane, flyin’ with Lois Lane,
On board a bullet train
Don’t know yet if i’m glad i came
Don’t know yet if i’m glad i came
Don’t know yet if i’m glad i came
Don’t know yet if i’m glad i came

I fell out with Mary Jane, I don’t speak to Lois Lane and i missed that bullet train
But now i know i’m glad i-
I fell out with Mary Jane, I don’t speak to Lois Lane and i missed that bullet train
But now i know i’m glad i-
I fell out with Mary Jane, I don’t speak to Lois Lane and i missed that bullet train
But now i know i’m glad i-
I fell out with Mary Jane, I don’t speak to Lois Lane and i missed that bullet train
But now i know i’m glad i came
But now i know i’m glad i came
But now i know i’m glad i came

Como diz quem sabe: “Ê, dets laif…”.

Novo Mainstream

Nova Década

Um brinde à nova década que se inicia este ano. Ainda tou em merecido descanso nordestino, semana que vem volto à ativa full-throttle. Dia 13 tem meu aniversário com Gente Bonita. Anote em sua agenda e não me perca de vista.

Hasta jah.

Tudo pronto pra 2007?

allseeingeye.JPG

Eu tou. “Major changes ahead”, pra variar. E tu?

2007
From Wikipedia, the free encyclopedia

2007 (MMVII) is a common year starting on Monday of the Gregorian calendar. It is the 2,007th year of the Anno Domini (AD) calendar, the 7th year in the 21st century, and the 7th year in the 3rd millennium. It is also the current year. It has been designated:

* International Polar Year
* International Heliophysical Year

Most of 2007 overlaps with the Year of the Pig in the Chinese calendar (dates until February 17 are in the Year of the Dog). The next year of the pig will start in 2019. 2007 is the year of the sign Pisces in Western Astrology. The next year of Pisces will take place in 2019.
Contents

MMVII
Ab urbe condita 2760
Armenian calendar 1456
ԹՎ ՌՆԾԶ
Bahá’í calendar 163 – 164
Chinese calendar 4643/4703-11-13
(丙戌年十一月十三日)
— to —
4644/4704-11-22
(丁亥年十一月廿二日)
Ethiopian calendar 1999 – 2000
Hebrew calendar 5767 – 5768
Hindu calendars
– Vikram Samvat 2062 – 2063
– Shaka Samvat 1929 – 1930
– Kali Yuga 5108 – 5109
Holocene calendar 12007
Iranian calendar 1385 – 1386
Islamic calendar 1428 – 1429
Japanese calendar Heisei 19

(平成19年)
– Imperial Year Kōki 2667
(皇紀2667年)
– Jōmon Era 12007
Julian calendar 2052
Thai solar calendar 2550

January

* January 1 – The European Union’s Seventh Framework Programme, within the Framework Programmes for Research and Technological Development, has launched.
* January 1 – Hong Kong introduces smoking ban in all public indoor facilities
* January 1 – Bulgaria and Romania join the European Union.
* January 1 – Irish (also known as Gaeilge) becomes an official working language of the European Union.
* January 1 – Slovenia adopts the Euro as its official currency, replacing the tolar.
* January 1 – The International Standard Book Number (ISBN) code increases in length from 10 to 13 digits.
* January 1 – South Korea’s Ban Ki-moon becomes the new UN Secretary-General, replacing Kofi Annan.
* January 1 – Calgary, Alberta goes smoke-free in most restaurants and bars.
* January 1 – Boise State University defeats The University of Oklahoma in the 2007 Fiesta Bowl, capping off a perfect season.
* January 1 – Angola joins OPEC.
* January 2 – In Washington, D.C., a smoking ban begins in most bars and restaurants.
* January 2 – Memorial services are held for the late former U. S. president Gerald Ford in Washington, D.C..
* January 3 – Former U. S. president Gerald Ford is laid to rest in Grand Rapids, Michigan.
* January 3 – A National Express coach crashes, killing two people
* January 4 – The 110th United States Congress is sworn in. Nancy Pelosi is elected speaker, by a vote of 233-202.
* January 9 – The MacWorld Expo Keynote takes place, possibly updating iPods and Macs, as well as introducing new products and features.
* January 15 – The 64th Golden Globe Awards will take place at the Beverly Hilton.
* January 21 – Parliamentary and Presidential elections take place in Serbia.
* January 24 – 28 – World Economic Forum Annual Meetings are held in Davos, Switzerland.
* January 24 – 28 – World Social Forum Annual Meetings are held in Nairobi, Kenya.
* January 26 – Republic Day in India.
* January 30 – Windows Vista, Microsoft’s latest Operating System is released world wide to consumers, following XP.

February

* February 2 – Rugby League Super League kicks off with St Helens v Huddersfield
* February 4 – The NFL Super Bowl takes place in Dolphin Stadium which is in Miami Gardens, Florida.
* February 11 – Referendum for the legalization of abortion takes place in Portugal.
* February 18 – Chinese New Year: The Year of the Pig begins, as does the numeric year 4705.
* February 23 – 15th Rugby League World Club Challenge St Helens v Brisbane Broncos at Bolton’s Reebok Stadium
* February 25 – The 79th Academy Awards will take place at the Kodak Theatre in Hollywood.
* February 28 – The New Horizons space probe will make a gravitational slingshot against Jupiter to change its trajectory towards Pluto.

March

* March 3-March 4 – Total lunar eclipse.
* March 4 – Parliamentary elections take place in Estonia.
* March 11 – Daylight saving time in the United States and most of Canada will begin, four to five weeks ahead of the previous schedule, in accordance with the Energy Policy Act of 2005.
* March 11-April 28 – The 2007 Cricket World Cup will be held in the West Indies.
* March 14 – Local number portability begins in Canada.
* March 15 – March 21 – CeBIT 2007 takes place in Hannover (Germany).
* March 18 – The 2007 Formula One season will begin in Melbourne, Australia with the Australian Grand Prix.
* March 18 – A parliamentary election will take place in Finland.
* March 19 – Partial solar eclipse.
* March 24 – A legislative election will take place in the Australian state of New South Wales.

April

* April 1 – 2007 British Touring Car Championship begins at Brands Hatch
* April 2 – Smoking in public and work places is banned in Wales.
* April 14 – The 2007 Sir Arthur Clarke Awards, known as the “Space Oscars”, will be presented.
* April 16 – Elections to be held in Nigeria.
* April 22 – The first round of the French presidential election of 2007 will take place.
* April 23 – Bogotá, Colombia, begins its term as World Book Capital.
* April 24 – Armenian Genocide day commemoration.
* April 26 – Jamestown 2007, the 400th anniversary of the establishment of the first settlement of the modern-day United States at Jamestown, Virginia will be celebrated.
* April 30 – Smoking in public and work places is banned in Northern Ireland.

May

* May 3 – There will be parliamentary and local government elections in Scotland.
* May 3 – There will be an assembly election in Wales.
* May 3 – There will be local government elections in England.
* May 6 – The second round (also called runoff) of the presidential election in France will be held.
* May 10 – Semi-final of the Eurovision Song Contest 2007 in Helsinki, Finland will take place. 28 countries will take part.
* May 12 – Final of the Eurovision Song Contest 2007 in Helsinki, Finland, will take place. 24 countries will take part, including 10 countries from the semi-final.
* May 12 – A general election to the Alþingi, the parliament of Iceland, will take place.
* May 13 – The European Parliament election will take place in Romania.
* May 14 – Legislative and local elections in the Philippines also known as Philippine Midterm Elections.
* May 16-May 20 – The European Festival of Youth Choirs will be held in Basel, Switzerland.
* May 19 – The 23rd annual United States National Science Olympiad tournament will be held in Wichita State University in Wichita, Kansas.
* May 23 – The UEFA Champions League 2006-07 season final will be held in the Olympic Stadium in Athens, Greece.
* May 27 – Autonomical and local elections in all the Spanish Autonomous Communities except Galicia, Andalusia, the Basque Country and Catalonia.
* May 28-June 2 – The Urdd National Eisteddfod will be held in Carmarthenshire, South Wales

June

* June 5 – NASA’s MESSENGER spacecraft will make its second flyby of Venus en route to Mercury.
* June 6 – June 8 – The 33rd G8 summit will take place in Heiligendamm, Germany.
* June 6 – June 24 – The ninth edition of the CONCACAF Gold Cup will be held in the United States.
* June 10 – The first round of the legislative election in France will be held.
* June 17 – The second round of the legislative election in France will take place.
* June 20 – NASA’s Dawn spacecraft is scheduled to be launched.
* June 24 – A general election will take place in Belgium.
* June 27 – July 15 – The Copa América 2007 association football tournament will take place in Venezuela.
* June 28 – Start of the Manchester International Festival
* June 29 – 17th birthday of Cade basil Huskinson
* June 30 – A calendar Blue moon will occur.

July

* July 1 – Smoking in public and work places is banned in England.
* July 1 – Hong Kong, which was returned to the Chinese Government from the British Government in 1997, will be celebrating its 10th anniversary of its Special Administrative Region Establishment.
* July 1 – Russia will be composed of 85 federal subjects instead of 86 as Koryakia will be merged into the Kamchatka Oblast per a 2005 referendum.
* July 7-July 29 – The 2007 Tour de France will take place; the grand départ will be from London.
* July 7 – The New Seven Wonders of the World are set to be revealed in a ceremony in Portugal.
* July 7 – The host city of the 2014 Winter Olympics will be announced at the General Meeting of the International Olympic Committee in Guatemala City, Guatemala. The three candidates cities are Sochi, Salzburg and Pyeongchang.
* July 13 – The 15th Pan Am Games will open in Rio de Janeiro and last through July 29.
* July 15 – An election will determine 121 of the 242 seats in the Japanese House of Councillors.
* July 27 to August 8 – The 21st World Scout Jamboree will take place in Chelmsford, Essex, England.

August

* August 4-August 11 – The National Eisteddfod of Wales will be held at Mold, Flintshire, Wales.
* August 24-September 2 – The 2007 World Championships in Athletics will be held at Nagai Stadium in Osaka, Japan.
* August 25 – Rugby League Challenge Cup Final, predicted to return to Wembley for the first time in 8 years. 110 years old this year.
* August 28 – Total lunar eclipse
* August 28 – Turkish Victory Day (Zafer Bayramı)
* August 30-September 3 – The 65th World Science Fiction Convention will take place in Yokohama, Japan.
* August 31 – Finland plans to completely cease analog television broadcasts.

September

* September 2 – A general election in Guatemala will elect the president, vice-president, congressmen, municipal mayors and representatives to Parlacen.
* September 7 – The 2007 Rugby World Cup begins in France
* September 8-September 9 – The Asia-Pacific Economic Cooperation will host its annual city meeting in Sydney.
* September 11 – Partial solar eclipse.
* September 23-September 28 – Labour Party Conferences in Bournemouth at which the newly elected party leader will address delegates for the first time as Prime Minister.

October

* October 1 – The minimum age for buying tobacco products will rise from 16 to 18 across England and Wales.
* October 4 – An election in the Canadian province of Ontario will take place.
* October 13 – Elections will be held for all Local Government in New Zealand.
* October 20 – 2007 Rugby World Cup Final played at the Stade de France in Saint- Denis.
* October 27 – An election in Argentina will elect the President and members of the National Congress.
* Unknown date – An election in Pakistan is due.
* Unknown date – a federal election in Australia is expected.
* Unknown date – the 2007 World Series of Major League Baseball is expected to begin.

November

* November 4 – General Elections will be held in Turkey.
* November 4 – Daylight saving time in the United States and most of Canada will end, one week later than the previous schedule, in accordance with the Energy Policy Act of 2005.
* 14 November – The Channel Tunnel Rail Link from London to the Channel Tunnel is expected to be completed.
* 19 November – the new TARGET2 system, the Real Time Gross Settlement (RTGS) system of the euro will go live.
* Unknown date – Parliamentary elections will be held in Croatia
* Unknown date – The Large Hadron Collider, a particle accelerator and collider at CERN in France and Switzerland, is scheduled to be switched on.

December

* December 8 – The 5th Junior Eurovision Song Contest will take place in Rotterdam, The Netherlands.
* December 19 – A presidential election will take place in South Korea.
* December 21 – If Her Majesty Queen Elizabeth II (1952 – ) lives to this date she will become the oldest reigning monarch in both British and the Commonwealth Realms’ history, surpassing King George III (1760 – 1820) and Queen Victoria (1837 – 1901), both of whom died before the age of 82.

Unknown dates

* The current British Prime Minister, Tony Blair, is expected to announce in March his date of leaving office. His successor, most likely Gordon Brown, will be decided in a leadership election.
* Wembley Stadium, the National football stadium of England is expected to be completed
* O2, the former Millennium Dome in London, will reopen as an entertainment complex.
* The Republic of Ireland is expected to hold a general election.
* India’s 10th Five Year Plan comes to an end.
* Uranus’ orbit will be positioned such that the Sun shines directly above its equator.
* The Andean Community and Mercosur will fully integrate into the South American Community of Nations.
* A presidential election will take place in Kenya.
* A legislative election will most certainly take place in Australia.
* Most candidates seeking their party’s nomination in the 2008 United States presidential election will declare their candidacies and start actively campaigning.
* The Hidden Imam will appear this year, according to Iranian President Ahmadinejad.

References to 2007 in fiction

Computer and video games

* Mega Man: Dr. Thomas Light is awarded the Nobel Prize for the creation of the Robot Master.
* Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty (2001): Solid Snake boards a vessel in New York City to photograph one Metal Gear.
* Tom Clancy’s Ghost Recon 2 (2004): The second Korean War begins.
* Set in 2007:
o Act of War: Direct Action (2005)
o Battlefield 2 (2005)
o Duke Nukem 3D (1996): Specifically, sometime in December.
o Tom Clancy’s Rainbow Six 3: Raven Shield (2003)
o Tom Clancy’s Splinter Cell: Chaos Theory (2005)
o Outcast (game) (1999)

Films

* Films set in 2007:
o Paycheck (2003)
o The Jacket (2005)
o Death of a President (2006): United States President George W. Bush is assassinated on October 19.
o Double Dragon (1994)

Literature

* The Forever War (1975): some events take place in 2007
* The Puppet Masters by Robert A. Heinlein (1951): Events take place in 2007, beginning on July 12.

Television and video series

* Dead Ernest (1980): Ernest (played by Andrew Sachs), is scheduled to die by God in 2007, in bed in Lyme Regis, Dorset, England.
* Macross Zero (2002): The VF-0 variable fighter is tested and events take place in 2007.
* Odyssey 5 (2002): Earth is destroyed on August 7. The minds of the surviving crew of the Space Shuttle Odyssey are sent back in time by a being known as The Seeker to prevent the destruction.
* Daria: In the episode That Was Then, This is Dumb, Jane Lane tells Jesse Moreno that aliens will take over civilization on April 1 of this year.

* Set in 2007:
o Doctor Who: The episodes School Reunion, Rise of the Cybermen and The Age of Steel (aired 2006) take place between January 30 and February 2, the latter two in an alternate reality. Army of Ghosts and Doomsday likely take place later this year. The Runaway Bride (Doctor Who) was set in Christmas 2007.
o Wild Palms (1993)